terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Marte em sextil com mercúrio natal (Dinamização mental)


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Estava com 80 textos para finalizar aqui no meu computador. Então resolvi pegar alguns e acabar de fechá-los para colocar aqui no blog.
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Afinal, este blog anda bem parado e o meu computador bem cheio de escritos esperando uma conclusão!
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Nada melhor do que conciliar uma coisa com a outra!
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Têm temas repetidos, declarações pessoais, viagens diversas, frases, poemas, textos, brincadeiras!
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Não consegui dar conta nem da metade dos textos, mas pelo menos fechei um bocado!
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Na verdade não fechei realmente todos, mas alguns eu resolvi parar de tentar desenvolver e dar vazão para não ficar acumulando!
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Algoritimumano

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Qual o algoritmo do ser humano?
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Qual fórmula seria suficiente para resumir a alma?
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Quantos cálculos poderiam determinar exatamente a razão do homem?
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Qual o algoritmo da filosofia?
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O algoritmo da inovação?
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Qual o mapeamento da existência?
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O organograma das tentativas, vitórias e fracassos que definiriam um ser humano?
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Mas, acima de tudo isso, qual o algoritmo do sentir?
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Seria possível um algoritmo que reduzisse o sentir a uma fórmula de uma complexidade suprema?!
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Uma exponenciação do jogo de xadrez que configuraria o existir, fazendo um computador levantar todos os traçados da vida de um ser, ou de todos os seres-humanos simplesmente pela aplicação de mapas de possibilidades e fórmulas, algoritmos, uma macro-planilha que beirasse o infinito e fosse capaz de deter registrados todos os homens vindos e por vir?!
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Mesmo as modificações das eras astrológicas também poderiam ser representadas por fórmulas calculáveis por meio da oposição de elementos numéricos que representariam determinadas macro-diretrizes? A adição de novos elementos seria vinculada ao relógio, e a algum calendário de longuíssima data, pré-determinada por colocações astrológicas traduzidas numericamente, baseadas no posicionamento dos astros em suas 
órbitas de variações previsíveis?
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Seria possível?!
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Um retrato fidedigno do tempo e dos movimentos possíveis na Terra, determinados por cálculos, por fórmulas que conseguiriam articular perfeitamente todas as variáveis e forças que nos envolvem, realizando virtualmente um mapa da criação divina até onde suspeitamos que ela exista?
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E mais, poderia este algoritmo da existência, incluir em si mesmo, o momento de sua própria criação e as modificações que ele mesmo traria para o conhecimento dos seres?
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Loucura!!! 
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Kiss from a rose

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Às vezes me dá vontade de ter feito
Todas as obras de arte que eu gosto e admiro
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Todas as sinfonias
Todos os quadros
Todas as músicas clássicas e derivadas
Todos os romances
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De Joyce a Sartre
Passando por Homero e Goethe
Esgueirando entre os músicos
E suas obras
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Ou ainda mais
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Queria ter tocado
De leve que fosse
Toda a história da arte sublime
Colocando algum relance, que fosse, 
da minha energia
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Mas ledo engano o meu
Extremamente pequeno sou 
Para tantas belezas
Vindas e por vir
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E
O que é a arte
Senão o exercício mais pleno
Da vida humana
Em criação vislumbrante de um melhor futuro?
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A arte está eternamente
Na vanguarda comportamental
Da humanidade!
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Bewegung

