segunda-feira, 7 de maio de 2007

Para quem acha que eu não tô escrevendo ultimamente

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Dia Primeiro de Maio
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Choque do interno com o externo

Os surgimento de novos públicos é uma tendência muito forte do mundo atual. O aumento dos Kidults, Twens e Singles é uma prova disso. Mas a cultura, por sua cultura empresarial burocrática, não consegue se adaptar satisfatoriamente para atender a essas tendências. Também a má estruturação da programação, conseqüência da cultura empresarial, pode impedir o sucesso de novas atrações para esses novos públicos. E além das duas fraquezas listadas, a terceira que é a má comunicação pode prejudicar a conversa da Cultura com os novos públicos, já que com esses problemas o canal não tem know-how para iniciar a promoção de novos programas destinados a essas pessoas.

Enfim, essa oportunidade, que demonstra a velocidade de mudança do mundo, entra em conflito com 3 pontos fracos muito presentes no canal que são a cultura empresarial e duas de sua conseqüências: a má comunicação de marca e a má estruturação da programação. Isso mostra como a cultura pública do canal pode atrasar a empresa em todos os âmbitos.

Maior investimento em cultura

É uma tendência forte, entre as empresas detentoras de muito capital, investir mais em cultura através de apoios a filmes como é o caso da Petrobrás, ou a criação de centros culturais como é o caso dos bancos. Por possuir vantagens na captação de receitas por obter aprovação imediata, pela lei Rouanet, de todos os projetos que apoiarem o canal e também por possuir credibilidade devido à sua marca forte, a TV Cultura sai na frente, podendo aproveitar mais a fundo essa nova tendência. O grande problema está na sua má comunicação, como dito, com as falhas na comunicação B2B, a Cultura não se mostra bem aos anunciantes e investidores, o que prejudica o canal na briga pelo capital vindo dessas empresas.

Através de uma comunicação mais eficiente a Cultura poderia, juntamente com duas forças já existentes no canal, aproveitar mais os novos investimentos em cultura.

Novas formas de entretenimento

Essa ameaça, juntamente com 3 fraquezas do canal, configuram um ponto importante para ser revisto. A má comunicação, a má estruturação programação e a cultura empresarial burocrática, são 3 pontos que unidos podem fazer com que o canal perca cada vez mais clientes e consumidores. A má comunicação porque não consegue aproximar o telespectador, a má estruturação programação porque não atrai eles e a cultura empresarial, por ser burocrática, não consegue transformar essas ameaça em um oportunidade.

Por outro lado, a programação infantil, por ser bem estabelecida entre as crianças, pode ser um forte chamariz para ligar a Cultura à outras formas de entretenimento, com uma garantia maior de sucesso. Tudo depende da capacidade gestão.

Dependência da situação governamental

A Cultura empresarial burocratizada dificulta a Cultura a se defender dessa ameaça. Juntamente com essa fraqueza está a má comunicação de marca que impede o canal de conseguir mais investimentos para si e diminuir essa fraqueza.

A credibilidade pode ser manchada por essa dependência já que, por exemplo, sua bem vista independência editorial pode se ruir.

Já as vantagens na captação de receitas, não sendo bem aproveitada como acontece hoje em dia, podem aumentar ainda mais essa dependência, já que a Cultura, apesar de possuir, não sabe como aproveitar-se das vantagens para obter outra fontes de renda que não seja a verba repassada pelo governo.


Proibição do uso de publicidade externa na cidade de São Paulo

Com a proibição, é natural que haja uma migração de verbas de publicidade, uma oportunidade que poderia ser muito bem aproveitada pelo canal através das suas vantagens na captação de receitas. Mas, devido às falhas na comunicação, o canal não consegue aproveitar bem mais essa oportunidade.


Amadurecimento precoce das crianças e Envelhecimento da população (aumento de jovens e diminuição de crianças)

Além das crianças estarem diminuindo em números absolutos, o interesse das crianças de hoje em dia por assuntos infantis, está se acabando cada vez mais cedo. Essas ameaças batem diretamente de frente com um dos maiores trunfos do canal que é a programação infantil tendendo a enfraquecer esta força ainda mais, juntamente com o aumento da cobertura da TV por assinatura, como visto acima. Esses fatores unidos mostram que a má estruturação da programação precisa ser atacada o quanto antes, já que a força existente nela, que é a programação infantil, está cada vez mais fraca. E por outro lado, uma grande oportunidade que é o crescimento do número de jovens, campo que deve ser explorado com urgência, não é comportado por nenhum programa consistente, o que afasta a Cultura justamente do público que fora conquistado em outras épocas pelos programas de maior sucesso entre o público infantil.


TV por assinatura

Essa ameaça pode atacar o canal em dois de seus diferenciais, que são: vender a vantagem competitiva de ter conteúdo de TV fechada, mas com a cobertura de TV aberta, já que a tendência é que essa diferença de cobertura fique cada vez mais irrelevante, ainda mais quando balanceado com outras vantagens da TV por assinatura como programação mais atraente. Outra vantagem competitiva que pode ser diminuída a entrada da TV por assinatura é a penetração da programação infantil entre as crianças da classe A e B, como já acontece hoje em dia, e o começo da diminuição dessa penetração entre as crianças de classe C. Isso faria diminuir as maiores audiências do canal.
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Dia Cinco de Maio
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13.1Ações

Para implementar e sustentar essas estratégias, foram criadas quatro ações principais, três delas voltadas ao público B2C e uma ao B2B. Nota-se que a ação B2B, apesar de ser única, abrange as demais ações e o relacionamento contínuo com os clientes da TV Cultura, de modo que tenha grande importância no plano. Dela depende o sucesso das ações B2C, já que serão necessários patrocínio e venda de mídia para que elas possam existir.


I. Relacionamento com o cliente – B2B

Situação Atual:
A área de vendas é nova na TV Cultura, já que sua abertura comercial é recente. É nela que estão os principais contatos publicitários da emissora. Os dados referentes à venda de espaços começaram a ser coletados apenas a partir de 2003.
Devido a falta de informação e poucos treinamentos, considerou-se a área pouco preparada para apresentar a emissora de maneira mais profissional, com dados relevantes para abordar de bem os mídias das agências.

O departamento comercial não exerce um acompanhamento próximo ao cliente, o que faz com que a relação com os profissionais de mídia e anunciantes se torne distante. Além disso, não possui um banco de dados próprio que possibilite um tratamento diferenciado aos clientes de maior valor para a empresa. O banco de dados sobre os clientes é apenas um grande cadastro. Os executivos de contas, junto com a coordenadora de vendas procuram constantemente atualizar as datas de visitas e de materiais entregues a esses clientes. A empresa não aplica CRM.

As ações de relacionamento não possuem uma periodicidade definida. As relações de Pós-Vendas, como são chamadas pelos funcionários, são relatórios de programas como o Balanço Social e Campus, enviados para os patrocinadores dos programas, com dados de audiência, alcance e share.

Não há pesquisa formal de satisfação junto às empresas. Os executivos de negócios trocam informações em reuniões semanais da equipe e transmitem à equipe de marketing publicitário para auxílio no ajuste eventual de materiais e estratégias de abordagem ao mercado.
As visitas são freqüentes e, na maioria, ativas. A equipe adota essa postura porque o mercado ainda não inclui com freqüência a Cultura entre os planos de mídia e esta é uma forma de relembrá-los de sua existência. O controle de visitas é feito pelo próprio contato juntamente com a equipe de apoio.

O departamento de vendas é composto por:

- 1 Diretor de Vendas
- 1 Secretária Executiva da Diretoria
- 3 Gerentes (Praça, Nacional, Equipe)
- 7 Executivos de Contas
- 1 Coordenadora de Vendas
- 2 Assistentes

Além dessas pessoas consideradas "diretas", tem-se também a área de OPEC, que é a Operações Comerciais - responsáveis pela parte de programação dos comerciais dos clientes na grade - que é composta por 4 pessoas e mais 1 Gerente, o que dá um total de 20 pessoas envolvidas com a venda.

Há três tipos de metas para a equipe:
· Meta individual: por vendedor/ executivo de contas.
· Meta mensal: de toda a equipe comercial.
· Meta da Diretoria: estipulada quando é sugerida alguma ação para um programa específico.

O processo de abordagem e negociação com os clientes segue os seis passos abaixo:

1. Seleção do cliente:
- Pelas áreas de pesquisa de mercado
- Pelo próprio profissional atento ao seu redor, com leitura de jornais, revistas, internet e entrevistas com pessoas.

2. Contato:
- Pessoal, com uma pessoa ou grupo de pessoas
- Por telefone
- Por e-mail
- Por carta
- Por meio de materiais como convites, brindes, mídia kits

3. Convencimento

4. Proposta por escrito

5. Fechamento do negócio
O fechamento do negócio implica em compromisso, preferencialmente por cadastro, de ambas as partes em realizar tal produção.

6. Manutenção Pós-Venda

A comunicação do canal com seus clientes e agências não é feito de maneira contínua. Na maioria das vezes o canal se utiliza de agências diferentes para fazer a comunicação, e as ações são pontuais, não configurando uma ação de comunicação para criação de um vínculo de relacionamento profissional propriamente dito.

Problemas a resolver:

São sete frentes a serem atacadas:
1. Falta de informação e preparo da equipe de vendas
2. Falta de banco de dados estruturado na área
3. Falta de contatos periódicos e planejados
4. Falta de canal de resposta
5. Descontinuidade da gestão
6. Falta de uma metodologia de controle da satisfação dos clientes
7. Descontinuidade da comunicação

Descrição da ação:
1. Falta de informação e preparo da equipe de vendas - Treinamento do departamento comercial da TV Cultura para que todos os funcionários compreendam as mudanças da emissora, como elas alterarão a grade, a audiência e conseqüentemente o mercado publicitário. Serão apresentadas ainda informações sobre o mercado de TV, o mercado publicitário, mídia e as tendências de mudança para o futuro.

2. Falta de banco de dados estruturado na área - Criação de um banco de dados que permita a identificação dos principais clientes, suas necessidades e características de negociações.

3. Falta de contatos periódicos e planejados - Criação de um cronograma detalhado das visitas a serem efetivadas pela equipe ao longo do mês, afim de que os funcionários possam se planejar com antecedência e efetuar um contato mais eficiente.

