Hoje sonhei que entrava numa jangada e partia para o mar. Nessa jangada estavam pessoas conhecidas na vida real. Sei o nome de algumas que já foram meus companheiros em diversas loucuras pela vida. Começamos a beber por farra e ficamos muito bêbados. Quando eu já estava inconsciente de bebida, o barco foi atropelado por uma lancha motorizada, rachou no meio e todos caímos no mar. Me lembro que naufraguei por horas e horas num mar escuro e perdido de todos que estavam comigo naquele barco. Tive diversos lapsos de consciência. Só a recobrei um pouco melhor quando estava numa outra festa em outro barco. Bebi novamente e perdi a consciência. Recobrei novamente quando estava flutuando no meu do mar, daí descobri que havia naufragado de novo. Isso aconteceu mais uma vez. Foram 3 naufrágios. Era um desvario completo. Eu rodava diversas vezes em torno do meu próprio eixo, não sabia o que fazer, nem queria fazer nada de concreto. Não queria recobrar a consciência definitiva pois tinha medo do sentiria. Estava tudo escuro e eu nem sabia para que direção estava a terra, por isso não podia nadar. Não via o dia há dias, pois sempre estava inconsciente durante as horas claras. Não me lembrava de ser resgatado. Apenas estava em festas, depois no meio do mar. Fiquei assim, nesse delírio por muito tempo. Quando estava louco dentro da água e no meio do mar, sentia medo, angustia e outros sentimentos que não me afetavam muito porque estava muito bêbado para pensar profundamente e senti-los como os deveria sentir. Era um misto de alívio e culpa por estar bêbado. A bebida era uma proteção. Foi quando uma pessoa que estava por lá (eu sei quem é, mas não vou dizer o nome), mas fora d’água, gritou meu nome. Eu olhei para uma direção, de repente fez-se dia e vi que eu estava perto de uma praia. As ondas estavam fortes, eram enormes, mas, por estar meio inconseqüente, fui nadando com força para ela e aproveitei o impulso de uma onda para me jogar na areia. No que cheguei na praia não estava mais bêbado. O esforço de nadar tinha me deixado sóbrio. Senti a areia e gostei. Era uma areia grossa e que podia ter me machucado com a queda de cima da onda, mas não machucou. No canto da praia havia uma tenda que se parecia com a de uma Rave futurista, só que estava escrito em letras bem grandes que lá havia internet. Fui na direção contrária por instinto. A praia era um misto da praia maior de Trindade com a praia Tartaruguinha de Búzios onde eu costumava mergulhar quando pequeno. Logo fui voluntariamente recobrando a consciência, saindo do sonho e acordando. Fiquei meio sonolento por alguns instantes sobre a cama até que ouvi um estrondo no banheiro de casa. Pensei que poderia ser o vizinho ligando o chuveiro, afinal já era 6 da manhã de hoje (ontem) e ele poderia estar tomando banho. Mas também pensei que poderia ser o encanamento que estava arrebentando e que logo a água inundaria minha casa. Esses pensamentos duraram uns 10 segundos e logo levantei com pressa. No que estava chegando no banheiro a água já estava saindo pelo corredor. Abri a porta, a água saia com muita força já que moro no quarto andar de um prédio com 13 pavimentos. Fechei o registro, mas nesse pouco tempo a água que havia saído era suficiente para inundar a kit net inteira. E inundou. Retirei do chão o pedal do meu teclado e coloquei o modem da internet sobre um prato. O resto poderia ter contato com a água. Voltei pra cama, ia limpar aquilo mais tarde e fiquei pensando em como o sonho estava ligado com aquilo que tinha acabado de me ocorrer. Sonhei que estava naufragando sem direção, estava constantemente bêbado. Uma voz conhecida me acordou, nadei com força para uma praia que me era familiar e querida. O esforço me tornou sóbrio. Chegando na praia me acordei na vida real porque quis, logo o cano de casa estourou, mas, como havia me acordado, pude conter a inundação e impedir que a água jorrasse sem parar e acabasse com a minha kit net. Olhei para o quarto e ele estava com uma fina lâmina d’água que poderia ter muitos centímetros a mais não fosse meu esforço, em sonho, para recobrar a terra firme, os pés no chão e a consciência em ambos os planos. Deixei de ser náufrago no mundo do inconsciente, sai do sonho quando estava em terra e isso me fez salvar minha casa, o meu castelo, de uma inundação. Parei de naufragar em sonhos e assim pude me salvar de um naufrágio na vida real. Intrigante, não?! Muito significativo o sonho e as pessoas envolvidas. Isso Freud explicaria e eu também. Mas, o como e o porquê de eu ter recobrado a consciência para evitar a tragédia na vida real ele não é capaz de explicar. Já eu, tenho minhas teorias...
2 comentários:
Se curiosidade matasse eu estaria já em decomposição! KKKKKKK
eu tb tenho minhas teorias e tb sei explicar mas...prefiro não comentar! KKKKK
beijo,
Muito bom!
hahah achei engraçado a parte do modem em cima do prato! Sua cara!
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