segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Evangelho segundo Jesus Cristo – José Saramago



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Este livro também tem uma das melhores frases de início de romance, na minha opinião:
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“O filho de José e Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo do sangue de sua mãe, viscoso das suas mucosidades e sofrendo em silêncio. Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo.”
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Aqui, apesar de ateu, a meu ver, Saramago coloca Jesus como forte e humano, em contraposição ao Cristo sublime e perfeito traçado na bíblia. Ele chorou porque o FIZERAM chorar, e chorará por esse MESMO e ÚNICO motivo. Ou seja, Jesus chorava porque o faziam chorar. Ele chorava pelos outros. Era forte e bom!
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Esse início também mostra uma outra faceta interessante: Jesus nasceu sujo de sangue e mucosidades como qualquer ser.
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Jesus não nasceu de um ventre virgem, nem nasceu como um Deus, mas como um homem com uma missão divina, o que é bem diferente. E, a propósito, muito mais bonito!
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Basicamente o livro passa pelas passagens dos evangelhos de maneira muito crítica e romanesca, o que seria de se esperar de Saramago.
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Maria Madalena é chamada de Maria de Magdala, como o espiritismo a coloca. Ela é a mulher de Jesus e Jesus é colocado como um grande revolucionário, com idéias a respeito de Deus que estavam a frente de seu tempo.
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Nesta levada Jesus cresce e o Cristo se forma dentro dele.
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Uma das passagens mais bela é quando Jesus entra num barco com o Diabo e um anjo para uma discussão teológica interessantíssima a respeito dos mais diversos pontos da religião e da existência.
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Quando esta passagem metafísica termina, dá-se conta de que se passaram 40 dias, ou seja, foi a forma que Saramago encontrou para colocar as ditas provações que Jesus teve que passar para se preparar para retornar e iniciar definitivamente a conquista do merecimento de poder sentar no trono do governo espiritual da humanidade na era que estava se iniciando e que alguns dizem, não o próprio autor, ter sido a era de Peixes.
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É extremamente intrigante os diálogos travados entre estes três personagens! Jesus se mostra como o mais inexperiente de todos! O Diabo é impressionantemente esperto! Já o anjo é algo mais sublime, sem tantos traquejos, até onde me lembro. E assim se desenrolam páginas e mais páginas de tirar o fôlego.
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Já li três passagem relacionadas à figura do Diabo e todas as três foram muito boas.
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Em ordem cronológica:
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A primeira foi esta mesmo.
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A segunda foi o pacto de Riobaldo faz com o tinhoso em Grande Sertão: Veredas.
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E o terceiro e mais recente foi o pacto feito pelo compositor Adrian Leverkühn.
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Na verdade o livro Fausto I também tem uma passagem com o Diabo (Mephistófeles), mas eu não me lembro muito bem!
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Todas as três passagens são de uma perspicácia incrível!
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Gostei demais!
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Mas continuando, após a quaresma o livro entra num ritmo de narrativa muito empolgante, culminando nas histórias tão conhecidas dos católicos, evangélicos e espíritas em geral!
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Pra mim, este é o melhor livro de José Saramago! Já li uma meia dúzia, e nenhum chega nem aos pés desta obra!
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Fausto (primeira parte) – Johann Wolfgang von Goethe