4. Falta de canal de resposta - Criação de um canal de envio de respostas no site e também através de um telefone da equipe de vendas. No site, nessa área de envio de reclamações e sugestões, também terá uma pesquisa com perguntas padrão referentes ao atendimento da equipe de vendas, opiniões sobre seu preparo em apresentar informações relevantes e outras.

5. Descontinuidade da gestão - Planos com metas de vendas mais ousadas para as equipes, cronogramas anuais com datas específicas para acontecer uma série de ações com periodicidade de um ano como: revisão das metas, proposição de novos indicadores, reestruturação da comunicação com os clientes, pesquisas e entrega de premiações. Os cronograma seriam estabelecidos antecipadamente.

6. Falta de uma metodologia de controle da satisfação dos clientes - Contratação de empresa para aplicar pesquisas junto aos clientes da TV Cultura.

7. Descontinuidade da comunicação – Serão estabelecidas uma série de ações de comunicação com os atuais clientes e anunciantes em potencial. Essas ações terão a duração de um ano e servirão, num primeiro momento, de porta de entrada para a atuação da equipe de vendas. Ao longo do ano, a comunicação servirá de apoio pára a equipe, e as duas trabalharam juntas para levar a Cultura até seus clientes.

Justificativa:
Os funcionários do setor comercial são profissionais de extrema importância para que a TV Cultura fortifique sua presença junto aos anunciantes e agências de propaganda e passe uma imagem de uma TV que, apesar de pública, tem uma postura bem profissional e as mesmas condições de atendimento e conhecimento de mercado das emissoras comerciais. Para voltar a crescer com a mesma força dos primeiros anos da comercialização, a TV Cultura precisa ter representantes muito bem capacitados e por isso o canal deve investir no treinamento deles. É importante que os funcionários sintam-se seguros para transmitir tais informações aos clientes e tirar possíveis dúvidas, tornando o atendimento muito mais eficiente e agradável para ambas as partes.

A criação do banco de dados se justifica uma vez que visa rentabilizar e fidelizar os clientes de maior valor, para que se tornem fontes confiáveis de receita para a emissora. O histórico fornecido pelo banco de dados será de grande importância no momento das negociações. A Cultura vendeu espaços publicitários para 195 empresas no ano de 2006 e, como visto acima, não há uma metodologia de acompanhamento. Juntamente com a implantação desse banco de dados, o canal fará pesquisas com os seus anunciantes para verificar a qualidade dos produtos oferecidos.

O cronograma visa aprimorar a cultura de comercialização no canal já que, com o estabelecimento prévio das ações, ele pode assegurar melhor que as medidas tomadas por uma gestão não serão completamente abandonadas por outra, amenizando, assim, a descontinuidade da gestão.

O canal de envio de respostas será importante porque complementará as pesquisas e proporcionará a pró-atividade dos clientes.
Com a criação do cronograma anual que antecipa e fixa as ações a serem feitas, espera-se amenizar a descontinuidade da gestão do canal. Obviamente não se assegura que o canal não vá sofrer outras mudanças de diretriz, mas pelo menos há uma documentação das ações tomadas.
As pesquisas visam complementar as visitas feitas pelos funcionários da equipe de vendas e também formalizar o controle e as ações pós-venda, já que este é feito de maneira informal. Elas também servirão para alimentar o banco de dados.

Com a continuidade da comunicação espera-se estabelecer um vínculo entre o canal e as empresas de comunicação, e assim criar o hábito nas agências e anunciantes de anunciar na Cultura.

Público-Alvo:
Funcionários do departamento comercial, ou seja, 20 pessoas em média, além dos clientes atingidos por ela que deve girar em torno de 100 empresas.

Mecânica:
As ações se iniciarão em julho de 2007, quando entrará em vigor o cronograma anual. O desenrolar das ações se dará de acordo com ele:


Legenda:
Um quadro

Visitas
As visitas, como dito anteriormente, já são feitas de forma ativa e freqüente nas agências já que elas não têm o costume de incluir a TV Cultura nos seus planos de mídia. O que irá mudar, além do preparo dos funcionários da equipe de vendas, como será visto a seguir, é a comunicação dirigida que a Cultura irá fazer tanto com as agências, quanto com os anunciantes. A comunicação, descrita posteriormente, deverá aproximar a marca Cultura e seus clientes e prepará-los para as visitas, de modo que não sejam pegos de surpresa ou em momentos inadequados. Isso cortará custos de visitas desnecessárias e focará os esforços em potenciais clientes.

Pesquisas com os clientes
As pesquisas visam levantar possíveis pontos fracos do processo, abordando questões sobre o comportamento da equipe de vendas, pontos a melhorar, motivos que levam os clientes a anunciar no canal e preços dos espaços. Elas serão feitas de três em três meses para criar hábito e aproximar a TV Cultura ainda mais dos clientes. Em julho de 2007 serão feitas pesquisas que fornecerão material para o Primeiro Workshop anual de vendas da TV Cultura.
Para o segundo Workshop anual já será utilizado material baseado no histórico do primeiro ano de efetivação do plano. Por esse motivo as pesquisas acontecerão no mesmo mês e não mais um mês antes.
Além disso, as pesquisas visam recolher dados para o novo banco de dados instalado. Elas serão feitas por empresas especializadas que farão visitas aos clientes do canal e, posteriormente, fornecerão um relatório com os resultados.

Treinamento das equipes
O primeiro treinamento das equipes está marcado para o início do plano, no fim de julho. Nele se dará a explanação de algumas mudanças na empresa, motivação de funcionários, levantamento de dados internos que serão discutidos no workshop anual e as vantagens do novo banco de dados. Além desses pontos, serão explanadas a importância dos novos rumos para o sucesso financeiro do canal e conseqüentemente de seus funcionários, já que eles terão um plano de participação nos lucros e resultados.
Além de motivação, os treinamentos serão focados na explanação de técnicas de apresentação de propostas e persuasão de clientes. Os funcionários esclarecerão dúvidas sobre mídia e profissionais da área serão convidados para ensinar outras técnicas presentes nas equipes de venda de outras emissoras e empresas de comunicação.

Workshop anual
Nesse workshop, como está demonstrado no cronograma, serão discutidos assuntos referentes aos seguintes tópicos: votação do comitê responsável pela medição, estabelecimento do PLR anual, revisão e proposição de novas metas gerais e proposição de metas individuais.

Esse é o grande evento da área, quando a empresa pára para repensar sua estrutura, melhorar pontos falhos e unir os vários níveis hierárquicos num local para o pensamento em conjunto.

O primeiro Workshop, como dito, se utilizará dos dados levantados pelo primeiro mês de funcionamento do banco de dados e das pesquisas feitas com os clientes. Além desse dois pontos, servirá para rearranjar o banco de dados, possíveis falhas e dificuldades de manuseio dos funcionários.

Já o segundo Workshop se baseará nas informações levantadas no um ano de vigor do plano, além de ter agregado a ele o treinamento de funcionários que integrará mais ainda os níveis hierárquicos.

Será constituído um grupo de mais ou menos 30 pessoas que, durante um final de semana, se reunirão para discutir a operacionalização da área.

Votação do comitê responsável pela medição
Será uma etapa do Workshop onde funcionários, já candidatados ao comitê de medição das metas, receberão votos pelos participantes da equipe. A equipe formada será responsável pela medição mensal da metas. A votação será secreta e apurada logo após o depósito dos votos na urna.

Estabelecimento do PLR semestral
Também etapa do workshop, o PLR (Participação nos Lucros e Resultados) será estabelecido, ou seja, serão definidos quantos por cento de cada meta atingida será repassada aos funcionários semestralmente. Essa ação será feita pelo Diretor de vendas e pelos 3 gerentes. O PLR será revisto mensalmente para efetuar possíveis alterações.

Revisão e proposição de novas metas gerais
Etapa anterior a de cima, essa revisão irá repassar todas as metas já existentes na equipe de vendas e serão propostas outras que serão levantadas através de benchmarking com outras empresas. As metas da diretoria continuarão existindo e serão responsáveis pelo estímulo da equipe em ações pontuais. As metas as serem repassadas são da equipe de vendas.
Essas metas estarão todas organizadas num manual contendo todos os seguintes indicadores.

- Lucro mensal
- Porcentagem total dos espaços vendidos
- Número de contratos fechados
- Número de visitas feitas
- Aproveitamento das visitas
- Satisfação dos clientes
- Medição das metas individuais
- Números de novos clientes contatados
- Retorno das ações de promoção da lei Rouanet
- Porcentagem das empresas que se utilizam da lei Rouanet dentre todos os clientes

Proposição de metas individuais
Também parte do workshop, essa etapa virá depois das anteriores, onde cada funcionário estabelecerá uma meta individual baseando-se nas metas gerais da empresa. Essas metas serão decisivas na premiação dos funcionários. Essa premiação se realizará no treinamento anual e, se necessário, no semestral também.

Construção do painel de metas
Essa é uma ação que se realizará depois do workshop anual. Consiste em estabelecer um local visível dentro da área comercial da TV Cultura onde serão expostas mensalmente as medições e a situação das metas estabelecidas.

Repasse dos lucros semestrais
É uma ação operacional que consiste em repassar aos funcionários porcentagens do lucro obtido. Essa quantia será estabelecida pelo maior ou menor desempenho das metas.

Instalação do banco de dados
Ação primordial para o funcionamento geral. Ela consiste em comprar e instalar um banco de dados na empresa. O treinamento dos funcionários será feito nos eventos específicos já detalhado acima.

Revisão geral
Essa revisão é mais que o workshop. Sua operacionalização é a mesma, mas ela consiste numa análise mais profunda dos dois anos do plano, o que permitirá comparar indicadores de um ano e de outro, ajustando com maior precisão as eventuais falhas.

Comunicação
Os materiais a serem enviados serão diferenciados de acordo com o público. Haverá materiais para as 25 maiores agências, para os anunciantes atuais e os conquistados. Todas essas 3 frentes terão ações contínuas. Haverá inserções em mídias especializadas e o diálogo entre a Cultura e esses públicos será constante. O detalhamento maior dessas ações encontra-se no plano de comunicação.

