sexta-feira, 23 de março de 2012

O Artista


 

Um filme delicioso de se ver.

Já começando com um convidativo close no canino torno do ator principal!!!

Ganhou os seguintes prêmios:



PRÊMIOS

Prêmio DGA (Directors Guild of America) - Melhor Diretor: Michel Hazanavicius

Vencedor do Globo de Ouro 2012 de Melhor Filme - Musical ou Comédia,
Melhor Ator (Musical ou Comédia) - Jean Dujardin
Melhor Trilha Sonora

Ganhador de 5 Oscars:
Melhor Filme
Melhor Diretor: Michel Hazanavicius
Melhor Ator: Jean Dujardin
Melhor Trilha Sonora
Melhor Figurino

Um filme muito bem feito e que mereceu, na minha opinião, ganhar o Oscar de melhor filme, ultrapassando o grandioso Hugo Cabret.

É muitissimamente bem acabado, bem escrito, bem dirigido, bem interpretado.

Todo o filme está redondo.

Os personagens fazem total sentido como estão. A trama é impecável. Um ritmo muito envolvente e tocante. O drama do personagem principal é muito bem construído e levado ao clímax de maneira muito bem feita.

Destaque para a trilha sonora que abrilhantou ainda mais a obra.

O trabalho de idéias, de brincadeiras sérias com o som da película é demais!

Nunca pensei que um filme mudo de uma hora e meia poderia ser tão atrativo!



FICHA TÉCNICA
Diretor: Michel Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller, Missi Pyle, Beth Grant, Ed Lauter, Joel Murray, Bitsie Tulloch, Ken Davitian, Malcolm McDowell.
Produção: Thomas Langmann, Emmanuel Montamat
Roteiro: Michel Hazanavicius
Fotografia: Guillaume Schiffman
Trilha Sonora: Ludovic Bource
Duração: 100 min.
Ano: 2011
País: França/ Bélgica
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: La Petite Reine / uFilm / JD Productions
Classificação: 12 anos

 

Os descendentes



Tudo muda na vida de um cidadão do Havaí quando ele fica sabendo, pela boca de sua filha rebelde, que sua mulher, que no momento está em coma, o traiu com um cara.

Não vi absolutamente nada de mais nesse filme. Não sei por que concorreu a Oscar de melhor filme e coisas do tipo!

George Clooney não está tão bem assim.

É que ele é meio galã e no filme ele faz um homem pacato que mora no paraíso do surf. É advogado e está com a vida meio desencaixada. Esta modificação de padrões de personagens interpretados pelo ator traz este choque que eleva a atuação pelo elemento não esprado.

Mas não foi uma grande atuação, como alguns diziam!

Gostei mais da atuação da filha rebelde, a mais velha do casal. A menina atuou muito bem, deu conta do recado e transformou, a meu ver, seu personagem, em algo maior que o roteirizado.

Mas é um filme que eu não recomendo!!!

  
Ficha Técnica
Direção: Alexander Payne
Roteiro: Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash
Produção: Jim Burke, George Parra, Alexander Payne, Jim Taylor
Estúdio: Fox Searchlight Pictures
Trilha sonora: Derek Casari
Figurino: Wendy Chuck
Fotografia: Phedon Papamichael
Montagem: Kevin Tent
Direção de Arte: T.K. Kirkpatrick
Fotografia: Phedon Papamichael
Duração: 117 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Ad Hominem Enterprises
Classificação: 14 anos


Elenco e Personagens
George Clooney - Matt King
Shailene Woodley  -   Alexandra
Matthew Lillard  -      Brian
Beau Bridges  - Cousin Hugh
Sonya Balmores  - Surfer Girl
Robert Forster            - Scott
Rob Huebel -  Mark Mitchell
Michael Ontkean  -     Cousin six
Mary Birdsong -         Kai
Amara Miller  - Scottie



Palácio do Fim


Fiquei namorando esta peça por meses e, na última apresentação, (isso porque eu não sabia que era a última), cheguei ao teatro sem ingresso e fiquei esperando para ver se alguma pessoa desistiria de ir assistir, até porque, motivos não faltavam para isso, já que estava chovendo absurdos próximo do horário de início.

