terça-feira, 24 de julho de 2012

Centro Pós-Cultural de Ultragênese (Refeito e Permutado)






I


Centro Pós-Tudo
Região Ultrajante
Local Mudado Mudo
Silogismo Viajante
.
Tribal Enxerto Descarrado
Geografia Pós-Moderna
O Correto Feito Errado
Ágora Profunda Na Caverna
.
Eis-lo Que Há Aqui!
Vácuo Pós-Cultural De Ultragenia
Subindo A Augusta, Vi E Sorri
Feito Findo, Meia-Noite-Alegria


II


Centro Pós-Tudo
Tribal Enxerto Descarrado
Local Mudado Mudo
O Correto Feito Errado
.
Região Ultrajante
Geografia Pós-Moderna
Silogismo Viajante
Ágora Profunda Na Caverna
.
Vácuo Pós-Cultural De Ultragenia
Eis-lo Que Há Aqui!
Feito Findo, Meia-Noite-Alegria
Subindo A Augusta, Vi E Sorri


III


Feito Findo, Meia-Noite-Alegria
Ágora Profunda Na Caverna
Vácuo Pós-Cultural De Ultragenia
Geografia Pós-Moderna
.
O Correto Feito Errado
Silogismo Viajante
Tribal Enxerto Descarrado
Região Ultrajante
.
Subindo A Augusta, Vi E Sorri
Local Mudado Mudo
Eis-lo Que Há Aqui!
Centro Pós-Tudo

.
..
...
....
.....
......




quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mais um vídeo


Canto Triste - Composição: Edu Lobo / Viní­cius de Moraes



terça-feira, 17 de julho de 2012

A espera de turistas



O filme conta a estória de Sven, um jovem alemão que completa 18 anos e resolve, ao invés de servir o exército, prestar serviços assistenciais. Mal sabia ele que seria mandado para a cidade de Auschwitz, onde se localizou o maior campo de concentração nazista.

Ele, que não carrega culpa e muito menos orgulho pelo que seus antepassados fizeram, fica encarregado de cuidar de um velho judeu prisioneiro dos nazistas na segunda grande guerra.

Disso resulta uma estranha situação em que, um jovem comum da Alemanha atual tem que lidar com os rancores e as truculências de um senhor que ainda carrega marcas de um passado tão presente em sua memória.

Paralelo a isso, este jovem alemão conhece uma polonesa de sua idade e os dois vivem um pequeno romance que o ajuda a suportar sua rotina. Além disso, outros pequenos acontecimentos rodeiam a trama principal, mas elementos sem muita importância.

Não me lembro muito bem como as coisas acabam, mas acho que o velho abranda levemente sua truculência, o jovem acaba se integrando com outros poloneses. O futuro de sua relação com a jovem polonesa permanece aberto.

Estava lendo algumas críticas na internet e notei que, ou as pessoas não pensaram no que pensei, ou preferiram evitar causar polêmica. Mas, pra mim, há dois modos bastante distintos de se interpretar o comportamento do velho senhor. Sobre o jovem alemão, me parece que todos concordam que ele é simplesmente fruto de uma nação, e que não necessariamente sofrer injúrias trabalhando com o peso vindo dos erros dos seus avós.

Mas voltando ao senhor, primeiro podemos interpretar suas atitudes como naturais, já que o encarceramento dentro de um campo de concentração pode marcar a vida de uma pessoa para sempre. Este ponto de vista é apresentado em diversas resenhas.

No entanto, além desta, outra opinião me passou pela cabeça...

Vi também, nas atitudes daquele velho, mais que um profundo rancor. Achei que havia ali um pouco de vingança, que ele acreditava ser legítima. Não importava quem fosse seu alvo, bastava saber ser alemão para que se sentisse no direito de desabar suas mágoas. Além disso, me pareceu ser cômodo àquele senhor colocar-se perpetuamente como um coitado, ou seja, apresentar-se durante quase 70 anos como uma vítima de algo que aconteceu em sua adolescência.