Responsável:
Departamento de vendas que se situa na seguinte colocação do organograma:


Período:
De Julho de 2007 à Julho de 2009

Custo:
Muitas das ações serão baseadas em permutas, portanto, os gastos financeiros para a empresa serão de 200.000 reais para 2 anos.

Controle e Revisão:
Será feito nos workshops anuais. Nele serão revistos o ciclo e as mudanças a serem feitas, caso seja necessário.

Situação desejada:
Os contatos do departamento comercial da TV Cultura estarão treinados e totalmente aptos a transmitir aos mídias e anunciantes os conceitos de mercado e mídia de maneira profissional e eficiente aumentando os lucros e a saúde financeira do canal, o que poderá ser repassado através de investimentos na programação e novos negócios para a emissora. A diminuição gradativa da dependência financeira do governo também será um objetivo alcançado.
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Dia 7 de maio
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Plano de comunicação

Como visto no capítulo de reposicionamento, a TV Cultura possui alguns pontos que deseja modificar. Como dito, ela pretende criar nos telespectadores a percepção que já existe entre agências de publicidade e anunciantes, que é a de ser uma TV aberta com qualidade e características de TV fechada.

Os dois pontos a serem trabalhados são o déficit na qualidade percebida da programação e o fato dela ser vista como uma emissora que não inova.

Para tanto, é necessário aproximá-la mais dos quesitos que se relacionam à programação de outras emissoras em geral, como: qualidade, comunicação da grade (suas mudanças e conteúdo), modernidade, agressividade e, principalmente, contemporaneidade da marca (interatividade, novos programas, novos públicos, novas mídias relacionadas).

Enfim, pretende-se diminuir o superposicionamento com relação à seriedade da empresa e aumentar o subposicionamento da percepção de ser um canal de entretenimento.
Para isso, a comunicação se aproveitará do fato do canal estar fazendo 40 anos. As campanhas serão baseadas no conceito da idade da Loba. O canal está entrando numa fase de renovação, maturidade e modernidade.

Através do tom moderno das campanhas, da maior divulgação do canal e das ações, espera-se aumentar a percepção de que a Cultura é um canal que inova e que possui uma programação com boa qualidade.

Criando essa nova percepção e tornando o canal mais presente no dia-a-dia das pessoas, pretende-se aumentar a audiência ao mesmo tempo em que esse aumento será divulgado para os mídias e anunciantes através de uma comunicação consistente baseada em dados quantitativos o que trará mais anunciantes e mais verbas para o canal que poderá ser reinvestida em programação, fechando o ciclo já visto anteriormente.
Modelo:

Para isso será usado o modelo de planejamento desenvolvido pela Leo Burnett chamado de Brand Belief System.

Esse sistema consiste de 3 passos:

Descobrir: Compreende-se qual a relação que a marca deve construir com seus públicos.

Imprimir: Desenvolve-se atividades que construam ou reforcem o vínculo com a marca.

Crescer: Avalia-se os resultados e aprimora-se o processo.


· Descobrir:
Quadros

· Imprimir

B2C

Novo programa

Nosso desafio:
Conseguir telespectadores para o programa afim de que ele conquiste bons índices de audiência e com isso tenha mais anunciantes nos seus intervalos.

Com quem estamos falando:
Demográfico: Jovens de ambos os sexos, de 16 a 21 pertencentes a todas as classes sociais.

Relação com a TV: Vêem no veículo uma opção de lazer e entretenimento. Prezam pelo humor e buscam informações úteis revestidas de uma linguagem moderna e dinâmica. Não gostam de serem passivos em relação aos conteúdos por isso optam pela interatividade.

Atitudinal: São antenados nas mudanças atuais, possuem um amplo acesso à informação e aos meios de comunicação como rádios, sites informativos, sites de relacionamento, blogs. São pessoas ligadas em tecnologia que procuram fazer eles mesmos seus conteúdos.

Em que queremos que eles acreditem:
Que a Cultura é um canal legal, que possui atrações voltadas para eles e essas atrações são condizentes com o que eles gostam.

Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
A Cultura fala a sua língua.

Como podemos tornar isso crível:
A comunicação será feita através de meios alternativos e com uma linguagem moderna e jovem que condiz com aquela falada por eles no seu dia-a-dia.

Personalidade da marca:
A Cultura é uma emissora que sabe fornecer conteúdos relevantes e de qualidade revestidos de uma linguagem jovem e dinâmica.

Tom de voz:
A linguagem deve ser despojada e irreverente, com sacadas de humor e referencias às temáticas próprias desse público.

Obrigatoriedades:
Não é possível fazer apologias ao sexo e drogas, no mais a liberdade é total sempre ligando o canal ao universo do jovem antenado.

Ações e justificativas:
Marketing viral/ guerrilha: Utilizado para criar divulgação espontânea do programa, ir ao encontro das tendências do jovem no mundo digital, criar expectativa sobre o programa e mostrar que a TV Cultura está mais ousada e criativa. No marketing viral pode usar uma linguagem mais ousada que a da mídia de massa.

Teasers em mídia de massa: despertar interesse e possibilitar a associação ao marketing viral, fazendo com que o jovem se sinta bem por ter descoberto.

Divulgação em mídia impressa/ Internet/ rádio/ TV: gerar conhecimento sobre o programa e chamar o jovem para assisti-lo. Indiretamente, modificar a imagem da emissora (rejuvenescer)

Materiais a serem desenvolvidos e modelos:
Mídia alternativa: Cartazes em escolas e faculdades para divulgar o Blog e o Orkut, além dos Vídeos Virais
Mídia impressa: Teasers e peças de divulgação
Internet: Teasers e peças de divulgação
TV Cultura: Comercial de 30”
Rádio: Spot de 30”

Rearranjo grade

Nosso desafio:
Comunicar a nova grade, horários dos programas de sucesso e novidades, além de mostrar o rejuvenescimento da Cultura.

Com quem estamos falando:

Demográfico: Pessoas moradoras do estado de São Paulo, possuem diferentes idades, pertencem a diversas classes sociais e em sua maioria são moradores de cidades, já que o estado é um dos mais urbanos do país.

Relação com a TV: Vêem a TV como um veículo de entretenimento e geralmente buscam esse meio nas horas vagas ou para assistir a programas específicos que estão habituados a assistir.

Atitudinal: Pessoas de diferentes idades e que possuem diversas formas de ver a comunicação e o mundo a sua volta. São muito diferentes e não possuem um interesse em comum.

Em que queremos que eles acreditem:
Que a Cultura é uma boa opção de TV e que ela está se modernizando.

Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
A cultura está rejuvenescendo.

Como podemos tornar isso crível:
Com o rearranjo da grade juntamente com outras ações tomadas pelo canal e o tom da comunicação a estará mostrando que este me mudança.

Personalidade da marca:
A Cultura é uma emissora que sabe fornecer conteúdos relevantes e de qualidade, revestidos de uma linguagem moderna e dinâmica, e posicionados de maneira coerente durante sua grade horária.

Tom de voz:
Moderno, informal, leve, irreverente, direto, porém não sensacionalista.

Obrigatoriedades:
As peças todas devem fazer referência ao rejuvenescimento do canal.

Ações e justificativas:
Divulgação em mídia impressa/ Internet/ rádio/ TV: gerar conhecimento sobre as mudanças e chamar os telespectadores para assisti o canal. Indiretamente, modificar a imagem da emissora (rejuvenescer)

Marketing viral/ guerrilha: Utilizado para criar divulgação espontânea especificamente dos programas clássicos destinados ao público infantil que agora está mais velho, com isso espera-se ir ao encontro das tendências do jovem no mundo digital, criar expectativa sobre a reapresentação dos programas e mostrar que a TV Cultura está mais ousada e criativa. No marketing viral pode usar uma linguagem mais ousada que a da mídia de massa.

Materiais a serem desenvolvidos e modelos:
Mídia impressa: peças de divulgação

Rádio: Spot 30”

Internet: Teasers e peças de divulgação

TV: Comercial de 30” informativo e no final de cada programa será informado seu novo horário
Casa da Cultura
Casa da Cultura

Nosso desafio:
Comunicar o novo espaço cultural e incentivar a visitação.

Com quem estamos falando:
Demográfico: Homens e mulheres das mais diferentes idades, moradores da grande São Paulo e pertencentes às classes C, D e E. Possuem o hábito de andar de transporte coletivo, e uma pequena porcentagem terminou o terceiro grau.

Atitudinal: Não possuem muito dinheiro para gastar com Cultura e suas necessidades de auto-expressão não são levadas freqüentemente em conta por eles mesmos. Não se disporiam a gastar dinheiro pra ver um show ou uma exposição, e seu maior contato com formas artísticas se dá através do cinema e TV.

Em que queremos que eles acreditem:
A Casa da Cultura é uma opção barata e prática de ter acesso à Cultura.

Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
Este espaço foi feito para eles e lá eles podem se sentir em casa.

Como podemos tornar isso crível:
Através do tom da comunicação, das mídias que serão usadas e da parceria feita com o Acessa São Paulo, que já possui uma presença sólida entre esse público, além de ter propostas parecidas.

Personalidade da marca:
A Cultura é uma emissora que sabe fornecer conteúdos relevantes e de qualidade, revestidos de uma linguagem moderna e dinâmica, e está cada vez mais perto do ser humano.

Tom de voz:
Moderno, informal, leve, irreverente, direto, objetivo, informativo, porém não sensacionalista.
Obrigatoriedades:
As peças todas devem fazer referência ao rejuvenescimento do canal.

Ações e justificativas:
Mídia impressa/ Rádio – atingir o maior número de pessoas a fim de atrair público para o espaço e assim conseguir provar que o apoio à Casa da Cultura é uma boa alternativa de investimento.

Site: Informar sobre o centro e possibilitar que as pessoas tenham acesso a suas atrações mesmo sem ir lá. Será a página inicial de todos os computadores dos Acessas situados na grande São Paulo.

Placa do lado de fora: informar de maneira prática as pessoas que passarem pelo local.

Metrô Tiradentes: Atrair pessoas que já passam pela região e podem visitar o centro em seu tempo livre.