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Um livro acima da Terra! Acima do tempo! Imortal!
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Uma das maiores obras da humanidade, com muitíssima certeza!
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Goethe escreveu Fausto ao longo de sua longa vida de mais 82 anos. Foi responsável por modernizar, engrandecer e cristalizar este personagem mitológico antiqüíssimo.
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Goethe é reconhecidamente um gênio! Dizem que seu Q.I era altíssimo e ele possuía a capacidade de permear com muita propriedade por diversas áreas do conhecimento humano. E Fausto é sua obra de vida, onde ele deposita grande parte de suas convicções, suas iluminações e esclarecimento a respeito da humanidade.
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É um painel humano de proporções colossais!
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Goethe desenhava, lia sobre filosofia, biologia, foi um intelectual reconhecido em seu tempo, trabalhou pro governo alemão, se não me engano; falava muitas línguas, possuía livros de diversos assuntos e os devorava com brilhantismo incontestável!
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Ninguém melhor do que um sujeito assim para escrever a maior obra de uma língua repleta de grandes escritores.
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Fausto narra a estória de um médico que abocanhara todo o conhecimento possível a fim de conseguir alguma iluminação. Partira mesmo para as magias, mas nada o fazia transcender as condições da carne. Nada o alimentava e satisfazia um vazio profundo de respostas, seu vácuo inexistente, latente e pulsante!
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Após muito meditar, ele sai para dar uma volta e se depara com um cão. Ele leva o animal para casa e ao questionar a si mesmo sobre o início do Evangelho de São João (“No princípio era o Verbo”) o cão se transforma em Mephistófeles daí a história flui.
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O fôlego narrativo da obra é indescritível. Somente tomando contato com ela para entender o que uma avalanche de versos magistrais é capaz de causar na gente!
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Lembro-me que comecei a ler bem de noite e não conseguia parar. O livro foi me tirando o sono, me dando calor. Eu fui tirando a coberta, tirando a blusa e quando vi eu estava totalmente tomado.
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Fausto foi publicado em três etapas:
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Ur Fausto, uma primeira versão.
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Fausto I que é este desta resenha.
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E Fausto II, ainda maior, que já comprei mais ainda não tive coragem de começar.
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Toda a estória é escrita em versos rimados. A tradução brasileira da Editora 34 é muito muito boa! Possui uma página em alemão e outra em Português, sendo que uma corresponde à outra
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Não é fácil de ler e entender, mas vale muito a pena se esforçar para ir adiante.
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Intermitências da morte – José Saramago


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Mais um livro de Saramago em que um acontecimento muda o cotidiano das pessoas!
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Não me lembro muito bem dos pormenores, mas conta o caso de um país em que as pessoas param de morrer. Este país sofre um embargo dos países visinhos, temerosos de que esta epidemia se alastre por suas terras. Sendo assim, seus dirigentes vêem suas relações diplomáticas cortadas.
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As pessoas envelhecem, ficam caducas, incapacitadas, às portas da morte, mas não morrem.
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Acho que este livro, como outros do Saramago, procura mostrar algumas verdades que se escondem por detrás de regras vitais que, por serem tão naturais, não somos capazes de enxergar. Serve para mostrar, como é importante este fato tão natural e desnecessariamente temido pelo ser humano: a morte.
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No fim as coisas se normalizam e a vida volta ao normal, num patamar de esclarecimento um pouco mais elevado.
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É o bom e velho Saramago em mais uma de suas loucas viagens narrativas, nos convidando e pensar sobre fatos intimamente ligados à nos humanos.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ITANHANDU - Autora: Benita Carneiro


Moro numa cidade colorida,
Bem no meio das montanhas escondida.
Ela é cheia de encantos, toda poesia.
É tão linda a minha terra, uma alegria!

Cheia de frutos, fértil, apetecida.
Das alterosas é muito querida.
Viver aqui, meu Deus, quem não queria?
Ter sempre paz, amor e sabedoria.

Passaram por ela homens elevados,
Intelectuais famosos, admirados
Por toda parte hoje, em nosso país.

Por tudo, eu penso que nasci com sorte.
Não vou trocá-la nem depois da morte,
Pois longe dela sinto-me infeliz.

SONETO - Autora: Benita Carneiro


É a nossa forma de dizer um nada,
Que modifica a nossa vida em tudo.
Porque depende do jeito do nada,
Para entendermos nessa vida tudo.

Se o nada surge do silêncio, agrada,
Quando o silêncio vem do amor, é tudo!
Mas se nos tomam a pessoa amada,
Nada é mais triste pra quem perde tudo.

Se consolamos dizendo: não é nada!
Quando a tristeza vem muito avançada,
E se fez tudo pra evitar o adeus,

É que sentimos o valor do nada,
Dentro de tudo que o poder estraga,
Quando esquecemos de pensar em Deus.

DESPEDIDA - Autora: Benita Carneiro


Estou lembrando o beijo que me deu,
Deixá-lo hoje de noite me doeu.
Queria poder guardar o seu calor,
Quando passar o tempo e a minha dor.

Quando a tristeza encher o sonho meu,
E a lembrança vier do que foi seu,
Hei de vencer a mágoa sem pavor,
Se a saudade vier cheia de amor.

Se na recordação, primeiramente,
O passado matar esse presente
Com a beleza de que foi vivido,

Havemos de viver o antigamente,
Numa distância que foi diferente
De tudo aquilo que não foi perdido.