Obviamente que este é um ponto de vista bastante polêmico já que o Nazismo foi realmente um dos episódios mais horríveis da história da humanidade, mas, daí a você não conseguir dividir o que foi o Nazismo e o que é a Alemanha, me parece uma atitude um tanto ultrapassada e que deveria ser sim deixada de lado.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Robert Thalheim
Elenco: Alexander Fehling, Ryszard Ronczewski, Barbara Wysocka, Piotr Rogucki, Rainer Sellien, Lena Stolze, Lutz Blochberger, Willy Rachow, Roman Gancarczyk, Adam Nawojczyk, Halina Kwiatkowska, Joachim Lätsch
Produção: Britta Knöller, Hans-Christian Schmid
Roteiro: Robert Thalheim
Fotografia: Yoliswa Gärtig
Trilha Sonora: Uwe Bossenz
Duração: 85 min.
Ano: 2007
País: Alemanha
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Pandora Filmes
Estúdio: 23/5 Filmproduktion GmbH / Das Kleinfernsehspiel
Classificação: 14 anos



A primeira coisa bela



Filme italiano bastante gostoso de se ver!!!

Conta a estória de um professor de literatura, filho de uma mulher totalmente adoradora da vida, aberta e sem pudores que gosta de vivê-la de uma maneira natural e espontânea. Uma mulher a frente de seu tempo!

Entre idas e vindas no tempo, são contadas diversas passagens da vida dela com seus filhos, sua separação, os problemas que teve quando quis se tornar atriz, os homens que se apaixonaram, suas travessuras, a intensidade com que viveu todos os episódios e, no meio desta turbulência de acontecimentos, estão suas duas crianças, o menino mais velho, ator principal da película, o já referido professor de literatura, e a filha mais nova.

O filme vai se desenrolando até chegar aos desfechos finais que se mostra surpreendente. 

A “primeira coisa bela” acredito que seja a própria mãe, na visão do garoto que, apesar de ter vivido episódios constrangedores por conta das maneiras dela, a tem muito dentro do coração já que, antes de tudo, é uma mulher sem maldade, desprendida de rancores e que somente quis viver a vida de maneira verdadeira e intensa.

Muito agradável!!!


Informações Técnicas:
Título no Brasil: A Primeira Coisa Bela
Título Original: La prima cosa bella
País de Origem: Itália
Gênero: Drama
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 122 minutos
Ano de Lançamento: 2010
Estréia no Brasil: 08/06/2012
Estúdio/Distrib.:  Califórnia Filmes
Direção:  Paolo Virzì
Elenco: Valerio Mastandrea, Micaela Ramazzotti, Valeria Michelucci, Dario Ballantini, Marco Messeri, Fabrizia Sacchi, Roberto Rondelli, Sergio Albelli, Aurora Frasca, Giacomo Bibbiani, Emanuele Barresi
Produção: Marco Cohen, Fabrizio Donvito, Benedetto Habib, Gabriele Muccino, Carlo Virzì, Paolo Virzì
Roteiro: Paolo Virzì, Francesco Bruni, Francesco Piccolo
Fotografia: Nicola Pecorini
Trilha Sonora: Carlo Virzì
Cor: Colorido
Distribuidora: Califórnia Filmes
Estúdio: Motorino Amaranto / Medusa Film / Indiana Production Company


Apenas uma noite



Uma trama delicadíssima, sutil, que vai esboçando, com extrema sagacidade, um painel sobre os possíveis movimentos de um casal jovem atual.

Ele, um executivo já com a carreira estabelecida, ela, uma jornalista e aspirante a escritora.

Após irem a uma festa juntos, ela percebe que seu marido sente atração por uma colega de trabalho, o que a faz crer que está sendo traída. Isso gera uma discussão forte entre os dois já que ele vai viajar justamente com esta colega de trabalho para tratar de assuntos financeiros da empresa.

Ele jura nunca a ter traído, mas ela quase se convence totalmente, no entanto, não pode impedir seu marido de partir a trabalho.

Quando está só e resolve sair para ir a padaria, ela encontra um velho namorado pelo qual ela foi e ainda é totalmente apaixonada. Abalada pela discussão e pelo risco de ser traída, ou mesmo usando isso como um desculpa para si, ela se permite aceitar o convite de seu ex, um escritor bem sucedido, também apaixonado por ela, para se encontrarem.

As coisas, a partir deste ponto, vão se desenrolando minuciosamente, numa crescente de cenas acontecendo em paralelo, ou seja, seu marido e a rotina de negócios com a colega atraente, e a ela passando o dia, sozinha na cidade, juntamente com seu ex.

