terça-feira, 19 de outubro de 2021

Mais um Álbum!!!

 Mais um álbum lançado no Spotify, Deezer e em outras plataformas.
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Este é meu primeiro trabalho de músicas, em sua maioria, instrumentais que fiz pra uma peça de teatro.
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Quem quiser tomar contato com o som, é só clicar em uma das palavras abaixo:
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FICHA TÉCNICA DA PEÇA:
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Direção: Cristiane Natale
Produção: Luciano Cardoso e Marcelo Gomes
Elenco: Gil Hernandez, Bianca Rinaldi, Ivan Parente, Marcelo Gomes, Priscilla Dieminger e Murilo Inforsato.
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terça-feira, 21 de setembro de 2021

DE QUANDO RECEBO...

Quando recebo e-mails dos meus alunos em horas deveras, questionando-me sobre elementos das músicas que devem executar, sinto como se estivesse persistindo etéreo, em momentos múltiplos de almas diversas; nos espíritos infantis e jovens que por aí estão.
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Sinto como se estivesse vagando, por meio de realidades novatas e esperançosas, que se distribuem nos recantos paulistanos: almas a se realizarem enquanto fisicalidade temporária, efêmera, mas, sim, muito HUMANAS.
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E isso me faz bem!
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E sendo deste modo, torno-me existente mais vasto. E sendo deste modo, sou expandido Professor de Música. 
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Enfim, sou Artista, também sendo ARTISTAS em suas experimentações educacionais!!!
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sábado, 4 de setembro de 2021

A MATRIARCA DE MARTE

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PARTE I
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Eu gostaria que
Se algum dia
Fossem povoar Marte
Te levassem como Matriz
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Matriz de um novo povo
Matriz de uma nova verdade
Matriz de uma nova possibilidade
Matriz de um novo renascer
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Eu gostaria que te levassem
Para que você se tornasse
A Eva de uma nova proposta
A raiz de uma outra ideia
A reviravolta de um futuro diferente
A membrana inicial de uma nova vida
A MATRIARCA DE MARTE
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Eu gostaria que te plantassem
Em um novo mundo
Para que não houvesse mais
Inveja, nem mal dizer
Para que não houvesse mais
Lágrima ressequida
Ou homem que negasse suas chagas
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Nem ser-humano sem elogio
Nem música sem lembrança
Nem cultura sem espaço no coração
Nem sabedoria sem suor
Nem conhecimento sem troca
Nem homem sem gentileza
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Nem rua sem palavra
Nem palavra sem boca
Nem boca sem alma
Nem alma sem lembrança
Nem lembrança sem loucura
Nem loucura sem família
Nem família sem amor
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Não haveria loucura sem convicção
Pois toda boa loucura
Estaria convicta em seu estado de graça!
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PARTE II
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Há de haver sempre
Uma verdade maior e intensa
A ser conquistada
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Tu és livre ou ao menos
Almeja e tateia a liberdade
De todos os cantos
De todos os momentos
De todas as vontades
De todas as margens
De todas as praças
De todos os rincões mineiros
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E todo canto contigo
Sempre foi verdade e espaço
Ressonância e caminhada
Harmonia e humor
Entrega e inteligência
Sinceridade escarrada
Jorrada sem pudor
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Fracos são aqueles que têm pudor!
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PARTE III
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Mais valem os esgarçados
Os intensos, os incompletos
Os que tentam, os que cantam
Os que caem e se levantam
Os que ensinam e aprendem
Como quem simplesmente caminha
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Mais valem os que se lançam
Os que marcam espaços
Os que se jogam no chão da foto
Os que se amplificam sem medo
Os que se expandem sem receio de rachar
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Lágrimas soltas a rolar!
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Mais valem os exagerados
Mais valem os Cazuzas
Mais valem os Renatos
Os Rauls, os Lobões
As Ninas, as Amys
As Janis e as JANES
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Mais valem os que querem viver!
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Mais valem os hiperativos, os hiperbólicos,
Os hiper-todas-as-coisas
OS HIPER-TUDO
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(“Água de Beber, Bica no Quintal, Sede de Viver TUDO”)
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E eu adoro seu estado de hiperexistência
Latência constante de testar infinitos
Redemoinho pós-moderno de mineirices
Meio Tropicália, meio Clube
Meio Tom Zé, meio Borges
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Você é tentativa clara e desapego
É noite adentro, é estrada afora
É festa ampla, é vida larga
É sinceridade e amizade
É parceria e consanguinidade
É IRMANDADE
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PARTE IV
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E hoje me peguei pensando
Em como te homenagear
Coloquei-me divagando
Desvairando devagar
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Esbocei frases
Construí propostas
Inventei novos mundos
Registrei respostas
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Lembrei-me de passagem antiga
Fechei os olhos, sorri
E minha querida prima/amiga
Este poema é para ti!!!
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  - Poema feito para minha prima Vanesca - 
(Início: 22-06-20 / Fim: 04-09-21 - 2:22 a.m)

