segunda-feira, 7 de maio de 2012

Anhangabaú Madrugada




Autores: Fernando, Marina, Thiago e Wagner.
Virada Cultural 2012
Vale Do Anhangabaú – 4 horas da manhã - 06/05/2012


Quando vejo concretos me concertando,
Como colméias de abelhas me desconstruindo,
Me viro do avesso, me faço e desfaço.
Gente, eu não tenho, não tô conseguindo!

Ainda assim prossigo me desconstruindo
Como uma falha humana do desatino,
Sem rima, nem verso, do desencontro com dor,
Empolgação, no meu caminho.

Na embriaguez da multidão
Sigo caminhando e sorrindo,
No beco escuro da vida
Encontro a minha partida!




sexta-feira, 30 de março de 2012

Angústia


A angústia profunda de se saber existente,
Um medo incauto por simplesmente ser,
Doloroso sono adiado pelo insuficiente cotidiano.

Vislumbro sutilmente a eternidade
E sinto-me participante perpétuo,
Sempiterno auto-prisioneiro
Plenamente cerrado à condição alma:
Inescapável destino solitário dos qualqueres.

Perco-me disléxico de sentidos
Apoplexia estridente que me mutila a voz
Perante aquilo que sempre
Foi...
É...
E será...

Somos sós
E eternamente nós mesmos!!!

Sinto, pois, a velha e fiel angústia
Inescapável companheira incisiva
No silêncio das madrugadas arrependidas,
A plena escuridão pessoal
Que me rodopia
Em torno de meu próprio eixo.

Navego a negritude lunar
Por horas infindáveis
Tentando sondar minha coragem
Entre as paredes
De um labirinto de carne e osso.

Qual o que!

O passado assaltante em meu peito
O regaço dos órgãos pulsantes
Que pungentes e ofegantes
Delatam-me aos céus
Envergonhando minha desavença.

Dai-me paz, meu Deus!
Diga-me se estou errado!?

Entorno-me sem permeios
Esguichando o vácuo recôndito
Na sala de visitas
Tentando assim escarrar minhas toneladas
Em pleno apartamento inóculo.

Impossibilidade minúscula
Do compromisso de ser!

Qual o que!

Translúcida é a covardia que se me agarra,
Sufocante arfar de meus pólos opostos,
No desgosto de não poder ser mais de um
E solitariamente eu!!!

Tenho pena das crianças do amanhã!!!






sexta-feira, 23 de março de 2012

A Dama de Ferro


Tinha uma lista de 20 resenhas para terminar aqui no meu computador e estava com muito sono e preguiça, mas me deu na telha que eu deveria escrever algumas.

Então, foi o que fiz. Fechei as vinte.

As postagens estão em ordem alfabética, seguindo a seqüência da pasta que está aqui no desktop. Achei esse o melhor critério, já que não me lembro a ordem que eu vi, ou li cada umas dessas obras.

Começando pela Dama de Ferro...

O filme vale pela Meryl Streep.

Saí da sala de exibição com a impressão de que a película não era lá grandes coisas. Meio confusa, meio fraca de sacadas, uns ligeiros apelos humorísticos que não colavam, um ritmo que não contagiava. Enfim, saí um pouco decepcionado pelo resultado final, mas totalmente extasiado pela atriz principal.

Ela sozinha é mais impressionante que o conjunto. O conjunto quase que só serve para enfraquecer o resultado final da obra finalizada. Mas, cada passo, cada sorriso, cada gesto, mexida de mãos, lágrima, os trejeitos, tudo na atriz estava perfeito.

Vale também ressaltar que a maquiagem também estava primorosa.

Estou dizendo estas críticas aqui e agora, mas, fiquei um pouco receoso de expressar minha opinião para outras pessoas, já que acreditava que somente eu teria a impressão de que não se tratava de um bom filme.

Foi vendo a entrega do Oscar e os comentários do José Wilker que me certifiquei de que eu não estava errado. Ele também achou a película bastante fraca.