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Assim como fizeram da imposição das mãos uma renovação do trabalho da energia; seria, pela ampliação deste mesmo princípio, o movimento de todo o corpo, pela sintonia do coração e do sentir, a realização do ato mais cotidiano e simples de uma magia que brota do homem contemporâneo!?
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Mas não seriam todas estas coisas já existentes antes mesmo de dizerem sobre elas?
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O ser, em si, sempre foi responsável pela sua realização divina!
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Mas seria possível dizer que é esta significância contínua de todos os atos e movimentos que faria, do ritual de viver, uma constante possibilidade de rearranjo energético? 
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O corpo, dotado de uma quantidade energética imensa, por ser matéria, poderia facilitar e servir de instrumento para a aprendizagem de um controle das intenções, facilitando à alma este exercício que ela, após o desencarne, deverá realizar de maneira mais centrada e precisa em outro plano. Pelo corpo, geramos nossa ritualística cotidiana, dotada de significados e intenções mínimas e momentâneas que vão se nos guiando pela vida. Cada gesto é uma intensificação de uma vontade, que também pode existir em níveis mais sutis, como os pensamentos internos, mas que se potencializam pelos gestos e pela fala.
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A vida como um estágio de profissionalização de um ser dentro do super amplo exercício de existir! Seja pela imposição das mãos ou outros tantos gestos, como o abraçar, o dizer, o correr, o respirar, o gritar, e uma série múltipla de possibilidades pelas quais exercemos nossas magias, assim podemos nos fazer e, sabendo disso, podemos melhor exercer nossas incumbência e vontades!
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Contado em músicas

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Como eu gostaria de contar minha vida
Em minutos de música
Em sons que me expressassem
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Dizem que
Toda arte almeja a música
E ela seria a mais suprema
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Entendo isso agora
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Agora entendo

Mas amanhã não sei mais
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Talvez porque
Não haja arte que chegue
Ao trabalho e fluidez da energia
Que a música é capaz
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Não há
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Um alcance mais leve
Um envolvimento mais completo
Um comover mais sentido
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Ela pode mais
Pode despejar desregradamente a energia verbal
Ao caminho dos sons voláteis
Ao caminho do não verbal
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Todo verbal pressupõe o não verbal
Uma explosão de um não verbal
Pelos caminhos estreitos do dizível 
Numa eterna tentativa de tradução
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A conjunção propícia
De elementos diversos
Que se somatizam
E se balizam mutuamente
Num ruidoso crescente 
Dos audíveis e dos caláveis
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Cada frase 
É um acumulo de milhões!
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Letra da musica Galo:    
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Minha janela não tem
Pão de açúcar ou corcovado
O meu maior vizinho
É o cantagalo
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Me misturo
Caio dentro
Faço o meio-campo
Tô a margem
Tô por dentro da cidade
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Minha janela não tem
Pão de açúcar ou corcovado
Meu maior vizinho
É o cantagalo
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Me misturo
Caio dentro
Faço o meio-campo
Tô a margem
Tô por dentro da cidade
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E nunca me contento
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Poema
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Das rachaduras da cidade
Traço retas, linhas, feições
Das rajadas de metralhadora
Extraio poesia e perversões
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Num guardanapo sujo
Um traço e um garrancho
Dão o tom de esperança
Amanhã será melhor
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Fotos se desprendem da memória
Pneu velho queima mais devagar
Quantos amigos já morreram
O que há pra comemorar
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Partes de uma cidade (3x)
Falling apart
Coloco-me a parte
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Rasgo o poema em dois
Por entre os prédios admiro a paisagem
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Preso na parede
Do pouco que me resta
É o guardanapo sujo que me faz sorrir
Ao acordar
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Coisas

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As coisas eternas são aquelas que contêm relances superiores da eternidade e do absoluto, de alguma maneira, em algum recanto de sua formação.
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Essas trazem, em si, uma sensação de perenidade, algo que se pareça com o eterno, uma beleza que marque e tenha a força de perdurar, vencer o tempo, tocar por todo o sempre!
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Fazer-se vencer na história!
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Um vislumbrar de algo absoluto em meio a tantos elementos relativos que nos batem na cara!
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Por isso temos ciências que perduram, outras que minguam, artes que passam, outras que ficam, personalidades que marcam, outras que são esquecidas, livros, músicas, lugares, construções arquitetônicas significativas, filosofias, tratados, descobertas e mais e mais além...
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Sinônimos

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Quanto mais eu penso no amor, mais eu me lembro de você!
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Blasfêmia

