segunda-feira, 18 de dezembro de 2023
domingo, 10 de dezembro de 2023
AVE MARIA
.
Maria de que? Maria de quem? Maria pra que? Maria pra quem? Eis o nome absoluto a representar profundamente as mulheres do Ocidente. Representa, sem descartes, pois traz o peso primeiro do ventre que deu a vida ao Salvador. Não sabemos se se chamou Maria, mas pouco importa. Questiona-se muito o nome do Filho, mas não se questiona o nome da MÃE. Maria é absoluta! Maria menos se questiona. Maria é Maria. Maria se vive! Maria tem vários nomes. Maria não se determina. Maria é plural e mais cristalina como o princípio feminino. Os homens são filhos. As Marias são mães. As Marias vão fecundar o mundo para um futuro cristalino!
.
Ave, todas as Marias, a mãe de Deus, as Marias Marias, a Maria, dos Orixás, das ruas, calçadas, estradas peladas, serras peladas, Maria vem... Sou a pessoa Maria, Maria... Santa Maria, Maria minha avó, entrando, voltando direto, no brilho do túnel de luzes, à tão poucos.
.
Hideraldo de Souza e Wagner de Sousa
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
AO VIVO
Quando olho no relógio,
as horas passam devagar...
.
Acho que é um convite a continuar
.
Acho que é um convite a continuar
Nesta lida de escuta e hedonismo!
.
.
quarta-feira, 29 de novembro de 2023
sábado, 28 de outubro de 2023
NOSSO TIO MÁ, MEU PRIMO BOM!
.
I
.
Todas
as coragens têm suas prévias fontes
As
conhecemos desde o início de nossas encarnações
E a
esses chamamos de pais, avós ou ancestrais
.
Mas há
também coragens
Que se
resguardam
Anteriores
ao conhecimento prévio
Fixados
em gerações similares
Programados
na morada da possibilidade futura
E a
esses chamamos: PRIMOS!
.
Pensando
nisso, digo agora que
Há
almas trans-parecidas
Antes
de se transparecerem
Há
almas pré-conhecidas
Antes
de se conhecerem
.
Há
sensibilidades
Que se
encaminham anteriores ao conhecer
Vão
indo pelo mesmo caminho
Apesar
de estarem tantos anos apartadas
.
Há
forças
Que
moravam na casa da possibilidade
Na
promessa de, em algum dia
Virem
a estar em conjunto
.
Há
pessoas
Que
eram para se encontrarem
Há
determinações familiares
Que
são furtivamente inescapáveis
.
Ou
mais...
.
Há
espiritualidades
Que
agradecemos por terem vindo antes!
.
II
.
São
posturas comuns, olhares fortes
Jeitos
arcados de coluna
Adentrares
de famílias tradicionais
Inteligência
e esgarçar de espaços
Que
devemos agradecer
E baixar
a cabeça
Por terem
vindo antes
.
São
espíritos admiráveis e de grande valia
Por
terem desbravado contextos anteriores a nós
Contextos
anteriores a mim
.
E acho
que almas foram feitas para vencerem juntas!
.
Almas
foram feitas para se olharem
Em
estado de graça
Naquilo
que chamamos, agora, de vida
.
São
pessoas de imaginação fértil
De
coragem cortante
De
perseverança incorruptível
Pessoas
de se dizer:
Meu
Deus, como sou também assim!
.
Palavras
fortes
Posturas
veementes
Verdade
acima de tudo
Verdade
acima de tudo
Verdade,
verdade
Nada
além da verdade
.
Nós
queremos a VERDADE!
.
Não
suportamos a mentira
Pois
queremos o correto
Queremos
a vida inteira
A vida
verdadeira
Dentro
daquilo que as almas dignas
Têm
direito de ter
.
III
.
Mas
diga, diga-me o que você sente!
.
Sinta,
sinta-se na música que você ouve!
.
Conte,
conte-me o que pensas dela!
.
Fale-me
sobre a verdade maior do momento
Comova-me
sobre aquilo que estás sentindo
Pois
eu irei junto contigo
Eu
irei para sentirmos juntos!
.
E façamos
uma nova verdade
Façamos
uma novidade inventada
Façamos
a revolução da masculinidade familiar
Façamos
a justiça
.