Take one: Aproximar o espaço das vidas das pessoas fazendo com que elas tenham a programação em suas casas, ou que possam levar com elas o calendário com as atrações.

Mídia cooperada: Associar a marca do centro ao Acessa São Paulo que possui objetivos semelhantes, e também ligar a marca aos parceiros.

Materiais a serem desenvolvidos e modelos:

Rádio: Spot 30”
Internet: Site
TV: Comercial informativo de 30 segundos.
Mídias externa: placas no Metrô Tiradentes e placa do lado de fora do centro com as atrações da semana.
Take one: catálogo com as atrações que estará disponível em todos os parceiros e postos do Acessa.

B2B

Relacionamento com as agências

Nosso desafio:
Aproximar e estabelecer a TV Cultura junto dos mídias da agências permanecendo próximos a eles, afim de criar o hábito de inserir o canal nos planos de mídia dos anunciantes e com isso fazer da marca uma opção freqüente para a veiculação de propagandas.

Com quem estamos falando:
Demográfico: Profissionais de mídia das maiores agências da grande São Paulo. Homens e mulheres de 5 a 40 anos, classes A e B.

Relação com a TV: Possuem uma relação profissional com a TV. Recebem todos os dias muitas ações promocionais de vários veículos de comunicação que desejam investimentos publicitários. Ações muitas vezes pontuais, mas que não visam um relacionamento duradouro com esses funcionários.

Atitudinal: Possuem uma atitude um pouco blasé em relação à comunicação dirigida a eles já que, como dito, recebem muitas malas diretas e campanhas querendo ganhar sua simpatia.

Em que queremos que eles acreditem:
A TV Cultura é uma opção verdadeira de veiculação. Seus espaços publicitários são mais baratos e com isso ele pode repassar descontos conseguidos em outras emissoras para o canal. Com isso ele conseguirá uma freqüência maior num universo maior de pessoas já que o canal possui preços de inserção semelhantes aos dos canais de TV por assinatura, porém com uma cobertura muito mais abrangente. Além disso, a emissora possui uma ótima imagem que agrega valor aos anunciantes e no caso dos anunciantes para o público jovem, a emissora é uma opção para atingir o jovem de forma barata e certeira.

Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
A Cultura proporciona, pelo mesmo preço, um aumento de freqüência num universo maior de pessoas e ainda agrega valor ao anunciante por ser um canal bem conceituado.

Como podemos tornar isso crível:
Será enviado a eles um material contendo informações sobre preço de inserções no canal, o quanto cada 1% de desconto conseguido em outras emissoras pode aumentar a freqüência se for investido na TV Cultura. Pesquisas sobre a boa imagem da emissora e um apanhado das ações corretivas que estão sendo feitas para melhorar os pontos fracos.

Personalidade da marca:
A TV Cultura possui uma ótima qualidade, é ética, possui independência editorial além de uma excelente programação e está cada dia mais jovem.

Tom de voz:

O estilo da comunicação será sério, porém moderno. Baseado em dados por se tratar de um público profissional que se baseia em resultados para tomar suas atitudes.

Obrigatoriedades:
Manter a seriedade das ações anteriores, porém com uma linguagem visual mais moderna, chamativa e adequada aos mídias fazendo referencia ao rejuvenescimento da marca.

Ações e justificativas:
Malas diretas: Essa ação visa iniciar e sustentar o relacionamento com os mídias das agências, já que eles são responsáveis por coordenar onde serão investidas as verbas de comunicação em TV das empresas.

Periódicos: Visa manter esse público informado sobre as mudanças no canal, além de funcionar como mais uma forma de construir o relacionamento.

Cartões de aniversário: Serve para atingir individualmente os mídias.

Presentes de Natal: Serve para compensar os mídias que mais repassaram investimentos para o canal e assim incentivá-los a continuar inserindo a Cultura nos seus planos de mídia. Além disso, o presente servirá para despertar os outros mídias sobre a seriedade do relacionamento que a emissora pretende construir com esse público.

Esquematização:
Identificar: Levantar dados sobre as agências.

Diferenciar: Escolher as 25 maiores do mercado.

Interagir: Enviar uma planta (vegetal) juntamente com um material explicativo sobre as vantagens de se repassar investimentos para o canal, as mudanças que estão acontecendo lá como: mudança de grade, Casa da Cultura. Também estará junto do material um teaser do novo programa jovem.

Personalizar:
- Primeiro momento - Envio a cada 3 em 3 meses material nominal contendo ferramentas para o cultivo da planta enviada, além de um periódico contendo informações sobre o canal e mantendo o teaser sobre o novo programa jovem.
- Segundo momento – Envio da mala direta “Kit-república” e mais um informativo específico sobre o novo programa.
- Terceiro momento – Envio de cartões de aniversário contendo bonitos dizeres nas datas dos aniversários dos mídias.
- Quarto momento – Premiação dos mídias que mais se destacaram no ano.

Materiais a serem desenvolvidos e modelos:
Malas diretas (Planta, Kit-república e materiais informativos sobre as mudanças do canal, as vantagens de se repassar descontos e o novo programa)
Periódicos
Cartões de aniversário
Premiações



Relacionamento com as empresas

Nosso desafio:
Vender o canal como opção real de investimento tanto do dinheiro que pode ser abatido dos impostos quanto das verbas destinadas à comunicação.

Com quem estamos falando:
Demográfico:
Diretores de Marketing, homens e mulheres bem sucedidos pertencentes às classe A e B. Ocupam altos cargos em grandes empresas do mercado que pagam altos impostos para o governo e possuem verba destinada à comunicação.

Relação com a TV:
Vêem na TV um veículo de promoção da marca da empresa em que atuam e procuram assim escolher os meios certos para realizar um bom trabalho.

Atitudinal:
São muito atarefados e não realizam investimento por paixão. Preferem receber uma comunicação direta e prática que demonstre racionalmente os benefícios do investimento.

Em que queremos que eles acreditem:
Que a Cultura é uma boa opção para investir dinheiro já que a empresa terá sua imagem vinculada à boa imagem do canal que está se modernizando.

No caso da divulgação da Lei Rouanet espera-se que as empresas acreditem que repassando uma pequena parte desses impostos para o canal, elas estarão injetando na emissora uma grande quantidade de dinheiro, dinheiro este que seria repassado ao governo e não retornaria à organização em forma de benefícios diretos.

No caso da comunicação para as empresas anunciantes, espera-se que eles acreditem que repassando os descontos conseguidos em outras emissoras para o canal eles conseguirão uma freqüência maior num universo maior de pessoas já que o canal possui preços de inserção semelhantes aos dos canais de TV por assinatura, porém com uma cobertura muito mais abrangente. Específico para os anunciantes de produtos para o público jovem, também será apresentado o conceito do universo de audiência, e assim espera-se que eles acreditem que a Cultura pode atingir de forma barata e certeira os compradores de seus produtos.

No caso da divulgação da Casa da Cultura, será mostrado quantas inserções os patrocinadores conseguirão se apoiarem a iniciativa, com isso pretende-se fazer com que eles creiam que esse apoio é lucrativo.

Que coisa simples, única, nós queremos dizer:
Invista na TV Cultura e veja resultados quantitativos.

Como podemos tornar isso crível:
No caso da Lei Rouanet será enviado material mostrando seus benefícios e como é fácil desfrutar deles já que o canal possui 100% de aprovação para todas as ações que o apoiarem através dela. Nessa comunicação dirigida serão enviadas planilhas demonstrando o quanto representa 5% do imposto de cada empresa, como isso pode ser investido no canal, quais benefícios isso trará para a Cultura e como isso pode ser repassado o apoiador.

No caso dos anunciantes serão mostrados os benefícios do rearranjo da grade e como ela pode segurar muito mais a audiência do canal. Além disso, o próprio formato do material será mais contemporâneo, o que demonstrará que a Cultura está preocupada em se modernizar. O programa jovem também será uma evidência dessa tendência no canal e a comunicação mais consistente também ajudará a convencer.

Para a Casa da Cultura, as evidências físicas serão o ponto forte no convencimento dos patrocinadores, já que as reformas no prédio estarão acontecendo e informações como: cronograma de eventos, atividades planejadas e festa de inauguração também serão enviadas.

Personalidade da marca:
A TV Cultura é um canal ético, moderno que aplica conscientemente seu capital. Ela incentiva a cultura e está presente em milhões de lares.

Tom de voz:
Deve ser uma linguagem séria, moderna e que demonstre resultados quantitativos mesmo quando esteja falando da percepção da marca Cultura.

Obrigatoriedades:
Manter a seriedade das ações anteriores, porém com uma linguagem visual mais moderna, chamativa e adequada ao novo posicionamento do canal.

Ações e justificativas
Malas diretas informais: Serve para comunicar de uma maneira diferenciada as novidades da Cultura e assim ajudar na divulgação e modernização da imagem do canal.

Mídia Kit: Serve para comunicar objetivamente informações sobre a Cultura e assim ajudar no fechamento de negócios e na modernização da imagem do canal.

Material da Lei Rouanet: Serve para comunicar de maneira objetiva as vantagens de se aplicar parte dos impostos no canal e assim obter um retorno mais efetivo do impostos. Ele também serve para ajudar na injeção de dinheiro que ajudará na modernização do canal.

Cartas junto ao boleto de pagamento: Servirão para agradecer/ informar novidades e parcerias.

Periódicos: Servem para manter a presença da Cultura entre os anunciantes a patrocinadores.

Periódico também com informações sobre o Centro: Servem para manter a presença da Cultura entre os patrocinadores do centro cultural de forma diferenciada..

Esquematização

Lei Rouanet
Identificar: Levantar as maiores empresas pagadoras de impostos.

Diferenciar: Escolher dentre essas as que mais incentivam a Cultura.

Interagir: Enviar o KIT informando sobre os benefícios.

Personalizar:
* Para as que não fecharam negócio:
Envio, a cada 3 meses, do periódico contendo informações sobre o canal.

* Para as que fecharam negócio:
- Primeiro momento - Envio, a cada 3 meses, do periódico contendo informações sobre o canal e como o dinheiro está sendo investido.
- Segundo momento – Envio de cartões de aniversário e brindes em agradecimento.