É interessante pensar que os dois Oscars recebidos foram justamente os que estão atrelados a Meryl Streep: melhor maquiagem e melhor atriz.

Enfim, uma atuação histórica, emoldurada por um roteiro estranho, uma direção medíocre.

É isso!!!


Ficha Técnica
Direção: Phyllida Lloyd
Roteiro: François Ivernel, Damian Jones, Adam Kulick, Cameron McCracken, Anita Overland, Tessa Ross, Colleen Woodcock
Produção: Abi Morgan
Estúdio: The Weinstein Company
Trilha sonora: Thomas Newman
Figurino: Nina Gold
Fotografia: Elliot Davis
Montagem: Justine Wright
Direção de Arte: Justine Wright


Elenco e Personagens
Meryl Streep - Margaret Thatcher
Jim Broadbent            - Denis Thatcher
Susan Brown - June
Alice da Cunha - Cleaner
Phoebe Waller-Bridge - Susie
Iain Glen - Alfred Roberts
Alexandra Roach - Young Margaret Thatcher
Victoria Bewick - Muriel Roberts
Emma Dewhurst - Beatrice Roberts
Olivia Colman - Carol Thatcher
Harry Lloyd - Young Denis Thatcher


A Fonte das Mulheres


Faz quase dois meses que eu assisti esse filme. Lembro-me que logo na primeira cena abria com algumas mulheres conversando num salão de banho, sobre assuntos íntimos, seus maridos, sexo, qual era a freqüência das relações e etc.

Com o desenrolar da trama, vê-se que elas não moram num lugar totalmente liberal por assim dizer. Os homens realizam poucos trabalhos, repetindo os mesmos padrões de comportamento de séculos atrás, com a diferença que não necessitavam mais guerrear para manter a tribo.

Já as mulheres, faziam todos os trabalhos domésticos, inclusive buscar água no alto de umas montanhas, tendo de trazê-la nas costas, andando sobre pedregulhos, por quilômetros e quilômetros, correndo o risco de tropeçar, machucarem-se e etc.

Pensando sobre isso, uma jovem liberal Leila (Leïla Bekhti) propõe um pacto: as mulheres fariam greve de sexo para conseguirem que seus homens buscassem a água nos seus lugares.

Deste princípio desenrola-se uma série de conflitos e situações engraçadas. Alguns maridos acolhem bem esta greve, outras mulheres chegam a apanhar dos seus companheiros, pessoas de fora da aldeia interferem nos acontecimentos.

Há uma figura bastante forte nesta película: a matriarca.

Não me lembro o nome da personagem e muito menos quem seria a atriz. Lembro-me que ela possuía uma voz bastante grave, um rosto forte, de nariz bastante grande. Esta era a matriarca geral. Uma mulher que pela sabedoria e pelas histórias vividas, conseguiu muito respeito dos outros homens da aldeia, mesmo já estando viúva.

Achei este a melhor figura. Não porque os outros estava fracos, mas é que o conjunto atriz – aldeã estava perfeito. Além de ser a líder da rebelião e prezar pelos costumes da aldeia, possuía um agudo senso crítico, e espírito de modernidade, o que a leva a ser um ponto central de resolução de conflitos.

Gostei demais!!! Os atores estão muito bem, atuando com naturalidade, as cenas são bem feitas.

Critico um pouco o excessivo caráter cômico de algumas cenas, que destoam um pouco do conteúdo geral, mas isso não chegou a estragar!