AMOR - Autora: Benita Carneiro


Quero amor para você
Que não gosta de viver
E que não sabe encontrar
O que gosta de escolher.

Quero amor para você
Que do amor quer esconder
O que sente sem contar
O que deixa aparecer

Quero amor para você
Que ninguém quer entender
E só não quer ficar,
Nem junto para vencer.

Quero amor para você
Que não gosta de sofrer,
Que não sabe perdoar,
Nem também sabe esquecer.

Quero amor para você
Porque é bom, gostoso ter,
Nem que seja para dar,
Sem de ninguém receber.

Décimo Quarto



Ando escrevendo pouco aqui no blog, mas não deixo de escrever nunca. Sempre me ocorre alguma idéia de frase quando estou na rua, ou então escrevo alguns versos, um texto pequeno que será aumentado, coisas do tipo.

Hoje sentei aqui na frente do computador e resolvi atualizar esses pedaços que estavam guardados no celular, numa pasta aqui no meu desktop e em outros lugares. Seguem abaixo 13 postagens.

Acho que logo mais virão outras coisas que ainda estão aqui guardadas, esperando serem finalizadas.


Restritivo simplório




O que seria Deus em cada um?

É uma firmeza profunda que se conquista, se mantém, se merece e traz-se nos momentos de maior incômodo, mesmo para as dores da matéria.

É a coluna vertebral do espírito e, não por acaso, localiza-se nas costas.

Basta saber encontrar!





Milhar Vocábulo





Se uma imagem vale mais que mil palavras, mil palavras, bem colocadas, valem muito mais que mil imagens. Afinal, o pensamento humano é verbal, muito mais que visual.

Sendo assim, lidando com o elemento base da consciência, o escrevente pode ampliar e trabalhar idéias profundas que vão além de qualquer imagético possível.

Mil palavras bem colocadas podem ecoar infinitas!




Amor?!




O amor próprio é mais importante que o amor ao próximo

Porque, quem não se ama, não é capaz de amar. Quem não se ama, não vive, não se encontra, não encontra o próximo, não se permite, não se faz pelas horas da vida.

Quem não se ama não possui amor, mas inventa obsessões em relação àquele ser que é foco de um sentimento que, na verdade, não encontra espelho no próprio peito do obsessor.





(000000000000!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!000000000000)

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O
que
é
que
a
gente
faz
quando
não
está
pensando?
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Sinastria Vital




Todo homem minimamente humilde, merece uma estrutura que o permita por toda vida.


Pardonagem


Qual o valor do perdão?

Ele permite não errar sobre o erro, quebrando a cadeia da energia errada por meio da superação interna. 

Ou seja, o próprio indivíduo.

cota cocota



É sempre bom ter uma cota razoável de energia reservada



É sempre bom ter uma cota razoável de energia reservada




É 

sempre 

bom
!
!
!


Busca Vida


E os pássaros continuam seguindo o curso dos rios, mesmo quando estes estão canalizados. 

Via Dutra - São José dos Campos, 18 horas. 

Indo para Itanhandu numa Sexta-Feira.



.G.E.


Todo gênio tem um limite, porque todo processo mental está submisso às fronteiras da vibração plausível à carne.


loc lock luck look



A loucura em conjunto, dentro de certos parâmetros, não é mais loucura, mas realização conjuntiva. 

É como se dois ou mais próximos, num conjunto, abrissem as margens de tolerância do olhar alheio.


Propriocepção errata



Eu fico com a pior classificação
Possível de mim mesmo:
Em todos os instantes.

Uma propriocepção
Destituída de tolerância:
Recálcava impertinência côncava.

Ainda que todos me amem
Eu mesmo não terei auto-apresso:
Propriocepção errata de mim!


Post 900 (Noningentésima Postagem)




Considerações sobre a mente 


ou


As paredes da consciência



É como se houvessem caminhos livres e outros fechados para o desenrolar do pensamento.

São pontes que não construímos, mas, temos a liberdade de escolher, dentre as existentes, aquela que iremos passar. Não construímos facilmente as pontes, estas são feitas homeopaticamente com o desenrolar do tempo da vida.

O pensamento não é totalmente liberto. Ele depende de parâmetros emocionais, repertório de vida, estrutura física do aparato nervoso do indivíduo e outras variáveis ainda mais sutis que estas aqui enumeradas. Estas variáveis fazem parte daquele mar de coisas que, de maneira dispersiva e inexata, chamamos de energia.

