quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Lista Geral 2020

Literatura
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1. Morte e Vida Severina – João Cabral de Melo Neto
2. Uma faca só lâmina - João Cabral de Melo Neto
3. Eu, Elton John – Elton John
4. Essa Gente – Chico Buarque
5. As Correções – Jonathan Franzen
6. Folhas de Relva – Walt Whitman
7. O homem mais inteligente da história – Augusto Cury (Adap: Cristiane Natale
8. Quarto de Despejo – Diário de uma favelada – Carolina Maria de Jesus
9. Reflexões Aleatórias – Alunos do 9º Oshiman de 2019
10. Bambina – Leila Madueño Zonzini
11. O Livro da Literatura – Diversos Autores
12. Mar absoluto e outros poemas – Cecília Meireles
13. Juscelino Kubitschek (Edição Histórica) – Guia Personalidades
14. Sophia – Ciência, Religião, Filosofia nº 45 (Revista)
15. A ciência do prazer (Revista Mente e Cérebro)
16. Baú de Ossos - Pedro Nava
17. Deus. O que existe acima de nós? – Revista
18. Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévski
19. O Livro das Religiões – Diversos Autores
20. O Livro do desassossego – Fernando Pessoa
21. Ilíada – Homero
22. Uma aprendizagem ou O livro dos Prazeres – Clarice Lispector
23. O Livro da História – Diversos Autores
24. Meu primeiro passo rumo a um sonho – Fumika Nishikuni
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Livros que já li, mas que não estavam na lista:
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1. A Sociedade do Espetáculo - Guy Debord
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Filmes
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1. O Paraíso deve ser aqui
2. Adoráveis Mulheres
3. Um lindo dia na vizinhança
4. 1917
5.      Judy – Muito além do Arco-Íris
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Exposição
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1. Jornadas e Destinos
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terça-feira, 29 de dezembro de 2020

O Espírito da Flor

paisagem simples

o mundo está ao contrário e ninguém reparou

 

agora sim

linha

Tapete de Céu / Planisfério Contido

coluna

quentura aquática (Usina dos Bragas - Itamonte - M.G)

A REAL GRANDEZA

sempre há

"eu quero uma casa no campo"

tardes paulistanas (R. da Consolação)


 

Rebanho

cada cabeça, uma sentença (polis vegetal)

acima da SÉ / além da FÉ / acima da catedral / além do bem e do mal

Escultura Milenar

sempre há 2

Luzes de Natal - Itanhandu-M.G

Lágrimas da Serra / Espelho e Transmutação

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

MULHER GUERREIRA (MINHA PROFESSORA JANE)