Ficha Técnica
Direção: Radu Mihaileanu
Roteiro: Luc Besson, Denis Carot, Gaetan David, Souad Lamriki, Pierre-Ange Le Pogam, André Logie, Marie Masmonteil, Radu Mihaileanu
Produção: Alain-Michel Blanc, Radu Mihaileanu
Estúdio: Paris
Trilha sonora: Armand Amar
Figurino: Adil Abdelwahab, Gigi Akoka, Salah Benchegra, Saad Fekhari
Fotografia: Glynn Speeckaert
Montagem: Radu Mihaileanu
Direção de Arte: Radu Mihaileanu
Duração: 135 min.
Ano: 2011
País: Bélgica/ Itália/ França
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Europa Corp. / Elzévir Films / Indigo Film
Classificação: 14 anos

Elenco e Personagens
Atores e personagens do filme A Fonte das Mulheres
Leïla Bekhti - Leila
Hafsia Herzi - Loubna / Esmeralda
Biyouna - Vieux Fusil
Sabrina Ouazani - Rachida
Saleh Bakri - Sami
Hiam Abbass - Fatima
Mohamed Majd - Hussein
Amal Atrach - Hasna


 

A Invenção de Hugo Cabret



 
Um filme que dispensa elogios!

Martin Scorsese é um diretor que sabe exatamente onde quer chegar, como chegar até lá, quem é capaz de trabalhar junto com ele, e assim por diante. Um mestre!!!

O filme é magnífico! Os cenários são maravilhosos, os atores estão perfeitos. Todo o universo ficcional da obra funciona perfeitamente.

O tema também é majestoso! Um diretor falido, um menino curioso, um resgate de um passado.

Essa foi a invenção de Hugo Cabret: o resgate de um artista!!!

Todas as peças se encaixam!

“Gosto de imaginar que o mundo é uma grande máquina... Elas têm o número e tipo exato das partes que precisam. Então imagino que se o mundo é uma grande máquina, eu também estou nele por algum motivo. E isso significa que você também está aqui por alguma razão".

Um filme que mescla bem a grandiosidade Hollywoodiana com o cinema-arte!

Mas, mesmo com tudo isso, seu apelo conceptual inteligente é mais fraco que aquele presente em “O Artista”.

Películas diferentes, ambas muito chamativas!!!
  

Ficha Técnica
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: David Crockett, Barbara De Fina, Christi Dembrowski
Produção: John Logan
Estúdio: Warner Bros. Pictures
Trilha sonora: Howard Shore
Figurino: Sandy Powell
Fotografia: Robert Richardson
Montagem: Thelma Schoonmaker
Direção de Arte: Thelma Schoonmaker

  
Elenco e Personagens
Ben Kingsley - Georges Méliès
Sacha Baron Cohen - Station Inspector
Asa Butterfield - Hugo Cabret
Chloë Grace Moretz - Isabelle
Ray Winstone - Uncle Claude
Emily Mortimer - Lisette
Christopher Lee - Monsieur Labisse
Helen McCrory - Mama Jeanne
Michael Stuhlbarg - Rene Tabard
Frances de la Tour - Madame Emilie
Richard Griffiths - Monsieur Frick
Jude Law - Hugo's Father
Kevin Eldon - Policeman
Gulliver McGrath - Young Tabard
Shaun Aylward - Street Kid
Emil Lager - Django Reinhardt
Angus Barnett - Theatre Manager
Edmund Kingsley - Camera Technician
Max Wrottesley - Train Engineer
Marco Aponte - Train Engineer Assistant
Ben Addis - Salvador Dali
Robert Gill - James Joyce

 

A Música segundo Tom Jobim


Uma longa reprodução de trechos de músicas de Tom Jobim, interpretada pelos mais diversos cantores do Brasil e do mundo. Japoneses, americanos jazzistas, sambistas, cantoras do pop, gente das antigas, gente nova, mitos da música, artistas desconhecidos.

Tudo isso emoldurado pelas belíssimas criações de um dos maiores compositores populares da música mundial de todos os tempos.

E pode até parecer que na verdade os outros envolvidos só tiveram o trabalho de escrever um roteiro usando o máximo do material disponível, e os editores apenas tinham que cortar na hora certa, organizar aqui e ali.

Um pouco foi isso mesmo, mas isso não é pouca coisa!