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

IMANÊNCIA (POST 2343)

Depois
de
tanto
tempo 
e
de
tantas
erratas,
vai
assentando
em
minha
alma
um
sentindo
de
perenidade
possível,
uma
qualquer
coisa
consistente,
uma
permanência
de
capacidade
em
viver
e
ser,
talvez,
feliz!!!
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quarta-feira, 28 de julho de 2021

A CHUVA DE AGORA

 .
Ainda não sabemos o real valor de ter as mãos molhadas pelas águas que vêm dos céus.
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E, na verdade, espero que nunca tenhamos que sentir tamanho prazer pelo corriqueiro fato de molhar uma mão ao, simplesmente, estica-la para fora da janela numa noite de chuva.
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Mas, em verdade, foi isto o que agora senti ao vivenciar e imaginar um futuro provável a todos nós!

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Álbum Novo Lançado!!!

É com imensa alegria que divulgo meu primeiro álbum de músicas não feitas para teatro, ou seja, músicas que fiz tentando expressar o que sinto e não o que os personagens sentem.
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Este era um sonho antigo que agora se torna realidade!
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As músicas foram compostas entre 2004 e 2014, de forma esporádica, mas sentia que elas precisavam ir adiante, precisavam ser recolhidas, trazidas a vida e por isso o nome:
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RECOLHER CANÇÕES
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Deem uma ouvida. Espero que gostem!
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O álbum se encontra em diversas plataformas de Streaming:
E OUTRAS...
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FICHA TÉCNICA:
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André Furlan – Parceria na faixa 04
Caê Lacerda – Parceria na faixa 12
Clarissa Inaoka – Parceria na faixa 05
Delmo Biuford – Letras das faixas: 1, 10 e 11
Edê Tecladista - Técnico de Estúdio e Programação de Bateria
Gabriel Ferrara – Violino na faixa 05
Natacha Leonelo – Arte da Capa
Priscilla Dieminger – Vocal na faixa 05
Rose Santana – Vocal nas faixas 08 e 11
Vittor Meneghetti – Letras das faixas 06 e 09
Wagner Passos – TODO O RESTO!
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P.S: Dedico este álbum a memória de Delmo Biuford, principal letrista desta obra, um grande amigo que se foi nesta pandemia, mas que continua vivo em suas criações.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Flor-de-Luz

Espraiada Multiversal

Tecelagem Divina

Formato Múltiplo (o que você vê?!)

Emoldurado

Aquosa Concepção Ressequida

Primaveril

Sempre volto a Ti

A Lua e Vênus

FÁTIMA

Vela

Além-Etéreo

Recanto Invernal

Alva Chama

Translucidovo

Paisagem Adversa

Pontilhismo

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Post 2323

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DOR MÍNIMA DE MIM

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Ás vezes me sinto integrado à cidade
Me sinto uma parte mínima
Pertencente e passante
De um cotidiano que não me sabe
Que está conclusivo apesar de mim
E que se faz apesar de minha 
Obsessiva vontade de controlar
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Mas isso é tão bom!
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A cidade me supera
A cidade me desfaz dentro dela
A cidade é superior a mim
A cidade é e sempre será maior
Do que qualquer conclusão 
Que eu tente tirar
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Ela é maior do que meu EGO
Maior do que meu ser
E isso é tão imprescindível
Para meu direito de ir e vir
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Como é bom saber que a cidade 
Não depende 
De minhas perseguidas conclusões 
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E hoje, 30/06/2021, pensei com força sobre isso!
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Dentro das diversas formas de pensar
Que me perpassam a alma
HOJE
Essa se fez conclusa
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Milhões são as formas 
Que me atormentam
Milhões são as formas 
Que me desfazem instantaneamente
Milhões são as formas 
Que fazem ruir 
Minha frágil autoestima
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São tantas as formas de se desfazer
Mas só uma a forma de se engendrar 
Um homem concreto:
A FORÇA QUE EU NÃO TENHO
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Oh, meu pai, por que tanto em ti te calaste?
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E assim me desvaio pelas ruas 
Como quem não sabe quem é
Como quem finge não saber onde vai
Mas me escorrego pela cidade em libertação
Desvaio pela cidade 
Perseverando em minha forma de casca feliz
Sou, simplesmente, um qualquer homem moderno
E aparentemente bem adaptado!
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Mas, agora
Isso já é
Após tantos Passos
DOR MÍNIMA EM MIM!
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UMA VEZ MAIS: A ARTE!!!