Novo programa B2B
Identificar: Levantar as empresas que anunciam aos jovens.

Diferenciar: Selecionar as 100 empresas que se adeqüam ao modelo de comercialização de espaços publicitários do canal.

Interagir: Enviar o Kit república para apresentar o programa e despertar no anunciante o desejo de fazer parte do universo jovem, além de incentivar o agendamento da visita para apresentação da proposta.

Personalizar:
- Primeiro momento - Visita ao cliente para levar o mídia Kit com o plano de comercialização.
- Segundo momento - Envio de cartões de aniversário e brindes em agradecimento.

Rearranjo da grade
Identificar: Listar todos os anunciantes que se encaixam na política de comercialização, que sejam grandes e médios anunciantes.

Diferenciar: Selecionar os anunciantes que interessam de acordo com seus públicos de interesse.

Interagir: Enviar malas diretas com informações sobre o conceito dos universos de audiência, e os benefícios do rearranjo da grade.

Personalizar:
- Primeiro momento - Visitas de acordo com os interesses do anunciante.
- Segundo momento - Envio de cartões de aniversário e brindes em agradecimento.

Casa da Cultura
Identificar: Levantar empresas de grande porte que poderiam repassar quantias para o patrocínio da Casa da Cultura.

Diferenciar: Selecionar aquelas que mais se adeqüam ao perfil do público-alvo do centro.

Interagir: Envio da mala direta “Cofre cabeça” a fim de incentivar o agendamento da visita.

Personalizar:
- Primeiro momento - Visita para apresentação do mídia kit e dos planos para o centro com uma possível ida ao centro.
- Segundo momento – As empresas que fecharem negócio passaram a receber o periódico com as informações contidas em todos os periódicos mais informações sobre o centro..
- Terceiro momento – Envio de cartões de aniversário, presentes de Natal, carta junto ao boleto de pagamentos para agradecer/ informar novidades e parcerias.

Materiais a serem desenvolvidos e modelos:
Malas diretas informais (Cofre cabeça e Kit república)
Mídia Kit
Material da Lei Rouanet
Cartas junto ao boleto de pagamento
Periódicos
Periódico também com informações sobre o Centro



· Crescer
A fim de avaliar e traçar novos rumos de crescimento para o período pós-plano, a empresa aplicará pesquisas qualitativas e quantitativas. Essas pesquisas servirão para observar os benefícios trazidos pela comunicação mais intensa, objetiva e moderna que configura o estilo das ações listadas acima. Desta maneira o canal poderá repetir os planos concertando deslizes ou intensificando acertos.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Oração da minha formatura (uma verdade)

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Como Nossos Pais
Composição: Belchior
Maior intérprete: Elis Regina
Arranjo: César Camargo Mariano
Álbum: Falso Brilhante (música de abertura)
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Não quero lhe falar meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo.
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Viver é melhor que sonhar,
Eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida
De qualquer pessoa.
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Por isso cuidado meu bem,
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado prá nós
Que somos jovens.
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Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz.
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Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantada com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração.
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Já faz tempo eu vi você na rua,
Cabelo ao vento, gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança é o quadro que dói mais.
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Minha dor é perceber
Que apesar de termos feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos como nossos pais.
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Nossos ídolos ainda são os mesmos
E as aparências não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém.
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Você pode até dizer que eu 'tô por fora',
Ou então que eu 'tô inventando'
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que ama o passado e que não vê
Que o novo sempre vem.
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Hoje eu sei que quem me deu a idéia
De uma nova consciência e juventude
Tá em casa guardado por Deus
Contando vil metal.
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Minha dor é perceber
Que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos
Pais.
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terça-feira, 17 de abril de 2007

Indecisão

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Mas fico pensando se na minha contagem eu também não me equivoquei, porque realmente posso ter me equivocado, mas nunca errado, porque eu não erro, como sabemos, não no meu caso, mas há aqueles que sim, eu acho, mas não tenho certeza, acho que sim, porém pode ser que não, talvez seria melhor dizer, ou com certeza parcial, não sei. Um meio termo, mas não saberia, talvez sim, ou talvez não, mais ou menos, mas nem tanto assim, porém, não tão pouco. Entendeu? Mas acho que não seria arrogância, mas nem tanto, às vezes sim, mas depende de quem a vê ou a conhece, ou não, talvez sim, mas mais ou menos, não sei muito bem, mas pode ser, como pode não ser, como talvez seria, ou não, sendo ou talvez não, exatamente, mas não sei, talvez um porém, mas nunca um senão, senão seria um tampouco, mas nunca uma todavia, entretanto acho que negaria, mas nunca afirmaria a negação, porque não sei, mas só se fosse algo diferente que não fosse o mesmo, entende? Ou não, mas possivelmente só se fosse um absurdo como seria óbvio, mas assim também não porque um senão seria senão seria um tampouco, todavia de algum modo, mas mais ainda se porém, porém entretanto de qualquer forma um negativo que seja mas que não seria em outro, talvez por não apenas não, mas assim seria sim, se mais ou menos fosse, mas prefiro incógnita. Entendeu agora? Não!!! Mas eu fui tão claro, como não entendeste meu caro?!

domingo, 15 de abril de 2007

Diário do Domingo - 16/4/2007

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Não sei porque todos os domingos são sempre iguais, o dia começa numa hora inóspita, vem devagar enquanto durmo e vai se arrastando escada abaixo no silêncio da casa vazia e escura até chegar na cozinha, lá ele prepara o leite, as bolachas, a ressaca vai sendo repensada, digerida com o passar das manteigas e tudo vai indo em silêncio pelas horas desse dia-solidão, daí o dia se dirige até a TV mais próxima e lá fica entrando em vários lugares do sábado, vai perambulando pelos cômodos quietos, as luzes, as ruas, os programas de TV que me fazem rir sem gosto profundo de riso, então o dia vai mancando até o quintal pra lavar umas roupas, rever outras ainda meio úmidas, as plantas fazendo fotossíntese com ruído, o oxigênio sai doendo pelos poros, a lagartixa saúda o olhar numa carreira de medo, tenho dó das lagartixas, o dia também e ele me acompanha por todas as suas horas, os passarinhos que não são sabiás, mas ainda sim são lindos, cantam um pouquinho em cada canto, aqui e ali, tentando esquivar-se do concreto, e as minhas montanhas de domingo claro estão bem longe daqui, desse complexo industrial com resquícios de gente, o dia vem e vai como outros tantos, mas bem que poderia ser um pouco mais gostoso, com umas risadas em conjunto, ou uma companhia pra amanhecer bem, o quarto passou o dia inteiro fechado esperando o retorno, mas a cama não teria sentido redundando-se após ter sido horizontal por outras horas, e assim o sol vai indo devagar pra outro lugar e o dia encasula-se dentro do peito fazendo doer um pouco mais esse dia sem uma palavra dita, tudo em silêncio, um silêncio que não condiz com a efervescência de dentro, mas não me importo, ainda tenho as músicas que ouço agora, o dia as ouve também, ele está aqui em meu entorno, circundando-me, sou preso deste dia, dessa cabeça, dessa realidade, dessas lagartixas, os olhos não vão tão além, não buscam coisas afastadas, eles se resignam no entorno do dia circular, ciclos de 24 horas, horas quietas por aqui que se aproximam do fim para assim terminar mais uma vez em inércia de pensamento o corrente dia de domingo. Um dia que passou quase em branco. Boa noite...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Escravidão voluntária

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Não, não sei se é um lapso de força infinita
ou um suspiro pré-morte.
Não sei se é um grito da exultante vida
ou um choro esquecido da sorte.
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Não sei se seria o teu olhar
ou outro qualquer bastaria
para também me deixar resignado e feliz num canto da noite,
enquanto dúvidas me assombrariam
levando embora minhas certezas de respirar para viver
ou resignar derradeiro

por não ter porque novamente aspirar atmosferas
já que teu corpo seria um solidificado de encantos.
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Sua dúvida no olhar invade as lacunas da minha matéria.
Seu colapso de loucura me inibe pequeno para adestrar-te.
Tamanha selvageria divina não seria digna das mediocridades
vindas desse objeto inanimado no mundo,
vivente somente em ti, excluso da vida
pacato, imundo.
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Sou escravidão voluntária.
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Minha felicidade é reflexo do teu sorriso.
Teu choro é meio maior desespero.
Tua dor é martírio sereno que observo
angustiando retirar-te tuas agulhas
pra transbordar alívio em tua face.
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Tu és opostos-doces.
Contrários que variam entre o amor e o vício,
o princípio e o encerramento

de qualquer verbo conjugado em mim.
Tu és estrada, caminho que arrasto
maravilhando em tuas escórias,
exultante em teus percalços.
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Descalço-me em brasas
para taper-te o chão.
Desnudo-me de olhar
para mantar-te...
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Em vão.
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Não me diga, apenas sei.
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Sou voluntária escravidão.

terça-feira, 10 de abril de 2007

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Postagem de poesia já pronta

Pifo/ Rito
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Esse texto foi feito em duas etapas. A primeira, que está em azul e tem o título de PIFO, foi feita no dia 4/9/06 às 20:15 numa aula da ESPM.
A segunda, que está em vermelho e tem o título de RITO, foi feita no dia 15/3/07 às 21:45 numa aula da FFLCH.
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O segundo texto é espelhado criticamente no primeiro, possuindo uma ordem inversa, que não foi feita somente com a inversão de frases. Ou seja, foi espelhado criticamente. rsss. Lá vai:
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I
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Nota-se agora uma invalidez de palavras
Um excessivo de análises sem base
Um sublimado de egos em desavença
Uma reentrança de personalidades
Que se debatem na arena da banalidade
Perdendo-se acima ou abaixo
Da tolerância ideal conquistável
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Nota-se agora um esquivo esquisito
Um olhar sem rumo fixo
Uma boca que não digo
Um amor que não repito
Um total que só êxito
Uma cama leito vivo
Que em noite exausto, pifo.
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II
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Sonam-burlando-me as vozes velam
Em velas cheias de luz e de lástima
Escorrem desistentes de me socorrer.
Só-correndo a outros campos posso enfim
Renovar os vivos tempos deste que
Desde sempre, sabe-se só em mim.
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II
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Desde sempre sabe-se só em mim
Este que renova agora os vivos tempos
Já que enfim pude correr a outros campos.
Socorrem-me desistentes de escorrer
Em lástimas velas luminosas
As vozes luminosas que desvelam, em paz, o amanhecer.
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I
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Hoje em noite exausto salvo
Vivo lento neste calmo
Pouco exito no percalço
Repetente em bom sabor
Bem dizendo o vivo ardor
Fixando o olhar de amor
Já que bem esquivo do passado.
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Incontáveis ideais me conquistam
Estando eu abaixo ou acima do que aceito
Pois a arena da banalidade é onipresente
E personalidades se entrelaçam aqui feito gente
Contendo ou não egos bons de natural rebuliço
Que balbuciam suas análises excessivas
Feitas de palavras ainda inválidas, porém novamente dignas e notáveis.
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domingo, 8 de abril de 2007

