quinta-feira, 24 de julho de 2008

Roseando


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Dentro do fundo do poço vige o segredo
Aquele casmurro sorumbático taciturno
Moribundo lúgubre funesto lutuoso lôbrego
Ataúde esquife féretro celerado
Sitibundo trapaceiro sequioso
Que nem se sabe de quando
Lá estivesse em modo de arrocho
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Mas resigna em eiro miúdo ali
Apertura de bem feitoria desgramada
Pro modo de algibeira rente
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Melhor que assim estivera
Pra com menos ali situar-se
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Prascóvio, carantonha carranca
Que só mirando de paciência
Se pudesse, com veemência,
Assim seria soslaiado de leve
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Pra que?
Que querência queria querer
De no focinho do destampo
Rente a rente ficar amirando?
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Mais sisudo fosse seria deixasse
Costumbrado de corriqueira
E não viesse do reclamo nunca
Já que o diáfano agorveia retidão
E não há discímulo que vingasse
Causa de ter porvorosidade absolutamente
Pra contivês o das muitas peles
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Mas esse manso de bondade é coisa pra mais de formosa!!!
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Sem nem haver reforçansa
Ali o miudinho se canhestra
Por rente o debaixo de ser-se
E aí de quem o sobrasse
Num ia restar via de escapação
Pra nem torto nem destorto
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Uma belezura
Uns o chamam de Deus
Outros somentemente de tudo...
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Tentei escrever um poema que parecesse com o estilo de Guimarães Rosa. Acho que dá pra enganar...

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4 comentários:

Anônimo disse...

Ive read this somewhere else.


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Anônimo disse...

We should have a great day today.

SuEli disse...

Eu não vou dizer nada sobre o poema, só de Deus, pois Deus é tudo e está em tudo.
Um abençoado dia para você,
Fique com Deus,
Beijos,

Anônimo disse...

AAAAAAhhhh vc ta cada dia melhor, hein??

Eu pensei q fosse texto de Guimarães msmo!

Gostei muito.
Mas, por favor, não seja tão hermético assim se não eu não conseguirei entender! rssss

parabéns! bj,