sexta-feira, 3 de junho de 2011

Justiçã



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I
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Há sempre uma resultante exata para toda ação
Ou simples pensamento constante
Uma leve intenção que perpetua
E já escapa das mãos a paz de dois minutos atrás
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Há sempre uma resultante exata
Das possibilidades existentes
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Elas estão chegando a todo tempo
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Basta saber sentir
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II
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Qual é o limiar da justiça?!
Quantos segundos dura a tolerância da luz?!
Qual é a longitude temporal do vácuo de Deus?!
Qual a limitância do esconde-esconde vívido?!
Até onde não serei percepto alheio?!
Por quanto tempo sou substancialmente indivíduo?!
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Esta é
A mínima ilha solitária de um tempo
Em que ninguém poderia me perceber
E eu seria totalmente livre!
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