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De onde nascem os pensamentos? De onde surgem estas pinceladas verbais que tangem a consciência sem que tenhamos noção exata de sua origem verdadeira? De onde vêm esses lapsos de palavras em estruturas frasais que nos tomam momento a momento?
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O encadeamento lógico de frases, por mais medíocre que esta lógica seja, é uma espécie de explicação para o nascimento de pensamentos. Pela lógica das idéias, lógica que acreditamos estar seguindo, uma lógica ampla que tem força em si e é anterior às palavras, podemos vislumbrar um ligeiro caminho que nos explica a origem de certos pensamentos. Por exemplo, este texto iniciou-se de uma frase solta, mas, a partir daí, certos fluxos foram trazidos pela força das idéias que se ligam às frases já escritas, e que nos levam a escrever as próximas. É a sobre-estrutura textual.
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Mas, e estas frases soltas que passam em nossas cabeças sem que tenhamos a menor chave de resposta de onde elas vêm? Ou o porquê de terem vindo desta ou daquela maneira, sobre este ou aquele assunto?
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O sentir é a forma de vibração mais potente que o ser encarnado pode gerar! Muito mais que um pensamento, o sentir, a sensação e, ainda mais, o sentimento (sensação cristalizada) podem gerar muito mais energia no ser e no espaço ao seu redor. O sentimento por gerar até mais que o simples conteúdo verbal produzido pela mente de uma pessoa. Este conteúdo ganha força quando é, além de pensado, sentido com mais intensidade!
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O sentir é muito mais perene, profundo e muito mais concreto enquanto forma de auto-realização do ser existente. Desta maneira, muito do pensamento está sub-julgado à lógica dos sentimentos e sensações. Ou seja, de acordo com certos sentires, nosso cérebro trará a tona reverberações verbais em formas de pensamentos que estarão aproximados ao que estamos sentindo naquele momento.
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Mas ainda assim, há uma vastidão possível de pensamentos que podem acontecer de acordo com uma determinada sensação presente no corpo físico. Isso quer dizer que, não necessariamente uma determinada sensação trará um sentimento específico. Uma sensação, ou sentimento, pode nos trazer uma série de desdobramentos verbais.
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E há uma vastidão tão grande de pensamentos que nos ocorrem de maneira desvinculada que me parece um pouco vago demais sub-julgar totalmente os pensamentos ao sentir, como se a todo pensamento existisse uma base sentimental, por assim dizer.
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Seria um processo quase randômico? Seria um sortilégio do vácuo futuro? Seria um acaso que beira o caos? E se fosse isso, seria esta mesma fronteira margeante caótica o fato que traria a beleza maior do pensamento? Esta possível vagidão seria a porta que nos permite alguns saltos racionais?
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Seria esta abertura e incontrole profundo as portas de grandes interferências espirituais? Esta grande existência repentina seria um amplo portal de inserção de intuições e maravilhas diversas no plano físico? E, ao mesmo tempo, seria por este amplo portal que muitas depravações e desgastes chegariam até nós?
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Eu acho que sim!
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Não há nada que conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para ENCONTRA-la.
(J. Krishnamurti)
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A inteligência não está buscando segurança. Ela não tem segurança. A idéia de segurança não existe na inteligência. Ela por si mesma é segura, e não "busca segurança".
(J. Krishnamurti)
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A inteligência tem harmonia em si mesma.
( J. Krishnamurti )
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A inteligência usa o PENSAMENTO.
(J. Krishnamurti)
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A mente ou organismo, o pensamento, o cérebro com todas as suas memórias, experiências e tudo isso, que é tudo do tempo. E a mente diz "Posso chegar a isso?". Ela não pode. Então eu digo a mim mesmo "Como ela não pode, ficarei quieto".
(J. Krishnamurti)
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Então a inteligência é necessária. Sem ela, o pensamento não tem significado, de todo.
(J. Krishnamurti)
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Então o pensamento realmente criou um mundo de ilusão, miasma, confusão, e pôs a inteligência de lado.
(J. Krishnamurti)
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Então o pensamento é mensurável; a inteligência não. E como acontece de essa inteligência vir a existir? Se o pensamento não possui relação com a inteligência, então, é a cessação do pensamento o despertar da inteligência? Ou o que ocorre é que a inteligência, sendo independente do pensamento, e não sendo do tempo, existiu sempre?
(J. Krishnamurti)
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Então o pensamento é um ponteiro. O conteúdo é a inteligência.
(J. Krishnamurti)
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Então o que é a fonte? Ela pode sequer ser nomeada? Por exemplo, o SENTIMENTO religioso dos judeus é que isso é inominável: você não nomeia, não pode falar a respeito, não pode tocar. Pode-se apenas olhar. E os hindus e outros dizem a mesma coisa de um modo diferente. Os cristãos iludiram a si mesmos pela palavra Jesus, essa imagem, eles nunca foram à fonte disso.
(J. Krishnamurti)
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O pensamento é tempo. Ele nasce da experiência e conhecimento, que são inseparáveis do tempo e do passado. O tempo é o inimigo psicológico do homem. Nossa ação é baseada no conhecimento e, portanto, o tempo, assim o homem é sempre um escravo do passado. O pensamento é sempre limitado e assim nós vivemos em constante conflito e luta. Não há evolução psicológica. Quando o homem se torna consciente do movimento de seus próprios pensamentos, ele verá a divisão entre o pensador e o pensamento, o observador e o observado, o experimentador e a experiência. Ele descobrirá que esta divisão é uma ilusão. Só então haverá observação pura, significando isso percepção sem qualquer sombra do passado ou do tempo. Este vislumbre atemporal traz uma mutação profunda e radical na mente.
(J. Krishnamurti)
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