Páscoa 2007

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Páscoa 2006 (só pra recordar)

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3 dias, 300 anos ou mais, horas muito longas de sonhos acordados, esperanças confusas, pensamentos que variavam em segundos, sensações desconhecidas, colinas e mais colinas de tropeços e mato abaixo pedra acima, e eu fui fondo naqueles turbilhos de mantras inventados no improviso da certeza absoluta, ladainhas orações enladeiradas que rolavam muito e eu n`eu. Havia abraços de morça – forca muita força, choros como sempre presentes, falações e “devaneios tolos a me torturar”. Eu continuava fundo fondo indo desbravando alguns caminhos e atropelando tantas coisas que nem sei mais. Muitos dos atropelamentos germinavam atalhos e mais labirintos a serem mapeados, muitos dos rodamoinhos continham o diabo no meio dele como disse tantas vezes João (Guimarães Rosa) no meio das veredas. Acho que veredas existiam dentro e fora de todos os lugares que passei. O grande sertão é interno como o mestre também já disse. O grande sertão é quase onipresente, mas sempre existente, no fundo do mais fundo que ninguém chega existe toda a raiz do mal e do bem ou do bem o do mal e o medo beira o pânico. Rança toco pra ver mais fundo, cavulca cavalgadura em montes aos montes pra ver se estabelece toda e qualquer forma de moradia sadia dentro da escravidão da ferramenta de outrem. Sensibilize-se rapaz, mas não muito porque sensibilidade em demasia gera pinel, painel de exorbidades noite afora, rio abaixo, morro acima, gruta a dentro, poço ao fundo, céu ao léu. (Eu me forço a escrever porque se eu for esperar a hora que eu concorde com tudo que estou pensado e escrevendo pra poder escrever acho que eu não vou fazer nada por algum período de tempo). Também não queria ser medíocre e ficar no meio – termo – mau – gosto aguado esperando brotar água de pedra que secou propositalmente pra poder ir além almejando sonhos de seriedade.
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Eu conheço as pessoas da sala de jantar, algumas mais e outras vezes tantas elas sempre voltam pra me fazer sentar a mesa e encarar olhares escuros, mas um deles não tem rosto. Um deles apenas tem uma mancha de sombra na face e ele fica no lado oposto da mesa da Távola - tábua redonda dos banquetes de porcos pros porcos. Mas as pessoas da sala de jantar ainda estão senzala de sonhar, elas aparecem meio que em tentativas de comunicação de pânico, aos poucos eu sempre lembro delas, alguns velhos outros menos, mas todos e cada são muitos. Parece que a vida habita os corpos na forma mais limiar que existe. Uma forma muito mais limiar que essa que existe em nós, nas entrelinhas das palpitações do coração. Essas pessoas são ocupadas em nascer e nunca mais morrer. De pão e circo e arte elas vivem, mas por enquanto sobrevivem. E discussões absurdas fazem parte do corpo calado calejado e latejante dessas. Mas aquele sem rosto e oposto continua mudo na imensidão das palavras em cadeia. A sala de jantar fica no fim do corredor sem fim depois que todas as possibilidades de escuridão se apagaram no breu sem referências.
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300 anos. Cada cantoria dizia tanto que não seria possível lembrar nem se a memória ainda existisse. 300 anos e muito mais ainda. Mas só 3 dias, quem diria que tão pouco que pouco foi, poderia gerar tanto mesmo que esse tanto não seja quase nada.
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Não consigo mais escrever.
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Então:
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Louva – a – Deus O Cavaleiro
Em Guardanapos de Papel
Banhados dO Rouxinol
Que canta pela Janela para o Mundo,
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Mas
E Agora, Rapaz?
Todos nós ainda estamos recém Levantados do Chão
E Os Tambores de Minas já estão a soar.
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Páscoa 2007

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Enfim a nova!!!
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Um lindo sol surgindo por entre as chuvas, ilumina de renovação o meu fim de páscoa boa. Depois de 40 dias de muitas provações, um sacrifício triplo de não fumar, não beber e não cortar a barba, um pós-carnaval infernal de insônia pela falta da nicotina, umas semanas de perna quebrada que exigiam de mim boas forças de vontade pra todas as tarefas mais banais, depois de tantas coisas que nem sei mais, vejo me banhado do sol amarelo que reflete educadamente pelo meu quarto, de paredes limpas de alegria de por do sol de sacrifício bom de música animada de coisas todas de mais em mais. Um ritmado de batidas que me embalam e rebatem contra os cantos desse quarto lavrado no branco esculpido retirado do fundo de tudo que estabelecia-se como maduro por entre as gretas porcas, mas que agora cantam o amarelo do sol, o perfume das boas coisas, a leveza do renascer, a majestade de coisas tão imperceptíveis para o mim de hoje que nunca, ainda que por pena, não será mais o passado, não há mais condições, nem o que fora há um ano, nem o que era a mais tempos de outrem, sei lá. Não me importa, que me importa, quem se importa, agora digo que não, talvez daqui há minutos sim, mas agora não. Achou que homem pode ser tudo, menos simples, simples é meio difícil. É meio simples demais. Simplicidade é achável, mas nunca condição intrínseca a nós. Hoje quando tirei quase 50 dias de barba não me reconheci, juro por Deus. Parecia que ia tirando um pedaço do meu rosto conforme ia fazendo a barba. Desfazendo da face pra fazer outra por detrás, esculpindo como esculpi meu quarto num processo de calefação. As paredes escorrendo e caindo por água abaixo, meus pedaços se desfazendo restando um olhar obscuro encantado, indagativo, inquieto que me olhava por destras do espelho embaçado. O quarto se desfez em muito mais, espaços, caveiras filtros dos sonhos indo embora enquanto soava “Manuel, o audaz” na minha cachola, alma livre, corpo livre e tudo ia escorrendo pelo carpete com gritando o sangue de quem é arrancado na hora necessária. Como não haveria de ser assim. Foram alguns dias de lapidação química pra chegar até essa hora. Músicas presentes que agraciam o espaço, que soam em milhões de freqüências, dizendo-me coisas ocultas que ainda devem dormir, mas um dia serão bradadas bravas por serem óbvias, mas que se resignam muito bem no aconchego dos glóbulos e das pituitárias. Bradando os bárbaros, eles se rebelam contra si mesmos, calando os sábios eles geram a incongruência do interior em chamas, carente, que sai pra comer terra e barro na caminhada do caminho que se faz em presença do caminhante. Alguns me disseram coisas lindas, é lindo ouvir coisas de outros melhores que nós, nós faz tão pouco e é muito bom ser pouco, mas ser inteiro, magnificamente grande naquele vão livre reservado pra nós. Minhas instâncias se desmoronam num misto de música e cara estranha do espelho. Desligo a tela do computador só pra ver se me reconheço, mas ainda não me vi em mim. Estranho, algumas horas sem barba e nem por isso estou comigo, face a face. Estou com uma cara de muito novo. É impressionante como sou outro. Não por dentro, por dentro menos. Mas por fora, meus olhos não acreditam no que vêem. Quantas instâncias fariam um instante? Há coisas que unitárias ou infinitas fazem algumas outras únicas que se passam por vez, esse é a vida. Escrever por imprecisão é como gritar até ficar rouco e ainda sim prosseguir adiante sem dó, mas a voz se refaz quantas vezes forem necessárias até o impulso dormir aconchegante no fundo do que não é facilmente tocável. Multiplicidades, palavras com sonoridades e outras tantas conjunções que se entrelaçam nessa Páscoa. Eu sabia que não haveria de falhar, não haveria de ser diferente. O mundo desabrocharia, pelo menos o meu mundo desabrocharia mais um pouquinho. Não me engano por pouco, é xik ser assim hoje em dia, lúcido e tenaz. Mas não é por isso que digo isso, digo porque realmente é fortalescente e neologístico o que digo agora. A páscoa condizente com tudo está aí, soando nos grotões das entranhas mesmo urbanas, ainda que menos pulsante, mas ainda humanas e encruzilhantes entre as formas de estar por aqui. Formas dos meios ditos que dizem tanto que nem seria necessário ser outro alguém, talvez nem eu, mas com certeza óbvio. Só restava mirar e ver hermano. Rapsódia diária da sarcástica urbanidade desde florescente entardecer amarelado blasé como tantos outros que se desmistifica da caraça engomada e me refaz num total sem capas de unhas ou pensamentos inacabados. As capas esvoaçam na direção da música que ouço no memento. Acordes maiores sucessivos que crescem um após o outro vão embalando palavras que já quiseram engomar num englobo do globo, mas agora estão se festilizando num escampado de possibilidades onde a escrita não é pensamento nunca ainda que sempre. A escrita é simplesmente uns dedos que se mexem. Assim seja. Ave Páscoa. Amém.
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Não consigo mais escrever.
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Então:
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Oh, Louva – a – Deus cavaleiro, sempre.
Seja em Guardanapos de Papel
Seja no canto dO Rouxinol
Que canta para a Janela pelo Mundo.
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Mas,
Agora sim né, Rapaz!!!
Todos nós prosseguimos ainda que arrastantes
Pois estamos apenas recém Levantados do Chão
Como não seria assim!?!?!?
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Mas, pense bem,
Veja pelo lado bom,
Os Tambores de Minas ainda estão a soar.
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Uma curiosidade: esses escritinhos do fim dos dois anos são feitos encima de nomes de músicas do CD tambores de Minas do Milton Nascimento.
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Boa Páscoa pra todos...

terça-feira, 3 de abril de 2007

A vós, meus avós!!!