A mente não somentemente dependente da emoção, do dito coração. A mente possui amarras muito sérias, e forças que podem mesmo determinar os caminhos que iremos traçar. Não há dúvidas de que, dentre os segmentos humanos mais controláveis pelos encarnados, a emoção seria aquela que mais influencia no funcionamento cerebral, no entanto, ela não resume, nem controla a totalidade dos pensamentos, nem mesmo determina o funcionamento imediato dos caminhos pensáveis.

É como se houvessem salas mentais escuras e tivéssemos apenas uma pequena lanterna para iluminar aquilo que queremos ver. Ao mesmo tempo, dentro desta sala, estaríamos encima de uma mesa giratória que não controlamos suas giradas. Nunca daremos conta de vislumbrar toda a estrutura e nem guardar na memória todas as transformações desta sala viva, nem tampouco, como já foi dito, controlar a mesa que nos direciona o canto ao qual podemos iluminar.

Uma metáfora exageradamente complexa, mas, em se tratando da consciência, os aspectos tendem a não serem resumíveis por pontos restritivos, como este texto presunçoso.

Falando de maneira prática, podemos apenas, dentro de um determinado espaço restrito, focar o feixe luminoso para este ou aquele ponto, mas dificilmente transferiremos o foco de luz inesperadamente ao lado oposto da referida “sala mental”. E, mesmo esta sala viva, não é viva dentro de nós, vivida por nós, mas tem sua própria lógica de transformação.

Que assim seja, posto que assim é!




Post 899 --------------------------- (;-o)

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O que é o amém?
É uma ordem de amor!
Amém é um amem acentuado!
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Amem amém!
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domingo, 18 de setembro de 2011

Post 898 - Domingo – 8:52 da manhã

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Como traduzir o sentir de Deus que sinto agora?
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Talvez Deus seja o atalho perfeito
Dentro de toda dor,
Carnal ou espiritual,
Que nos guia
A um conforto pleno
No momento do sentir
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 O agora!
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Deus é agora e sempre!
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Deus é atalho pereno, pleno
e
Eterno!

Eu sei o que é o amor! Ahh, como sei!!!

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O amor, dentre outras muitas e infinitas juras verdadeiras, é ter alguém roncando do seu lado, e amar até mesmo o próprio ronco da pessoa.
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Eis um exemplo do absoluto que é o verdadeiro amor!
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

DIA DAS MÃES - BENITA CARNEIRO


No “Dia das Mães” eu me lembro
De quem não posso lembrar,
Sem sofrer, sem ficar triste,
Sem meus olhos marejar.

Porque mamãe me aparece
Nesse dia de louvores,
Dentro de um caixão roxinho,
Coberta toda de flores.

Vejo tudo de repente
No passado transformar,
No dia em que mamãe foi
Para nunca mais voltar.

Eu era muito pequenininha
E não podia adivinhar
O tesouro que eu perdia,
Eu só podia observar

Nossa casa cheia de gente,
Muitas velas a queimar,
Meus parentes me agradando,
Tentando me consolar.


Na hora da despedida,
Meu povo todo a chorar,
Taparam mamãe todinha,
Só pude seus pés beijar.

Vi da porta tristemente
O seu caixão se afastar,
Pensando bem magoada:
Mamãe não quis me levar!

Penso agora diferente,
Recordando a minha dor,
Não fiquei, mamãe querida!
Hoje eu sei que me levou.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Grandes Esperanças – Charles Dickens


“Eu não me equivocara em minha fantasia de que havia nele uma dignidade simples. O feitio daquele traje já não lhe atravancava quando proferiu essas palavras, como também não lhe atravancaria o caminho ao Céu. Suavemente, ele me tocou na testa, e saiu. Assim que consegui me recuperar o suficiente, corri atrás dele e o procurei nas ruas vizinhas. Mas ele se fora.”