O que me impressionou foi a atuação da protagonista, Keira Knightley. Eu já sabia que ela trabalhava bem, mas neste filme acho que ela se superou. É impressionante a quantidade de idéias que ela consegue sugerir estarem passando em sua cabeça, mesmo sem dizer uma palavra sequer.

O roteiro é fantástico! Um filme que, a primeira vista poderia ser mais um que tenta retratar a atualidade de maneira superficial, consegue encontrar um caminho tão interessante para explorar enredos do dia-a-dia de uma maneira que me parece ser bastante fiel a realidade.

E às vezes a realidade é uma das coisas mais difíceis de ser captada, registrada e posteriormente reproduzida.

Recomendo demais!!!


FICHA TÉCNICA
Diretor: Massy Tadjedin
Elenco: Keira Knightley, Sam Worthington, Eva Mendes, Guillaume Canet, Anson Mount, Griffin Dunne, Stephanie Romanov, Scott Adsit, Daniel Eric Gold, Stephen Mailer, Justine Cotsonas
Produção: Christophe Riandee, Massy Tadjedin, Nick Wechsler
Roteiro: Massy Tadjedin
Fotografia: Peter Deming
Trilha Sonora: Clint Mansell
Duração: 90 min.
Ano: 2010
País: EUA/ França
Gênero: Romance
Cor: Colorido
Distribuidora: Vinny Filmes
Estúdio: Gaumont / Nick Wechsler Productions / Star Entertainment
Classificação: 12 anos


Até a eternidade



O filme inicia com uma grande sequência sem corte em que um homem (o mesmo ator protagonista do filme O Artista) está bebendo numa balada, sai para fumar um cigarro, dá uns tragos, desiste, pega sua moto e sai andando por diversas ruas até que alguma coisa acontece e impede o fluxo de acontecimento que vinham sendo passados naturalmente.

A partir daí, as coisas se complicam e ampliam dentro do filme.

Inicia-se um longo período de férias em que aos poucos vão sendo mostrados o passado e o presente de um grupo de amigos muito próximos, franceses de classe média, fixados numa casa de praia, eles e suas mais diversas manias, problemas, carinhos, discussões e uma grande estória de amizade que se desenrola por muitos e muitos anos até chegar àqueles dias.

Fiquei totalmente inebriado pelo filme! Gostei demais como cada personagem é tão naturalmente interpretado que chegam a ganhar status de gente de verdade, sendo que cada um conquistou seu espaço dentro do todo, com suas peculiaridades, pela força da colocação natural de todos.

Quando fui assistir, já achava que era um bom filme, afinal, vejo críticas antes de ir pro cinema, mas esse, especialmente, me comoveu bastante.

Todos os atores estão muito bem nos seus papéis! Situações engraçadas, tristes, intrigantes, complicadas frutos da convivência de amigos, este é o mote principal deste filme.

“Até a eternidade” é a arte imitando a vida, com muita arte e com muita vida!


FICHA TÉCNICA
Até a Eternidade (Les Petits Mouchoirs) – 154 min
Diretor: Guillaume Canet
Elenco: François Cluzet, Marion Cotillard, Jean Dujardin, Gilles Lellouche, Benoît Magimel, Laurent Lafitte, Valérie Bonneton, Pascale Arbillot, Joël Dupuch, Anne Marivin, Louise Monot, Hocine Mérabet
Produção: Alain Attal
Roteiro: Guillaume Canet
Fotografia: Christophe Offenstein
Duração: 155 min.
Ano: 2010
País: França
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Califórnia Filmes
Estúdio: Les Productions du Trésor / Europa Corp. / M6 Films / Canal+ / CinéCinéma / Cofinova 6 / La Compagnie Cinématographique Européenne / Panache Productions / Caneo Films / W9
Classificação: 12 anos
Cor filmagem: Colorida
Gênero: Comédia, Drama




Deus da Carnificina



Trata-se do trigésimo filme de Roman Polankis, baseado numa famosa peça, sucesso na Europa e nos Estados Unidos, Le Dieu Du Carnage, de Yasmina Reza.

Polanski precisou apenas juntar ótimos elementos que quase assegurariam a qualidade de qualquer filme: texto e atores.

Mas não bastando isso, ele engrandeceu sutilmente a película optando por não variar demais os cenários, sem deixar de desfrutar desta diferenciação existente entre o cinema e o teatro. Com pequenas saídas, o diretor consegue enriquecer a proposta, sem fugir do caráter teatral.