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A encarnação é uma grande proposta cega, de verdades podadas e mistérios escondidos, mas que nos influenciam a ponto de não podermos nos ver fora deles. 
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Vivemos de hipóteses e poucas certezas a respeito dos elementos que se nos quase determina. 
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Todo homem é relativamente estreito e aleijado!
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Dezembro

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Dezembro é momento de se soltar
De se renovar
De deixar coisas acontecerem com mais leveza
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Seria esta uma impressão só minha?
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É incrível como do dia 31 de dezembro
Ao dia primeiro de Janeiro
Só se passa um dia
Mas o valor da simples passagem de horas
Faz-se pelo preparar dos dias anteriores
E dos dias vindouros
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Não é o ato de viver mais um segundo
Mas o ciclo de se passar mais um ano
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E dezembro faz esta ponte
Para o novo ano
Num simples novo dia
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Sing (Travis)

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Como nasce em nós o resultante da vida nos momentos mais prováveis de se aparecer? Por que sentimos o que sentimos quando sentimos uma sensação?
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Lembro-me de quando eu estava no intercâmbio e comprei cd’s de música, coletâneas de músicas, e eu as ouvia e sentia uma sensação boa de contemporaneidade. Uma sensação de vanguarda do mundo. Não sozinho em mim, obviamente, mas eu no conjunto da modernidade, integrado!
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Isso me agradava demais a ponto de se tornar uma sensação que eu procuro seguir até hoje. E o título deste post remete a uma das músicas que me fazia sentir assim.
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Situações pré-valorizadas, em algo meio inconsciente e que, quando chegam a serem sentidas, nos marcam a ponto de querermos segui-las e senti-las novamente.
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São os caminhos que se nos fazem, enquanto nós nos fazemos neles!
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Daquilo que não foi

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Será que o que eu não consigo lembrar agora, seja algo que é esquecido de maneira controlada porque não era para eu escrever neste momento?
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Isto me traz menos culpa pelas inspirações que eu não fui capaz de traduzir ou registrar de alguma maneira.
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De alguma maneira, idéias me rondam a cabeça até que eu as registre em algum canto, em algum papel ou em algum arquivo de computador. Já outras, me escapam em alguns segundos, mesmo que eu queira registrá-las, quase que no mesmo instante em que as senti.
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É estranha essa seletividade natural dos pensamentos, como se eles mesmos se escondessem ou se revelassem por uma lógica muito própria, que escapa a minha consciência.
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E isto não deve incomodar demais! Afinal seria o próprio incomodo orientado por algo além, para nos fazer reagir conforme algumas necessidades de realização?
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Será assim mesmo?!
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Equidistância

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Quando se deu por si
Estava cativo e domesticado
Sem se querer dominado
Sem se querer ao sorrir!
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Restava
Um começo de senilidade sentimental
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Mas ainda bradava
Um sentir de sublimação seminal
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Eis o ponto 
Em que todas as coisas
São possíveis
Em que todas as crenças
Estão surradas
Em que todos os homens
Se fazem iguais

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O Zênite reverso 
Do Universo pessoal
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Equidistância!
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Assim é


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Não basta ter espiritualidade
Simplicidade e pé no chão
Há que se ter os meios 
Para se entrar nos meios
Que permitem a perpetuação das idéias 
Mais possíveis e amplas
Ao mundo moderno de hoje!
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Engrenagem mutante
Contemporâneo errante!
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Ouvindo "Bridge over trouble water"

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Eu realmente não acredito que a memória esteja ligada a conexões neuronais.
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Como se explica o fluxo de um músico que não saberia tocar uma música décor, nem dizer sobre os caminhos daquela canção a não ser tocando ela e fazendo a re-existir no ato de sentir seus caminhos e daí sim ela se faz novamente em sua mente?!