I
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Eu conheço uma MULHER GUERREIRA
A pessoa que escolhi para me ensinar
A arte mais profunda dentro de mim
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Eu conheço uma MULHER GUERREIRA
Alicerce de uma família
Constante doação de alma e de coração aos seus
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Eu conheço uma MULHER GUERREIRA
Que acreditou no meu ser
Mesmo quando eu ainda estava dormente de minhas capacidades 
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Eu conheço uma MULHER GUERREIRA
Que alimentou a dedicação e a disciplina
Sempre quando tantos de nós brigamos e dissemos não
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Eu conheço uma MULHER GUERREIRA
Que perseverou e renovou sua didática
Modernizando, com humildade, seus caminhos de ensino
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Eu conheço uma MULHER GUERREIRA
Incólume professora em seu cotidiano
E que nos fez firmes na delicadeza da arte musical
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II
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JANE
Esta homenagem é mínima
Defronte ao teu legado
Que permanece vivo
Dentro das almas que por ti passaram
E que por ti foram tocadas
Fortalecidas, enaltecidas
E lapidadas
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Sinto-me, sinceramente, melhorado por ti
No humano e professor que hoje sou
E que por ser ele
Sustento minha vida e minhas felicidades
Vivendo os caminhos que escolhi
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Eles são espelhos diretos daquilo que você foi e É
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Você pode achar exagero
Como bem te conheço
Mas é a VERDADE!
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SOU ESPELHO DIRETO DE TI!
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Você é forte na procura constante da melhora
Você é inquieta, inteligente 
E sábia em teu caminhar
Profissional e pessoal
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Se hoje escrevo este texto
Ouvindo uma composição minha
Nela ressoa tua alma
Teu cheiro, tua voz e energia
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Sempre que passo em frente a tua casa
Faço questão de ver teu Gol Vermelho 
E penso comigo:
A JANE está aí 
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E como é bom saber 
Que você existe
E como é bom saber 
Que você continua em tua presença
Dentro de fora de todos nós
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ITANHANDU É MAIS LEGAL COM VOCÊ NELA!
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III
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Estava marcado para a gente se encontrar
E soubemos fazer e prosseguir
Tu enquanto PROFESSORA e MESTRA
E eu enquanto simples e novato aprendiz 
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Com cinco anos de idade
Eu ouvia os discos da Xuxa
E fingia tocar piano no móvel lá de casa
Mexendo meus dedos 
Num ritmo que acreditava ser o correto
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Sempre que via um piano
Ficava encantado e com vontade de manuseá-lo
E no momento correto
Meus vazios gritaram
E eu sabia, mesmo sem saber
Que era você, que era a senhora
Que deveria me encaminhar por este longo
Penoso e precioso aprendizado 
Que levo no peito
Minando do coração, da garganta
E escorrendo pelos braços
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E foi por ti
Por nós dois
Que o piano se tornou
A maior beleza
O maior prazer
O instrumento sublime
Que guardo dentro de mim
E que posso recorrer
Sempre que sinto necessidade 
De ser um pouco mais leve
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Hoje em dia
Tenho quase 400 alunos
E saiba que
TODOS ELES
Também são TEUS
Pois aquilo que chega 
Até àquelas crianças e jovens
É também VOCÊ
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Somos uma cadeia infinita
De influências e belezas
Que perpetuam a surrada arte
Neste país Brasil de solo tão ricamente iluminado
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E, por isso
MUITO OBRIGADO!
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IV
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O ser-humano tem muitas maneiras 
De exercer sua grandeza
E você se perpetuou na maravilha do ensino
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Você é GRANDE!
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Você se fez
Dilatada por esforço
Por construção
Por disciplina 
E autocrítica
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Você se fez
Mestra maior e construtiva
Por busca constante
De pessoa e profissional
De mulher e ser-humano
De alma e espírito
De coração e vida
E EXISTÊNCIA AGUERRIDA
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E assim você se fez!
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E ASSIM VOCÊ É!
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E EU TE ADORO!
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E EU TE AMO!
(Aprendi, com o tempo, a dizer esta frase – rsss)
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V
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E, por fim
Não há mais nada o que enfeitar
Naquilo que já é rico EM SI
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Por isso termino
Por isso encerro
Mas sei que nossas histórias continuam
E nossos legados ainda demorarão
MUITO
A serem encerrados
Nas almas que nos sucedem...
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OBRIGADO
MINHA QUERIDA
IMENSA
PROFUNDAMENTE RESPEITADA
E MAIS IMPORTANTE PROFESSORA
QUE TIVE NESTA MINHA VIDA!!!
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

GOSTARIA DE CONTAR UM HISTÓRIA RÁPIDA...

Quando eu tinha 11 anos de idade, tive uma conversa mais ou menos assim com a minha mãe:

Minha mãe - Meu filho, tô te achando meio triste e quieto. Tá acontecendo alguma coisa?

Eu - Tá sim, mãe. Eu acho que tá faltando alguma coisa na minha vida.

Minha mãe - E o que é que tá faltando na sua vida?

E mesmo sem eu saber o que era, de repente as respostas me vieram:

Eu - Tá faltando o PIANO.

Minha mãe - Então vamos ver de você fazer aulas de piano. MAS COM QUEM VOCÊ GOSTARIA DE FAZER ESSAS AULAS?