Havia duas pessoas na minha frente. Eles conseguiram dois ingressos, uma meia e uma inteira, daí fiquei eu lá esperando chegar mais gente querendo cancelar a entrada.

Quando de repente, uma mulher chega e pede o ingresso que estava reservado para ela. A moça da bilheteria mostra dois ingressos reservados. Ela pega um só e devolve o outro para o caixa.

Nessa hora pensei: vou ser cara de pau!!!

Calcei a cara e falei pra moça:

 - Você não me daria este outro ingresso que você devolveu e não vai usar?!

Ela, numa boa, disse que sim e eu entrei, nestas condições derradeiras, para ver Antonio Petrin, Camila Morgado e Vera Holtz, no teatro Anchieta, sob a direção de José Wilker.

Muita sorte!!!

Uma peça que se baseia em relatos verídicos que percorreram a mídia na época da invasão do Iraque pelos americanos.

Três vidas são amarradas, mesmo sem se cruzarem, pela barbárie de uma guerra descabida.

Uma soldada americana com pouco estudo, seca, feia, maltratada pela vida, interpretada magistralmente por Camila Morgado, mostra-nos como o lado do vilão pode não ser tão vil assim. A personagem conta parte de sua vida, como engravidou, seus planos para retornar a sua nação, como ela, sem esperanças, poderia sobreviver depois da guerra, os motivos que a levaram a cometer barbaridades com os prisioneiros iraquianos. Uma mulher sem instrução, carente, feia que se deixa levar por soldados, e cai nas mãos deles, pois nunca tinha tido um homem bonito em toda sua vida.

 

Um segundo personagem, interpretado por Antonio Petrin, é o cientista inglês especialista em armas químicas de destruição em massa, que teve que mentir para o mundo afirmando haver tais tipos de arma em solo iraquiano, pois assim queriam os governantes. Ele se desilude das coisas, se esconde numa floresta, cometendo um velado suicídio, pensando assim poder salvar sua reputação.

 

Já Vera Holtz interpretou uma mãe iraquiana que vê seu marido revolucionário ser perseguido por Saddam Hussein. É levada para o tal Palácio do Fim para ser torturada, ela e seu filho, a fim de que um dos dois diga onde está o pai. Mas ambos agüentam firme. Ela cita o nome de Alá muitas vezes. Seu último monólogo é bastante tocante, encerrando a peça com chave de ouro. Nela, ela relata um sonho, no qual juntamente com seu filho, voa em direção aos olhos de Deus.

 

Foi muito emocionante!!!

Não há diálogos na peça! Mas os textos individuais que se revezam são extremamente bem escritos e tocantes.

Como era a última apresentação, os atores choraram, pessoas da platéia também.

Foi um momento bastante especial!!!

Texto de Judith Thompson.
Direção de José Wilker.
Com Antonio Petrin, Camila Morgado e Vera Holtz.
Cenografia: Marcos Flaksman.
Figurinos: Beth Filipecki.
Iluminação: Maneco Quinderé.
Música original: Marcelo Alonso Neves.
70min.
Teatro Anchieta – SESC Consolação



 

Primeiras estórias – João Guimarães Rosa




 
O menor livro de Guimarães Rosa que eu já li.

São 21 contos que tratam de diversos universos. Neste livro foi a primeira vez que vi Guimarães saindo do meio sertanejo e sondando passagens também ocorridas na cidade.

Estes 21 contos são posicionados de maneira a haver um espelhamento entre eles, ou seja, o primeiro e o último estão ligados, o segundo e o penúltimo, e assim por diante. Sendo o décimo primeiro o centro da supra-narrativa, aquela que perpassa todo o conjunto.

Lembro-me que na época cheguei a entender este paralelo, coloquei um conto de frente para o outro para achar pontos de ligação, e cheguei a achar alguns, mas não me lembro mais destas ligações.

