terça-feira, 5 de junho de 2012

Itanhandu 2001


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Há muito tempo que eu não escrevia uma poesia a mão. Essa debaixo talvez seja a única, até agora, neste ano de 2012. Uma poesia simples, meio desabafo!
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Como é, às vezes bom, estar completamente solto,
Não pensar em mudar o mundo,
Não se angustiar pelos mistérios da existência.
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Respirar simplesmente porque é automático,
Comer porque tem fome,
Beber porque tem sede,
Tocar piano porque sente vontade.
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Levantar cedo porque tua mãe te acorda
Mas isso não te dói muito.
Ir a escola porque é assim que a vida é.
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Cantar no coral porque lá estão seus amigos,
Lá é teu canto em comunidade.
Você não queria ser de outra turma,
Não queria ser visto de outra maneira,
Não queria amar e nem ser amado
Senão por aqueles que te amam
E você a eles!
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Você não gostaria de estar
Em outro tempo e nem em outro espaço
Dentro das possibilidades do Universo,
E, na verdade, você nem sabe que você não quer.
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Você simplesmente está naquele tempo,
Respira e sorri naquele espaço
E isso lhe parece natural
Simplesmente por não lhe parecer
Absolutamente nada de mais.
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É como a infância!
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É tudo porque não se pretende ser nada
E depois que passa,
Nota-se, tardiamente,
O quão total se foi
Justamente pelo descompromisso
De não ter que ser alguma coisa...
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São Paulo – 22/05/2012 - 7:23 A.M.
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