quinta-feira, 30 de novembro de 2023

AO VIVO

Quando olho no relógio,
as horas passam devagar...
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Acho que é um convite a continuar
Nesta lida de escuta e hedonismo!
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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

sábado, 28 de outubro de 2023

NOSSO TIO MÁ, MEU PRIMO BOM!

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I
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Todas as coragens têm suas prévias fontes
As conhecemos desde o início de nossas encarnações
E a esses chamamos de pais, avós ou ancestrais
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Mas há também coragens
Que se resguardam
Anteriores ao conhecimento prévio
Fixados em gerações similares
Programados na morada da possibilidade futura
E a esses chamamos: PRIMOS!
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Pensando nisso, digo agora que
Há almas trans-parecidas
Antes de se transparecerem
Há almas pré-conhecidas
Antes de se conhecerem
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Há sensibilidades
Que se encaminham anteriores ao conhecer
Vão indo pelo mesmo caminho
Apesar de estarem tantos anos apartadas
.
Há forças
Que moravam na casa da possibilidade
Na promessa de, em algum dia
Virem a estar em conjunto
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Há pessoas
Que eram para se encontrarem
Há determinações familiares
Que são furtivamente inescapáveis
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Ou mais...
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Há espiritualidades
Que agradecemos por terem vindo antes!
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II
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São posturas comuns, olhares fortes
Jeitos arcados de coluna
Adentrares de famílias tradicionais
Inteligência e esgarçar de espaços
Que devemos agradecer
E baixar a cabeça
Por terem vindo antes
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São espíritos admiráveis e de grande valia
Por terem desbravado contextos anteriores a nós
Contextos anteriores a mim
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E acho que almas foram feitas para vencerem juntas!
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Almas foram feitas para se olharem
Em estado de graça
Naquilo que chamamos, agora, de vida
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São pessoas de imaginação fértil
De coragem cortante
De perseverança incorruptível
Pessoas de se dizer:
Meu Deus, como sou também assim!
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Palavras fortes
Posturas veementes
Verdade acima de tudo
Verdade acima de tudo
Verdade, verdade
Nada além da verdade
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Nós queremos a VERDADE!
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Não suportamos a mentira
Pois queremos o correto
Queremos a vida inteira
A vida verdadeira
Dentro daquilo que as almas dignas
Têm direito de ter
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III
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Mas diga, diga-me o que você sente!
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Sinta, sinta-se na música que você ouve!
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Conte, conte-me o que pensas dela!
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Fale-me sobre a verdade maior do momento
Comova-me sobre aquilo que estás sentindo
Pois eu irei junto contigo
Eu irei para sentirmos juntos!
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E façamos uma nova verdade
Façamos uma novidade inventada
Façamos a revolução da masculinidade familiar
Façamos a justiça
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Calemos o machismo
Provemos que o mundo pode ser mais colorido
Provemos que o mundo pode ser mais irreverente
Provemos que existe uma força diferente
Uma força vinda
Como dito anteriormente
Também daqueles que nasceram antes de nós
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Vamos fazer vingar a valentia
Pelos olhos da dignidade
Pelos poros da integridade
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Vamos fazer vingar a rebeldia
Em nome, em homenagem
E pela inteireza dos delicados homens
Que nos emprestaram seus genes:
Alfredo e Ademar
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IV
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Somos de gerações diferentes
Mas com sentidos iguais
Saídos de um mesmo familiar ventre
Cada qual com seus escolhidos amores:
PEDRO E FERNANDO
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E vamos continuar amando
Estes nossos tão parceiros
Pois o amor é direito intrínseco
Das almas minimamente divinas
Mas sublimemente vivas!
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Enfim
Obrigado meu primo
Obrigado por vir antes
Obrigado pelo caminho que traçastes
Com a postura que também prefiro ter em mim
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MUITO OBRIGADO!!!
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4:03 A.M – 19/10/23
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terça-feira, 19 de setembro de 2023

AMOR / ERÊ / SETEMBRO

"ANTES DE TUDO A MÚSICA... E TODO O RESTO É LITERATURA"

PAUL VERLAINE

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PARAFRASEANDO...

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ANTES DE TUDO A BONDADE... E TODO O RESTO SE CONVERSA...