Os textos abaixo são um pouco meus, um pouco retirados da internet.

Os contos são:

 1. As margens da alegria – este juntamente com Os Cimos (o último) formam as margens, a moldura desta obra. Apresentam as mesmas personagens no mesmo ambiente.

2. Famigerado - narrado em primeira pessoa. Constitui-se num episódio cômico.

3. Sorôco, sua mãe, sua filha - conto narrado em terceira pessoa, mas com a participação ambígua do narrador como personagem.

4. A menina de lá - narrado em terceira pessoa. Fala de uma menina que tinha visões, estava pronta em vida, por isso morreu cedo. Sua missão era curta na terra.

5. Os irmãos Dagobé – escrito em primeira pessoa. Alguém do arraial, presente no velório e no enterro, que registra suas impressões sobre os irmãos Dagobé e possíveis acontecimentos futuros.

6. A terceira margem do rio – narrado em primeira pessoa. É o conto mais famoso do autor. Fala do homem que entra numa canoa e vai navegar dentro de um grande rio. Seu filho por dias e anos e mais ainda, vê seu pai, leva comida e deixa nas margens para que ele coma e não morra de fome. Até que o homem não come mais, continua dentro do rio e seu filho não sabe se ele está vivo, se ele consegue enxergar o pai, ou se são apenas visões de fantasmas. Uma metáfora sublime da morte, esta terceira margem do rio!!!

7. Pirlimpsiquice – crianças, por meio da imaginação, realizam magia pela arte do teatro. Falam em outras línguas, incorporam personagens diversos. Lindíssimo!!!

8. Nenhum, nenhuma - No conto Nenhum, Nenhuma, a indefinição do espaço se articula com a questão do tempo, na medida em que todas as referências a espaços indefinidos misturam-se à memória perdida que o narrador tenta recuperar; o que ele talvez resuma da seguinte forma: As lembranças são outras distâncias...

9. Fatalidade - Conto narrado em primeira pessoa (testemunha), cujos personagens são: Meu Amigo, delegado filósofo, que já foi de tudo na vida, e Zé Centeralfe, caboclo perseguido por um valentão que lhe quer roubar a esposa.

10. Seqüência – é a história de uma busca incessante, um grande perseguir, ir adiante, correndo e correndo mais e mais.

11. O espelho – não por acaso este conto, o meio do livro, possui esse nome, já que os contos que se seguem depois dele possuem uma estrutura espelhada naqueles que o precedem. O narrador, em primeira pessoa, conta da sua luta para provar a falta de lógica e de sentido do mundo. Interessante pensar que o conto que faz a coesão entre todos os pontos da obra, dentro desta temática espelhada, é justamente aquele em que há o esforço para dizer que o mundo não faz sentido nenhum.

12. Nada e a nossa condição - Conto com narrador em primeira pessoa (testemunha), cujo personagem central é Tio Man'Antônio, mais um dos loucos iluminados de Guimarães Rosa. Guimarães adora a figura do louco que possui visões, que diz coisas estupendas, que revela segredos, que intriga por saber coisas que os normais não sabem.

13. O cavalo que bebia cerveja - Narrado em primeira pessoa, Reivalino, um homem do meio rural e tem como tema o mistério, a não aceitação daquilo que é diferente.

14. Um moço muito branco - Este conto é introduzido por uma precisão espaço-temporal atípica em Guimarães Rosa e pode ser classificado como fantástico.

15. Luas-de-mel - O conto, narrado em primeira pessoa, introduz o motivo, fundamental na obra rosiana, do eterno feminino.

16. A partida do audaz navegante - Conto narrado em terceira pessoa, onde há duas histórias justapostas: a que nos conta o narrador, envolvendo as crianças; e a que Brejeirinha inventa sobre o “Audaz Navegante”. Acho que esse Brejeirinha é uma criança ou um andante que encanta a todos com suas estórias.

17. A benfazeja - Mais uma vez a idéia de que "quem não está preparado para a verdade não a pode enxergar".

18. Darandina - Conto narrado em primeira pessoa, por uma testemunha do episódio, um plantonista de um hospício. Eis um exemplo de conto em que o autor sai um pouco do universo estritamente rural.

19. Substância - Este conto tem como personagem principal Sionésio, homem simples, trabalhador e calado.

20. Tarantão, meu patrão - Outro conto com anticlímax. É a estória de um "louco-iluminado" da galeria roseana, o Iô Jão-de-Barros-Dinis-Robertes, narrada em primeira pessoa por Vagalume, ajudante-de-ordens do protagonista e encarregado de cuidar dele, que, envelhecido, era dado a doideiras e desatinos.

21. Os cimos - Narrado em terceira pessoa, neste conto é retomado o mesmo tema de As margens da Alegria: a descoberta do mundo, de sua magia, dos ritos da tristeza e da alegria, dos ritos da travessia e de superação do medo e da dor.

Guimarães é sempre sempre bem vindo!!!




 

Terras do sem fim – Jorge Amado



Na lista de livros que eu publiquei em 13 de Dezembro de 2010, que está no link abaixo, este livro constava como tendo sido lido após o intercâmbio.


Mas acredito que eu tenha lido durante 2002 e não depois deste ano, pois, acho que peguei emprestado de um amigo intercambista: Thiago Mattos.

Fala sobre a exploração de cacau no sul da Bahia, na região de Ilhéus e Itabuna. Com isso, muitos personagens dos mais diferentes lugares e índoles são atraídos para lá.

Mais um pouco vai fazer 10 anos que eu li esta obra. Não é de se estranhar que eu não me lembre de muita coisa...


 

Tomboy





Copio aqui a sinopse:

Uma pré-adolescente, Laure, 10 anos, se muda com a família para um novo bairro. Ela se veste de garoto, joga futebol, corta os cabelos bem curtos. E, diante de Lisa, a vizinha morena e bonita que pergunta: “Você é novo aqui?”, Laure não resiste e começa ali mesmo a fingir que é Michael. Para o bando de meninos da comunidade, Laure também é Michael. É assim que ela se sente bem – como se tivesse outro sexo. Consegue enganar a todos e até a si mesma durante um bom tempo de férias de verão, evitando flagras com a maior criatividade e uma boa dose de sangue frio. Como se o verão jamais fosse acabar, como se as aulas não fossem começar e como se o jogo de esconde-esconde pudesse ser eterno. “Michael” é diferente dos outros meninos e por isso desperta o amor inocente de Lisa

Agora palavras minhas...

Um filme de uma delicadeza extrema!

Um tema muito complexo abordado de maneira tão sensível que não choca, não incomoda.

Uma menina com alma de menino, postura corporal de menino, roupas de menino, que gosta de brincadeiras de menino, decide levar adiante esta identidade e a amplia para os círculos sociais além da família.

A diretora, que havia escrito este roteiro há um tempo, declarou que provavelmente não o teria filmado não fosse ter encontrado a menina exata para viver tal personagem: Zoé Héran

Mas, na realização da película teve-se a preocupação de explicar todos os detalhes aos pais da garota, levar-los para dentro do set de filmagem. Também se preocupou em fazer as gravações juntamente com os amigos verdadeiros da menina.

Há cenas bastante fortes como quando a menina faz um pênis de massinha para poder nadar com as outras crianças numa represa. Logo após a diversão, ela guarda seu brinquedo dentro de uma caixinha a fim de usá-lo outras vezes.

Mas as aulas voltam e ela, mesmo após ter beijado uma amiguinha, tem que contar tudo a todos.

No entanto, numa lição de grandiosidade, sua amiga não se recente disso. Pelo contrário, continua a ser a namoradinha da protagonista.

Fui para o filme com bastante cuidado!

Afinal era um tema que tinha tudo para causar mais incômodo do que reflexão, pois não se tratava apenas do homossexualismo, mas sim do homossexualismo colocado na figura de uma criança. O retrato real da identidade sexual de uma criança de talvez onze anos de idade.

Isto é naturalmente bastante polêmico!

