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A mais bela obra coral-sinfônica do século XIX
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A letra é essa:
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Nänie
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Auch das Schöne muss sterben!
Das Menschen und Götter bezwinget!
Nicht die eherne Brust rührt es des stygischen Zeus (1).
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Einmal nur erweichte die Liebe den Schattenbeherrscher,
Und an der Schwelle noch, streng,
Rief er zurück sein Geschenk (2).
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Nicht still Aphrodite dem schönen Knaben die Wunde,
die in den zierlichen Leib grausam der Eber geritzt (3).
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Nicht errettet den göttlichen Held die unsterbliche Mutter,
Wenn er, am skäischen Tor fallend, sein Schicksal erfüllt (4).
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Aber sie steigt aus dem Meer mit allen Töchtern des Nereus,
Und die Klage hebt an um den verherrlichten Sohn (5).
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Siehe, da weinen die Götter,
Es weinen die Göttinnen alle,
Dass das Schöne vergeht,
Dass das Vollkommenen stirbt.
Auch ein Klaglied zu sein im Mund der Geliebten,
Ist herrlich,
Denn das Gemeine geht klanglos zum Orkus hinab.
Auch ein Klaglied zu sein im Mund der Geliebten,
Ist herrlich (6).
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A tradução é essa:
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Nénia (A duodécima aurora)
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Também o belo tem que morrer.
O que une homens e deuses,
Não comove o peito brônzeo ao estígeo Zeus (1).
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Uma vez só enterneceu o amor o dominador das sombras
E, na soleira ainda, severo,
Retirou o seu presente (2).
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Não acalma Afrodite, ao belo jovem a ferida
Que o feroz javali no peito tenro lhe abriu (3).
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Não salva a mãe imortal o herói divino quando,
Caindo às portas Ceias, cumpre o seu destino (4).
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Mas ergue-se do mar, com todas as filhas de Nereu,
E o seu pranto pelo filho glorificado eleva-se. (5)
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Vede! Lá choram os deuses
E todas as deusas choram
Porque o que é belo perece
E o que é perfeito morre.
Também ser cântico elegíaco nos lábios da amada,
É magnífico
Pois, o que é comum, no Orco se esvai, sem ser cantado
Também ser cântico elegíaco nos lábios da amada,
É magnífico (6).
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O convite
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CORAL UNIVERSITÁRIO MACKENZIE
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O Coral Universitário Mackenzie se prepara para mais um grande projeto, uma nova apresentação com a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC), nos dias 20 e 21 de junho, no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, em Campinas. O concerto estará sob direção do Maestro Parcival Módolo, Coordenador Geral da Divisão de Arte e Cultura do IPM e Maestro Associado da OSMC.
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Este será o terceiro concerto do coral com aquela orquestra, uma das mais renomadas do Brasil: em março de 2008 apresentou o Gloria, de John Rutter, e em agosto do mesmo ano, “Chichester Psalms”, de Leonard Bernstein, em eventos que esgotaram os ingressos do auditório do Centro de Convivência, em Campinas.
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A participação na temporada oficial de uma orquestra como a Sinfônica de Campinas revela o nível profissional do Coral Universitário, que desta vez retorna com duas obras: “Nänie”, de Brahms, e o Réquiem, de Gabriel Fauré.
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Composta por Brahms em momento de profunda emoção pessoal, Nänie é considerada a mais bela obra coral-sinfônica do século XIX. O texto é um célebre poema do poeta alemão Friedrich Schiller. Já o texto do “Réquiem” é muito antigo, da tradição cristã, usado em celebrações fúnebres, mas aqui musicalizado com leveza e tranqüilidade por Fauré, compositor francês do início do século XX.
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Além do coro, de setenta vozes, e da orquestra, de cerca de cem instrumentistas, o concerto contará com a participação dos solistas Guilherme Luis Custodio, Leonardo Neiva.
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O programa:
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BRAHMS: Nänie, para coro e orquestra
GRIEG: No Outono, Abertura-Concerto, op.11, para orquestra
FAURÉ: Réquiem, op. 48, para coro, solistas e orquestra
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Regência: Parcival Módolo
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Quando: sábado, dia 20 de junho às 20h e domingo, dia 21, às 11h.
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Local: Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, Cambuí - Campinas/SP.
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Ingressos
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R$ 20,00 (inteira)
R$ 10,00 (meia-entrada):Aposentados, estudantes, maiores de 60 anos
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Bilheteria: (19) 3232-4168 (16h às 21h, terça a dom)
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Comentários
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Nänie é um absurdo de linda. O Réquiem também. Como diz o povo do coral: Vai-se Fauré!!! É muita música bonita junta.
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Mas vamos falar de Nänie.
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A tradução, que está aí encima, tem a divisão das partes da música, mas é difícil de entender e acompanhar porque o texto é repetido diversas vezes, de diversas maneiras, pelas diversas vozes do coro. Para acompanhar é melhor ir sem pressa, ser bem tolerante com o andamento e não querer entender palavra por palavra. Basta simplesmente imaginar mais ou menos a mensagem que está sendo dita naquele pedaço.
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Também acredito que ajuda vislumbrar a beleza da obra se, ao ouvir, a pessoa tiver em mente que o coro começa dizendo que o belo também deve morrer e que isso é repetido muitas vezes num clima crescente "Auch das Schöne muss sterben".
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Então a música faz referência a vários relatos mitológicos onde o belo teve que morrer, até que, depois de um longo resgate do tema feito pela orquestra, canta-se a conclusão final que diz que o belo morre sim, mas que é lindo ser uma canção de morte nos lábios da amada, pois o que não é bonito, o comum, desce às profundezas em silêncio, sem ser cantado.
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Esta conclusão também é repetida diversas vezes na frase "Auch ein Klaglied zu sein im Mund der Geliebten ist herrlich." E a palavra Herrlich (maravilhoso) é exaltada depois de uma intrincada preparação, pra depois ser repetida algumas vezes no decrescente final do coro.
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É uma inspiração pra ninguém botar defeito!!! Afinal, quem botaria defeito na inspiração que criou a mais bela obra coral-sinfônica do século XIX?!
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O clima que começa depois dos 4:20 da segunda parte é um absurdo de maravilhoso. Há um pedal que é mantido em Ré enquanto a harmonia vai sendo trabalhada, transformada, transtornada, distorcida e multiplicada pelo coro que vem cantando por cima da Orquestra.
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Valei-me meu Senhor!!! Tem que segurar pra não chorar quando chega nessa parte final.
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Eu diria que esse Brahms foi um moço muito bom no que ele fez, não é?!
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Para ouvir a obra, os vídeos são esses:
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Parte 1:
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E só mais um pouco
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Ampliando um pouquinho o tema, eu acho, sim, que a música clássica é superior à popular, não me importa os argumentos e, eu conheço muitos deles. Ela é, e, ponto final.
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Gastem um tempinho vendo os vídeos e procurando entender a letra e a tradução. Vale muito à pena!!!
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P.s: Isto tudo nasceu como e-mail, cresceu, virou post e agora está publicado.
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