Eu - COM A JANE!!!

E foi assim que tudo começou. As respostas existiam, mesmo sem eu ter pensado nelas anteriormente. 

Depois disso, foram inúmeras passagens engraçadas, brigas, descobertas musicais em comum e a certeza de que eu havia feito a escolha certa.

A senhora que está nessa foto é IMPRESCINDÍVEL na minha vida! Ela é minha maior referência musical!

P.s: Nos encontramos na última vez que fui a Itanhandu e aproveitei pra tirar essa foto.



quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Ponto de Ebulição (Menção Honrosa no Concurso da Editora Noveland)

A cidade encontrava-se dormente apesar do lindo sol outonal que insistia em nos lembrar de um hodierno passado, um passado onde tudo estava meio avesso, mas, ainda assim, um pouco mais familiar do que este presente repentino que se nos acorrentou. A tal luminosidade convidava à recordação de que as ruas apenas nos esperavam para um futuro itinerário renovado, uma nova caminhada em potencial que ainda iria acontecer nos dias vindouros, num amanhã mais possível.
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Era uma cidade estranhamente calma e silenciosa a despeito da quarta-feira comum que se arrastava pelas ruas e praças. Havia uma amarga proposta de cativeiro, sutilmente apocalíptica, que fazia entornar, no ofuscante chão, o desespero silencioso que vibrava dentro das vidraças, dos cômodos, dos becos; uma quietude inumana que se amordaçava, conscientemente, a espera de um desfecho para a tragédia pandêmica.
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No entanto, via-se, sob a redoma reluzente da aldeia hibernada, por entre incontáveis restos que foram sendo descartados, um relance movediço de frangalhos. Via-se, juntamente a muitos despejos esquecidos, um homem e uma mulher.
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UM HOMEM E UMA MULHER!
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Na verdade, eles sempre haviam estado nas mediações do Largo do Paissandu, mas, tornara-se dificultoso demais notá-los em meio a tantos transeuntes, tantas mercadorias, tantas formas de consumir a vida no centro de SP; superficialidades diversas que, nesta quarentena, se recolheram, deixando transparecer o óbvio que perpetrava entre nós.
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Mas, seriam aqueles que ali restavam, realmente, um homem e uma mulher? Seriam estes dois seres, que haviam brotado no solo plano dos anônimos, exemplares legítimos da espécie dominante?
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Por vezes, assemelhavam-se a pedaços de trapos dotados de movimento, amontoados de farrapos que cambiavam de posição, feito acúmulos esquecidos que ocasionalmente são trocados de lugar. O casal parecia mais uma montanha de vestimentas sujas em constante procrastinação, como se uma pessoa tentasse, em vão, dar jeito na bagunça de um lar sem paredes; pedras de um deserto que se esgueiram quando embebidas pela miragem. 
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Mas era uma mulher, sim! E era um homem, sim! Eram dois idosos feitos de panos e escamas de restolhos que sobrevinham a eles por meio do itinerário das calçadas, origamis frágeis e leprosos dobrados por mãos feitas de concreto armado. 
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Notava-se, neste canto, pedaços de alguma ex-coisa qualquer, mantas esculpidas por buracos, uma pétala eterna a circundar seus cabelos, copos de plástico gastos pela utilização secular, restos de comida de uma antiga encarnação, pseudo-roupa-pseudo-travesseiro-pseudo-colchão multiuso, corpos incorruptíveis em sua condição mínima, dedos sujos por fissuras expostas, almas abissais. Um microcosmo meio biológico, meio inanimado que vivia embriagado de sua conturbação própria. Acredito até ter sido possível observar seus quatro olhos por entre os escangalhos amórficos que margeavam seus contornos. 
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Estavam entre alguns bancos vazios a amontoar pertences múltiplos, remexendo percalços e trivialidades que materializavam suas consciências pequenas, dando lastro e âncora às almas que necessitavam, apesar de tudo, ocupar o vazio de suas encarnações.
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O vírus não ousaria chegar até lá! A Covid-19 os esquecera após tantos meses de mortandade naquele fatídico começo da década de 20 do milênio terceiro.
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Estavam imunes, imundos, submundanos, mudos, imutáveis em sua perenidade santa, suas consciências castas, longe de qualquer pecado possível, equidistantes do bem e do mal. Sobreviventes e justos. Eles já estavam aquém das coisas, além dos homens, similares aos santos.
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Remexiam feito bichos seus pertences, até que o senhor, com um simples soslaio, indicou à mulher que eles deveriam arranjar algo comestível:
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 - Vamo. A gente tem de encontrar coisa. Tô com fome.
