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Fiz uma poesia. Ficou daquele tipo de poesia meio concretista que não faz questão alguma de ser compreendida. Fica naquele jogo de palavras que às vezes só faz sentido praquele que escreve. Talvez, por isso, essas poesias concretistas sejam admiradas, mas não realmente (decl)amada. São obras de arte, mas não de vida, não de arte-vida, de arte-viva, de arte vivida, vivível. Vai saber!!! São complexas demais, enfim...
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Fiz uma poesia. Ficou daquele tipo de poesia meio concretista que não faz questão alguma de ser compreendida. Fica naquele jogo de palavras que às vezes só faz sentido praquele que escreve. Talvez, por isso, essas poesias concretistas sejam admiradas, mas não realmente (decl)amada. São obras de arte, mas não de vida, não de arte-vida, de arte-viva, de arte vivida, vivível. Vai saber!!! São complexas demais, enfim...
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Trago em mim um trago
Trago em mim um trago
.
Trago em mim um trago
Trago um trago
E trago um trago
.
Trago em mim um trago
Persistente pendente
Presente nas minhas veias
.
Trago em mim um trago
Que desato num destrato
.
Trago em mim um trago
Que me lança em negação
.
E então
.
Nego a luz
Nego a voz
Nego o passo
Nego o trago
.
Nego-me
Desatado destrato
Mas trago em mim um trago
.
Um trago que me lança
No vão vácuo da negação
No vértice voz da alucinação
No vínculo voraz da criação
.
Vazio compasso
Vasto passo
Que não sinto nos pés
.
Escuro esquivo
Esquisito esquema
Sentido sensitivo
.
Um passo no vão vil
Do trago que trago em mim
.
No escuro esquivo
Que não escapo
Escasso descalço
Caminho contínuo
Por cômodos canônicos
.
Nego o trago que trago
Nego o passo que passo
Nego o olho que olho
Nego o ouvido ouvido
.
Flutuo etéreo
Do trago que trago
Reparto e reparo
Meu passo pacífico
.
Meu passo não passa
Meu passo não prova
.
Flutuo vazio
Flutuo valente
Flutuo inexistente
Flutuo de querências
.
Demências
Do trago que trago
.
Compasso de escarro
Ex-carro corrido
Num trago insano
No dorso do ver
Escuro esquecer
Do esquivo doer
.
Agora
Flutuo medroso
Flutuo melindre
Futuro maciço
Furado se extingue
.
Agora
Fato quebradiço
Factível nato
Fictício inteiriço
Não passo
Não passo
Fato
.
Agora
Trago em mim um trago
Que trago
Pois
Trago de mim
Neste trago
O que não trago de mim:
.
O meu intragável
Mal posto
E maldito
Sim!!!
.
Trago um trago
E trago um trago
.
Trago em mim um trago
Persistente pendente
Presente nas minhas veias
.
Trago em mim um trago
Que desato num destrato
.
Trago em mim um trago
Que me lança em negação
.
E então
.
Nego a luz
Nego a voz
Nego o passo
Nego o trago
.
Nego-me
Desatado destrato
Mas trago em mim um trago
.
Um trago que me lança
No vão vácuo da negação
No vértice voz da alucinação
No vínculo voraz da criação
.
Vazio compasso
Vasto passo
Que não sinto nos pés
.
Escuro esquivo
Esquisito esquema
Sentido sensitivo
.
Um passo no vão vil
Do trago que trago em mim
.
No escuro esquivo
Que não escapo
Escasso descalço
Caminho contínuo
Por cômodos canônicos
.
Nego o trago que trago
Nego o passo que passo
Nego o olho que olho
Nego o ouvido ouvido
.
Flutuo etéreo
Do trago que trago
Reparto e reparo
Meu passo pacífico
.
Meu passo não passa
Meu passo não prova
.
Flutuo vazio
Flutuo valente
Flutuo inexistente
Flutuo de querências
.
Demências
Do trago que trago
.
Compasso de escarro
Ex-carro corrido
Num trago insano
No dorso do ver
Escuro esquecer
Do esquivo doer
.
Agora
Flutuo medroso
Flutuo melindre
Futuro maciço
Furado se extingue
.
Agora
Fato quebradiço
Factível nato
Fictício inteiriço
Não passo
Não passo
Fato
.
Agora
Trago em mim um trago
Que trago
Pois
Trago de mim
Neste trago
O que não trago de mim:
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O meu intragável
Mal posto
E maldito
Sim!!!
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