quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Poeminha sobre poeminhas

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Um bom começo é o que basta
Um nó no peito
Uma frase bem colocada
Algum conjunto mínimo de palavras
Que me traga a sensação
De que vale a pena prosseguir
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Isto basta para redigir um poema mediano
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Os poemas não gostam de se saberem medianos
Eles gostam todos de sentir
Que você os acha o máximo
Assim eles crescem mais vistosos
Mais corados
Brotam com mais força
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É necessário acreditar nos poemas
Tanto os que os escrevem quanto os que os lêem
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As palavras são ariscas
Elas gostam de se esconder
Caso o ambiente esteja em tumulto
Elas caem em desuso
Se esquecem propositalmente
E fingem uma rebeldia ilustrada
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No fundo elas gostam de vir à tona
Deixarem-se registrar no peito
No papel ou no virtual
Jorrarem frondosas
Flexíveis, reinventadas
Potencializadas por elas próprias
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Gostam de sentir a liberdade do ser criado
Do ser jogado em cantos
Em movimento
Ou mesmo no repouso
Do silencio orgânico
No tempo crucial
Este senhor relativo da sabia memória
Que não pertence a nenhum de nós
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Palavras são como senhoritas virgens
Mocinhas no derradeiro botão da vida:
Potencialmente safadas
Mas também
Sinceramente frágeis!!!
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Poemas são para existirem
Precisamos sempre esvaziar “A Terra dos Poemas em Potencial”
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2 comentários:

LM disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
LM disse...

O metapoema não quer ser auto ajuda... conselho, dica ou motivação

Ele queria ser desabafo historia de amor ou revelação.

Poemas não gostam de ser figuras de linguagem, palavras rimadas pela razão

-//-
Letras pobres letras se unem sem nenhuma função, as palavras ali escritas não descrevem emoção.

Poemas gostam de intensidade, não a nada pior que poemas sem coração

A formula do lirismo, a receita da poesia, para os místicos esta em além do que foi citado, na magia e na energia


(isso é, depende de como o seu cosmos estiver com relação a segunda lua de urano... Afinal este ano é o ano chinês do mico leão...)




bjoooooooooos vagneeeeeer! té o dia q vc decidir aparecer pra dar aula!!!

asusauhahsuusah brincadeira!