Muito
da
liberdade,
necessidade
e
beleza
da
arte
está
no
fato
dela
não
ser
biologicamente
vital
mas,
ao
mesmo
tempo,
imprescindível
à
vida!
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Tente sobreviver sem ELA!
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Duvido que consigas!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2021

quinta-feira, 20 de maio de 2021

quarta-feira, 12 de maio de 2021

SENTIR SEM PENSAR

por vezes a felicidade é estranha
estranha como o embriagar de uma bebida nova
um conhaque perfeito e ébrio 
ou um elixir colorido de ingredientes etéreos
.
por vezes a felicidade é tão estranha
que não sei como sua sensação me significa
e então simplesmente quero,
como não me é de costume,
SENTIR SEM PENSAR
.
e sentindo sem pensar
arejo-me neste pequeno liberto
quando feliz assim me surpreendo
como há décadas não me proponho
.
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quinta-feira, 18 de março de 2021

16 ANOS DE BLOG (POST 2313)

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quinta-feira, 11 de março de 2021

Poema para Vozes Femininas (Ode a Shakespeare)


DESCORTINAR
 
PRIMEIRA MULHER:
Prostramo-nos agora com entusiasmo
Diante do futuro que neste instante geramos 
Diante da celebração que neste momento nos abduz 
Ao abrirmos os volumes destes livros ancestrais
Ao adentrarmos os sutis pórticos da dramaturgia

SEGUNDA MULHER:
E, enfim, desenclausurarmos, pois, as palavras
De um conto tão pouco por outrem contado
Tão pouco por outrem encenado
Um solo de espaços movediços 
E que, por isso, desvirginamos com necessária cautela

TERCEIRA MULHER:
Pendemos nossos olhos para outra realidade
E vos convidamos a acompanhar 
Este despretensioso e efêmero encontro
Que em instantes, neste local, irá se iniciar
Para tão logo, novamente, se esvair

QUARTA MULHER:
Oh língua morta, linha vida
Mas não poderíamos dar vazão a tal acontecimento
Sem antes saldar sua fonte preambular  
O homem de inúmeras quimeras atemporais
Nosso mais doce Bardo

PRIMEIRA MULHER:
Tu cravaste em definitivo 
No sublime panteão dos Deuses da Arte
A dramaturgia dos tempos e dos temperamentos

SEGUNDA MULHER:
Sublimando para além das eras e dos homens
O TEATRO:
Templo da realização humana que mais vivifica 
A amplitude do exercício de nossa temporária condição

TERCEIRA MULHER:
Tu foste a pedra angular 
Daquilo que viríamos a ser
Daquilo que iríamos nos transformar

QUARTA MULHER:
Somos forças motrizes 
Da energia SAPIENS exercida sob vontade 
O ser palpável em seu esgarçar constante 
De nascimento, de morte e de seus gerúndios intermediários

PRIMEIRA MULHER:
Cunhaste a base para a imitação da nossa própria condição
Moldando-a, eternizando-a pela palavra escrita 
E que, talvez, somente por isto
Ela nos permita brincar de Deuses

SEGUNDA MULHER:
Brincar de controlar nossas interioridades 
Jogar com o fluxo vivo das claritudes e escuridões 
Intrínsecas a todos nós
Pulsantes em cada um de nós 

TERCEIRA MULHER:
Acredito naquilo que faço
E faço porque quero, porque gosto
Gosto do gosto do risco de me jogar
Risco o rosto com o traço 

QUARTA MULHER:
No intuito de me transformar
Me transmutar naquelas tantas possibilidades 
Que minha alma resguarda e revive
A meu bel prazer 