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A árvore da vida


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Um filme com poucos diálogos, muitas imagens lindíssimas e o silêncio dos personagens, capaz de gritar coisas que não se diz! 
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Uma mulher perde seu filho. Religiosa, ela questiona Deus!
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Isto leva a uma passagem por milhões e milhões de anos de história, mostrando a grandiosidade da criação, o rebentar das estrelas, a formação das células, o desvirginar da vida, a sucessão de eras, até os nossos dias!
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É um filme que não impõe uma conclusão!
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Foi bastante relaxante de ver! As imagens eram muito lindas!
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Paralelo palavra

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A arte do poeta
Não é nem tanto o sentido convicto
Mas a própria palavra
Em desenvolvimento contínuo,
Por vezes desgarrada da razão que aprisiona.
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É mesmo o vocábulo solto
No ritmo involuntário da musicalidade
Intrínseca a toda proposta sonora.
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A palavra se conduz no ato poema!
O poeta é o simples canal do toque!
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Todas as poesias do mundo já existem
Nós apenas as arrecadamos
De um universo reverso
Palavro-paralelo a nós!
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Filhos de João – Admirável Mundo Novo Baiano






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Um documentário fantástico, como achei que seria! Não me decepcionou!
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Adoro os Novos Baianos desde quando ouvi pela primeira vez no carro de um colega! Depois de muito tempo, resolvi ver algumas coisas deles no Youtube e gostei mais ainda da proposta. No entanto, o que me atraiu não foi apenas o som, mas também o clima de harmonia, comunidade e simplicidade que eles traziam.
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E este filme retrata justamente isso!
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Este Admirável Mundo Novo que o grupo conseguiu colocar em prática em solo brasileiro! Uma comunidade hippie, que começou num apartamento no Rio onde eles fumavam maconha enrolada em folhas de uma bíblia velha, foi ganhando espaço, até que se transbordou para uma chácara num bairro isolado da capital carioca e lá permaneceu até seu fim.
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Por entrevistas com diversos membros, vai-se esboçando qual era o dia a dia do grupo, suas loucuras e convicções. E como, no meio dessa viagem alucinante, João Gilberto mostrou a eles uma nova proposta de som que eles abraçaram e os deixou totalmente enlouquecidos: a Bossa Nova.
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Eles, pessoas mergulhadas no rock, depois de presenciar o mestre tocando na própria república que eles haviam formado, se converteram plenamente (daí o nome “Filhos de João”), e partiram para novas tentativas mesclando técnicas de guitarra, com bandolim, choro com distorção, dando origem a todo o admirável novo som baiano que daí saiu.
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A mescla de talento com a vida em comunidade, a maneira que eles tratavam o dinheiro (ficava num saco atrás da porta de entrada e quem quisesse pegava lá), as criações em conjunto, as peladas no campo, os carnavais em Salvador, tudo vibrava belamente em paz!
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O fim não aconteceu por nenhuma briga!
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O motivo foram os filhos que surgiram nesse tempo todo e que precisavam de atenção, um local mais regrado em que pudessem ir a escola, viver numa família mais estruturada e coisas do tipo!
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Foi assim que os tempos de espairecimento e criação conjunta foram se esvaindo!
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Uma história lindíssima de amizade, arte e amor!
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Agora, um link de uma musiquinha bem gostosa que deu título a um dos mais importantes discos da MPB, feito pelos Novos Baianos: Acabou Chorare!!!
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http://www.youtube.com/watch?v=u9T4aVPIQjs
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Achei II


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Achei uma passagem, no livro que estou lendo agora, que complementa a frase que eu escrevi sobre o tempo a alguns dias atrás.
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“O tempo, disse Austerlitz no observatório astronômico de Greenwich, era de todas as nossas invenções de longe a mais artificial e , por estar vinculada aos planetas que giram em torno do próprio eixo, não menos arbitrária do que seria, digamos, um cálculo baseado no crescimento das árvores ou na duração necessária para uma pedra calcária se desintegrar, sem falar que o dia solar pelo qual orientamos não fornece uma medida precisa, de modo que para calcular o tempo temos de inventar um sol imaginário médio, cuja velocidade de movimento não varia e que não se inclina para o equador em sua órbita.”
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Austerlitz, página 102, W. G. Sebald.


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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

11/08/11

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Relatório entregue!

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Post 888 - Academia

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A discussão de idéias que, em algumas áreas, são exercícios sociais e políticos, ou até egóicos, na parte acadêmica, se torna mesmo um exercício científico, o que confere um caráter maior e profundamente comprometido com a verdade absoluta e não com as opiniões compartimentalizadas, adaptáveis às circunstâncias momentâneas.
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