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“Há homens (e mulheres) que lutam um dia e são bons
Há outros que lutam um ano e são melhores
Há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons
Mas há os que lutam toda a vida
E esses são os imprescindíveis.”
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Berthold Brecht.
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I
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Há homens e mulheres que se gabam por terem ricos salários
Há outros que se gabam por terem grandes propriedades
Há aqueles que se gabam por serem belos
Mas há os que transmitem ensinamentos com apenas um beijo
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que buscam fama e sucesso
Há outros que buscam serem reconhecidos como inteligentes intelectuais
Há aqueles que buscam muita cultura universal
Mas há os que se resignam conscientemente aos preceitos de Deus
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que produzem obras de arte magníficas
Há outros que produzem construções duradouras
Há aqueles que produzem planilhas com cálculos gigantescos
Mas há os que alimentam dia-a-dia o mesmo lindo amor
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que almejam serem chefes
Há outros que almejam manter sua moral intacta
Há aqueles que almejam o primeiro lugar da vida
Mas há os que se tornam alicerces de famílias inteiras
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que planejam férias no exterior
Há outros que planejam uma aposentadoria farta
Há aqueles que planejam curtir a vida intensamente
Mas há os que fazem da própria vida sua maior obra
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que constroem empresas internacionais
Há outros que constroem uma legião de fãs
Há aqueles que constroem estradas longínquas
Mas há os que semeiam a sabedoria das ações
E esses são os imprescindíveis.
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Há homens e mulheres que querem dar a última palavra
Há outros que querem sexo cotidiano
Há aqueles que querem a comida mais cara do cardápio
Mas há os que fazem das marcas um manifesto de respeito
E esses são os imprescindíveis.
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II
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Como não haver céu se eles um dia se irão daqui?!
Como não haver Deus se eles rezam?!
Como não haver amor se eles são?!
Por isso eu digo que
Há os que se tornam comprovações do eterno
E esses são os imprescindíveis.
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Um poste à toa... (SWOT - TV Cultura)

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segunda-feira, 2 de abril de 2007

sábado, 31 de março de 2007

Capítulo 1... (enfim continuação)

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Vocês se lembram desse post. Ele foi feito e postado no dia 24 de outubro de 2005. Para refrescar a memória eu to colocando ele aqui de novo. Ele exige um mergulho duplo.
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“- Sim respeitável público, dentro de instantes teremos aqui no palco o nosso querido Zacarias dos Trapalhões. É, vocês podem não acreditar, mas é verdade mesmo. Ele nos disse numa seção espírita que iria baixar em carne e osso aqui neste nosso planeta Terra e que ainda iria aparecer aqui com certeza, sem falta à meia-noite e já são 23 horas e 45 minutos. Vocês podem não acreditar, mas é a pura verdade. Nós aqui do circo Silver & CIA cumprimos o que prometemos. Sou dono deste circo, sou honesto e posso dizer que nenhum palhaço aqui nesta casa de Deus é ladrão de mulher.
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Nisso levanta uma mulher com uma criança em cada braço e diz:
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- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?
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O dono do circo fingia que não estava escutando e ficava olhando pra cara da mulher com uma cara de “fala mais alto” misturada com “quem essa parideira pensa que é”.
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A mulher que era decidida. Pegou as outras sete criancinhas que estavam perto dela e foi adentrando o picadeiro enfrentando alguns funcionários que queriam detê-la e enquanto falava muito alto pra todos ouvirem:
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- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?
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O dono do circo resmungou ao microfone debochando da mulher:
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- Meu Deus, estou tendo um Dejavi de som, ou melhor, eu acho que eu tô tendo um dejaOUvi.
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Mas o povo não achou muita graça não, já que a mulher estava muito brava e via-se na cara dela que ela não estava brincando.
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- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?
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No que a moça repetiu a mesma frase com a mesma entonação, tudo sonoramente idêntico, as pessoas começaram a reparar que havia alguma coisa errada no ar. Parecia que a mulher só sabia falar aquilo. Era como um gravador que se rebobinava automaticamente pra logo em seguida se repetir como se tudo naquele lugar tivesse retornado ao momento que aquela mulher tinha aberto a boca pela primeira vez.
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- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?
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Todos olharam para o dono do circo que já havia parado de fazer piadas e em cada rosto ele enxergou um pedido de resposta. A platéia parecia que apostava na resposta como única maneira de libertar aquele espetáculo de tempo em rodopios. E novamente.
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- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?
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As 7 crianças que não estavam no colo da mulher e que eram justamente as que já sabiam falar disseram:
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- Olá pailhaço...
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Silêncio...
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- Olá pailhaço...
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Silêncio.
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- Quem disse que nenhum palhaço aqui é ladrão de mulher. Quem você acha que é o pai dessas crianças que eu carrego nos braços. Hein, responde?
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A mulher e as crianças começaram a se mover como máquinas. Os bebês de colo caíram do colo e iniciaram um arrasto desesperador pela serragem do chão. Todos tremiam muito e não havia mais o que se fazer. O pânico baixou em toda a platéia e em todos os funcionários daquele circo. Todos tentavam se mover, mas nada saia do lugar. Era como num sonho quando se quer correr, mas não se sai do lugar.
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Os bichos dormiam sossegados após seu trabalho diário de fingir inferioridade.
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As crianças tremendo se espalhavam tremendamente e começavam a se aproximar do público, outras delas se aproximavam dos funcionários que se debatiam contra o ar tentando alcançar algum gancho aéreo pra encaixar os dedos que mais pareciam minhocas tentando entrar em terra seca.
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O Dono do Circo...
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O dono do Circo não sabia o que fazer quando os bebês agarraram seus calcanhares e começaram a babar na sua roupa de linho. Ele não podia mexer seu corpo só sua cabeça o obedecia, como as dos outros presentes. Ele chorou... Os bebês não tinham pupila mas seus olhinhos emanavam uma piedade descomunal.
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Ele chorou.
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O mundo não se movia mais.
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E um segredo seria revelado pela mãe das 9 crianças.”
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Daí depois como complemento eu disse:
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“Ia postar sobre um lugar que eu fui no domingo mas acabei fazendo esse texto. Escrevi ele porque não agüentava mais escrever viagens em primeira pessoa ou coisas mais ou menos pessoais em terceira pessoa ou textos sem compromisso nenhum. Comecei essa história também sem compromisso, mas conforme foi indo eu resolvi levar mais a sério e dar uma unidade pra ela. Só tem esse (entre aspas) capítulo (entre aspas) pronto. Não tenho nem noção do que vai vir, e espero conseguir continuar ou pelo menos lembrar e ter a disciplina de continuar. Escrevi um texto muito nada a ver pra colocar no dia do meu aniversário, mas vou colocar assim mesmo. Falou...”
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O Davi comentou assim nesse post:
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“Wagner, um lembrete pra vc. Naum se ativa a curiosidade de um curioso sem sacia-la depois! Qual é esse bendito segredo?????? Por facor, naum va me deixar a vr navios!!!!
Brincadeira!!!!!!
Legal o txto, mas ve se termina hien!!!!
Falow!
Davi!”
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Daí eu me senti intimidado a terminá-lo. Ele está no meu desktop desde o dia 23 de abril de 2006, e como eu tô querendo esvaziar ele, resolvi escrever esse tal segredo que a mãe ficou de revelar. Segue o texto. Espero não desapontar depois de tanto tempo. rssss
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E a mãe enfim, depois de 522 dias paralisada esperando o momento exato de contar o segredo, resolveu pronunciar as palavras. Os filhos mais novos não engatinhavam mais, e alguns dos mais velhos já iam para detrás da lona do circo para se masturbarem. O mundo estava paralisado há 522 dias. Já era 31 de março de 2007 e desde de 24 de outubro de 2005 que nada passava. Todos os verbos tinham se tornado gerúndio. A terra era uma fotografia em 3D. Uma maquete gigantesca com marionetes extremamente expressivas feitas de carne congelada em temperatura ambiente.
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As pessoas do circo estavam morrendo por atrofia muscular já que não podiam se mover, mas nenhuma delas sentia necessidades biológicas. O pensamento humano só funcionava debaixo daquela lona. Eram pessoas escolhidas para estarem ali.
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Fora daquele espaço, o resto da humanidade nem vivia, pois não havia tempo. O tempo havia parado a matemática, que parou a química, que parou a micro-física, que parou a biologia, que parou a física, que parou as línguas, que parou a psiquiatria avançada, que parou a psicologia, que parou a sexologia, que parou a agronomia, que parou a metalurgia, que parou a engenharia, que parou a administração, que parou o marketing, que parou a economia, que parou a antropologia moderna, que parou a sociologia contemporânea, que parou a filosofia eterna, que parou o direito, que parou a política, que parou as instituições, que parou o poder, que parou a religiosidade, que parou a fé, que parou o mundo enfim.
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A mãe, movendo silenciosamente a boca, fez as pessoas sob a lona despertarem do torpor. Todas a olharam implorantemente assustadas porque sabiam que estavam ali esperando há muito tempo, mas não faziam nem idéia de quanto tempo se constituía essa espera. A mãe olhou em volta. Sentia que a necessidade dela dizer alguma coisa estava quase concreta e começava a ocupar espaço no lugar. Era uma experiência metafísica, e era justamente isso que ela queria.
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A necessidade de palavras pediu licença, e começou a invadir os pedaços daquele circo. O tempo de espera anterior foi capaz de acumular-se com tanta intensidade que ultrapassou a barreira da intenção e se tornou fato. As pessoas não viam, mas sentiam. Começavam a serem esmagadas.
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A mãe, por saber disso, cada vez mais dava a entender que iria falar alguma coisa, mas sempre no final se calava. Enchia os pulmões de ar, inclinava o corpo levemente para frente, abria mais os olhos até que murchava um pouco e aquietava-se novamente.
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Fez isso umas 3 vezes e o ar se adensava impressionantemente a cada ciclo de intenção de dizer. As pessoas estavam a ponto de serem implodidas de tanto silêncio. E então ela disse depois de 522 dias:
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- Vocês notam?
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Não houve respostas. As pessoas mal respiravam. Havia só um gemido geral que sonorizava a asfixia por excesso. Ela repetiu com um pouco mais de veemência:
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- Vocês notam? Vocês notam a vontade impregnada no ar? A carência sentada entre vocês? Vocês percebem a força física dos teus desejos? Vocês estão compreendendo que grande parte do que existe no mundo e fruto de seus impulsos internos?
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As pessoas não diziam nada, mas começavam a ter a impressão de que estavam começando a entender. Tudo bem no começo como se pode perceber.
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Houve uma pausa.
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- O mundo é de cada - a primeira frase afirmativa do ano retirou 300 joules de pressão do local – o mundo mora dentro. E nós moramos dentro de um outro mundo de fora. Mas isso não significa que dentro e fora sejam independentes um do outro.
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Conforme a mulher falava mais e mais, uma ventania estonteante começou a sair do centro do circo para fora da lona estufando o tecido. E a mãe começou a bradar alto com os cabelos bailantes dizendo que aquele vento era a presença física da carência de palavras que ela havia gerado nas pessoas e que por isso se tornou realidade ao redor daquele picadeiro.
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- Vocês são criadores de realidades. Eu nunca existi. Vocês me fizeram aqui dentro desse circo. Vocês vieram ao circo na busca de sonhos esclarecedores. Esse é o lugar onde eles se concretizam e por isso eu me fiz aqui. Eu sou um acumulado de vontades e segurei vocês aqui todo esse tempo porque só assim vocês me ouviriam e seriam partes integrantes dessa verdade que se tornaria irrefutável. Eu sabia que assim seria feito.
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O vento nesse momento estava arrebentando as estrutura, mas as pessoas ainda ouviam perfeitamente a mulher falando com eloqüência. Aos poucos alguns músculos de alguns indivíduos começaram a se mover. Os animais estavam se despertando do sono e tranqüilamente olhavam com sabedoria aquele espetáculo aeromodelista.
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- Minhas nove crianças são filhas desse homem sim. Mas este homem não é este homem. Ele é apenas um corpo físico que serviu de veículo. Quem está dentro dele é que vale por milhões.
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Neste momento o homem desmaiou no chão como se seus ouvidos tivessem acabado de ouvir um chamado de forças e a musculatura simplesmente se desmontou depois de perder seu tônus primitivo.
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- Minhas nove crianças se dissiparão pelo 8 pontos caldeais e colaterais da terra e a nona estará plantada no centro do planeta esperando a hora da ruptura. Assim será feito. Assim já é.
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Com este derradeiro verbo a mulher fez as crianças saírem voando pelos ares enquanto a menorzinha, e única menina, penetrou violentamente a terra como um prato grosso de ferro caindo num caldeirão de feijão.
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As pessoas se mexiam em suas cadeiras admiradas, mas em momento algum sentiam medo. Um instintivo entendimento começou a tomar conta dos ouvintes.
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- Não há o que ser feito. Tudo será veicular. Não há erro, pois tudo será indutivo de outrem.
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Após estas palavras a mulher começou a desaparecer enquanto repetia e repetia.
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- Não há o que ser feito. Tudo será veicular. Não há erro, pois tudo será indutivo de outrem. Não há o que ser feito. Tudo será veicular. Não há erro, pois tudo será indutivo de outrem. Não há o que ser feito. Tudo será veicular. Não há erro, pois tudo será indutivo de outrem.
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E sua voz foi se esvaindo longe e longe como se estivesse sendo levada pelos ventos que começavam a se enfraquecer.
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Nesse momento o circo virou um rodamoinho que foi se intensificando enquanto as pessoas foram ejetadas para longínquas partes do globo. E o local simplesmente não é mais um local. Enfim, fim.
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Lembro me dessa história que acabei de contar como estivesse acabado de vivê-la. Estou com uma dor no corpo como se estivesse caído do alto. Um misto de ficções.
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Juro por deus que me sopraram o começo dessa história no dia 23 de outubro de 2005 e me lembro de uma voz me dizendo para escrevê-la aqui no meu blog. Fiz isso sem entender. Me lembro bem desse dia como se fosse antes de ontem. Hoje, 31 de março de 2007, sinto como se estivesse voltado ao meu lugar.
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Em minha memória resta apenas esse acontecimento da mulher no circo que acabei de contar. Me parece uma espécie de sonho e eu, não sei porquê, senti que a minha missão era escrevê-la aqui nesse blog até o fim. Não sei direito, mas ela está na minha cabeça como uma espécie de sonho real. Apenas sentei e a escrevi
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Agora que voltei, vi que meu blog está cheio de posts novos. Do nada me veio à memória a notícia que o Lula se reelegeu, que o Brasil não ganhou a copa do mundo e que o BBB6 teve a participação de um cara de Passa Quatro. Que coisa estranha. Tenho fotos que não tirei e poesias que não escrevi. Registros meus em lugares que não estive. Sinto como se eu tivesse passado 522 dias fora vivendo nesse mundo, só que ele estava parado e havia um pedaço de mim em outro lugar. Minha consciência talvez estivesse sei lá aonde.
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Realmente me parecia que esse mundo estava parado, mas ele não estava, afinal hoje é dia 31 de março de 2007. Meu deus, o que que aconteceu comigo? Uma estória que começou sem pretensões, tomou conta da minha realidade, alterou meu destino e agora me vejo de volta a uma nova realidade de um mundo que eu julgava estar parado, quando na verdade ele se modificou em seu ritmo usual.
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Não sei o que dizer. Meu quarto tem uns enfeites que não coloquei. Meu pé tem um inchado que não sei porquê. Que mundo é esse que vivo hoje? Já ouvi dizer de histórias que ultrapassam a realidade, mas essa foi demais.
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Enfim, acho que vou terminar por aqui. Comecei a fazer esse texto para me promover e acabei me envolvendo demais com ele e parece que nem vivo mais. E desculpe por não ter aparecido no circo como prometeu meu o personagem criado por mim mesmo. Estava na platéia o tempo inteiro pronto para aparecer, mas fiquei com vergonha de me apresentar, afinal eu sou tímido, né gente!!!
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Assinado: Zacarias.
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akakaka, espero que assim eu tenha fechado de maneira inusitada todos os tópicos levantados pelo texto feito há 522 dias atrás. Afinal, num circo onde o Zacarias promete aparecer, podem acontecer coisas das mais diversas, inclusive mulheres mágicas, crianças mensageiras e ventanias que se desfazem em lugar algum para depois se mostrarem que em verdade foram todas inventadas pelo próprio Zacarias que foi abduzido pela própria história e se sentiu assustado e agora diz estar morto, mas depois se desculpa por não ter cumprido a promessa que seu próprio personagem fez dentro da história que ele mesmo criou, ou seja, ele se sentiu intimidado por um objeto hipotético fruto de sua própria imaginação.
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Por essas e outras que eu disse que essa história exigia um mergulho duplo. E se a gente ir mais além, pode-se dizer que em 24 de outubro de 2005 eu fui o próprio Zacarias quando iniciei essa história, já que naquele dia eu era o criador-narrador direto da trama que depois de 522 dias se tornou criatura envolvida na criação.
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Enfim, uma doideira feia como há muito tempo eu não fazia.
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Escrever assim cansa, viu. Dá pra fazer um paralelo entre a história, esses 522 dias da minha vida e os ditos da mulher personagem que eu não escrevi por acaso, mas vai ficar quadrado e chato demais se eu ficar explicitando o significado, e eu não quero isso. Prefiro parar por aqui.
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Falou.
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quinta-feira, 29 de março de 2007