UMA MULHER EM CADA FRASE:
1) Oh língua morta, linha vida, 
TODAS - Nosso mais doce Bardo
2) Peço permissão para adentrarmos teu caudaloso universo
3) De heróis, vilões ou simplesmente humanos
4) E que possamos, 
TODAS - Ainda mais uma vez
1) Transfigurar nossa insistente realidade 
2) Numa luminosidade outra 
3) Fugaz, pequena, incompleta, quase irrisória
TODAS - Mas única e nossa
4) Única, nossa e sincera
1) E que ela seja capaz de fazer 
2) Aqueles que aqui se encontram
3) Guardarem o que desejarem 
4) Se as vossas almas ensejarem
TODAS - Um bocado de amor


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

CASA-EU (poema rápido)

 Eu quero uma casa lotada de vento
Amalgamada de ares e ludicidades leves
Onde eu possa me sentir 
Um pouco mais além de mim
Ou um pouco menos aquém daquilo que pude ser
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Eu quero uma casa lotada de vento
Eu quero uma casa encharcada de etéreos
Onde eu possa me sentir
Cedendo a um convite natural
Que me convença a me tornar 
Um pleno qualquer 
De todas as coisas possíveis 
E não só um homem escravo 
De todas as coisas pensáveis
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Eu quero uma casa lotada de vento
Eu quero uma casa de paredes irrisórias
Eu quero uma casa-mundo sem solidões 
Onde eu possa me sentir
Um pouco mais liberto e descansado
Um pouco menos medroso e ansioso
E talvez um tanto amalgamado e superior 
Aos vazios que me gritam constantemente
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Eu quero uma casa lotada de vento
Eu quero uma casa lotada de seres comuns
Eu quero uma casa lotada de homens como eu
E que ela me carregue pela vida
Levando-me enfim
Levantado e exultante
Levado e lívido infante 
Leve e vívido 
Vivendo e aceitante
Daquilo que a inalterável vida
Fez do que me esperancei em ser
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Eu quero uma casa lotada de vento...
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

CHUVA/DEUS

 .
O momento mais bonito da chuva é o início dela.
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Acabei de presenciá-lo nesta recente madrugada.
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Dentro desta mesma linha de pensamento, aproveito para dizer que a lágrima mais satisfatória, é a primeira.
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E eu adoro senti-la!
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As duas são átomos nascentes de um desabar incontido.
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Uma é o peso dos céus. 
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Já a outra é o grito das profundezas humanas que se fazem, enfim, em exacerbada realização.
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Mas ambas são o descarrego momentâneo de algo que não se pôde mais segurar.
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Eu acredito que o prazer maior esteja no relance primeiro de cada uma delas. 
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E talvez todos nós, em nossas medíocres procuras, sejamos um bocado assim.
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Talvez sejamos, todos nós, carentes de uma instantânea e maior satisfação, entediados pela falida busca ignorante de uma impossível perenidade hedonista.
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O melhor momento do prazer não é a permanência dele, mas o instante preciso em que ele se satisfaz.
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O melhor momento do prazer é aquele instante pungente de alimentar o estômago da alma na primeira garfada, e talvez, nunca mais, igual a ela.
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Basta sentir: a primeira garfada é sempre a melhor!
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Ou, como dizem: “O melhor da festa é esperar por ela.”
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Eu acho que o cerne do prazer não está na felicidade, mas no dilatado momentâneo da recente descoberta anteriormente in-sabida!
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O gozo não dura por muito tempo!
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O cerne da satisfação não está em realizá-la, mas sim, no instante de inaugurá-la à vida.
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Mesmo a linda perenidade de desfrutá-la não tem a mesma intensidade do pueril encontro.
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Com tudo isso, permito-me inferir que, talvez anterior a DEUS, já existisse a carência de existi-lo.
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E talvez Deus seja escravo da eterna satisfação primária, presente somente no momento em que ele alimentou a novidade de se existir. 
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Como tudo que existe é o retrato de uma lógica anterior, eu acho que, antes de Deus, já existia a sede da existência.
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Agora me interrompo, pois fico, enfim, com estas inconclusas palavras... 
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POR ENQUANTO!!!
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P.s: A chuva já acabou e vou reabrir as janelas da minha casa!
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"Você não vê" a "CHUVA/DEUS"?