O texto é magnífico, já aclamado em diversos palcos. Não bastando isso, quatro ótimos atores, cirurgicamente escolhidos para os papéis, se embatem numa sala por horas, de forma hilária, e sem perderem o tom a não ser o tom que eles realmente deveriam perder.

Kate Winslet, Jodie Foster, John C. Reilly, Christoph Waltz, são praticamente os únicos quarto atores de todo o filme.

É interessante ver como as posturas vão se transformando e, o que num primeiro momento parece ser um simples acordo de casais sobre uma briga de crianças, vai se transformando no Deus da Carnificina, um pandemônio humano de sujeitos se revelando sempre mais e mais ordinários e incompletos.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Roman Polanski
Elenco: Kate Winslet, Jodie Foster, John C. Reilly, Christoph Waltz, Elvis Polanski, Eliot Berger, Joseph Rezwin, Nathan Rippy, Tanya Lopert, Julie Adams
Produção: Saïd Ben Saïd
Roteiro: Roman Polanski, Yasmina Reza
Fotografia: Pawel Edelman
Trilha Sonora: Alberto Iglesias
Duração: 80 min.
Ano: 2011
País: França/ Alemanha/ Polônia/ Espanha
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: SBS Productions / SPI Poland
Classificação: 12 anos



Fausto



Algumas, das pouquíssimas pessoas que lêem este blog, podem pensar o seguinte:

 - O Wagner só fala bem dos filmes que ele vai ver.

Em primeiro lugar que isso não é sempre, mas devo concordar que é bastante freqüente os elogios aqui.

Mas isso acontece porque não vou ver qualquer coisa. Antes de ir eu pesquiso pra saber o que de bom está passando e o que dentre essas coisas boas mais me interessa.

Depois disso, escolho o lugar, a hora e vou, já que é simples achar cinemas aqui perto de casa.

Estou dizendo isso agora justamente porque, ao contrário do que é comum, vou falar mal de um filme.

Achei muito chato o filme Fausto do diretor Aleksandr Sokurov.

O filme encerra a tetralogia do diretor que se propôs a falar sobre o poder. Após três filmes ele chegou a conclusão que esta sua grande obra só poderia terminar com a filmagem de um dos maiores mitos da humanidade: o mito de Fausto, a estória de um homem que vende sua alma ao diabo em troca do conhecimento.

Baseando-se na obra que Johann Wolfgang von Goethe levou uma vida inteira fazendo e refazendo (Fausto teve quatro versões terminadas nos anos de 1775, 1791, 1808 e 1826), o ator traça uma seqüência sem preocupação com o tempo, com o espaço.

Os lugares se interconectam, o tempo não tem dia ou noite organizado, as tomadas são às vezes tortas, às vezes trêmulas, lugares diferentes têm conexão entre si, personagens bizarros aparecem do nada, o grotesco e o belo se conectam sem que disso haja algum estranhamento por parte dos normais.

Enfim, acredito que o diretor cumpriu o prometido, ou seja, retratar uma trama mágica e metafórica passada na Alemanha do fim do século XVIII, início do século XIX, mostrando as maneiras ardilosas que Mefistófeles teve para conquistar mais um dos seus escravos inebriados.

No entanto, o filme é chato de se ver. Não sei se propositalmente ou não, mas, as falas às vezes não se encaixam com o movimento da boca dos personagens, às vezes os sons do ambiente parecem mal regulados, as vozes soam muito próximas da câmera quando na verdade os personagens estão mais distantes. Não sei se isso era erro de regulagem do próprio cinema!!

O autor pode ter usado deste recurso para reforçar a fantasia da obra, mas, pra mim, ficou estranho e bastante tedioso. As cenas sem lugar, as conexões entre espaços feitas de maneira estranha, o foco por muito tempo fechado, Mefistófeles constantemente falando, um discurso chato e os 134 minutos de duração se somam para formar uma película chata!!!


Diretor: Aleksandr Sokurov
Elenco: Johannes Zeiler, Anton Adasinsky, Isolda Dychauk, Georg Friedrich, Hanna Schygulla, Antje Lewald, Florian Brückner, Maxim Mehmet, Katrin Filzen, David Jonsson
Produção: Andrey Sigle
Roteiro: Aleksandr Sokurov, Marina Koreneva, Yuri Arabov
Fotografia: Bruno Delbonnel
Trilha Sonora: Andrey Sigle
Duração: 134 min.
Ano: 2011
País: Alemanha
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imovision
Estúdio: Proline Film


Febre do rato



Conta a estória de um poeta marginal e anaraquista, Zizo, que publica um jornal independente chamado Febre do Rato e milita incansavelmente a favor de seus ideais de justiça social e liberdade de expressão.