NO AMOR!!!

quarta-feira, 12 de julho de 2023

OURO PRETO (Segunda Milésima Quingentésima Postagem - Post 2.500)

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I
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Ouro Preto
Vir aqui foi passeio
Há alguns anos sonhado
Em noite de imaginário alado
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Ouro Preto
Andar por tuas ladeiras
Foi presente dourado
Um gritante regalo calado
Vindo de um remoto passado
.
Ouro Preto
Caminhar por teus traçados
Foi fazer vivo em nossos corações
O que já há tanto tempo aqui existe
Mas que, às vezes, nos esquecemos
.
Fomos singelos passageiros
De tua calma eternidade
E sei que nós morreremos
Mas nunca o significado desta cidade
.
II
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Nesses cinco dias
Pudemos sentir
O retorno dos teus contornos
Vivemos teus entornos
E sentimos cada encanto
Dos teus delicados recantos
.
Sentamos em tuas praças
Suamos em tuas ladeiras
Rezamos em tuas igrejas
Pecamos em teus barrocos
Escravizamo-nos ao revés
Em libertação
Sentindo as raças que aqui sofreram
E que fizeram
Neste local
O início de um futuro possível Brasil
.
No entanto, agora
É triste sentir
Que ainda tentamos ser
A nação que aqui sonharam
E ainda tentamos ter
A dignidade e a coragem
De alguns dos seres
Que aqui nos antepassaram
.
III
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Ouro Preto
Tu és Tiradentes que acreditou
Num Brasil que queria existir
E que talvez seja
Um Brasil que ainda não é
.
Ouro Preto
Tu és Tiradentes que
Ao ter seu corpo despedaçado
Fundou o início de nossa junção
.
Ouro Preto
Tu és Tiradentes que
Ao ser desmantelado
Fez soar os sinos invisíveis
Conclamando silenciosamente um povo
Nos primórdios da nossa união
.
Ouro Preto
Tu és Tiradentes que
Ao esquartejarem seus membros
Ao espalharem a morada de sua alma
Criou a fértil semente de um conjunto
Personificou a figura de um mártir
E fez delinear os traçados
De um herói unificador
.
IV
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Ouro Preto
Também és milagre do chão
Milagre do subsolo rincão
Foste formada pelos homens que perseveraram
Pelas mulheres que resistiram e rezaram
Tu és a pátria-solo arrancado que
Por exploração
Nos pariu
.
Ouro Preto
Também és desenho humano
Escorrendo ladeiras
Elevando mundos
Efervescendo profundo
Resistindo enquanto eterna colônia
Acreditando ser possível nação
.
Ouro Preto
Foste labirinto humano
Se fazendo realidade
Um Brasil se desenhando
Descendo e subindo
No lombo de labutadores
Que pelos pés fincados no chão
Fizeram física
A proposta primeira de um país que
Ainda hoje
Se faz meio eterna promessa
.
V
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Mas
Acima de tudo
Como dizem:
“O Brasil nasceu aqui”
.
O Brasil começou aqui
Pelos dedos carcomidos
Do exaurido Aleijadinho
Médium autodidata
Filho de arquiteto e escrava
Nascido na periferia humana
Mas que depois se moldou
Escola escultural do mundo
.
Aleijadinho
Teus dedos se enrijeciam
E tuas extremidades se esvaiam
Enquanto fazias existir
O maior conjunto
Do Barroco arquitetônico mundial
.
É como se
Um pouco da vitalidade de teus dedos
Tivesse transpassado
Para o inanimado de tuas obras
E nelas habita até hoje
No formato pétreo de uma vida sempiterna
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Teu corpo sumia
Enquanto fazias nascer
Tua obra para a eternidade
.
E eu
Chorei em teu túmulo!!!
.
VI
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Também digo que
O Brasil começou aqui
Pelos traçados coloridos de Mestre Ataíde
Homem de dedos leves
Artista milagre da barbárie escravocrata
.
O Brasil foi parido aqui
Pelo metal dourado
Arrancado do coração mineiro
Metal que fez a glória da colônia medíocre
E que serviu de sustento indireto
Para a Revolução Industrial
Do "Unido Reino" explorador
.
VII
.
Mas nada disso importa
Pois, Ouro Preto
Nós te amamos
E em tuas ladeiras fomos felizes!
.
Teu traço que escorre
Desde a praça aconchegante
Nos elevou o coração
Nos amalgamou a alma
Nos convidou a contemplação
Nos fez movimento de dentro-fora
.
Ouro Preto
Teu céu tão próximo
Quase ao alcance das mãos
Nos arrebatou em redenção
E nos fez bem
.
Saímos daqui alimentados
Saímos daqui banhados de Brasil
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Sentiremos saudades
E retornaremos
Pois sabemos
Que nossa nação em brasa
Ainda faz sentido
Quando sentida AQUI
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MUITO OBRIGADO E ATÉ BREVE...
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terça-feira, 11 de julho de 2023

MARI AMA

OURO PRETO - M.G - 11

OURO PRETO - M.G - 10

OURO PRETO - M.G - 9

IGREJA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

OURO PRETO - M.G - 8

OURO PRETO - M.G - 7

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CARMO

OURO PRETO - M.G - 6

OURO PRETO - M.G - 5

OURO PRETO - M.G - 4

TETO DA IGREJA DE
SÃO FRANCISCO DE ASSIS

OURO PRETO - M.G - 3

ALTAR DA IGREJA DE
SÃO FRANCISCO DE ASSIS

OURO PRETO - M.G - 2

A LUA NO MEIO DA RUA!

OURO PRETO - M.G - 1

e lá se vai mais um dia...

Trans-Lúcido

Morro do Assovio

Flores de Altitude 1

Flores de Altitude 2

Fronteira

quinta-feira, 1 de junho de 2023

terça-feira, 23 de maio de 2023

VITRÔ

No reflexo inverso do espelho
Que a janela etérea me impacta
Vejo-me sendo a cidade
Feito ríspida simbiose análoga
E emergo-me intrínseco do sendo
Um escravo côncavo do trato
Perplexo restrito do descaso 
.
Em mim, sou o que não ocupo
Nela, sou o que não me caibo
Em sendo, sinto que não destoou
Se tendo, sinto que não possuo
.
Faço-me feito um desfato
Finjo-me pleno descaso
Planto-me feito feto incauto
Colho-me vítreo análogo
.
Sou indigesto percalço
Um despedaço granulado
Quase um espaço opaco
Que preservo escravo de fato
Posto que pouco me cravo

quarta-feira, 19 de abril de 2023

O Convite da Chuva (Poema Processo)

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PARTE I
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Sibilante invólucro sonoro
Que se infiltra pela atmosfera etérea
Deste apartamento em ressonância
Convidando-me a algo que ainda não sei
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Constante e cadenciado burilar de pétalas líquidas
Que me lembra de tantas experiências longínquas
Esquecidas no porão das memórias renegadas
Mas que me agarram os calcanhares
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Desfolhar denso e descendente da lótus celestial
Que, em sua polirritmia, acalma corações e mentes
Neste desenrolar constante da noite em escuridão
E que me instiga o imaginário neste momento
.
Auscultando o coração da madrugada
Que se ventila nesta cortina invisível em sua liquidez
Coloco-me prostrado defronte aos vocábulos
Esperando a deliciosa agonia da inspiração
.
PARTE II
.
Faço-me pouco neste instante
E resigno-me neste amálgama de espaços
Para pulsar calidamente minha interioridade
E reacender espaços inexplicáveis 
Entranhas de um vasto inexprimível
Salões incalculáveis de minha autocaverna
.
Minimalizo-me como que numa concha invisível
Lançando minha imaginação voluntariamente
Rumo a um passado de dor e criação
E tento tragar por meio destas palavras
O fôlego motriz capaz de me colocar
Novamente em ebulição
.
Procuro desesperadamente espelhar-me
Nestas singelas gotas altivas 
Que recaem expandidas em coragem
Lançando-se de encontro ao chão do mundo
Fecundando o seio da terra de tamanhos erros
Mas que continua sendo
Nosso único e inescapável destino
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PARTE III
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Preciso-me assim
Anseio-me por ser gota de coragem
Pranteio-me de tentativas
Revolvo-me em contorcências 
.
Mas, qual o que?!
.
Falta-me tudo e tanto e tato
Falta-me a força, a fé e o foco
Portanto
Canso-me de mim
Desisto-me assim
E retorno-me outrossim
À lamentação que me encharca
.
CHEGA DE PROCURAR INSPIRAÇÃO!
Vou apenas falar do que tenho aqui dentro agora...
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PARTE IV
.
Oh tampa de mediocridade
Que se deitou por sobre minha cabeça
Enclausurando meus pensamentos disformes
Que não conseguem mais se alimentar
Da expansão revolucionária da livre imaginação
.
Oh dor de negação das capacidades
Que se sobrepõe à convicção da qualidade própria
E me faz não gostar daquilo que posso fazer
E que, por isso mesmo, não me alimenta
No caminhar cambaleante do literato instante
.
Deveras irrisório é o poema que de mim parte
Repartindo-me em postas mínimas 
E sem brilho capaz de reluzir aos olhos de outrem
.
Inconclusas formas literárias de dor 
Recendendo uma inútil insistência fétida
Agora saem pelas pontas dos meus dedos
Em frases oblíquas de poética inepta
Mas que prefiro dolorosamente expandir
Como fosse um autosadismo 
Ou talvez um disfarçado vitimismo
.
Persevero nesta colocação ferina
Na esperança de me contrair ao tamanho real
Na busca por me colocar humildemente
Na minguada envergadura exata
Que a inércia passada me condenou
.
PARTE V
.
Sou 
O zero absoluto 
De um processo 
Que há tantos anos 
Se iniciou
Mas
Que se refreou 
Pela incredulidade geral
Ou pela crença 
De que ele 
Não me levaria 
A lugar algum
.
Sou
Neste instante 
O tamanho exato 
Daquilo 
Que não me fiz
.
Sou
Nesta hora morta
A forma derretida 
De uma proposta 
Apartada no tempo
Esquecida no espaço
Esvaída no vácuo
Carcomida no caos
Atrofiada pelos dias
Atropelada pela rebeldia
Afogada pelo materialismo
Desmantelada pelo cotidiano
E morta em alguma lembrança
Que não consigo mais resgatar
.
PARTE VI
.
Enfim
Neste instante sem par
Não pude responder dignamente
Ao convite que a chuva se me lançava no ar...
.
.
.

