sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Outra volta no parafuso – Henry James



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Livro que promete demais, mas não cumpre!
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No início é dito que será contada a história mais assustadora que um determinado personagem havia ouvido. Então, após esperarem trazer o manuscrito, dá-se início a leitura, em torno do fogo.
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Mas não é legal! É chata!
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A personagem principal tira conclusões estranhas dos fatos, conclusões que não me convenceram. As crianças presentes, que no início, eram exageradamente bondosas, depois se tornam estranhas, mas um estranho que não faz sentido dentro do que poderia ser estranho. Não faz sentido tamanho silêncio delas perante os acontecimentos do casarão e muito menos sentirem medo e não dizerem nada. Também não faz sentido o excesso de admiração que a babá tinha pelos 2 infantes.
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Senti um desencaixe muito grande de idéias. Muitas coisas ficam abertas, sem explicação. Senti-me um pouco lendo Kafka! Aquela coisa de não saber se o autor teve a intenção de causar estranheza ou se simplesmente causa sem saber. Causa por ser, ele mesmo, estranho!
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Não me cativou!
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O ritmo narrativo não absorve o leitor e todo o sofrimento da personagem principal, a já referida babá, não convence. Não convence a determinação dela em vencer o acontecido, não convence os conflitos internos dela diante de uma situação que não tem nada de tão extraordinária e aprisionante assim. Até estão presentes elementos extraordinários, mas não faz sentido que ela tenha tanto temor pelas 2 crianças. São crianças apenas, por mais espertas que pareçam! Bastaria chegar até elas e perguntar abertamente sobre os acontecidos!
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Vira um clima meio “crianças demoníacas”, sem, no entanto, causar medo algum!
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O que dizem ser um ponto forte do autor, o alongamento do suspense, não é nada atrativo. Eu, pelo menos, não ficava com tanta vontade de saber quais eram as soluções para os pontos que ele havia deixado em aberto!
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Outra coisa... Há um ligeiro excesso de idéias colocadas como apostos, enxertados. Exemplo:
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- Eu vou, sim, até ali – senti-me demasiadamente heróica ao dizer isso – não preciso da tua opinião.
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Não me agradou essas quebradas em que a própria personagem principal traçava comentários sobre a história que estava contando. Pareceu-me uma mulher pouco cativante!
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Enfim, é só uma história estranha, chata!
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