segunda-feira, 16 de outubro de 2006

2 páginas em times new roman – 12 ///// 90 linhas... + ou – 45 pra cada

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Esse texto foi feito para ser colocado no jornal da faculdade.. O senhor Laranja... Ainda não saiu lá, mas já está aqui... Ele foi escrito a 4 mãos (as cores indicam) e também teve a ajuda do word que finalizou pra gente. O word é realmente muito prestativo... Um belezinha de programa.
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Na assinatura, o W sou eu, a Clini é a Mariana Clini (rsssss) e o Word é o filho do Bill Gates que adora escrever, e daí a gente resolveu dar uma chance pra ele... rsss... O propósito nosso em fazer esse texto era inaugurar o estilo de contos ou crônicas no jornal organizado por ESSA gestão do CA. Acho que ninguém publicou um texto nesses padrões no Senhor Laranja, pelo menos não NESSA gestão, digo NESSA com veemência porque não sei nada das outras... Esperamos que gostem... O título que foi pra organização do jornal é igualzinho ao título desse post... que doidera... rssss
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Texto:
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Talvez nem era uma vez porque já nem ser precisava talvez nem haja um talvez porque não é essa a questão como já disse um grande senhor de outras épocas não é esse o ponto assim como não serão esse os lugares dos pontos já que liberto será a interpretação de quem quiser que seja para assim enfim voltarmos novamente a ser o que tanto negamos em voltas passadas e agora chega de tantos uma vez pontos e desse grande senhor porque o que se irá falar é de um grande senhor mas não esse que acabou de se tratar trata-se do senhor ruivo de barba crespa que tinha uma filha e uma mãe loucas e insistiam em cantarolar sem parar pelo vilarejo de pessoas sãs e de flores bonitas que cresciam por entre as casas de madeira e janelas grandes esse senhor que não por acaso chamava-se Barba Ruiva sentia uma vergonha danada por ter uma mãe e uma filha assim umas verdadeiras piradas mas na verdade eu nem sentiria tanta vergonha se eu estivesse no lugar dele porque elas eram muito afinadas e sei lá como elas conseguiam cantar em duas vozes perfeitamente e perambulavam por harmonias absurdas de maneira magistral sua cantoria adentrava as janelas grandes e fazia as flores bailarem mimosamente os vizinhos meu deus do céu nem sei como não se esperneavam de tanta cantoria adestrada mas na verdade até que eles gostavam e as crianças sempre pediam pras duas caducas cantarem de noitinha pra nenhum mostro assustar as pobrezinhas os velhinhos também grande simpatia sentiam já que as vozes agudas espantavam as baratas e os pernilongos que insistiam em perturbar todos os dorminhocos e foi desta maneira que as duas mulheres loucas começaram a ser reconhecidas como as salvadoras do além já que onde havia um indício de peste bubônica ou peste aquela cor de pele politicamente correta elas eram chamadas e com sua cantoria esporádica e descompromissada acabavam por espantar ratos e etc e isso inclui muitas muitas coisas como unicórnios fraudulentos cujo nome científico era eleitoreirus domusmalis e outros bichos sugérrimos que dá até nojo mas o sr Barba Ruiva mesmo assim não gostava de ser tratado como o filho ou o pai de alguma louca cantora e desde muito tempo já estava tramando algum plano diabólico para acabar com as salvadoras que os insetos asquerosos odiavam foi assim que resolveu enganar as doidas e levá-las para o trem que desembocava direto num hospício mas isso era apenas um plano que ele deveria de fazer mas também tinha que ser muito bem pensado pois todo vilarejo iria se voltar contra sua pessoa após horas de matutâncias o nosso personagem principal chegou à conclusão de que o melhor seria contar pra todos os habitantes da vila que elas precisavam entrar no trem do hospício para espantar as baratas que lá haviam além de espantar também os ratos ratânicos que existiam pelo caminho até o tal mani-cômio Mãos Cômicas e assim levou-as facilmente para o trem só que quando a família Mamãe Ruiva, Mulher Ruiva e Barba Ruiva entraram no trem algo estranho aconteceu havia lá o que não se diz que é propriamente um maquinista era sim o pai de Barba Ruiva o Sr Ruivão disfarçado que sabendo de tamanha malvadeza perante as duas senhoras veio de outras bandas muito distantes para impedir tal atrocidade as duas não entenderam nada aliás nem tenho certeza se reconheceram o familiar mas seu filho bem que viu e ficou mais branco do que era realmente pois desde muito menino ele tinha muito medo de seu progenitor que insistia em dar-lhe muitas broncas e surras mas continuando com o momento do encontro entre pai e filho cada um olhou para a barba ruiva do outro mas um com uns fios brancos e os dois na hora se abraçaram pois tinham muitas saudades nos plurais incontáveis mas logo Sr Ruivão disse ao filho que sabia de suas intenções de levar as senhoras Ruivetes para o hospício e que não poderia permitir tamanha barbaridade com ares de atrocidade pitadas de insensibilidade e punhados de sadismo e que por isso teria ele que lutar uma luta feroz e inimaginável com seu primogênito se preciso fosse já que o que estava em jogo era o canto das figuras femininas e também seu papel de patriarca que por tantos anos fora irresponsável mas que agora estava de volta para se redimir aleluia porém ninguém sabia o que estava por vir as duas coitadinhas vendo aquela cena de pai e filho se abraçando única e impossível de acontecer endoidaram de vez e saíram correndo neste momento de emoção e distração de ambos os ruivos machos e além da loucura a falta de memória também afligia as coitadinhas que foram para a direção contrária do vilarejo que era de costume e foram parar nada mais nada menos que nos fundos do/a Incógnita Sexualis um pântano bárbaro onde viviam criaturas afórmicas feitas de fórmicas e restos de húmus e diz a Boca Pequena uma grande amiga das horas vagas que as Raves foram inventadas lá e as duas senhoras sem-horas nem-relógio adentraram alucinogenamente aqueles espaços e se perderam bem perdidas quando os ruivos deram por si eles viram que as duas haviam fugido e então pularam do trem já em movimento e se separaram correndo cada um prum lado enquanto o outro corria pro oposto do outro que corria dum lado de lá coibindo o senso são da estória mas na verdade esse tal senso já se perdera há muito tempo desde que foram inseridos na verdade não duas mas quatro loucos pois quem é filho de louco louco será e assim sucessivamente pois os dois correndo um pra cada lado não perceberam que estavam um pra cada lado já que só olhavam para os próprios umbigos porém isso teve seu fim quando por falta de preparos físicos já não possuíam mais fôlegos e assim se deixaram deitar na terra mesmo a beira do trilho que dava rumo ao trem de Mãos Cômicas e enquanto dormiam de tanta estafa as duas se divertiam perdidamente no lamaçal a la Woodstock 3001 e depois de muito dormirem os dois barbas ruivas acordaram quando eles ouviram umas risadas compassadas se avolumando e ambos despertaram e saíram correndo loucamente em alguma direção mas as risadas eram loucas e mais rápidas e elas foram chegando e elas foram ficando mais altas e elas foram ficando mais amedrontadoras e elas foram e oshvsd ljsdr crlbekjg crlkh oaeaf os trens risadores se chocaram e os ruivas de barba se reencontraram no meio de um grito avassalador enquanto peças de vagões cintilavam pelos ares numa explosão atômica a sorte foi que os ruivas saíram rolando montanha abaixo e nesse montanha abaixo foram cair na isso mesmo sítio Estoque de Madeira onde neta e vó estavam e depois dessa confusão toda Barba ruiva até já havia se esquecido de seu plano infalível de se livrar de suas familiares coisa compreensível depois de tanta confusão e como num filme clichesento encontra as duas repentinamente no meio de todos aqueles locos que se balançavam sem parar ao som daquela música hipnotizante e muito estranho elas resolveram não fugir mais daquele homem sem coração porém também não pense que se abraçaram não mesmo o que aconteceu foi os dois homens ruivos irem pegar uma cerveja aparentemente pouco gelada mas na verdade muitíssimo gelada para comemorarem o achamento das duas figuras cantarolantes da família Ruiva foi uma maravilha muita cerveja conversas sendo colocadas em dias música muito alta e dessa maneira as senhoras cantarolaram livremente durante 40 dias e 40 noites sem parar sob o efeito de muitas coisas inclusive da tal da cerveja loks que desce redondo e fecha o zoínho mas não há a demagogia da moderação após os 40 dias/ noites as senhoras que já estavam roucas tiveram um relapso e decidiram voltar pro vilarejo de flores bonitas com casas de janelas grandes e mais alguns insetos que gostavam de picar pessoas sãs que já nem lembravam mais se por ali morava um senhor ruivo bravo com uma mãe e uma filha locas que não paravam de cantarolar e agora foi-se uma vez que talvez precisava mesmo ser e assim no calor do pântano a cura para os disparates das damas foi a lou-cura dobrada dos lisérgicos intravenosos o que não fez nada bem para seus comparsas que passaram a procurar agulhas misteriosas em imensidões de palheiros imaginários que soavam como Shineonyourcrazy. (Por W, Clini e Word)
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5 comentários:

