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I
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Poema
Poesia
Estrofe
Verso
Desconexo
Ligeiro
Confesso.
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Ponto
Posto
Noite
Luar
Deito
Relento
Mar.
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Areia
Rochedo
Nuvens
Senti
Soltei
Embalei
Aqui.
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II
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Aqui vejo embalando-me
Por sobre os ombros da noite
O soslaio desvão do tempo
Revirado nas ondas do oceano
Este livre murmurar do soberano manto
Do irrequieto eterno na paz profunda
Paz de se deixar estar.
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Relembro-me daquele ponto perdido
Olhado na tarde passada
Que agora madrugada encoberto se vela
E assim revela meu anoitecer aqui
Onde destituído convicto de mim
Permaneço estável vendo desatado
O mais profundo nó deste silenciado ser.
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Só o que soa é o som sôfrego
Mantra de um berço projetado
Nesta areia fixa que dança quase líquida
Tomada pela sinfonia lacrimosa
De alegria fulgurante
Que me leva tão distante
No esquecimento de transbordar-me.
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Tudo se torna supérfluos do meu além pensar
E translucido-me de sentimentos cúbicos
Volume incompreensível
Indomável que não se transfere
Mas escoa no fluxo da gravidade precisa
Gravidade aguda suficiente
Para manter a chama e a calma.
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Acalma-me música das águas
Azul do negro refletido profundo
Para numa noite inteira nesta paciência
Descobrir-me no mínimo perolar do segredo
Tímido resguardo da vida no peito
Que agora exaspera da palpitação marítima
Seu mais suave e pleno desvelar.
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Não há velas não há âncora por urgência
Pois a mais ventral certeza é a ignorância
Feito a mais eterna e singela descoberta
E da areia beirada ao abissal mergulho
Meu ser inteiro inteiro será teu
Feito núcleo mínimo da máxima possibilidade
Que se basta no ponto de se sentir sem fim.
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Meu fim, meu extermínio, minha finalidade
É meu minúsculo infinito mineiro pulsar
Que nascido sem mar
Sem mar não soube ser
Nem menos provável foi possível viver
E assim nesta vida de tamanha incerteza
O oceano fez-se minha maior firmeza!
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Um comentário:
'Iemanjá, que seus ventos renovem nossa consciência.'
Acredito muito em sua força transformadora, geradora...
Obrigada por linkar meu blog por aqui, Wagner.
Beijos.
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