segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Exercício Literário do Dia

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Digladiei-me desesperadamente
Por dias e dias a fio
Contra o carrossel infindável dos mistérios
E assim, fiz-me grão manifesto
Desta irresoluta paisagem silenciosa
Que muito pouco nos conclui
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Senti a ignota vacuidade que nos abarca
Esta inconclusa centelha de possibilidades
Que se desfaz ao mínimo toque
Das prepotentes e medíocres palavras
Que tanto se tentam em vão
Concretizar o vazio silencioso
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Tudo está contido nesta instável vastidão divina
Que se alastra por diversos mares intocáveis
Numa amplitude sem margens
Onde os múltiplos seres alados
Ao longo de perpétuos ciclos
Elaboram suas formas de serem Deuses
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E Deus, dentro deste todo cíclico
Deixa-se moldar nos mais longínquos pontos
Gotas habitáveis cercadas de suas lógicas próprias
Onde minúsculos seres caminhantes
Lançam seus olhares aos céus
Sedentos de luz e amplitude

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