Mas a delicadeza da condução da diretora foi sublime!

Nada soa excessivo, mas tampouco cai no banal. As cenas intrigam, tocam sim pontos de conflito, mas com tanta naturalidade e desprendimento que o resultado é agudo, preciso e corajoso, sem soar demasiado!

Incomoda sim, mas não ao ponto do próprio filme se perder em meio a força do tema de fundo!!!

Recomendo demais!

Uma aula de como se fazer um filme profundo, delicado e rico, mesmo com pouco dinheiro!!!



Diretor: Céline Sciamma
Elenco: Zoé Héran, Malonn Lévana, Jeanne Disson, Sophie Cattani, Mathieu Demy, Yohan Vero, Noah Vero, Cheyenne Lainé, Rayan Boubekri, Christel Baras
Produção: Bénédicte Couvreur
Roteiro: Céline Sciamma
Fotografia: Crystel Fournier
Trilha Sonora: Jean-Baptiste de Laubier
Duração: 82 min.
Ano: 2011
País: França
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Pandora Filmes
Estúdio: arte France Cinéma / Hold Up Films / Lilies Films / Canal+ / Arte France / Région Ile-de-France / Centre National de la Cinématographie (CNC) / Arte / Cofinova 6 / Films Distribution
Classificação: 10 anos
Cor filmagem: Colorida



 


Tudo pelo Poder



Um roteiro primoroso.

Stephen Myers, vivido pelo ator Ryan Gosling, é um dos coordenadores da campanha de um candidato a presidência dos Estados Unidos: Mike Morris, vivido por George Clooney.

O filme mostra um misto de malandragem e idealismo por parte dos envolvidos neste meio. Alguns estão nele porque querem dinheiro e poder, outros porque acreditam que os candidatos que promovem são realmente os melhores para o país, como é o caso do personagem principal já citado aqui.

Há uma série de detalhes, diálogos, intrigas de idéias, tramas muitissimamente bem montadas que vão levando a obra por caminhos bastante tênues, entre a honestidade, o adaptável e a pilantragem.

Até que, num golpe de mestre, o coordenador da campanha do candidato adversário arma uma cilada para Stephen Myers, que o lança numa situação sem saída.

Nesta situação ele se vê sozinho e desprotegido por ambos os lados. Desprotegido mesmo pelo lado que ele defendia, pois não queriam se sujar com o problema vivido por ele.

Numa explosão de vingança, ele inicia uma escalada de jogadas que vão levando ele a colocar novas cartas na campanha eleitoral da maior potencia mundial.

Mas o mais interessante é a complexidade da trama que até não me lembro totalmente.

A maneira com que uma quantidade enorme de forças é colocada em palco para depois ser quebrada por um homem sozinho que se sentiu desapontado com o sistema para o qual ele trabalhava e acreditava, é FANTÁSTICA!!!

Repórteres ganancioso, políticos depravados, bastidores que se vendem por uns bons trocados, a política por detrás dos palcos, o jogo de interesses que não fica facilmente estampado nos jornais, mas sobe nos palanques com discurso milimetricamente montados, colocados de forma a não agredir ninguém, a linha tênue, necessária aos assuntos complexos, não dizer demais sem, no entanto, não dizer nada.

Recomendo muito!!

Adoro filmes inteligentes, com linguagens rápidas, sacadas de lógicas, diálogos intrigantes, cenas que passam e ainda nos deixam pensando sobre o ocorrido.

E este filme tem tudo isso!!!

Palmas para George Clooney que eu critiquei no outros filmes, mas que aqui assina o roteiro que tanto elogiei logo acima.