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 - Vamo ali embaixo – respondeu a última dama do caos. - A gente consegue alguma coisa. 
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Deixaram seus pertences esparramados como estavam - quem os roubaria?! - e seguiram por alguns metros pela praça, descendo uma pequena rampa que mostrava a direção do Vale do Anhangabaú. Após uma breve, porém exaustiva caminhada, chegaram na encruzilhada derradeira:
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 - Tem lixo novo aqui – disse o homem, indicando com o queixo. 
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 - Faz tempo que num vejo lixo fechado. Todo lixo tá aberto. 
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E se colocaram a rasgar o plástico preto que envolvia o desconhecido que lá dentro os esperava. O saco era resistente, mas eles se engalfinharam com unhas e dentes à massa pesada e preta até conseguirem um pequeno orifício. Depois deste primeiro rasgo, o material se abriu com mais facilidade e um bafio de mundo, um absurdo odor niilista, um cheiro resultante de todas as coisas possíveis infestou o ambiente, ainda que uma leve brisa flanasse por sobre os caminhos que dividiam os canteiros do largo iluminado. 
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Chegaram mais perto e observaram lacrimosamente a interna paisagem turva que teimava em ferir o mínimo ocular de seus nervos gastos.
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 - É grande! – disse a senhora.
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 - Abre mais. Tem muita coisa aí. - e puderam, enfim, vislumbrar melhor o que lá dentro estava. 
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Puseram-se a remexer os dejetos, os erros e também as grandes obras desgastadas pela mediocridade comum. Era um caldeirão com infinitos desejos e frustrações de uma espécie que pagava a conta de seus excessos, o preço dos egos, a clausura da ganância, o inchaço do materialismo; a silenciosa autocrueldade de um capital absoluto que se apodera de tudo e de todos, amarrando-nos em sua lógica inescapável. A mais poderosa religião que jamais houve!
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Nas profundezas daquele abismo descartável encontravam-se insondáveis fósseis de uma era de atropelamentos, tentativas agônicas, escarros primitivos, erros rupestres, insatisfações cristalizadas: um infinito passado feito até mesmo de coisas que não chegaram a existir. Naquele momento viral, o futuro havia se esvaído. 
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Retiraram papéis picados, o poema de um escritor que morrera enquanto feto, oferendas para Iemanjá, papelotes ilícitos, um horário de escola com as iniciais W.P.S.P, um barquinho desenhado de mar em traços trêmulos de clamor, o cachimbo de Crack de todos os ex-homens, a culpa de Judas, uma foto de Assis Chateaubriand, papel higiênico usado com diversas formas de excrementos, o Bhagavad Gita, um compêndio da literatura russa, comprovantes de pagamento de uma dívida moral, manuscritos de Bach, a vontade de vencer, extratos de banco, tocos de velas, uma chaga de Cristo, o Karma de Nelson Rodrigues, comprimidos coloridos com desenhos psicodélicos, exemplares únicos de todos os elementos da Tabela Periódica, a certidão de nascimento de Matusalém, as pirâmides submersas, a agonia de Nietzsche, um autógrafo de Tônia Carrero, ESTAMIRA, a declaração de amor de Diadorim, livros técnicos sobre objetos futuros, as chaves da Atlântida, restos do Muro de Berlin, a melodia que ninguém imaginou, as sobras do Socialismo, o elo perdido, cinzas de Gandhi, clássicos nunca dantes folheados, entradas para um show de John Lennon marcado para 9 de dezembro de 1980, imagens de santos esquecidos, um cartaz do filme “Cidade Baixa”, a consciência de Sidarta Gautama, o boletim universitário de Freud, mandalas de Jung, uma cruz com as inscrições: “aqui jaz também Édipo”, 3.000.000.000 Cruzados grudados com porra, as tábuas da lei, Santa Dulce dos Pobres, um estojo com tocos de lápis marcados com o nome “Jorge”, psicografias de Chico Xavier, punhados de maconha, “Nada a perder” de Edir Macedo, a sensação de plenitude, a sanidade de Virgínia Woolf, o sonho de Martin Luther King, a cura da AIDS, o pecado de Eva, uma assinatura de Carlos Adão, um carnê de mercadorias do Baú, um quadro com a imagem de Piolin, os olhos de Homero, ferragens do Enola Gay, um abadá ainda úmido de cerveja, os braços da Vênus de Milo, restos mortais de Tutancâmon, metade da barata ingerida por G.H, a última rubrica de Stephen Hawking, o cachimbo de Manuelzão, o mapa da Biblioteca de Babel, um compêndio final da filosofia exaurida, a vacina que nos libertaria, uma nova versão da Verdade e...
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UMA CARTA!
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Sim, uma carta... uma carta intacta. Ilesa. Perfeita. Nítida. Impávida. Alva. Encantadora. Incrivelmente límpida. Quase vítrea. Até mesmo translúcida e endereçada a João dos Santos Nunes e Rosa Bernardes dos Santos Nunes.
