.
A razão tem seus nós. Suas jogadas que se enovelam às sensações e vão conduzindo o ser - humano solitário em si, ainda que integrado a muitas companhias.
.
Por isso pensei, mesmo ao ouvir tantas palavras absolutas e lindas...
.
E se ao ver Adélia Prado falando, eu entender suas palavras, mas não me sentir digno de senti-las em mim?
.
As coisas acontecem...
.
Ainda que o amor seja a razão mais sublime e a permissão mais tolerante, meus orgulhos me seguram neste canto, por saber ser o sofrimento a parte que me cabe neste momento. Não vou me entregar ao amor por covardia, por querer um descanso na loucura, como já disseram. Preciso estar inteiro em qualquer canto para ter a certeza de que mereço descansar entregando-me ao sentimento mais sublime. Só assim poderei entrar por inteiro no reino dos bons sentimentos, onde todos seremos um. Seremos um todo numa individualidade explosiva, inexistente. Seremos um porque ser, no fundo, um só solitário, pode arrastar a revelia por diversos planos de existência. E, no último plano não poderá haver nenhuma revelia sequer, senão já desisto agora de existir. Paro por aqui se não houver uma garantia ou no mínimo uma grande promessa de felicidade absoluta no fim deste caminho. Não vou percorrê-lo para no fim ter somente a mesma condição de solidão profunda que todos temos aqui na morada física. Aqui ou lá continuarei sempre comigo, numa solidão intrínseca? Não. A beleza da vida está na troca. Deus é beleza, Deus é troca, é sabedoria, é felicidade. Deus não é um. Deus são todos os que estiverem aptos a fazer parte deste um considerável que, em verdade, é um. Deus é o fim das margens do indivíduo para a integração com o todo de outros tantos. Tua consciência não é perdida, mas ampliada a pontos extraordinários e um gozo infinito te é compartilhado, pois mereces tal plenitude. És digno de ser parte integrante de Deus, ainda muito mais do que já somos neste instante. Aqui ainda há indivíduo, em outros planos os indivíduos estão em processo de troca ainda mais intenso que aqui, mas a unidade individual ainda existe. Haverá o nível da extinção de mim. Eu creio nisso. É ascendendo degraus de evolução pela prática da caridade, vivência do amor, equilíbrio da razão, extinção da ignorância e conseqüente colocação de si no lugar exato que te pertence que fará de você o melhor de si e irá te aproximar da integração absoluta, até o ponto de se tornar parte integrante de Deus. Esse é o processo da vida, o caminho do existir. Somos filho dele, nascemos ignorantes e jogamos com sua criação, criando-nos dentro dela, sendo por nós mesmos, para no fim alimentarmos Ele com o presente que seremos. Nós nos tornaremos o maior presente para Aquele que tudo merece e então o ciclo se fecha. Se me perguntarem se o ciclo é bom ou justo, acho que ele é justo. A bondade faria injustiças tendenciosas e o mal não permitiria. Ambos têm muita força. Bem e mal são partes de uma coisa só, caminhos que estão por todas as partes. Razões profundas da justiça. Poderabilidades possíveis. Não são jogatinas de Deus para confundir as cabeças das almas. São possibilidades, partes integrantes que têm suas razões mais profundas de ser e, no fundo, quem vai determinar a influência delas no ser, é o próprio ser usando do seu livre-arbítrio. O livre-arbítrio permite caminhar pelos caminhos do bem e do mal, e ele deixa a pessoa escolher e, por haver escolha, o mérito e o demérito é todo do indivíduo. O que se faz, se paga. A quem muito é dado muito será cobrado. Tem que ser justo, pois o justo anula as razões e apazigua os sentimentos, zera qualquer tendência. Os caminhos são mostrados, se o sujeito escolhe, ele está dando a permissão para as forças agirem. Assim elas funcionam. Se colocarmos a pessoa numa balança não haverá tendência, haverá justiça naquilo que ela conquistou. Mas não uma justiça que se pode ser observada com olhares simplórios. É uma justiça que engloba a obra total de tal indivíduo. A justiça não permite reclamações. O que é justo, justo é. Sim, Deus é bom, mas a obra é justa. Não há merecimento pela metade. Não há empurrãozinho pra dar uma ajeitada. Não. A justiça bate o martelo e o silêncio se faz e aquilo é fato.
.
E como isso começou? - me perguntaram uma vez.
.
Não sei. Ainda não consegui pensar muito sobre isso. O melhor que posso pensar é que: existir está além do tempo, e por isso não se aplica a idéia de início e de fim. Apenas se existe e existir é uma plenitude tão grande que vai além do início ou do fim. Não entendo essas palavras, mas é a melhor resposta que já consegui formular.
.
É Adélia Prado, você é foda!!! Você mexeu...
.
A razão tem seus nós. Suas jogadas que se enovelam às sensações e vão conduzindo o ser - humano solitário em si, ainda que integrado a muitas companhias.