A "conclusão" mais sã de hoje e sem etc

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Pra fazer um paralelo com o post do dia das mulheres (8 de março), batizei esse assim. E a conclusão de hoje foi:
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A classe média é o amalgama da sociedade. Ela é o resíduo, ou melhor, o resultado prático do modelo de sociedade teorizado por Marx. Nós somos o "pano quente" da situação.
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Bonito isso, não... Merece até umas exclamações.
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A classe média é o amalgama da sociedade. Ela é o resíduo, ou melhor, o resultado prático do modelo de sociedade teorizado por Marx. Nós somos o "pano quente" da situação!!!!!!!!!!!!!!
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Rssssss
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Como não tem ETC hoje, paro por aqui.
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Mas antes é necessário reforçar: A classe média é o amalgama da sociedade.
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Como é bonito isso, não... Merece até umas exclamações.
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A classe média é o amalgama da sociedade!!!!!!!!!!!!!!
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Rssssss
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Como não tem ETC hoje, paro por aqui. Estou um pouco mais amalgamado pela expressão do pensado de outrora.
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Bonito isso, não... Merece até umas exclamações.
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Estou um pouco mais amalgamado pela expressão do pensado de outrora!!!!!!!!!!!!!!
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Rssssss
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Como não tem ETC hoje, paro por aqui.
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- Então pára, PORRA.
- Tá certo, já vou parar. Mas antes só uma coisa...
- Hummm, diga...
- Sua frase foi tão brava, não... Merece até umas exclamações.
- Já disse pra parar, PORRA!!!!!!!!!!!!!!
- Aí estão elas. Parabéns, você as colocou por sua conta.
- Ahhh, seu filho da PPPPP!!!!!!!!!!!!!! (14 exclamações)
- akakakaka, de novo.
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14 exclamações amalgamantes para vocês. E boa noite!!!!!!!!!!!!!!
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p.s: O que que a classe média é mesmo??????????????
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14 interrogações inquietantes para vocês. E bom dia. (4:30 a.m)
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segunda-feira, 26 de março de 2007

2 mineiros (um pelo outro)

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"Um chamado João"
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"João era fabulista?
fabuloso?
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?
Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas,
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?
Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal ele era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?
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Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?
João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bolso,
cada qual com a cor de suas águas?
sem misturar, sem conflitar?
E de cada gota redigia nome,
curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?
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Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
e precipites prodígios acudindo
o chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos poderes, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?
Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é esse?
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E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?
Tinha parte com...
(não sei o nome)
ou ele mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sobre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?
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Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar."
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Carlos Drummond de Andrade - 22/11/1967 - Versiprosa
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