O Agosto infinito chegou ao fim
E todas as coisas respiram um misto de alívio e de dor
.
Na memória
Ainda cicatriza o desenho dos dias
A lágrima pela criança que se foi
A lágrima pela explosão artística e esportiva
A lágrima pela decisão pessoal que ainda dói
As mãos trêmulas por aquilo que ainda vem
E a exaustão de sentir os pés pesados
Arrastando no gosto amargo do chão
.
O Agosto infinito chegou ao fim...
.
No ar
O semblante da glória e da vergonha
Se mesclam a um único e mesmo suor nacional
Vindo de emoções tão distintas
E de horas tão sublimes e tortuosas
Que me parece que pouca poeira restou assentada
.
O chão está limpo
Mas o ar está carregado!
.
Tudo agora é em latência
E se digladiam nos céus
A beleza e o horror
Traçando os limites de um novo país
.
A nação dorme exausta
A nação não dorme mais
A nação não dormirá nunca mais
A nação é sem volta
E
A Pátria do Evangelho
Fez-se novamente o Coração do Mundo
Riscando mais um traço
No desenho vasto de sua humana missão
.
Nossa nação que se abriu
Em lancinantes espetáculos
De dança, choro e grito
Ainda reverbera a proposta marginal
De uma promessa que nunca se realiza
.
O Agosto infinito chegou ao fim...
.
O Brasil não é mais o mesmo
O Brasil quebrou cascas de dentro para fora
E agora
O oceano vem banhar um novo litoral
Rasgado de rios que nascem num novo chão
.
Mas...
.
Não sei porquê
Ainda permanece a estranha sensação
De que não mudamos tanto assim
E de que ainda muita semeadura
Minguará antes de se tornar vida
Murchando sem poder encantar
O olhar que as espera
.
Após um mês que valeu por tantos ciclos
Rasga-se uma página do calendário
Uma descartável convenção social
Que leva embora sulcada em si
Rasuras diversas de nunca se esquecer
.
Mas ainda assim prefiro crer que
Neste momento de tamanho tropicalismo
Lançaremos nossos corpos renovados
Em direção a uma alvorada mais possível
Pulsões de um futuro que nascerá
Vindouro de qualquer canto
Onde almas foram tocadas
Onde almas foram despertadas
Pelos tantos diferentes campos humanos
Que fervilharam entre nós
Neste mês sem margens
.
O Agosto infinito chegou ao fim...
.
Será?!
E todas as coisas respiram um misto de alívio e de dor
.
Na memória
Ainda cicatriza o desenho dos dias
A lágrima pela criança que se foi
A lágrima pela explosão artística e esportiva
A lágrima pela decisão pessoal que ainda dói
As mãos trêmulas por aquilo que ainda vem
E a exaustão de sentir os pés pesados
Arrastando no gosto amargo do chão
.
O Agosto infinito chegou ao fim...
.
No ar
O semblante da glória e da vergonha
Se mesclam a um único e mesmo suor nacional
Vindo de emoções tão distintas
E de horas tão sublimes e tortuosas
Que me parece que pouca poeira restou assentada
.
O chão está limpo
Mas o ar está carregado!
.
Tudo agora é em latência
E se digladiam nos céus
A beleza e o horror
Traçando os limites de um novo país
.
A nação dorme exausta
A nação não dorme mais
A nação não dormirá nunca mais
A nação é sem volta
E
A Pátria do Evangelho
Fez-se novamente o Coração do Mundo
Riscando mais um traço
No desenho vasto de sua humana missão
.
Nossa nação que se abriu
Em lancinantes espetáculos
De dança, choro e grito
Ainda reverbera a proposta marginal
De uma promessa que nunca se realiza
.
O Agosto infinito chegou ao fim...
.
O Brasil não é mais o mesmo
O Brasil quebrou cascas de dentro para fora
E agora
O oceano vem banhar um novo litoral
Rasgado de rios que nascem num novo chão
.
Mas...
.
Não sei porquê
Ainda permanece a estranha sensação
De que não mudamos tanto assim
E de que ainda muita semeadura
Minguará antes de se tornar vida
Murchando sem poder encantar
O olhar que as espera
.
Após um mês que valeu por tantos ciclos
Rasga-se uma página do calendário
Uma descartável convenção social
Que leva embora sulcada em si
Rasuras diversas de nunca se esquecer
.
Mas ainda assim prefiro crer que
Neste momento de tamanho tropicalismo
Lançaremos nossos corpos renovados
Em direção a uma alvorada mais possível
Pulsões de um futuro que nascerá
Vindouro de qualquer canto
Onde almas foram tocadas
Onde almas foram despertadas
Pelos tantos diferentes campos humanos
Que fervilharam entre nós
Neste mês sem margens
.
O Agosto infinito chegou ao fim...
.
Será?!

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