quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Últimas resenhas de 2012: Werther





“Por que tremer diante da morte? Diante de nossa própria morte... Afastamos a cortina e passamos para outro lado.” Werther.


Ópera de Jules Massenet baseada no romance “Os Sofrimentos do Jovem Werther” de Johann Wolfgang von Goethe. Possui quatro atos. O libreto é de Édouard Blau, Paul Milliet e Georges Hartmann.

Foi encenada pela primeira vez em 16 de Fevereiro de 1892, no Teatro Imperial Hofoper, em Viena.

Conta a famosa estória de Werther, um jovem que se apaixona e vive intensamente as dores de um amor que não pode ser vivido e vai aumentando gradativamente em seu peito, em sua alma, a ponto de arrebatá-lo das ditas trivialidades humanas, lançando-o, portanto, aos desígnios da morte.

Achei uma ópera belíssima! Uma montagem simples, naturalmente menos grandiosa que as feitas no Theatro Municipal, mas não com menos qualidade musical e dramática.

Aliás, prefiro ver óperas no Teatro São Pedro. As cadeiras são mais largas, o povo é mais simples, o clima é mais aberto a manifestações da platéia. No Theatro Municipal a casa é mais bonita, os cenários são grandiosos, mas é um aperto tão grande aquelas cadeirinhas. E outra, no teatro São Pedro é mais fácil ler as legendas que passam encima do palco.

Enfim...

O protagonista cantava estupendamente e alcançou uma interpretação magnífica, entregando-se a pontos dramáticos super intensos, como exigia o personagem! Sua amada também estava bem no papel.

Aliás, em geral, a ópera leva o ator a chegar mais facilmente, já pelo envolvimento natural da música presente, a pontos de maior intensidade emocional. É como se o ato de cantar construísse um atalho natural para se chegar às emoções com mais verdade, com mais inteiricidade. Coisa que no teatro falado me parece mais custoso.





O cenário era prático, e elegante, com tecidos jogados formando pilastras, num cenário iluminado dando uma idéia ampla das cenas estarem se passando numa casa aberta, numa varanda, talvez no meio de um campo ou encima de uma montanha. Uma estética moderna!

Gostei demais!!! Aliás, ópera, pelo conjunto de elementos colocados em confluência, é bem difícil de ser ruim!



WERTHER, ópera de Jules Massenet

25 de novembro e 2 de dezembro às 17h00
27 e 29 de novembro, 1 e 4 de dezembro às 20h00
Theatro São Pedro
ORQUESTRA DO THEATRO SÃO PEDRO
Luiz Fernando Malheiro, direção musical e regência
André Heller-Lopes, concepção e direção cênica
Renato Theobaldo e Roberto Rolnik cenografia
Fábio Retti iluminação
Marcelo Marques figurinos
Fernando Portari, tenor – Werther (25, 27 e 29 de novembro e 2 de dezembro)
Leonardo Neiva, barítono – Werther (1 e 4 dezembro); Albert (25, 27 e 29 de novembro e 2 de dezembro)
Luisa Francesconi, mezzo-soprano – Charlotte
Gabriella Pace, soprano – Sophie
Murilo Neves, baixo – Le Bailli
Vinícius Atique, barítono – Johann (25, 27 e 29 de novembro e 2 de dezembro); Albert (1 e 4 dezembro)
Thiago Soares, tenor – Schmidt
Max Costa, barítono – Johann (1 e 4 dezembro)
Vanessa Portugal, atriz – Kätchen
André Dallan, ator – Brühlmans




Nenhum comentário: