sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Fronteira

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O rebento de um ventre
A fronteira de um número
Ou mais um único lívido segundo
Na realização de uma respiração
Que nunca mais voltará
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Eu não tenho
Mais
Agora
Medo de minha idade
.
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32 anos e 3 minutos
.
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Se é mais um dígito
E algo menos que digito
Neste meu descaso literário 
Pouco agora me importa
.
Desejo a mim próprio
Um brando respiro
Futuro de cada amanhã
E isso é a verdadeira poesia
Do ano que vira
Sempre em cada manhã
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Se desfaleço
Ou se permaneço
Mais a mim
É que atual pertenço
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Assim penso agora
E assim é melhor
Pois a idade da vida reconstrói
Mais do que as palavras escritas
Aquilo que o esquecimento
Desfez por sabedoria
No ato da recriação
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No momento
Da reencarnação
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E ela exige 
Mais vida
Do que teoria
Mais prática
Do que arte
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