Junto dele estão pessoas de variadas idéias e atitudes, como travestis (Tânia Granucci), bissexuais, gays, heterossexuais, senhoras mais velhas, um funcionário público (Matheus Nachtergaele), além de outros, vivendo uma realidade por vezes hedonista, paralela ao sistema.

Há momentos bizarros, de nu sem pudores, cenas fortes de violência e drogas, procurando retratar a marginalidade que circula e desfruta os personagens.

Há também momentos belíssimos em que a figura principal, interpretado assombrosamente por Irandhir Santos, declama poemas de métrica livre, exaltando ou criticando os mais diversos pontos, subindo em mesas, a bordo de barcos, ou num carro com alto falante.

Porém seu coração se rende aos encantos de uma morena que conhece e que não está muito a fim de se deixar conquistar. Isto leva o poeta a descobrir outros pontos internos que pareciam esquecidos, como a paixão, ou mesmo o amor.

É um filme que parece não se preocupar muito em parecer ultrapassado revoltadiço num mundo que me parece estar dia-a-dia mais moralista, procurando combater os excessos permissivos conquistados por gerações passadas.

Filme brasileiro de garra, sem pudor, de peito aberto!!!


PRÊMIOS
- Grande vencedor do Festival de Paulínia de 2011, sendo premiado em oito categorias:

Melhor Filme Ficção - Júri Oficial
Melhor Filme - Prêmio da Crítica
Melhor Ator (Irandhyr Santos)
Melhor Atriz (Nanda Costa)
Melhor Fotografia (Walter Carvalho)
Melhor Montagem (Karen Harley)
Melhor Direção de Arte (Renata Pinheiro)
Melhor Trilha Sonora (Jorge Du Peixe)

FICHA TÉCNICA
Diretor: Cláudio Assis
Elenco: Irandhir Santos, Nanda Costa, Matheus Nachtergaele, Angela Leal, Maria Gladys, Conceição Camarotti, Mariana Nunes, Juliano Cazarré, Victor Araújo, Hugo Gila, Tânia Granussi
Produção: Julia Moraes, Claudio Assis

Roteiro: Hilton Lacerda
Fotografia: Walter Carvalho
Duração: 110 min.
Ano: 2011
País: Brasil
Gênero: Drama
Cor: Preto e Branco
Distribuidora: Imovision


Madagascar 3



Os olhos que se despertarem para o mundo, dificilmente olharão seu lar da mesma maneira!

Uma animação linda, interessante, com lições leves de amizade, superação, amor e crescimento.


Mameli - Canto de um jovem italiano



Espetáculo de uma companhia teatral da Itália, encenado na língua daquele país, com pequenas partes em português, além de uma legenda de introdução para cada nova cena.

Não entendi muita coisa, mas, pela explicação inicial, foi possível notar que iria ser contada a história da formação da nação italiana que havia sido dividida, acredito que no século XIX, o que levou o próprio povo a ter que lutar para reaver a unidade nacional.

Mameli é o nome de um dos maiores lutadores para que isso acontecesse. Poeta, escreveu o poema que viria a ser considerado posteriormente o hino nacional daquele país.

Sem dúvida nenhuma, mesmo não entendendo muita coisa, o espetáculo é belíssimo!

Os atores, depois eu fui saber, moram numa comunidade alternativa na Itália e vivem de teatro.

Todos são muito bons, com um preparo corporal impressionante, além de vozes bastante expressivas.

Eu já tinha ouvido falar que os italianos são o povo de voz mais bonita, de onde saem os maiores cantores líricos, mas fiquei impressionado.

Merece destaque a atriz que canta a maioria dos temas!

A voz dela simplesmente não parecia sair da boca. Um timbre fantástico que flutuava entre o rouco e o agudo lírico, bem como o agudo rasgado! Mesmo entre bons, ela se destacou completamente!

Ao final, a equipe tece uma crítica à Itália atual, contrapondo o heroísmo dos antepassados e a alienação dos contemporâneos.