quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI, DÓ, DÓ, SI, LÁ, SOL, FÁ, MI, RÉ, DÓ

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Dos corpos caídos
Ressona uma esperança
Minguada, porém nossa,
Fácil de se sentir. Por isso,
Soltemos nossos olhos
Lá longe no horizonte. E novamente seremos
Simplesmente nós,
Docemente ternos.
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Do belo horizonte aos pés
Silhuetas de mundo
Lacrimejam-se dis-
Solvendo em vão. Vitimizam-se.
Fazem questão de fazerem falta
Mimam-nos para cativar. Mas
Rejeitemos as regalias restritivas
Doravante.
.
Domando-nos poderemos
Recusar os mimos de outrem
Miraremos objetivos conjuntos
Facilitando a caminhada de
Sol a sol
Lá pras bandas do bem.
Sim, pros lados do bem
Dormita nossos laços.
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Do jeito que estamos
Similar a um caranguejo
Labutaremos mesmo de lado
Solavancos levaremos
Frágeis somos, minguados
Minguantes jamais, ou não mais
Ré é impossível de conseguir
Dói as juntas dos caranguejos.
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Dobrando mais um ano (2006)
Resta-nos em nós
Milhões de fiapos
Farrapos de vozes
Solfejos de notas
Lamuriosas sonatas
Sinos de Belém
Docemente ternos.
.
Dobrados e trinados
Sinfonias de peixes
Lagostas aquáticas
Soltas palavras
Fabulosas linguagens
Miragens de imagens onde
Ressonam a esperança
Dos corpos caídos.
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2 comentários:

Anônimo disse...

Domar-me é difícil!...Mas como queria não ser assim pra não precisar me domar!
Lindo poema, fico nestes versos:
"Dobrando mais um ano (2006)
Resta-nos em nós
Milhões de fiapos"
e de fiapo a fiapo, formaremos uma colcha...
bj,

Anônimo disse...

q bonitinho o poema!
me lembrou a noviça rebelde nas montanhas cantarolando... ou melhor: aquele dia q vc tocou pras criancinhas q a marialva tava ensaiando... "vamos começar pelo comecinho, um bom comecinho para começar"... nem sei se vc lembra disso
clarissa