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Há algum erro anterior a tudo, alguém já disso isso, só não lembro quem. Em algum lugar, anterior a tudo, um lugar onde eu não consigo chegar, um lugar que não consigo nem sequer vislumbrar, houve um erro criador de todos os outros erros. É como uma linha que não olha dos lados, que segue convicta, até que a mão do traço se esquece, por um instante apenas, de seguir adiante, o traço se entorta, as laterais se abrem em possibilidades infinitas, campos de campos de campos gerais insondáveis a tudo que for estático. Então, a linha toma gosto pela descontinuidade, pela não possibilidade, pelo erro. A linha se biparte, se triparte, multiplicando exponencialmente, velozmentemente ela se estraçalha em micro pontos incalculáveis, cada qual traçando, querendo, tentando, penando traçar tua própria linha que esbarra em outras, que não vê adiante, linhas de linhas e traços de traços que se pretendem infinitos, manchando os campos, esbarrando, podando, guerreando contra. Linhas que se juntam, se debatem numa ampliação esgarçada dos campos possíveis tão tenros aos momentos daquela linha inicial. Tenciona-se a possibilidade do que existe, margeia-se as muralhas dos campos, a muralha do possível, derruba-se rochas sem início nem fim e seguem caoticamente por novos campos que se abrem a cada milímetro de traço daquelas linhas que saltaram fora dos campos dos campos dos campos gerais. Há um erro anterior a tudo: o pensar!
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Há uma gota anterior a tudo. Uma gota que detinha-se no teto do mundo, pendulando na imanência de deixar-se estar. Ela continha em si mesma a condição de por ali permanecer, sem pressa, nem presença. Um existir sem direção, havendo apenas a vibração interna daquilo que se quer bem, que se contem, que se detém, que se convém. Convinha não tê-la tocado, não tê-la soprado, não tê-la tirado do paraíso casular. Há uma gota anterior a todas as outras gotas do mundo. Ao toque dela, por acaso do repentino desatinado, acordou-se a tentativa de cair, a qualquer coisa de se lançar, o equilíbrio intocável de se tocar e assim ela foi. Seu salto, seu vôo, seu grito, seu peso, sua ausência fez despertar, no teto modificado do mundo, todas as outras gotas contidas do bem se querer, solitárias em si. Tremulamente em considerações não concêntricas, começaram a saltar de seus solos contrários as gotas das gotas, numa chuva de lamentos e precipícios, em blocos, pesados, dando início àquilo que chamamos: o choro!
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Há uma gota que rasga o campo dos campos dos campos gerais das linhas: o papel!
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De onde tudo partiu, tudo retorna. De onde tudo está, tudo pode, para de novo tentar. Mas anterior a tudo, há o erro, o teto e o solo, o pensar, o choro e o papel.
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No choque das gotas precipitadas do teto do mundo, contra os campos possíveis às linhas perdidas, marca-se de peso o plano, pesando o solo, rompendo a celulose, esgarçando o berro do precipício final, onde linhas, celulose e gotas, choro, papel e pensar, juntam-se, ao término dos tempos, num amórfico limbo que contem tudo o que existe, existiu e existirá: o Aleph!
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Tudo é pensamento, lágrima e papel!!!
Há algum erro anterior a tudo, alguém já disso isso, só não lembro quem. Em algum lugar, anterior a tudo, um lugar onde eu não consigo chegar, um lugar que não consigo nem sequer vislumbrar, houve um erro criador de todos os outros erros. É como uma linha que não olha dos lados, que segue convicta, até que a mão do traço se esquece, por um instante apenas, de seguir adiante, o traço se entorta, as laterais se abrem em possibilidades infinitas, campos de campos de campos gerais insondáveis a tudo que for estático. Então, a linha toma gosto pela descontinuidade, pela não possibilidade, pelo erro. A linha se biparte, se triparte, multiplicando exponencialmente, velozmentemente ela se estraçalha em micro pontos incalculáveis, cada qual traçando, querendo, tentando, penando traçar tua própria linha que esbarra em outras, que não vê adiante, linhas de linhas e traços de traços que se pretendem infinitos, manchando os campos, esbarrando, podando, guerreando contra. Linhas que se juntam, se debatem numa ampliação esgarçada dos campos possíveis tão tenros aos momentos daquela linha inicial. Tenciona-se a possibilidade do que existe, margeia-se as muralhas dos campos, a muralha do possível, derruba-se rochas sem início nem fim e seguem caoticamente por novos campos que se abrem a cada milímetro de traço daquelas linhas que saltaram fora dos campos dos campos dos campos gerais. Há um erro anterior a tudo: o pensar!
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Há uma gota anterior a tudo. Uma gota que detinha-se no teto do mundo, pendulando na imanência de deixar-se estar. Ela continha em si mesma a condição de por ali permanecer, sem pressa, nem presença. Um existir sem direção, havendo apenas a vibração interna daquilo que se quer bem, que se contem, que se detém, que se convém. Convinha não tê-la tocado, não tê-la soprado, não tê-la tirado do paraíso casular. Há uma gota anterior a todas as outras gotas do mundo. Ao toque dela, por acaso do repentino desatinado, acordou-se a tentativa de cair, a qualquer coisa de se lançar, o equilíbrio intocável de se tocar e assim ela foi. Seu salto, seu vôo, seu grito, seu peso, sua ausência fez despertar, no teto modificado do mundo, todas as outras gotas contidas do bem se querer, solitárias em si. Tremulamente em considerações não concêntricas, começaram a saltar de seus solos contrários as gotas das gotas, numa chuva de lamentos e precipícios, em blocos, pesados, dando início àquilo que chamamos: o choro!
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Há uma gota que rasga o campo dos campos dos campos gerais das linhas: o papel!
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De onde tudo partiu, tudo retorna. De onde tudo está, tudo pode, para de novo tentar. Mas anterior a tudo, há o erro, o teto e o solo, o pensar, o choro e o papel.
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No choque das gotas precipitadas do teto do mundo, contra os campos possíveis às linhas perdidas, marca-se de peso o plano, pesando o solo, rompendo a celulose, esgarçando o berro do precipício final, onde linhas, celulose e gotas, choro, papel e pensar, juntam-se, ao término dos tempos, num amórfico limbo que contem tudo o que existe, existiu e existirá: o Aleph!
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Tudo é pensamento, lágrima e papel!!!
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E anterior a isso?!
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Não...
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Anterior a isso não há nada...
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p.s: este é o ducentésimo texto classificado como "texto livre" aqui do blog.
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