Tudo bem, isso pode ser explicado!
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Mas como se explica o fato de amanhecermos completamente diferentes depois de um pedido, de uma prece antes de dormir?! Amanhecer com o funcionamento da mente totalmente alterado, o funcionamento do sentir, das conseqüências do duplo pensar-sentir sentir-pensar?!
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Um novo ser, uma mente renovada após poucas horas de sono!
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Teriam sido refeitas, num processo totalmente biológico e químico, todas as conexões neurais que estabeleceriam o padrão de pensar de uma pessoa sobre seu dia-a-dia, sobre seus assuntos, sobre as coisas da sua vida?!
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Acredito que não!
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A teoria dos nós neurais como base para explicação do funcionamento do cérebro é bastante ampla, pois amplia as possibilidades de significação ao extremo, quase ao infinito! 
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Mas e a ressignificação que se dá em poucas horas, sem que seja necessário sessões e sessões de análise, ou dias e dias de alterações estruturais para o estabelecimento de uma nova conjuntura significativa?!
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Como poderia esta teoria explicar este fenômeno tão sutil e pessoal e que é, por isso, tão inexprimível e beira o não científico?!
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Uma maneira seria admitir uma plasticidade cerebral extrema, capaz de fazer acontecer, durante uma noite de sono, o rearranjo profundo das estruturas mentais!
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Mas seria isso possível?! Aconteceria desta maneira?! O caminho já existe, ou é necessária uma nova teoria que explique o funcionamento do cérebro e da mente?!
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Seria necessário estabelecer definitivamente a separação cérebro-mente?! Ou seria o caso de traçar uma nova teoria que conseguisse unificar estes  pólos do físico e do não físico?!
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Quanta beleza há no ato de existir e que nos basta apenas sentir positivamente, nos desvinculando, um pouco, do determinismo psicanalítico!!!
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E assim é, pelo que posso dizer até agora!!!
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Repeteco

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Tudo vale a pena quando a alma não é pequena?!
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Não... Tudo pode vir a valer a pena se tivermos a criatividade suficiente para atribuir valor plausível aos acontecimentos vindos, muitos deles, sem nenhum significado intrínseco.
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Não necessariamente, uma alma que saiba atribuir significados aos momentos de sua vida, será uma grande alma!
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Às vezes acredita-se que algo valeu a pena, mas a pessoa não possui profundidade suficiente para tal análise. Ela simplesmente, num desvario construtivo de besteiras quaisquer, fez nascer algo que ela acredita que seja um valor que faça tal situação valer a pena!
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Não é o fazer valer a pena que faz uma alma ser grande!
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E eu acredito num Niilismo relativo! Nem tudo se explica ou se valida a curto prazo!
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1001 - Krishnamurtiando