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 - É a gente! - exclamaram quase simultaneamente.
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Abriram o envelope com um vigor que há muito e muito tempo não se expressava em nenhum de seus movimentos. Abriram a carta com sofreguidão, com ânimo, com um quase desespero, uma ansiedade já extinta pelo resignado e medíocre cotidiano que os fizera baixar os olhos há tantos anos. Suas quatro mãos tremiam como que querendo esgarçar o futuro, revalidar as possibilidades, desenclausurar a esperança, fazer viver o restolho da vontade e chorar os rios internos que haviam secado há tantas Primaveras. 
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Desvencilharam-se do invólucro e abriram a folha pautada que se encontrava uniformemente dobrada dentro daquele insuspeitável tesouro. 
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Eis o conteúdo:
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Senhoras e Senhores que aqui restaram,
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Com quantas voltas se faz um mundo? Quantos homens por aqui ainda deverão andar antes que superemos, definitivamente, os fantasmas que nós mesmos criamos por meio de nossas urgências? 
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Quantos tipos de máscaras usaremos para afastar a doença, proteger as fraquezas, perpetuar a vaidade e instigar a inveja? Quantas gargantas roucas ainda tentarão vociferar a realidade antes que alguma espécie de transmutação definitiva se faça sentir nos rincões da alma? 
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Como bem sabemos, na dor, todo homem é profundamente igual!
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É triste, mas, necessário dizer que o mundo não é feito para outro fim, senão o da superação pela passagem, além da preservação daquilo que se deixa. O mundo não possui objetivo em si. O mundo não é mundo. O mundo é meio, caminho, inexatidão. 
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Enganamo-nos quando fundamos nossas almas naquilo que se firma com as mãos ou quando alimentamos nossos olhos com a superfície que primeiro se fixa no olhar. É necessário cambiar a visão. É necessário chegar ao ponto de ebulição dos transtornos para destilar nossas matérias numa renovada solidez. 
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A pressa do vazio, a gula do instinto e o raquitismo da interioridade nos causaram desmoronamento. Esquecemos demais e, por isso, fez-se urgente relembrar, fez-se urgente adoecer. 
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Mas, levantem agora seus olhos e vejam do que ainda somos capazes. Observem a sua volta. Caminhem em direção daquilo que realmente vos convida e encarem o mesmo novo sol que vibra por sobre esta primitiva quarta-feira.
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Assinado: Um outro alguém...
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E foi então que perceberam que o lugar já não estava, a paisagem havia cambiado em outro sentido e apenas a brisa leve se mantinha intacta em seu movimento suspirante.
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O senhor e a senhora entreolharam-se ternamente. Aquela carta modificara suas escuras realidades e, enfim, limpos, descansados, saciados das necessidades, o amargo retrato de nosso mundo adentrou convictamente a imensa luz que emanava numa diagonal suspensa. Seus contornos quebradiços se emolduraram de claridade e, junto deles, manchas descomunais foram tragadas do orbe, posto que o tempo já não as queria aqui.
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Aos poucos, em torno daqueles corpos caídos no canto de uma SP abandonada, aglomeramo-nos e nos reconhecemos defronte àqueles cadáveres sorridentes que se encontravam rodeados de nossas infinitas particularidades: lembranças, glórias esquecidas, restos de erros, possibilidades inacabadas e mais de cinquenta séculos de história despejados na esquina. Estávamo-nos ali, expurgados de nós mesmos.
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Do chão, lotado de tentativas, um novo espelho humano se fez pressentir, materializando-se por sobre aquele colossal mosaico que descansava após ter sido resignificado por senhores tão singelos; seres que personificavam o estado real de tudo e de todos, mas que agora restavam somente em sorriso. 
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Ao morrerem, nos deram nova vida!
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Outros sentidos se fizeram em torno de profundos corações e, ali, foi fundada o que viria a ser uma nova tentativa. Havíamos superado, tocados pelo doce semblante daqueles cadáveres, o passado movediço que teimava em nos asfixiar. Nossos erros estavam suplantados juntamente com os farrapos que todos nós, um dia, fôramos. A pandemia havia desnudado a fraqueza de nossas antigas convicções.
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 - SERÁ?! – questionou o narrador...
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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Atitude de agora