Calemos
o machismo
Provemos
que o mundo pode ser mais colorido
Provemos
que o mundo pode ser mais irreverente
Provemos
que existe uma força diferente
Uma
força vinda
Como
dito anteriormente
Também
daqueles que nasceram antes de nós
.
Vamos
fazer vingar a valentia
Pelos
olhos da dignidade
Pelos
poros da integridade
.
Vamos
fazer vingar a rebeldia
Em
nome, em homenagem
E pela
inteireza dos delicados homens
Que
nos emprestaram seus genes:
Alfredo
e Ademar
.
IV
.
Somos
de gerações diferentes
Mas
com sentidos iguais
Saídos
de um mesmo familiar ventre
Cada
qual com seus escolhidos amores:
PEDRO
E FERNANDO
.
E
vamos continuar amando
Estes
nossos tão parceiros
Pois
o amor é direito intrínseco
Das
almas minimamente divinas
Mas
sublimemente vivas!
.
Enfim
Obrigado
meu primo
Obrigado
por vir antes
Obrigado
pelo caminho que traçastes
Com
a postura que também prefiro ter em mim
.
MUITO
OBRIGADO!!!
.
4:03
A.M – 19/10/23
.
.
terça-feira, 19 de setembro de 2023
AMOR / ERÊ / SETEMBRO
"ANTES DE TUDO A MÚSICA... E TODO O RESTO É LITERATURA"
PAUL VERLAINE
.
PARAFRASEANDO...
.
ANTES DE TUDO A BONDADE... E TODO O RESTO SE CONVERSA...
NO AMOR!!!
quarta-feira, 12 de julho de 2023
OURO PRETO (Segunda Milésima Quingentésima Postagem - Post 2.500)
.
I
.
Ouro
Preto
Vir
aqui foi passeio
Há
alguns anos sonhado
Em
noite de imaginário alado
.
Ouro
Preto
Andar
por tuas ladeiras
Foi
presente dourado
Um
gritante regalo calado
Vindo
de um remoto passado
.
Ouro
Preto
Caminhar
por teus traçados
Foi
fazer vivo em nossos corações
O
que já há tanto tempo aqui existe
Mas
que, às vezes, nos esquecemos
.
Fomos
singelos passageiros
De
tua calma eternidade
E
sei que nós morreremos
Mas
nunca o significado desta cidade
.
II
.
Nesses
cinco dias
Pudemos
sentir
O
retorno dos teus contornos
Vivemos
teus entornos
E
sentimos cada encanto
Dos
teus delicados recantos
.
Sentamos
em tuas praças
Suamos
em tuas ladeiras
Rezamos
em tuas igrejas
Pecamos
em teus barrocos
Escravizamo-nos
ao revés
Em
libertação
Sentindo
as raças que aqui sofreram
E
que fizeram
Neste
local
O
início de um futuro possível Brasil
.
No
entanto, agora
É
triste sentir
Que
ainda tentamos ser
A
nação que aqui sonharam
E
ainda tentamos ter
A
dignidade e a coragem
De
alguns dos seres
Que
aqui nos antepassaram
.
III
.
Ouro
Preto
Tu és
Tiradentes que acreditou
Num
Brasil que queria existir
E
que talvez seja
Um
Brasil que ainda não é
.
Ouro
Preto
Tu és
Tiradentes que
Ao ter
seu corpo despedaçado
Fundou
o início de nossa junção
.
Ouro
Preto
Tu és
Tiradentes que
Ao
ser desmantelado
Fez
soar os sinos invisíveis
Conclamando
silenciosamente um povo
Nos
primórdios da nossa união
.
Ouro
Preto
Tu és
Tiradentes que
Ao esquartejarem
seus membros
Ao
espalharem a morada de sua alma
Criou
a fértil semente de um conjunto
Personificou
a figura de um mártir
E fez
delinear os traçados
De
um herói unificador
.
IV
.
Ouro
Preto
Também
és milagre do chão
Milagre
do subsolo rincão
Foste
formada pelos homens que perseveraram
Pelas
mulheres que resistiram e rezaram
Tu és
a pátria-solo arrancado que
Por
exploração
Nos
pariu
.