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De onde nascem os pensamentos? De onde surgem estas pinceladas verbais que tangem a consciência sem que tenhamos noção exata de sua origem verdadeira? De onde vêm esses lapsos de palavras em estruturas frasais que nos tomam momento a momento?
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O encadeamento lógico de frases, por mais medíocre que esta lógica seja, é uma espécie de explicação para o nascimento de pensamentos. Pela lógica das idéias, lógica que acreditamos estar seguindo, uma lógica ampla que tem força em si e é anterior às palavras, podemos vislumbrar um ligeiro caminho que nos explica a origem de certos pensamentos. Por exemplo, este texto iniciou-se de uma frase solta, mas, a partir daí, certos fluxos foram trazidos pela força das idéias que se ligam às frases já escritas, e que nos levam a escrever as próximas. É a sobre-estrutura textual.
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Mas, e estas frases soltas que passam em nossas cabeças sem que tenhamos a menor chave de resposta de onde elas vêm? Ou o porquê de terem vindo desta ou daquela maneira, sobre este ou aquele assunto?
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O sentir é a forma de vibração mais potente que o ser encarnado pode gerar! Muito mais que um pensamento, o sentir, a sensação e, ainda mais, o sentimento (sensação cristalizada) podem gerar muito mais energia no ser e no espaço ao seu redor. O sentimento por gerar até mais que o simples conteúdo verbal produzido pela mente de uma pessoa. Este conteúdo ganha força quando é, além de pensado, sentido com mais intensidade!
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O sentir é muito mais perene, profundo e muito mais concreto enquanto forma de auto-realização do ser existente. Desta maneira, muito do pensamento está sub-julgado à lógica dos sentimentos e sensações. Ou seja, de acordo com certos sentires, nosso cérebro trará a tona reverberações verbais em formas de pensamentos que estarão aproximados ao que estamos sentindo naquele momento. 
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Mas ainda assim, há uma vastidão possível de pensamentos que podem acontecer de acordo com uma determinada sensação presente no corpo físico. Isso quer dizer que, não necessariamente uma determinada sensação trará um sentimento específico. Uma sensação, ou sentimento, pode nos trazer uma série de desdobramentos verbais.
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E há uma vastidão tão grande de pensamentos que nos ocorrem de maneira desvinculada que me parece um pouco vago demais sub-julgar totalmente os pensamentos ao sentir, como se a todo pensamento existisse uma base sentimental, por assim dizer.
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Seria um processo quase randômico? Seria um sortilégio do vácuo futuro? Seria um acaso que beira o caos? E se fosse isso, seria esta mesma fronteira margeante caótica o fato que traria a beleza maior do pensamento? Esta possível vagidão seria a porta que nos permite alguns saltos racionais?
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Seria esta abertura e incontrole profundo as portas de grandes interferências espirituais? Esta grande existência repentina seria um amplo portal de inserção de intuições e maravilhas diversas no plano físico? E, ao mesmo tempo, seria por este amplo portal que muitas depravações e desgastes chegariam até nós?
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Eu acho que sim!
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Não há nada que conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para ENCONTRA-la.
(J. Krishnamurti)
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A inteligência não está buscando segurança. Ela não tem segurança. A idéia de segurança não existe na inteligência. Ela por si mesma é segura, e não "busca segurança".
(J. Krishnamurti)
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A inteligência tem harmonia em si mesma.
( J. Krishnamurti )
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A inteligência usa o PENSAMENTO.
(J. Krishnamurti)
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A mente ou organismo, o pensamento, o cérebro com todas as suas memórias, experiências e tudo isso, que é tudo do tempo. E a mente diz "Posso chegar a isso?". Ela não pode. Então eu digo a mim mesmo "Como ela não pode, ficarei quieto".
(J. Krishnamurti)
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Então a inteligência é necessária. Sem ela, o pensamento não tem significado, de todo.
(J. Krishnamurti)
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Então o pensamento realmente criou um mundo de ilusão, miasma, confusão, e pôs a inteligência de lado.
(J. Krishnamurti)
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Então o pensamento é mensurável; a inteligência não. E como acontece de essa inteligência vir a existir? Se o pensamento não possui relação com a inteligência, então, é a cessação do pensamento o despertar da inteligência? Ou o que ocorre é que a inteligência, sendo independente do pensamento, e não sendo do tempo, existiu sempre?
(J. Krishnamurti)
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Então o pensamento é um ponteiro. O conteúdo é a inteligência.
(J. Krishnamurti)
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Então o que é a fonte? Ela pode sequer ser nomeada? Por exemplo, o SENTIMENTO religioso dos judeus é que isso é inominável: você não nomeia, não pode falar a respeito, não pode tocar. Pode-se apenas olhar. E os hindus e outros dizem a mesma coisa de um modo diferente. Os cristãos iludiram a si mesmos pela palavra Jesus, essa imagem, eles nunca foram à fonte disso.
(J. Krishnamurti)
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O pensamento é tempo. Ele nasce da experiência e conhecimento, que são inseparáveis do tempo e do passado. O tempo é o inimigo psicológico do homem. Nossa ação é baseada no conhecimento e, portanto, o tempo, assim o homem é sempre um escravo do passado. O pensamento é sempre limitado e assim nós vivemos em constante conflito e luta. Não há evolução psicológica. Quando o homem se torna consciente do movimento de seus próprios pensamentos, ele verá a divisão entre o pensador e o pensamento, o observador e o observado, o experimentador e a experiência. Ele descobrirá que esta divisão é uma ilusão. Só então haverá observação pura, significando isso percepção sem qualquer sombra do passado ou do tempo. Este vislumbre atemporal traz uma mutação profunda e radical na mente.
(J. Krishnamurti)
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