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O assunto era uma trupe de dançarinos que faziam um show de humor e escracho na época da ditadura militar. Começaram meio que por acaso, de maneira caseira e amadora, chamando amigos, outros entrando simplesmente porque queriam participar, até chegar ao número de 13. Viviam numa espécie de comunidade hippie na área da malandragem carioca, chamaram a atenção de um louco dançarino americano, Lennie Dale, e foram ganhando corpo e qualidade na mistura dos múltiplos talentos. Consideravam-se como uma família, e levavam ao palco esta família vivida também fora dos holofotes. O movimento foi crescendo e conseguiu entrar em teatros maiores do Rio de Janeiro. Fizeram turnês, saíram do Rio, ficaram dois anos em São Paulo, marcaram época aqui também, houve mais uma volta ao Rio num grande boom de popularidade, enfrentaram a ditadura, tiveram o espetáculo cortado, conseguiram reabrir, pois os militares não entendiam onde estava a ameaça dentro de toda a algazarra que eles faziam no palco, angariaram fãs, influenciaram as Frenéticas e o estilo de vida de muitas pessoas, foram ganhando mais e mais espaço no Brasil e, num salto de inconseqüência ou coragem, partiram pra Paris num navio, com muita droga e sem muita idéia do que conseguiriam fazer lá. Lizza Minnelli era apaixonada por eles e serviu de madrinha nesta louca temporada parisiense. Ganharam o mundo, grandes teatros da Cidade Luz, de Londres, enfrentaram a máfia italiana, estavam refugiados na fronteira da Suíça quando foram chamados a voltarem aos palcos de Paris, quase foram parar na Broadway, mas o destino não quis assim. Voltaram pro Brasil a convite de um fazendeiro milionário da Bahia, aquietaram-se numa fazenda e a droga consumiu alguns de seus membros. Houve brigas, alguns saíram, o grupo se refez mesmo sem os maiores líderes, fizeram outras turnês internacionais com mais dois espetáculos e, perto dos anos 90, tudo foi naturalmente abrandado.
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Um documentário muito bem feito, que tinha um ótimo tema na mão e que soube distribuir os depoimentos de gente como: Claudia Raia, Elke Maravilha, Gilberto Gil, Pedro Cardoso, Miguel Falabela, Ney Matogrosso, Jorge Fernando, outros mais desconhecidos, além dos próprios Dzi Croquettes vivos, de maneira a conferir um ritmo agradável e envolvente à narrativa. Longos episódios de fala, entremeados por apresentações de músicas, cortes mostrando os bastidores das próprias entrevistas, fotos casadas com o discurso que estava sendo feito, comentários pontuais também casados com imagens, apresentação de temas em formato não linear, mas ao mesmo tempo não caótico. Começa por uma passagem geral, depois mostra-se o início, a história dos líderes, o cotidiano, e isso vai-se desenrolando numa mistura de personagens e episódios da história do grupo, tudo costurado muito naturalmente.
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Eu me emocionei! Pensar que um grupo de amigos, saídos da malandragem carioca, ganhou as principais capitais da Europa, conquistou o coração de artistas dos musicais mais famosos do mundo e influenciou para sempre o humor brasileiro fazendo uma arte de vanguarda, é de arrepiar!!!
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Gostei demais!!!
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Um comentário:
Seu post reúne praticamente tudo o que eu tinha pra falar do filme rs
Abraço
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