terça-feira, 22 de setembro de 2009

Há mais ou menos dois anos

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Fui pra Juquehy, e acho que foi provavelmente nos dias 15 e 16 de setembro de 2007. De sábado pra domingo, bebi pra CARALHO (tava bebendo muito nessa época) e, enquanto estava dormindo, tive um sonho maravilhoso. Achei estranho ter sonhado tendo ido dormir bêbado. Isso não acontece geralmente comigo. O sonho foi bem nítido.
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Eu estava no mundo (neste nosso mundo) e fui levado pra cima por seres que eu não via. Sabia que estava sendo levado porque não poderia ir sozinho e me sentia acompanhado. Fui subindo até sair do mundo, foi quando eu vi dois seres imaturos apertando uma bolha que era uma espécie de atmosfera do mundo, mas mais do que a atmosfera de gases, era a atmosfera do plano físico, a limite do plano físico. Era tipo uma sacola com gel e o mundo estava dentro deste gel.
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Esses dois seres disputavam empurrando a bolha e assim influenciavam nas coisas do mundo sem realmente tocar na realidade, tocar no mundo. Só empurrando muito eles conseguiriam relar no mundo, assim mesmo ainda haveria o plástico entre o dedo destes seres que tinham formas humanas e a Terra. Além disso, a própria densidade da matéria era um empecilho. Era necessário força para mover.
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Havia um certo divertimento naquilo, os seres se entretinham naquele processo, mas havia uma leve disputa de poder também. Era como jogar um jogo. Uma rixa infantil como acontece num cabo de guerra, nada de muito profundo, mas apesar de imaturos, não eram ignorantes. Havia maldade sim e bondade também. Havia intenção de causar mal e de fazer o bem.
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Esses seres homens meio crianças, que talvez fossem deuses, estavam treinando, brincando de serem deuses, brincando de mexer na realidade. Aprendendo a serem deuses, enquanto eram olhados por um deus maior que era tipo um pai e daí já era um só, não tinha um par oposto. Esse outro Deus, que ficava mais alto, olhava com muita paciência e firmeza enquanto os seres cutucavam a bolha com intenções diferentes.
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Depois de olhar aquela situação toda, eu comecei a subir e saí de perto daquele estágio, passei por este pai que olhava por elas (que não tinha um par oposto, era um) e continuei subindo passando por diversos seres ainda maiores, com mais luz que ofuscavam a minha visão. Uma hierarquia talvez ou simplesmente estágios próprios de cada um.
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E subi um tempo, e a luminosidade aumentava até que eu parei de subir e olhei pra cima e vi uma luz absuuuuuurda que ofuscava o olho muito lá no alto, mas talvez não estivesse tão longe. Era uma bola feito um sol mesmo, e eu senti que não poderia chegar até lá. Eu não enxergaria nada se chegasse lá. Só me restava olhar de longe. Não estava preparado para tamanha energia, talvez. Ou melhor, talvez eu ainda dependesse muito do olhar para ver, e lá os sentidos são outros.
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Daí eu fui voltando e acordei devagar com uma sensação boa e tranqüila. Estava deitado de lado olhando pra parede. Fiquei um tempo pensando sobre aquilo, depois voltei a dormir.
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O que entendi é que o nosso mundo seria um treinamento de deuses, ou de uma dupla de bem e mal. Havia intenções de maldade e bondade em cada um dos lados, mas isso era tolerável, pois os superiores sabiam que aquilo era um processo necessário às individualidades. Vi que, acima daqui, os lados se unem num ponto comum. Se unem naquilo que é firme, justo, não simplesmente bom ou mau, mas o que é correto, o balanceado, o único, o indivisível, aquilo que é o mais possível.
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Mais ou menos 40 dias depois, eu estava pisando pela primeira vez o solo sagrado da Tenda de Umbanda Caboclo Tupinambá.
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