terça-feira, 12 de março de 2013

Inspirus Outrem


Mandei para amigos os dois textos de Fevereiro deste ano, para ver o que eles achavam.

O texto do cigarro, especialmente, inspirou um dos que receberam, e o fez produzir sua própria continuação.

Segue abaixo:

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Sim, aquela vontade de diminuir nosso tempo aqui. Largar esta capa pesada chamada viver, que, por vezes, tanto nos pesa. Fica sendo uma quantidade tola de anos a fio, sem querer, como um fardo imposto.

Queremos nos permitir encurtar existências tão tolas quanto longas.

Pra que?

Por que?

Que o tabaco e o álcool levem-me, leve, cansado desta trilha tola, de tanto e sim e não e nãos...

Terra querida, rica, me trague o quanto antes. Liberte meu espírito, e alimente-se desta carne cansada. Trago na boca o sabor do tabaco, tanto quanto trago no peito minhas dores, amores que se foram.

Dores infinitas.

“O Deus dos desgraçados que não me escuta”...

Dê-me o direito de renunciar, no trago do meu cigarro e leve, me leve, feito um doce trago de Gudang.

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Hideraldo Pinheiro de Souza



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