Ouro
Preto
Também
és desenho humano
Escorrendo
ladeiras
Elevando
mundos
Efervescendo
profundo
Resistindo
enquanto eterna colônia
Acreditando
ser possível nação
.
Ouro
Preto
Foste
labirinto humano
Se
fazendo realidade
Um
Brasil se desenhando
Descendo
e subindo
No
lombo de labutadores
Que
pelos pés fincados no chão
Fizeram
física
A
proposta primeira de um país que
Ainda
hoje
Se
faz meio eterna promessa
.
V
.
Mas
Acima
de tudo
Como
dizem:
“O
Brasil nasceu aqui”
.
O
Brasil começou aqui
Pelos
dedos carcomidos
Do
exaurido Aleijadinho
Médium
autodidata
Filho
de arquiteto e escrava
Nascido
na periferia humana
Mas
que depois se moldou
Escola
escultural do mundo
.
Aleijadinho
Teus
dedos se enrijeciam
E
tuas extremidades se esvaiam
Enquanto
fazias existir
O
maior conjunto
Do Barroco
arquitetônico mundial
.
É
como se
Um
pouco da vitalidade de teus dedos
Tivesse
transpassado
Para
o inanimado de tuas obras
E nelas
habita até hoje
No
formato pétreo de uma vida sempiterna
.
Teu
corpo sumia
Enquanto
fazias nascer
Tua
obra para a eternidade
.
E eu
Chorei
em teu túmulo!!!
.
VI
.
Também
digo que
O
Brasil começou aqui
Pelos
traçados coloridos de Mestre Ataíde
Homem
de dedos leves
Artista
milagre da barbárie escravocrata
.
O
Brasil foi parido aqui
Pelo
metal dourado
Arrancado
do coração mineiro
Metal
que fez a glória da colônia medíocre
E
que serviu de sustento indireto
Para
a Revolução Industrial
Do
"Unido Reino" explorador
.
VII
.
Mas nada
disso importa
Pois,
Ouro Preto
Nós
te amamos
E em
tuas ladeiras fomos felizes!
.
Teu
traço que escorre
Desde
a praça aconchegante
Nos
elevou o coração
Nos
amalgamou a alma
Nos
convidou a contemplação
Nos
fez movimento de dentro-fora
.
Ouro
Preto
Teu
céu tão próximo
Quase
ao alcance das mãos
Nos arrebatou
em redenção
E
nos fez bem
.
Saímos
daqui alimentados
Saímos
daqui banhados de Brasil
.
Sentiremos
saudades
E retornaremos
Pois
sabemos
Que
nossa nação em brasa
Ainda
faz sentido
Quando
sentida AQUI
.
MUITO
OBRIGADO E ATÉ BREVE...
.
.
.
terça-feira, 11 de julho de 2023
quinta-feira, 1 de junho de 2023
terça-feira, 23 de maio de 2023
VITRÔ
No reflexo inverso do espelho
Que a janela etérea me impacta
Vejo-me sendo a cidade
Feito ríspida simbiose análoga
E emergo-me intrínseco do sendo
Um escravo côncavo do trato
Perplexo restrito do descaso
.
Em mim, sou o que não ocupo
Nela, sou o que não me caibo
Em sendo, sinto que não destoou
Se tendo, sinto que não possuo
.
Faço-me feito um desfato
Finjo-me pleno descaso
Planto-me feito feto incauto
Colho-me vítreo análogo
.
Sou indigesto percalço
Um despedaço granulado
Quase um espaço opaco
Que preservo escravo de fato
Posto que pouco me cravo
quarta-feira, 19 de abril de 2023
O Convite da Chuva (Poema Processo)
.
.
PARTE I
.
Sibilante invólucro sonoro
Que se infiltra pela atmosfera etérea
Deste apartamento em ressonância
Convidando-me a algo que ainda não sei
.
Constante e cadenciado burilar de pétalas líquidas
Que me lembra de tantas experiências longínquas
Esquecidas no porão das memórias renegadas
Mas que me agarram os calcanhares
.
Desfolhar denso e descendente da lótus celestial
Que, em sua polirritmia, acalma corações e mentes
Neste desenrolar constante da noite em escuridão
E que me instiga o imaginário neste momento
.
