sábado, 21 de outubro de 2017

Ciclo Catártico

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Eu ia deletar este texto abaixo, mas achei melhor colocá-lo aqui para marcar novamente um pedaço de um período que passei este ano.

É certo que acabei escrevendo-o antes de haver uma reversão real de todo o processo. Também é certo que o pior ainda estava por vir e que Julho não foi absolutamente nada se comparado com Agosto, mas, mesmo assim, não vou me desfazer dele.
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O texto anterior e este se conectam, cobrindo, em linhas gerais, o que perdurou por dois meses (11/07 a 11/09) neste intenso 2017. 
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Já o reli algumas vezes e, na última passada, achei que estava muito mal escrito. No entanto, na leitura que acabei de fazer, tive a impressão de que não é um texto para realmente se descartar.
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Então mantive-o e estou publicando.
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Ele foi escrito em 16 de Agosto de 2017.
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Há quanto tempo eu venho sentindo isso? Não saberia dizer, mas, este isso está, definitivamente, entre as coisas mais difíceis de serem superadas que já se me ocorreram dentro de meu universo pessoal.
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Com o passar dos anos, este blog tornou-se bem menos autobiográfico do que foi em seus primórdios. Optei um pouco por essa linha pois, parecia-me que, o fato de produzir a arte que por aqui se encontra, já era forte o suficiente para me alimentar a ponto de esquecer os fantasmas internos que se encontravam dentro de mim. Ou seja, eu não precisava falar de mim, bastava que eu falasse sobre alguma coisa e que eu tivesse a esperança de que esta coisa ficaria registrada para além de minha sórdida existência.
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No entanto, com o passar dos anos mais recentes, minha produção de textos aqui caiu bastante e acredito que, talvez por isso, o sentido de pequena catarse artística que havia em minhas produções tornou-se menos frequente e outras fronteiras nebulosas foram se tornando mais e mais presentes dentro de mim.
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Mas, como este blog é uma obra aberta, suas fases, invariavelmente, serão retratos tortuosos e sinceros das minhas próprias fases e, neste momento, umas dúzias de frases extremamente pessoais se fazem necessárias de libertação.
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Preciso deixar registrado aqui que as duas últimas semanas de Julho, juntamente com as duas primeiras semanas de Agosto foram um dos períodos mais difíceis de toda minha vida.
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Eu ainda estou num lento processo de recuperação, mas sinto como se tivesse passado pelas piores angústias, pelos piores medos possíveis de serem imaginados por mim mesmo.
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As coisas que senti, os sonhos que sonhei, as figuras que vi, os testes que passei, os pensamentos que tive, os medos que me assaltaram, os vazios que me explodiram, as tristezas que me pisotearam, a auto-estima que me abandonou, os raciocínios cíclicos que me entontearam foram de tamanha intensidade que cheguei mesmo a pensar em desenhar mapas mentais de argumentações para que pudesse segui-los a fim de não precisar repassar por todos os pontos novamente.
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Há uns anos atrás, tive eu um momento muito marcante em minha vida e, desde então, guardei este instante com unhas e dentes, pois senti que ali eu havia chegando ao zênite negativo da minha alma. Ou seja, ali tive certeza de que nunca passaria daquele estado, pois havia chegado ao recôncavo mais nuclear da minha consciência. Além disso, senti que a conclusão chegada e a atitude tomada eram suficientes para resolver todos os meus problemas.
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Mas, sei hoje que, apesar de manter a conclusão tirada no momento anterior, sinto como se eu tivesse tido que enfrentar ainda mais bravamente meus fantasmas, minhas sombras e meus vazios, pois eles solaparam-me ainda mais impiedosamente. Parece que eu me feri ainda mais fervorosamente e assim tive que gritar ainda mais alto e partir em busca de uma conclusão ainda mais robusta, de um merecimento ainda mais profundo.
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Não sei o que será de mim!
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Texto inacabado...

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