.
Por isso pensei, mesmo ao ouvir tantas palavras absolutas e lindas...
.
E se ao ver Adélia Prado falando, eu entender suas palavras, mas não me sentir digno de senti-las em mim?
.
As coisas acontecem...
.
Ainda que o amor seja a razão mais sublime e a permissão mais tolerante, meus orgulhos me seguram neste canto, por saber ser o sofrimento a parte que me cabe neste momento. Não vou me entregar ao amor por covardia, por querer um descanso na loucura, como já disseram. Preciso estar inteiro em qualquer canto para ter a certeza de que mereço descansar entregando-me ao sentimento mais sublime. Só assim poderei entrar por inteiro no reino dos bons sentimentos, onde todos seremos um. Seremos um todo numa individualidade explosiva, inexistente. Seremos um porque ser, no fundo, um só solitário, pode arrastar a revelia por diversos planos de existência. E, no último plano não poderá haver nenhuma revelia sequer, senão já desisto agora de existir. Paro por aqui se não houver uma garantia ou no mínimo uma grande promessa de felicidade absoluta no fim deste caminho. Não vou percorrê-lo para no fim ter somente a mesma condição de solidão profunda que todos temos aqui na morada física. Aqui ou lá continuarei sempre comigo, numa solidão intrínseca? Não. A beleza da vida está na troca. Deus é beleza, Deus é troca, é sabedoria, é felicidade. Deus não é um. Deus são todos os que estiverem aptos a fazer parte deste um considerável que, em verdade, é um. Deus é o fim das margens do indivíduo para a integração com o todo de outros tantos. Tua consciência não é perdida, mas ampliada a pontos extraordinários e um gozo infinito te é compartilhado, pois mereces tal plenitude. És digno de ser parte integrante de Deus, ainda muito mais do que já somos neste instante. Aqui ainda há indivíduo, em outros planos os indivíduos estão em processo de troca ainda mais intenso que aqui, mas a unidade individual ainda existe. Haverá o nível da extinção de mim. Eu creio nisso. É ascendendo degraus de evolução pela prática da caridade, vivência do amor, equilíbrio da razão, extinção da ignorância e conseqüente colocação de si no lugar exato que te pertence que fará de você o melhor de si e irá te aproximar da integração absoluta, até o ponto de se tornar parte integrante de Deus. Esse é o processo da vida, o caminho do existir. Somos filho dele, nascemos ignorantes e jogamos com sua criação, criando-nos dentro dela, sendo por nós mesmos, para no fim alimentarmos Ele com o presente que seremos. Nós nos tornaremos o maior presente para Aquele que tudo merece e então o ciclo se fecha. Se me perguntarem se o ciclo é bom ou justo, acho que ele é justo. A bondade faria injustiças tendenciosas e o mal não permitiria. Ambos têm muita força. Bem e mal são partes de uma coisa só, caminhos que estão por todas as partes. Razões profundas da justiça. Poderabilidades possíveis. Não são jogatinas de Deus para confundir as cabeças das almas. São possibilidades, partes integrantes que têm suas razões mais profundas de ser e, no fundo, quem vai determinar a influência delas no ser, é o próprio ser usando do seu livre-arbítrio. O livre-arbítrio permite caminhar pelos caminhos do bem e do mal, e ele deixa a pessoa escolher e, por haver escolha, o mérito e o demérito é todo do indivíduo. O que se faz, se paga. A quem muito é dado muito será cobrado. Tem que ser justo, pois o justo anula as razões e apazigua os sentimentos, zera qualquer tendência. Os caminhos são mostrados, se o sujeito escolhe, ele está dando a permissão para as forças agirem. Assim elas funcionam. Se colocarmos a pessoa numa balança não haverá tendência, haverá justiça naquilo que ela conquistou. Mas não uma justiça que se pode ser observada com olhares simplórios. É uma justiça que engloba a obra total de tal indivíduo. A justiça não permite reclamações. O que é justo, justo é. Sim, Deus é bom, mas a obra é justa. Não há merecimento pela metade. Não há empurrãozinho pra dar uma ajeitada. Não. A justiça bate o martelo e o silêncio se faz e aquilo é fato.
.
E como isso começou? - me perguntaram uma vez.
.
Não sei. Ainda não consegui pensar muito sobre isso. O melhor que posso pensar é que: existir está além do tempo, e por isso não se aplica a idéia de início e de fim. Apenas se existe e existir é uma plenitude tão grande que vai além do início ou do fim. Não entendo essas palavras, mas é a melhor resposta que já consegui formular.
.
É Adélia Prado, você é foda!!! Você mexeu...
.
Um comentário:
"-Só telefonei para lhe dizer que depois de beija-lo e antes de novamente beija-lo é o momento mais lindo do mundo. É claro que eu gosto de você. Nem é preciso perguntar. Adeus."
Postar um comentário