É interessantíssimo sentir a diferença de densidade existente entre a Música e a Literatura.
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A mudança nos ombros...
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O relaxar e contrair da energia acima do corpo.
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As diferentes acuidades dos olhos para com o ambiente.
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Amplitudes e precisões das profundidades próprias de cada uma desta duas artes que tanto me deliciam e me agoniam.
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A Música amplia e intensifica.
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A Literatura adensa e torna mais exato.
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Desfrutar/Realizar ambas em tempos próximos é um belo e dificultoso movimento interno para a alma...
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P.s: Ouvindo minha música "Você não vê" após escrever o texto "CHUVA/DEUS". Assim se justifica o título.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

NUNCA NADA

É

PENOSO

DIZER

MAS:

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POR

VEZES

ACHO

QUE

NÃO

VIM

NESTA

VIDA

DE

BOM

GRADO

E

POR

ISSO

GUARDO,

NO

PROFUNDO

DE

MINH`ALMA,

ASPEREZAS

DIFICULTOSAS

DE

SEREM

DESFEITAS.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

A Gota (um Poema meio Conto...)

I
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Deixei recair 
Por sobre a ponta de meu dedo
Uma preguiçosa gota d`água
E então redigi estas medíocres palavras
À pena e à peito, apenas...
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Não sei bem por quê 
Aqui veio visitar-me 
Dentro desta suspensa escuridão
Tão sublime entidade capsular
.
Mas, ocorreu que...
.
.
II
.
.
Cheguei-me a janela
Por um chamado do acaso
Que gritou meu nome
No início exato
De uma convincente chuva
.
Lancei meu braço esquerdo
Estendendo-o suspenso
Por sobre a altura abissal deste terraço
E foi quando me tocou 
De repente
Esta particular lágrima incauta 
.
Coloquei-me, então, a pensar 
Após este pueril convite
.
.
III
.
.
Ela, a gota, em si
É a redoma precípua  
De um gigantesco ciclo 
Que agora aqui repousa
.
Caiu ela dos céus
Vindo desta rebaixada atmosfera noturna
Precipitando-se das nuvens 
Esgarçando um breu quase concreto  
Que se recostou pesado
Por sobre os prédios
De uma dormente Paulicéia
.
Seus pseudo-contornos 
Sua interna atmosfera
Sua translucidez alquímica de paisagens 
Possuem uma moral ancestral
Que suplanta a minha reles 
E passageira existência física
.
Sua beleza quase imaterial
Ultrapassa minhas toscas deformidades
Lipídicas, calcificadas
E cartilaginosas infraestruturas da sobrevivência 
.
Sua transitoriedade perene
Adianta-se ao além de toda célula
E assim recordou-me
De minha mortandade contínua
.
Ela é bela, perfeita e imortal!
.
Enquanto eu, logo amanhã
Já estarei me esvaindo em restos putrefatos
Cercados num caixote submerso
Esta sutil guerreira
Ainda persistirá indefinidamente
A caminho de uma sempre nova fruti-fluidez
.
Ela é elo que amarra todos os biomas
Ente basilar da vida em perpetuação 
.
Ela é membrana que amalgama a materialidade
Abrindo o portal conector dos entre mundos
.
Ela é dedo divino
Afunilando e permitindo a manifestação 
Das etéreas vibrações
Que precisam desta lágrima inanimada
Para poderem aqui se assentar
.
Sei
Como um ordinário humano
Que meus caminhos são desprezíveis
Perante tal átomo imprescindível a toda vida
.
Minha maneira 
O tipo de função que ocupo
É descartável dentro da ordenação universal
.
Já ela é o próprio chão 
O solo por sobre o qual
Todas as coisas viventes
Se fazem plausíveis 
.
.
IV
.
.
Mas um vento sem membranas
Atinge-me neste instante
E leva consigo em seu desatino
Esta instantânea e ínfima companheira 
Que me absorveu em sua significação
.
Foi-se a gota 
Minúscula amiga de devaneios
Para o predial abismo
Que abaixo de meus pés se estende
.
Ela desocupou-se
Arranjou-se e sobreviveu
Na inalienável certeza 
De se saber imortal
.
Enquanto eu aqui fico
Tornando-me re-casulo  
Enclausurando-me mais uma vez
Feito órfão que se descolore
No término de mais um desatino lírico
Este descartável poema inespecífico 
Que preferi realizar
Na esperança de um pouco gota
Talvez um dia
Me transformar...
.
.
.