quarta-feira, 12 de junho de 2013

Justo. Não largo!


Terminantemente a vida não é uma máquina de perpetuar a lógica ou a justiça. O acaso existe, nem tudo é controlável. Aliás, as coisas são muito mais frutos de um caos organizado do que de uma ordenação que se faz presente e maciça aqui nesta faixa de vibração da criação.

Mesmo o livre-arbítrio, que dizem ser o maior dos presentes, ou mesmo a maior das perdições, está cada dia mais sendo podado pelas novas descobertas das neurociências, que segregam o homem a um novo patamar de animalização, o que gera uma necessidade de novas colocações sobre o que vem a ser, desde sempre, a liberdade de escolhas e ações que algumas religiões, há tanto tempo, nos apresentam.

Apesar deste pseudo-niilismo que vivemos, é interessante pensar como nos propõem a resignação através da crença de algum tipo misterioso de ordenação do cosmos, a crença de que há uma justiça silenciosa, uma organização do universo baseada na postura das pessoas, aquele discurso de faça o bem e você receberá o bem, emane coisas boas e essas coisas boas voltarão para você.

Por vezes é um pouco difícil acreditar nisso. Mas também não acho tudo isso uma grande bobagem! A justiça é por vezes tardia, ou mesmo tão tardia que só recebemos quando já não se está mais por aqui.

Mas antes de casos extremos, acredito sim que, em longo prazo, algum tipo de justiça silenciosa se faça presente nos caminhos tortos de todos nós seres encarnados.

A Lei da Atração é lei, ainda que não científica.

E isso pode, por vezes, ser sutilmente notado. Vai de cada pessoa saber notar como.

SABER SABER!

E mais, saber ver se o que se nota é verdadeiro, ou apenas uma tentativa de ordenação de coisas vindas ao acaso. Corremos também este risco quando procuramos demais, ou quando, como agora, detemos conhecimentos que pessoas de épocas passadas não tinham.

No entanto, mais do que ser comprovada, esta justiça deve ser aceita como verdade sutil, e crescente conforme subimos os degraus da evolução. Uma verdade que serve para preservarmo-nos de certos tipos de angústias. Verdades voláteis que sustentam outras mais perpétuas!

A justiça maior se faz dentro de si e, se crer nesta justiça, ainda que tardia, nos faz pessoas melhores em nós mesmo, e com os outros, eis então uma verdade a ser mais alimentada do que negada ou posta a prova a todo momento.


Que dure dez, vinte, trinta dias ou anos para que algum retorno exista, ainda assim, outros tipos de recompensas podem estar sendo construídas dentro e fora de nós, vindo ao nosso encontro, e já sendo vividas em partes diversas de nossas vidas. Nem sempre acontece da maneira que esperamos ou merecemos, mas, merecer-se a si mesmo, na justiça pessoal que se construiu dentro da própria consciência, é a maior das leis.

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