Na vida, nós temos o que é o errado, nós temos o que é o justo e nós temos o que é o BOM.
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Todas as atitudes realizadas se resumem a esta simples, porém dilatada trindade de categorização das ações humanas.
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Eu tendo muito a prezar pelo justo, mas hoje, após muito silêncio e ponderação, fui além, por mais que tenha me negado...
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E me parece que o mundo não pode se bastar à beleza luminosa do que é simplesmente justo.
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O mundo precisa, SEMPRE URGENTEMENTE, daquilo que é bom.
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Não o sorriso exato, mas o sorriso despretensioso e gentil.
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Não o olhar medido, mas a visão que perpassa e vai além.
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Não o julgamento correto, mas o perdão e a gentileza, apesar de tudo. 
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Não a forma exata, mas a extravagância absoluta de se manter na latência daquilo que por vezes parece absurdo, mas que, na verdade, é o que faz a eternidade ser tolerável.
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Eu me prefiro assim. Eu me tento assim. Eu me procuro por esta diretriz, apenas de ser difícil e, para tantos, ser um tanto idiota.
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Mas sei que desse jeito não pode ser.
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Sei que assim não é.
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Sei que assim nunca foi.
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E sei que NUNCA SERÁ!
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NUNCA!!!
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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

os pássaros da madrugada

 já começam a cantar os pássaros
e eu ainda aqui
neste meu sonho musical 
incansável
infinito
individual
meio deslumbrado
e egóico
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algo puro em seu sentimento de esperança!
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mas quero acreditar
que estes pássaros
desta madrugada
cantam mais bonitos
por ouvirem
de alguma maneira
por algum sentido desconhecido
minhas composições
que daqui de casa emanam
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quero acreditar
que eles pressentem

me ouvem 
mesmo a distância
e ressoam em seus cantos distantes
o além que aqui me ronda
me permeia
e me toca
hoje
AGORA
nesta madrugada infinita
que só ao bairro da Santa Cecília pertence
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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Para que serve agora A PAZ?! (5:05 A.M)

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Quando ELA conseguir resistir

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enfim poder se permitir a sutil exaustão

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dourada e frágil redenção

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DA PAZ

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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

do concurso que não ganhei...