O resultado final é muito belo e super agradável, apesar da ausência de diálogos e outros tipos de informações que não as músicas cantadas e tocadas!!!

Fui um pouco com o pé atrás em relação a este documentário. Mas, o ritmo conseguido pelo encadeamento, a beleza da edição de som, a riqueza das diferentes versões de músicas apresentadas e o amplo leque de artistas bem colocados ao longo das quase uma hora e meia de duração, me convenceram de que era, sim, um bom material!

Ao final, não sei se como simples justificativa ou como maior afirmação possível, é apresentada esta frase:

“A linguagem musical me basta”

Assinada pelo próprio Tom Jobim!

O que dizer depois disso?!?!


FICHA TÉCNICA
Diretor: Nelson Pereira dos Santos, Dora Jobim
Elenco: - documentário -
Produção: Ivelise Ferreira, Nelson Pereira dos Santos
Roteiro: Nelson Pereira dos Santos, Miúcha Buarque
Trilha Sonora: Paulo Jobim
Duração: 88 min.
Ano: 2011
País: Brasil
Gênero: Documentário
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Classificação: Livre


 

A Separação


Um filme moderno, bem feito! Foi ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro!

Mostra um Irã não da guerra, mas das pessoas que, mesmo vivendo sobre um regime atrasado, possuem problemas como outros povos de outros países do mundo.

A trama é bastante complexa e mostra um jogo de forças extremamente vivas, ilustrando profundamente a esfericidade das relações humanas praticadas no mundo real.

A arte transcende os limites da criação compartimentalizada, fruto do planejamento característico das mentes criadoras.

O roteiro é fantástico!

Uma mulher é contratada para tomar conta de um velho doente, pai de um home que está se desquitando de sua esposa. Esta empregada sofre um acidente e, por medo de perder o bebê que leva no ventre, inventa que seu patrão a agrediu, num momento em que ele realmente chegou em casa e ela não estava lá pois havia ido no médico se consultar.

Aproveitando-se desta agressão, ela amplia isso e diz que pode perder seu bebê porque caiu no meio da escada.

Nisso são acionadas uma série de forças dentro do enredo. O marido da grávida, a filha, os funcionários dos tribunais do Irã que iram decidir sobre o caso, Conflitos sociais e classes. Conflitos financeiros. A submissão da mulher, dependendo da classe em que pertence.

Os atores estão, em geral, muito bem, mas com alguns destaques.

A direção também é bem legal!

Mas acho que a grande força está mesmo no roteiro!!!

Gostei demais!!!


Ficha Técnica:
Direção: Asghar Farhadi
Roteiro: Asghar Farhadi
Produção: Asghar Farhadi
Estúdio: Asghar Farhadi
Trilha sonora: Sattar Oraki
Figurino: Asghar Farhadi
Fotografia: Mahmoud Kalari
Montagem: Asghar Farhadi
Direção de Arte: Asghar Farhadi

Elenco e Personagens:
Peyman Moaadi
Sareh Bayat
Sarina Farhadi
Babak Karimi


 

Admirável Mundo Novo




Lembro-me que li um texto acadêmico na faculdade que tratava das formas de controle da mente humana, do livre-arbítrio e etc. Neste texto, o autor falava que a forma de controle utilizada em Admirável Mundo Novo era mais eficiente que a presente no livro 1984.

Esta forma superior e mais o meu interesse em conhecer livros de ficção científica levaram-me a pegar esta obra na biblioteca da faculdade.

Que eu me lembre, li rapidamente. Até porque, é uma leitura simples, sem grandes filosofias, sem grandes vocabulários.

Os personagens me pareceram bastante bem construídos. Havia uma distinção de capacidades entre os cidadãos. Isto se dava por meio da genética: os machos alfa, as fêmeas alfa, outros betas e etc.

E realmente era fácil notar o cuidado do autor em soar coerente, ou seja, colocar os alfa com palavras mais bonitas, idéias mais inteligentes. Estes alfas permaneciam isolados, eram reclusos. Já a grande maioria era de outra classe, algo menos preparado.