Ficha técnica

Gênero: Drama
Diretor: George Clooney
Elenco: George Clooney, Ryan Gosling, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Jeffrey Wright
Produção: George Clooney, Leonardo DiCaprio, Guy East, Barbara A. Hall, Grant Heslov
Roteiro: George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon
Fotografia: Phedon Papamichael
Duração: 101 min.
Ano: 2011
País: EUA
Cor: Colorido
Distribuidora: Califórnia Filmes
Estúdio: Smoke House
Trilha sonora: Alexandre Desplat
Figurino: Louise Frogley
Fotografia: Phedon Papamichael
Montagem: Stephen Mirrione
Direção de Arte: Sharon Seymour



Elenco e Personagens

George Clooney  -      Governor Mike Morris
Ryan Gosling  - Stephen Myers
Marisa Tomei  - Ida Horowicz
Evan Rachel Wood    - Molly Stearns
Paul Giamatti  - Tom Duffy
Philip Seymour Hoffman -     Paul Zara
Max Minghella - Ben Harper
Lauren Mae Shafer     - Morris' Make-up Lady
Danny Mooney - Campaign Editor
Wendy Aaron - Morris Campaign Staffer
Hayley Madison - Intern Jill
Talia Akiva     - Beth Morris
Yuriy Sardarov - Mike





domingo, 18 de março de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

29 de Fevereiro de 2012


Como se pode postar no dia 29 de Fevereiro apenas uma vez a cada quarto anos, vou aproveitar e colocar umas palavras aqui. Antes, fui ver se no ano de 2008 eu havia colocado alguma coisa com o mesmo intuito, ou seja, simplesmente postar qualquer coisa nessa data, e vi que sim. Havia um texto nesta data.

O endereço é este:


Nunca ouvi falar que quatro anos formam um ciclo de vida, de astros ou de alguma coisa. Sei apenas que em quatro anos uma vida pode ser mudada, em quatro se faz uma faculdade, se conhece alguém e se casa, e muitas outras possibilidades de realização.

Desde vinte e nove de Fevereiro de 2008, minha vida mudou demais, eu mudei bastante, e mudei pra bem melhor, graças a Deus!

Não acredito mais numa felicidade facilitada, inquebrável, sem altos e baixos, coisa que acreditei e que me fez revoltar por uma boa dúzia de vezes. Não há escape para todas as dores, não há uma fórmula para não sofrer. O sofrimento, em suas diversas origens e intensidades, faz parte do homem vivente. Escapar a isso, ter nisto uma obsessão e renegar todo e qualquer incômodo que se possa ter é um caminho para o suicídio.

Negar a dor é negar, a longo prazo, a própria vida, o dia-a-dia, a rotina, a condição da carne, enfim. Não é a dor, mas o COMO senti-la! Isso sim é parcialmente controlável e isso sim é o que mais conta!

Realmente eu passei períodos de extrema infelicidade e, acho que, só não entrei em depressão profunda porque não tenho forte esta tendência dentro de mim, senão o abismo teria sido ainda mais fundo. Mas, nem por isso, deixou de ser abissal.

Não tenho coragem de dizer aqui todas as coisas que passei. Ou, pelos menos, ainda não tenho coragem. Mas penso seriamente em deixar registrado a maior quantidade possível dos meus maiores incômodos passado, e outros ainda brandamente próximo, que eu conseguir lembrar, num arquivo que guardarei aqui no meu computador. Uma infinidade de medos, angústias, invenções malucas da cabeça, depravações, revoltas, brigas, falta de sonhos e realizações, lágrimas e sorrisos embriagados!

Mas a vida é feita disso mesmo!

Quem lê meu blog com certa freqüência pode estar achando estranho eu estar me abrindo desta maneira aqui, quando geralmente o que eu faço é, ou escrever sobre coisas que eu simplesmente pensei, ou escrever sobre coisas que li e vi, ou escrever sobre mim, mas de maneira cifrada.

Enfim, hoje está assim!

Um texto aberto, leve, descompromissado, fluido que estou escrevendo quase na velocidade da leitura!

Me pergunto agora... E em vinte e nove de Fevereiro de 2016, como eu estarei?! Trinta e dois anos nas costas, mestrado terminado! O que mais o futuro me reserva?!

Não sei a resposta, mas arrisco dizer que estarei melhor do que hoje!

O tempo dirá!!! Mas muitíssimo de sua resposta virá das minhas próprias escolhas e condutas!