sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sonhei esses dias (julho)

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De segunda pra terça sonhei um sonho lindo e em fases. Foi no dia primeiro de julho. Acordava, dormia novamente e o sonho continuava.
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Estávamos eu e um monte de conhecidos de infância num país que se situava dentro de um barco gigantesco que navegava por todos os mares. Era uma caravela lotada de pessoas, ruas, casas, castelos, montanhas. O país era a China, mas uma China dentro de uma caravela. Só em sonho mesmo, né!!! Também havia um algo qualquer de Tibet naquilo tudo.
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A arquitetura era oriental, as pessoas eram orientais, mas orientais de épocas passadas. Todos tinham olhos puxados, menos eu e meus amigos. Era fácil de nos reconhecer como estrangeiros. Como eu disse, era a China, mas uma China ainda mais repressiva.
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Nós não podíamos falar com ninguém, pois qualquer um poderia ser olheiro do imperador. As ruas eram lotadas de comércio, animais, vendas nas praças e todos tinham cara de suspeito, apesar de ser latente uma revolta contra o governo.
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Numa das passagens do sonho, eu cheguei até as fronteiras desse país (a China) e vi que o que separava ela no resto do mundo, não era um oceano inteiro, mas apenas um rio estreito. Havia uma pequena cerca, um riacho e, do outro lado, um fazendeiro criava vacas. Daí eu perguntei pra um chinês que estava perto de mim:
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- Uai, nós não estamos num grande barco no meio do mar ou esse barco tentou entrar por esse rio e encalhou?
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Daí o chinês me disse:
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- Bom, muita gente sabe que isso não é um barco, mas não podemos comentar sobre esse assunto, já que, sabendo que é fácil sair daqui, muita gente pode fugir e o imperador pode mandar nos matar.
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Quando eu voltei a olhar para dentro do país, eu estava de frente para principal praça, mas alguma coisa já estava diferente.
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Parecia que havia menos pessoas, e as que restavam, que ainda eram muitas, me pareciam mais amigáveis, daí eu virei pra um amigo meu, que eu sei quem é, e falei que aquilo não era um barco e que algo estava diferente e saímos andando em grupo, o nosso grupo de estrangeiros.
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Por algum motivo, tudo inspirava um pouco mais de confiança. Havia menos repressão no ar.
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Eu continuei andando até o lado oposto daquele país, que, fui descobrir, não era tão grande assim. Chegando lá, na beira da fronteira, que era apenas uma estrada asfaltada, não mais vigiada, eu ouvi pessoas falando de uma profecia que dizia que um estrangeiro conseguiria derrubar o imperador usando um esquema desenvolvido por um conquistador que havia passado por lá há muito tempo e que muitos acreditavam que era apenas uma lenda.
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Eu sabia dessa lenda, e sabia que, de acordo com ela, o esquema para derrubar o imperador, ainda restava marcado com cordas, num monte de areia perto da fronteira, mas, já que as fronteiras estavam guardadas pelo exercito nacional, ninguém chegava até lá para poder ver.
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Daí que eu lembrei que as fronteiras não estavam mais marcadas, já que muitos guardas e olheiros tinham simplesmente desaparecidos.
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Uma vontade me empurrou até o canto da estrada e, fingindo não saber de nada, eu cheguei até umas cordas que estavam sobre um monte de areia. Peguei um objeto pontiagudo de metal para me proteger, caso alguém viesse me matar por estar ali vendo o esquema que derrubaria o imperador. Com os anos e o descaso, as cordas estavam tortas e não definiam direito como deveríamos fazer para tomar o palácio real.
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Eu esbarrei nas cordas, achei que tinha estragado o resto do esquema, mas elas tomaram uma nova forma. Vendo aquilo eu percebi que havia duas entradas para o palácio e que deveríamos cercar e atacar as duas pontes ao mesmo tempo e com muita força. Não era permitido nem sequer olhar para o palácio e, por isso, ninguém podia estudá-lo para atacar. Havia dois níveis de muralha, a primeira que era muito forte e a segunda que, por sua arquitetura, podia ser muito bem vigiada e protegida por quem estivesse lá dentro.
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Eu ajeitei novamente as cordas, pois achei que deveria atualizar o esquema, e o deixei mais claro para que todos que por ali passassem pudessem entendê-lo. Depois disso finquei o objeto de metal no centro do palácio do imperador ali representado, para deixar indicado, para quem visse, que havia uma eminência mais forte de revolução.
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Saí e fui até a venda onde estavam os meus amigos. Foi quando percebi que estava na entrada de Pouso Alto. Cheguei até eles e disse:
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- Já sei como vamos acabar coma ditadura. Acabei de ver o esquema do conquistador!!! (akakaka)
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E partimos confiantes pelo meio daquele país que era uma cidade misto de Pouso Alto e Itanhandu. Algo pequeno.
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Estávamos mais confiantes e tomamos coragem para falar com alguns desconhecidos, pedindo para que eles mobilizassem a população confiável, para que todos se dirigissem para perto do palácio do imperador, pois tínhamos visto e estudado o plano do conquistador e que sabíamos como acabar com a ditadura.
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Foi então que, ao passar por debaixo do palácio, eu pude olhar pela primeira vez para ele e era algo indescritível. Não era uma construção com dois níveis de muralha. Eram duas construções, sendo que para chegar à segunda, era necessário tomar a primeira. A segunda tinha uma porta gigantesca do lado de trás, mas que não poderia ser facilmente atingida, ou seja, era necessário chamar atenção atacando a porta de trás, e ao mesmo tempo subir pela rampa da primeira torre, dominá-la, e daí achar um jeito de enganar os que estavam na segunda para baixar a ponte de ligação e então chegar até o trono do imperador.