Bem interessante!

Eram 5 as castas:

Alfa – representada pela cor Cinza
Beta – representada pela cor Amora
Gama – representada pela cor Verde
Delta – representada pela cor Cáqui
Ípsilon – representada pela cor Preto

Os habitantes deste mundo novo admirável, administrado por um Estado Mundial, tinham no empresário Henry Ford uma figura messiânica.

Diziam "Oh Ford" ou "Nosso Ford" fazendo, em inglês, um paralelo entre as palavras Ford e Lord (senhor), usado pra louvar a Deus – Oh Lord!!!

Uma fina ironia de Aldous Housley!

Faz tanto tempo que não me lembro mais direito os detalhes dos acontecidos durante a leitura. Mas recomendo bastante!

Lembra-me um pouco o filme Minority Report. O retrato de um mundo excessivamente moderno, os precogs como uma raça mais avançada. Sei lá!

Este livro não está na lista de livros que eu já li. Eu tinha me esquecido que li ele na faculdade. Quando eu for atualizar a lista, coloco-o no lugar certo.

Acho que logo mais já a atualizo!


 

Albert Nobbs

 

Como alguém poderia viver uma vida tão medíocre?!

Esse é um dos questionamentos finais do filme e é o que melhor consegue traduzir a impressão geral que se extrai da obra.

Robert Nobbs é uma mulher que se passa por homem, simplesmente por ter adquirido este hábito deste pequena, por imposição das circunstâncias.

Órfã, filha bastarda de um homem. Logo perde a mãe e não possui referências do pai.

Assim ela leva a vida inteira, sem se notar sexualmente, profissionalmente, amorosamente.

Sem nada!

Cultiva sonhos mudos, e corre a passos de lesma atrás deles.

Não sabe como conquistar alguém, não tem amigos, apenas trabalha num hotel a troco de gorjetas, uma cama e comida.

Só!!!

Um dia descobre não ser ela a única mulher a se passar por homem! Encontra enfim uma espécie de amiga que a encoraja a tênar novas possibilidades na vida: um casamento, por que não?!

Mas Albert Nobbs está tão desacostumado a sonhar e a fazer coisas por si mesmo que acaba não conseguindo levar adiante seus sonhos. Não sabe sonhar, não sabe se adaptar, não sabe escolher nem mesmo a mulher que quer ter por sua esposa.

Segue apenas idéias fixas, conselhos de outros. É inocente demais. Não nota as maldades que lhe fazem, não sabe ser sem ser mandado por outros!!

O fim é trágico e comovente!

Mas o nascimento de uma linda criança enche de esperança o fim desta árida película!


Ficha Técnica
Direção: Rodrigo García
Roteiro: Marcia Allen ....       co-executive producer, Pierre-Francois Bernet, Glenn Close, Bonnie Curtis, John Eger, Susan Holmes, Julie Lynn, Alan Moloney, Patrick O'Donoghue
Produção: Glenn Close, John Banville, George Moore, Gabriella Prekop, István Szabó
Estúdio: Roadside Attractions
Trilha sonora: Brian Byrne
Figurino: Amy Hubbard
Fotografia: Michael McDonough
Montagem: Steven Weisberg
Direção de Arte: Steven Weisberg
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Elenco e Personagens
Glenn Close -  Albert Nobbs
Antonia Campbell-Hughes  - Emmy
Mia Wasikowska -      Helen
Pauline Collins - Mrs. Baker
Maria Doyle Kennedy  - Mary
Mark Williams  - Sean
James Greene  - Patrick
Serena Brabazon - Mrs. Moore
Michael McElhatton   - Mr. Moore
Dolores Mullally - Milady
Bonnie McCormack - Miss Shaw
Phyllida Law  - Mrs. Cavendish
Brendan Gleeson  - Dr. Holloran
Kenneth Collard  - M. Pigot
Judy Donovan - Mme. Pigot