“Por
que tremer diante da morte? Diante de nossa própria morte... Afastamos a
cortina e passamos para outro lado.” Werther.
Ópera
de Jules Massenet baseada no romance “Os Sofrimentos do Jovem Werther” de Johann
Wolfgang von Goethe. Possui quatro atos. O libreto é de Édouard Blau, Paul
Milliet e Georges Hartmann.
Foi
encenada pela primeira vez em 16 de Fevereiro de 1892, no Teatro Imperial
Hofoper, em Viena.
Conta
a famosa estória de Werther, um jovem que se apaixona e vive intensamente as
dores de um amor que não pode ser vivido e vai aumentando gradativamente em seu
peito, em sua alma, a ponto de arrebatá-lo das ditas trivialidades humanas,
lançando-o, portanto, aos desígnios da morte.
Achei
uma ópera belíssima! Uma montagem simples, naturalmente menos grandiosa que as
feitas no Theatro Municipal, mas não com menos qualidade musical e dramática.
Aliás,
prefiro ver óperas no Teatro São Pedro. As cadeiras são mais largas, o povo é
mais simples, o clima é mais aberto a manifestações da platéia. No Theatro
Municipal a casa é mais bonita, os cenários são grandiosos, mas é um aperto tão
grande aquelas cadeirinhas. E outra, no teatro São Pedro é mais fácil ler as
legendas que passam encima do palco.
Enfim...
O
protagonista cantava estupendamente e alcançou uma interpretação magnífica,
entregando-se a pontos dramáticos super intensos, como exigia o personagem! Sua
amada também estava bem no papel.
Aliás,
em geral, a ópera leva o ator a chegar mais facilmente, já pelo envolvimento natural
da música presente, a pontos de maior intensidade emocional. É como se o ato de
cantar construísse um atalho natural para se chegar às emoções com mais
verdade, com mais inteiricidade. Coisa que no teatro falado me parece mais
custoso.
O
cenário era prático, e elegante, com tecidos jogados formando pilastras, num
cenário iluminado dando uma idéia ampla das cenas estarem se passando numa casa
aberta, numa varanda, talvez no meio de um campo ou encima de uma montanha. Uma estética moderna!
Gostei
demais!!! Aliás, ópera, pelo conjunto de elementos colocados em confluência, é
bem difícil de ser ruim!
WERTHER,
ópera de Jules Massenet
25
de novembro e 2 de dezembro às 17h00
27
e 29 de novembro, 1 e 4 de dezembro às 20h00
Theatro
São Pedro
ORQUESTRA
DO THEATRO SÃO PEDRO
Luiz
Fernando Malheiro, direção musical e regência
André
Heller-Lopes, concepção e direção cênica
Renato
Theobaldo e Roberto Rolnik cenografia
Fábio
Retti iluminação
Marcelo
Marques figurinos
Fernando
Portari, tenor – Werther (25, 27 e 29 de novembro e 2 de dezembro)
Leonardo
Neiva, barítono – Werther (1 e 4 dezembro); Albert (25, 27 e 29 de novembro e 2
de dezembro)
Luisa
Francesconi, mezzo-soprano – Charlotte
Gabriella
Pace, soprano – Sophie
Murilo
Neves, baixo – Le Bailli
Vinícius
Atique, barítono – Johann (25, 27 e 29 de novembro e 2 de dezembro); Albert (1
e 4 dezembro)
Thiago
Soares, tenor – Schmidt
Max
Costa, barítono – Johann (1 e 4 dezembro)
Vanessa
Portugal, atriz – Kätchen
André
Dallan, ator – Brühlmans



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