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A primeira torre era mais grossa, mais rude, mais forte e lá estava concentrada a força de defesa. A segunda era mais alta, mais bonita, mais altiva, possuía linhas mais finas, mas tinha uma base estreita. Ela se elevava de uma pequena base que ficava na beira do rio.
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A primeira torre ficava do outro lado desse rio, o mesmo rio que eu vi na ocasião em que descobri que aquele país não estava isolado num barco. Aquele rio demarcava uma fronteira, e nesse momento que estávamos voltando para casa para montar o plano de derrubada do imperador, descobri que nossa casa não pertencia àquele país e que para se chegar a primeira torre, aquela do combate, a mais bruta, era necessário sair das fronteiras. A ponte passava pelo meio das duas torres.
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Aquele imperador que pregava a crença no isolamento, na verdade, apoiava sua frente de batalha rude, fora das fronteiras da sua bela nação. Talvez pensasse que, através dessa contradição, (Como sair de um barco em alto mar? Como estar de fora para atacar o barco que te sustenta vivo no meio das águas?) causaria confusão na cabeça das pessoas de lá e, assim, a própria contradição o protegeria. Os cidadãos acreditavam, ou fingiam acreditar que, a nação havia se tornado meio de sobrevivência e que o fim dela seria o fim deles.
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Continuando a caminhada, vi que havia poucos e fracos guardas tomando conta da ponte que cruzamos e também que eles não estavam mais ofensivos, foi então que, do meio da ponte, tomei coragem e olhei diretamente para a torre principal, a segunda, e vi que ela se alongava por muito tempo sem entradas, sem brechas, até que lá, bem no alto, ela se abria num pequeno patamar sem defesas e havia uma casa grande, porem singela, com vários andares e flores nas janelas. Tive a impressão de que lá estavam muitas crianças, pessoas boas, apesar de haver pessoas más infiltradas e que não deixavam a realidade do país chegar até lá.
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A torre era MARAVILHOSA!!! Ela tinha cor de pele, os tijolos não eram escuros, nem sujos, mas passava uma impressão de mal cuidada já que cuidar de todo aquele espaço era muito difícil. Apesar disso, suas linhas eram celestiais.
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Chegamos em casa, que ficava do outro lado do rio, aos pés da primeira torre, daí eu disse:
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- É fisicamente impossível chegar até lá. Só chegaremos se as portas se baixarem. Acho que não temos munição suficiente para causar um fissura na torre principal e, podemos até conquistar a primeira torre, mas a segunda só abrirá suas portas se os enganarmos dizendo que somos amigos, nos disfarçando de inofensivos. Outra maneira é aproveitar a pequena base da torre principal e começar a corroê-la. Podemos armar fogueiras aos seus pés. Vi uma vez, num livro antigo, que os grandes castelos eram demolidos porque faziam fogueiras de baixo de suas bases e isso corroia o firmamento e eles caiam. Mas no caso dessa torre, de um lado há um rio e não conseguiremos chegar até sua base pelo lado de cá. Do outro lado há um fosso e, caso façamos fogueiras lá, aproveitando a falta de guardas, eles podem descer a grande porta traseira encima de nós, isso vai apagar a fogueira e nos matará esmagados. Vamos esperar a chegada dos nativos, conversaremos com eles, eles podem ter armas de ataque e depois veremos qual é a melhor maneira. A profecia diz que temos que atacar dos dois lados e assim eles não terão forças suficientes para defender as frentes, até porque elas ficam em torres separadas e não é fácil a movimentação de pessoas de uma para a outra. A profecia pode está certa. A primeira torre representa a força, a segunda a sabedoria, o corpo e o espírito. O corpo está vazio de vigias e o espírito dominado por infiltrados sem boas intenções, que o isola das coisas que se passam aqui. Eles só abriram o acesso se forçarmos ou se os enganarmos. Acredito que teremos que fazer as duas coisas. Atacaremos pela frente da primeira torre, chamando a atenção e fingiremos enviar ajuda pela porta de trás da segunda. Logo que eles baixarem a porta que une as duas torres para a ajuda chegar até o ponto necessário do combate, essa mesma ajuda se voltará contra a primeira e pela passagem já abaixada, os combates, que já deverão ter tomado a primeira torre, passarão pela ponte e invadiram a segunda com toda força. Assim, venceremos cada frente com o tipo de munição que elas têm orgulho de possuir. Não haverá argumentos possíveis e união das duas torres é que permitirá a cartada final.
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Depois disso eu acordei. Tentei dormir para continuar o sonho mais uma vez, mas não foi possível. Não sei do seu desfecho e também não sei se a população iria apoiar a revolução ou se iriam se voltar contra nós, os tais estrangeiros que queriam acabar com o governo. Poderiam desconfiar pensando que, ao chegarmos lá, nos voltaríamos contra eles e instauraríamos uma nova ditadura. Pelo menos o plano estava traçado.
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Bom, é uma pena não saber como acabará.
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Gostei desse sonho porque as imagens foram muito fortes e eu acordava, dormia e ele continuava. A torre era linda, meio senhor dos anéis, tudo muito grande.
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Achei o significativo, pena não poder saber qual é o seu fim...
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2 comentários:

Anônimo disse...

Pra variar não entendi muito bem o seu sonho, mas tudo bem,,,

fiquei curiosa pra ver a torre MARAVILHOSA.

beijo,

SuEli disse...

Faça você mesmo o seu fim. As vezes é bom quando não sabemos o final da história, pois podemos fazê-lo do nosso jeito.
Incrível a facilidade que você tem de transcrever um sonho. Eu não tenho nem de transcrever a minha realidade, quanto mais um sonho.
Uma abençoada noite prá você,
Fique com Deus,
Beijos,