Engenho e Arte
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Sou sôfrego principiante em cada passo 
Infante transeunte do acaso infinito
Sou ofegante espectador da maior surpresa
Lampejo humano em luminoso grito
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Sou constante instável no perigo necessário
Cláusula pétrea da mais singela emoção
Sou vibrante corpo a embalar o silêncio
Melodia escarrada invadindo a imensidão 
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Quero tanto gritar o meu mui vital respiro
Pressentir a superfície nunca dantes tocada
Cantar o significado do supremo onisciente
E ser cambaleante num horizonte em disparada
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Por isso, sou lampejo que se arrebata de vida
Eis a forma que, aqui dentro, mais procuro
São desenhos leves que, inebriado, traço 
Feito doce carta aos ternos seres do futuro
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Este é o ditado que esculpo em minhas pedras
Esta é a lavra que me areja o rincão profundo
Este é o espírito que me sobrevoa as vontades
O eu-companheiro que, comigo, desbrava o mundo
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Esta é a lei que das entranhas despejo
Como um manancial de implacável vontade
Tentando embebedar de paixão as cercanias
Tentando cultivar nos corações a verdade
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Não vejo outra forma de afrontar o caos
Não há outro meio de suplantar o erro de Adão
Não há outra coisa melhor a se fazer em vida
Não há outro modo de transpor a escuridão
É urgente a necessidade do amor guerreiro
Ele é a ordem que nos impele à nobre resiliência
Pois com os pés fincados no coração fecundo
Posso fluir, em mim, a mais sublime sapiência!
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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

A Terceira Margem do Oceano (Completa)

 

LINK DO YOUTUBE

Ficha Técnica da Gravação:
Melodia: Wagner Passos
Letra: Luciana Maria Tico-tico e Wagner Passos
Arranjo: Wagner Passos e Edê Tecladista
Técnico de Estúdio: Edê Tecladista
Piano e Teclados: Wagner Passos
Intérprete: Wagner Passos
Fotos: Felipe Pepe Guimarães

Ficha Técnica do Espetáculo:
Texto: Helga Bevilacqua
Direção: Juliano Barone
Direção Musical: Wagner Passos
Direção de Elenco: Bruna Longo
Figurino: Victoria Moliterno
Cenografia: Lucas Fabrizzio
Iluminação: André Alves
Produção Executiva: Lucas Lentini
Operador de Áudio: Marcus Veríssimo
Fotos: Felipe Pepe Guimarães

Elenco:
Daniela Mota
Nathalia Neme
Cristina Pini
Rose Santana
Vittor Meneghetti
Wagner Passos

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

"claro enigma"

tente

estender

um

momento

perfeito

ao

longo

da

eternidade

e

poderás

enfim

admitir

o

conflito

como

a

única

lógica

fundamental

a

Deus!

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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Vasto Mar (Solo)

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Ficha Técnica da Gravação:
Arranjos: Wagner Passos e Edê Tecladista
Gravação, Edição, Mixagem e Masterização : Edê Tecladista
Pianos, Teclados e Baixo: Wagner Passos
Programação de Bateria: Edê Tecladista
Vozes: Wagner Passos
Fotos: Thais Boneville 

Ficha Técnica do Espetáculo:
Atores:
Lucas Quelle
Gabriel Ferrara
Juliane Arguello
Lino Colantoni
Lisi Andrade
Marcus Veríssimo
Monique Fraraccio
Priscilla Dieminger 

Adaptação: Fernando Rangel
Figurinos: Victoria Moliterno
Fotografia: Thaís Boneville
Cenografia / Cenotécnico: Evas Carretero
Direção Musical: Lino Colantoni e Wagner Passos
Direção: Marcus Verissimo e Juliano Barone