Auscultando o coração da madrugada
Que se ventila nesta cortina invisível em sua liquidez
Coloco-me prostrado defronte aos vocábulos
Esperando a deliciosa agonia da inspiração
.
PARTE II
.
Faço-me pouco neste instante
E resigno-me neste amálgama de espaços
Para pulsar calidamente minha interioridade
E reacender espaços inexplicáveis
Entranhas de um vasto inexprimível
Salões incalculáveis de minha autocaverna
.
Minimalizo-me como que numa concha invisível
Lançando minha imaginação voluntariamente
Rumo a um passado de dor e criação
E tento tragar por meio destas palavras
O fôlego motriz capaz de me colocar
Novamente em ebulição
.
Procuro desesperadamente espelhar-me
Nestas singelas gotas altivas
Que recaem expandidas em coragem
Lançando-se de encontro ao chão do mundo
Fecundando o seio da terra de tamanhos erros
Mas que continua sendo
Nosso único e inescapável destino
.
PARTE III
.
Preciso-me assim
Anseio-me por ser gota de coragem
Pranteio-me de tentativas
Revolvo-me em contorcências
.
Mas, qual o que?!
.
Falta-me tudo e tanto e tato
Falta-me a força, a fé e o foco
Portanto
Canso-me de mim
Desisto-me assim
E retorno-me outrossim
À lamentação que me encharca
.
CHEGA DE PROCURAR INSPIRAÇÃO!
Vou apenas falar do que tenho aqui dentro agora...
.
PARTE IV
.
Oh tampa de mediocridade
Que se deitou por sobre minha cabeça
Enclausurando meus pensamentos disformes
Que não conseguem mais se alimentar
Da expansão revolucionária da livre imaginação
.
Oh dor de negação das capacidades
Que se sobrepõe à convicção da qualidade própria
E me faz não gostar daquilo que posso fazer
E que, por isso mesmo, não me alimenta
No caminhar cambaleante do literato instante
.
Deveras irrisório é o poema que de mim parte
Repartindo-me em postas mínimas
E sem brilho capaz de reluzir aos olhos de outrem
.
Inconclusas formas literárias de dor
Recendendo uma inútil insistência fétida
Agora saem pelas pontas dos meus dedos
Em frases oblíquas de poética inepta
Mas que prefiro dolorosamente expandir
Como fosse um autosadismo
Ou talvez um disfarçado vitimismo
.
Persevero nesta colocação ferina
Na esperança de me contrair ao tamanho real
Na busca por me colocar humildemente
Na minguada envergadura exata
Que a inércia passada me condenou
.
PARTE V
.
Sou
O zero absoluto
De um processo
Que há tantos anos
Se iniciou
Mas
Que se refreou
Pela incredulidade geral
Ou pela crença
De que ele
Não me levaria
A lugar algum
.
Sou
Neste instante
O tamanho exato
Daquilo
Que não me fiz
.
Sou
Nesta hora morta
A forma derretida
De uma proposta
Apartada no tempo
Esquecida no espaço
Esvaída no vácuo
Carcomida no caos
Atrofiada pelos dias
Atropelada pela rebeldia
Afogada pelo materialismo
Desmantelada pelo cotidiano
E morta em alguma lembrança
Que não consigo mais resgatar
.
PARTE VI
.
Enfim
Neste instante sem par
Não pude responder dignamente
Ao convite que a chuva se me lançava no ar...
.
.
sábado, 8 de abril de 2023
UNIDOS NO AMOR
- Sinto a chuva sobre minha memória
- E sigo lembrando de cheiros e cores de minha infância
- Refletindo sobre o passado que ainda não chegou
- E, na beira do Rio Verde, a vejo passar
.
- A lembrança de um homem e uma mulher Pinto de Sou❤️a me concretizam agora
- Me fazendo cada vez melhor
- E, mesmo chegando tarde neste lugar, sinto que faço parte desta jornada
- Somos diferentes, muitas cores e formas, mas unidos no amor
.
Diva, Márcio, Wagner e Lucas
.
08/04/2023 - 3:56 a.m
Assinar:
Postagens (Atom)



