Anônimo disse...

interessante
inovador
indescritível

Anônimo disse...

Excelente! Enqto eu lia parecia Saramago(sem pontuaçoes nenhuma e de difícil leitura! Uma loucura! rss)Depois mais pra frente lembrei de um texto muito loco de uma pessoa na beira de um lago e que aparecia do nada um cachorro!kakaka!Muito interessante e cheia de tiradas muito boas do tipo:"além da loucura a falta de memória também afligia as coitadinhas" "os velhinhos também grande simpatia sentiam já que as vozes agudas espantavam as baratas e os pernilongos que insistiam em perturbar todos os dorminhocos"
"se eu estivesse no lugar dele porque elas eram muito afinadas e sei lá como elas conseguiam cantar em duas vozes perfeitamente e perambulavam por harmonias absurdas de maneira magistral sua cantoria adentrava as janelas grandes e fazia as flores bailarem mimosamente" e modernidades que só existem na cabeça de uma pessoa(no caso aki 3 pessoas) muito pensante!
Parabéns!

Anônimo disse...

To W:

Emoções artificiais

Mastiga, engole, e cospe estas palavras
pois embora revelem a tua arte,
ocultam o seu artista
Meras lápides dos sentimentos que outrora você buscou
Onde jamais encontrarás as rimas certas,
ou mesmo as pobres
Para cantar seu próprio amor.

Pls.: Think about it.... Perhaps you can try (at least) to understand if there is a love feeling waiting for you... not so close, not so far, maybe deeper only.
So, you will be ready to look for it, look for him.

Anônimo disse...

só pra ver se vc tá ae

Anônimo disse...

então tá bom