sábado, 8 de abril de 2023

UNIDOS NO AMOR

 - Sinto a chuva sobre minha memória 

 - E sigo lembrando de cheiros e cores de minha infância 

 - Refletindo sobre o passado que ainda não chegou 

 - E, na beira do Rio Verde, a vejo passar 

.

 - A lembrança de um homem e uma mulher Pinto de Sou❤️a me concretizam agora

 - Me fazendo cada vez melhor

 - E, mesmo chegando tarde neste lugar, sinto que faço parte desta jornada 

 - Somos diferentes, muitas cores e formas, mas unidos no amor

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Diva, Márcio, Wagner e Lucas

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08/04/2023 - 3:56 a.m

sábado, 18 de março de 2023

18 anos de Blog

Hoje
este
blog
faz
18
ANOS!

terça-feira, 14 de março de 2023

Músicas 2023 - 1

 Tema do Oráculo 2

Wagner Passos

 INTRO: Am(4T), Bb7+(4T) – 2 VEZES        
 VERSO 1:
Am7(4T)             Bb7+(4T)        
Dentro da incógnita do ser
                       Dm7(4T)
Só eu posso lhes dizer
                           Eb7+(4T)        
Os mistérios que o futuro nos resguarda
 
VERSO 2:
Am7(4T)             Gm7(4T)        
Sei que o Rei Édipo cravou
                            F7+(4T)
E neste vale mergulhou
                           Cm7(4T)        
No desterro que a todos nos aguarda
 
REFRÃO:
Fm7(4T)
Mas, no entanto, é vivo
Eb7+(4T)
O perdão do eterno tempo
Fm7(4T)
E nesta terra que encerra
Cm7(4T)
Seu corpo sem vida
C#7+(2T)     G#6(1T) 
Brotarão os frutos
G#m7+(1T)      Cm(4T)     Dm/C(4T)
Da Gaia divina
 
Cm(4T), Dm/C(2T), E5aum/7(2T)
 
SOLO SOBRE VERSO 1:
Am7(4T), Bb7+(4T), Dm7(4T), Eb7+(4T)        
 
SOLO SOBRE VERSO 2:
Am(4T), Gm7(4T), F7+(4T), Cm7(4T)        
 
REFRÃO:
Fm7(4T)
Mas, no entanto, é vivo
Eb7+(4T)
O perdão do eterno tempo
Fm7(4T)
E nesta terra que encerra
Cm7(4T)
Seu corpo sem vida
C#7+(2T)     G#6(1T) 
Brotarão os frutos
G#m7+(1T)     
Da Gaia divina
 
FIM: Eb