Terminantemente a vida não é uma
máquina de perpetuar a lógica ou a justiça. O acaso existe, nem tudo é
controlável. Aliás, as coisas são muito mais frutos de um caos organizado do
que de uma ordenação que se faz presente e maciça aqui nesta faixa de vibração
da criação.
Mesmo o livre-arbítrio, que dizem
ser o maior dos presentes, ou mesmo a maior das perdições, está cada dia mais
sendo podado pelas novas descobertas das neurociências, que segregam o homem a
um novo patamar de animalização, o que gera uma necessidade de novas colocações
sobre o que vem a ser, desde sempre, a liberdade de escolhas e ações que algumas
religiões, há tanto tempo, nos apresentam.
Apesar deste pseudo-niilismo que
vivemos, é interessante pensar como nos propõem a resignação através da crença
de algum tipo misterioso de ordenação do cosmos, a crença de que há uma justiça
silenciosa, uma organização do universo baseada na postura das pessoas, aquele discurso
de faça o bem e você receberá o bem, emane coisas boas e essas coisas boas
voltarão para você.
Por vezes é um pouco difícil
acreditar nisso. Mas também não acho tudo isso uma grande bobagem! A justiça é
por vezes tardia, ou mesmo tão tardia que só recebemos quando já não se está
mais por aqui.
Mas antes de casos extremos, acredito
sim que, em longo prazo, algum tipo de justiça silenciosa se faça presente nos
caminhos tortos de todos nós seres encarnados.
A Lei da Atração é lei, ainda que
não científica.
E isso pode, por vezes, ser
sutilmente notado. Vai de cada pessoa saber notar como.
SABER SABER!
E mais, saber ver se o que se
nota é verdadeiro, ou apenas uma tentativa de ordenação de coisas vindas ao
acaso. Corremos também este risco quando procuramos demais, ou quando, como
agora, detemos conhecimentos que pessoas de épocas passadas não tinham.
No entanto, mais do que ser
comprovada, esta justiça deve ser aceita como verdade sutil, e crescente
conforme subimos os degraus da evolução. Uma verdade que serve para
preservarmo-nos de certos tipos de angústias. Verdades voláteis que sustentam
outras mais perpétuas!
A justiça maior se faz dentro de
si e, se crer nesta justiça, ainda que tardia, nos faz pessoas melhores em nós
mesmo, e com os outros, eis então uma verdade a ser mais alimentada do que
negada ou posta a prova a todo momento.
Que dure dez, vinte, trinta dias
ou anos para que algum retorno exista, ainda assim, outros tipos de recompensas
podem estar sendo construídas dentro e fora de nós, vindo ao nosso encontro, e
já sendo vividas em partes diversas de nossas vidas. Nem sempre acontece da
maneira que esperamos ou merecemos, mas, merecer-se a si mesmo, na justiça
pessoal que se construiu dentro da própria consciência, é a maior das leis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário