segunda-feira, 27 de julho de 2015

A PAIXÃO SEGUNDO C.L.

 
"Escuta sem susto e sem sofrimento: o neutro do Deus é tão grande e vital que eu, não aguentando a célula do Deus, eu a tinha humanizado. Sei que é horrivelmente perigoso descobrir agora que o Deus tem a força do impessoal - porque sei, oh eu sei! que é como se isso significasse a destruição do pedido."
 
A PAIXÃO SEGUNDO G.H. - Clarice Lispector 
 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A NASCENTE DO PENSAR

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O ritmo da mente irrequieta dirigível
O ir e vir de uma qualquer coisa sensível
O estado da tentativa rítmica que vier
No instante de uma intuição qualquer
A nascente de um pensar mais profundo
Que se nos pega e nos entrega noutro mundo
Gerando o sentir de um compasso intuitivo
Na semente pensante do regaço primitivo
Aquilo que rege o ritmo do pensamento
Que mexe no inócuo do próprio sentimento
Açabarcando o compasso do ser num instante
Gerando errático libelo improvisado lancinante
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Algo que transcende a pessoal intenção
No quando transcendemos a menor razão
Nos brotando surpreendente raciocínio
Em formato transversal ascendente apolínio
Transfigurando impensável vocabulário
Adiante do conhecimento voluntário
Para além da simples ordem dialética
Ou qualquer linha restritiva estética
E, por tantas vezes, nem mesmo sabemos
O como, o quando e o porquê podemos
Mas devemos, por podermos sentir
Sem, no entanto, nos deixar demais exaurir
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Seria nosso o que criamos perante
Levando além, elevando-nos adiante?
Uma intencionalidade às avessas
Aquilo que levamos enquanto se nos arremessa
Fazendo-nos sentirmos o pulsar da mente
O primórdio do momento tão crescente
Que num repente se faz desnudo total
Na tradução tão dura da energia literal
E que traz de um lugar a tantos comum
O tanto específico deste ignóbil algum
Pois todos nós temos nosso único lugar
Onde podemos descer nossa lágrima nuclear
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Intenso uníssono que de muitos se aflora
Assim é a poética que, em mim, se faz agora
De linhas correntes que mui se multiplicam
Em tentativas, sem volta, que então duplicam
Descrevendo o que não cabe em palavra
Mas existe no sentido sentido que lavra
Pois cada ser pode deixar-se trabalhar
E assim, pelo suor, mais transpassar
O estado senil da vil razão mediana
Medíocre e viscosa membrana cotidiana
Que creio um dia se livrar-me dela em mim
Suplantando o contrassenso do final sem fim
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Sei que o deixar de estar no ser vazio nenhum
É muito mais possível no todo íntimo de cada um
Pois palpamos apenas um átomo da externalidade
A enésima partícula da incognoscível realidade
E não sabemos como se descreve o campo profundo
Do vasto rincão dos mil e um mundos de mundos
Mas temos, ainda assim, a leveza da estável certeza
Se sentirmos a instância da crescente destreza
Emanada neste tão sutil literário ensandecer
Feito de palavras advindas de outro meu ser
E nunca quero eu sozinho as palavras traçar
Posto que muitos escreveram comigo “A Nascente do Pensar”
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terça-feira, 7 de julho de 2015

A Razão de Deus (Livro)

 
 
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Do economista José Carlos de Assis, dono de um vasto conhecimento sobre Religião, Ciência, Economia, História da Humanidade e outros vários assuntos que, segundo ele, foram sendo absorvidos ao longo de muitos e muitos anos de leituras guiadas por motivos pessoais.
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Achei interessante que o Prefácio, escrito pelo físico, matemático, ateu e membro da Academia Brasileira de Filosofia, Francisco Antônio Doria, parece mesmo discordar do próprio autor quando se fecha com a seguinte frase:
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...“a hipótese que ele expõe do Criador natural, simultaneamente determinístico e probabilístico, portanto quântico, se não convence, certamente convida à reflexão”.
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Achei honesto e corajoso colocar, na abertura de um livro, a opinião de uma autoridade científica que vai contra a crença mais profunda do próprio escritor da obra: a de que Deus existe, ainda que de outras formas! Neste cenário divergente, como poderia existir umA Razão de Deus se Ele não existe?!
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É como ter, na abertura de um livro sobre E.T`s, uma opinião dizendo: é interessante o que vocês vão ler, mas saibam que não me convenceu e que continuo achando que eles não existem!
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Enfim...
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Ao longo das páginas o autor vai destrinchando uma maneira de interpretar os acontecimentos da História de um jeito mais amplo, não culpando o Criador pelas tragédias históricas dos caminhos trilhados por nós. O autor se preocupa em mostrar como nós humanos, dotados de livre-arbítrio, caminhamos por estradas tortuosas e como, às vezes, pode surgir algo novo e melhor de algum período de grandes tragédias.
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Ele nega a existência de um Deus pessoa, exato, controlador de todas as coisas, que fica sentado esperando a criação se destrinchar livremente. Também é negada a ideia de uma realidade totalmente estabelecida, um Criador que pode ser facilmente determinado em suas leis profundas por uma Física imutável, de partículas bem estabelecidas, que podem ter seus locais calculados e suas velocidades previstas.
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Como diria Stephen Hawking, em adaptação a frase de Einstein: “Deus ÀS VEZES joga dados”.
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O autor vai dizer justamente que, se Deus joga ou não joga dados, isso não prova nem reprova sua existência. O autor defende um Deus em comprovação, um Deus que vai sendo descoberto ao longo dos milênios de desenvolvimento das Ciências. 
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É um meio termo entre Ciência e Religião, uma defesa de Deus mostrando sua necessidade, defendendo a ideia de um Deus localizado além de onde já chegamos em nossas comprovações laboratoriais, mas também inseridos nas descobertas já existentes. Afinal, não é porque a ciência explica coisas que as coisas comprovadas já não sejam pedaços do Criador.
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O autor nega fortemente o paradigma que coloca o “Todo Poderoso” e as Ciências como mutuamente excludentes, esta posição que acredita estar expulsando gradativamente a ilusão de Deus, quando, na verdade, apenas lança novas luzes sobre a mesma base. 
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E é por meio de referências aos limites já alcançados pelas disciplinas científicas do mundo contemporâneo e pela explanação de conceitos vanguardistas aos quais os cientistas já chegaram que José Carlos de Assis vai traçando seu divino painel divino. Ele defende um Deus que deixa pistas de suas leis inseridas nesta criação da qual fazemos parte e que pode ser explicado por algo que seria a razão Dele mesmo: “A razão de Deus”.
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Além disso, ele traça um novo cenário econômico que acredita ser mais plausível para nós humanos e que surgirá de uma crise profunda do Neoliberalismo, gerando uma nova época de cooperação. A competição dará lugar ao conjunto, lançando as bases para uma Economia mais homogênea e menos excludente.  
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Achei também interessante a parte que fala sobre a História das Religiões.
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A complexa Teogonia e Cosmogonia dos Hindus, que determina camadas altíssimas de Deuses que se multiplicam em milhões.
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As novas diretrizes traçadas pelo Budismo que surgiu mais como um caminho filosófico do que uma religião propriamente dita.
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As criações Gregas de Deuses imperfeitos e dotados de caprichos, vaidades e virtudes.
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O Politeísmo e o temporário Monoteísmo dos Egípcios.
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E como esta milenar civilização africana influenciou o Monoteísmo Judaico que, influenciando Jesus Cristo, se espalhou por todo o Ocidente, determinando a crença de bilhões e bilhões de pessoas.
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E, se não estou enganado, o autor defende que justamente essa Cosmogonia simplista de Adão e Eva, defendida na literatura Judaico-Cristã, pode ter ajudado a impulsionar o desenvolvimento filosófico e científico que aconteceu no Ocidente por tantos séculos, antes de ser levado de volta ao Oriente nos tempos mais atuais.
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Seria como se, com seus conceitos mais elaborados de como teria sido o início do Universo e do Homem, as religiões orientais conseguissem acalmar melhor os corações e as mentes dos pensadores das regiões abarcadas por energias Orientalistas. E esta calma advinda de concepções mais profundas teria sido menos produtiva para as ciências.
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Desta maneira, o oposto também seria verdadeiro.
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Essa visão abriria as portas para a interpretação do que seria uma menor elaboração proposital da doutrina Judaico-Cristã, fato que teria levado, segundo o autor, a um maior desenvolvimento científico.
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Seria por estes sábios e pacientes caminhos que os braços de Deus vai escrevendo certos por nossas linhas tortas?!   
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Por fim, longe de ser um livro de Catequese Panteísta, seu escritor não se importa em defender uma ou outra linha de fé, apesar de deixar clara suas inclinações.
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O miolo da obra está dividido em 11 capítulos, que são:
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A criação do Homem
A criação de Deus
A criação da Religião
A criação do Bem o do Mal
A criação do Estado
A criação da Filosofia
A criação da Ética
A criação da Ciência
A criação do Valor
A razão da Criação
O enigma da Paranormalidade
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Não sou de querer reler livros. Acho que devemos caminhar por cada um deles da melhor maneira possível, absorvendo aquilo que conseguimos no instante em que recebemos. Mas este me pareceu tão rico em referências que cogito seriamente em refazer a leitura mais para a frente.
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Ainda acho o título um pouco presunçoso, mas, provavelmente se trate de uma bem intencionada jogada de Marketing e, senso assim, acho válida!
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sábado, 4 de julho de 2015

O Portal (Post 1441)

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Prefiro sentir uma espécie de mágica por detrás das palavras. Sentir a ritualística da energia me induzindo ao longo das linhas e das páginas, sem que eu possa emergir da trama magnética que me inebria. E assim, prossigo-me impelido ao universo ficcional, enclausurado voluntariamente dentro do volume intenso das palavras vivas que congestionam, as quatro da manhã, minha sala supostamente silenciosa.
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Adoro sentir que não fui eu a ir de encontro ao livro, mas o livro que se fez encontrar comigo, levando-me até ele. Um ente que circunda os ares por meio de notícias que se ouve e não se esquece, ou pessoas que se referem a obra e esta referência te parece sedutora, ou mesmo a capa exposta na livraria que clama por especial atenção em meio a tantas outras.
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Impressões inevitáveis que demarcam os limites de um destino que acaba me levando até o objeto livro, e então, devo eu prostrar-me a leitura constatando, enfim, que estou defronte a um velho conhecido.
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Assim foi, primeiramente, com “100 anos de solidão”.
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Assim foi com “Grande Sertão: Veredas”.
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Assim foi com “Perto do Coração Selvagem”.
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Assim foi com “Doutor Fausto”.
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Assim foi com a biografia do Paulo Coelho “O Mago”.
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Assim foi com o livro de histórias do Clube da Esquina “Os sonhos não envelhecem”.
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E assim agora está sendo com “A Montanha Mágica”.
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Preciso aprender que espécie de ultrarrealismo é esse capaz de saltar das folhas e nos abocanhar de encontro a narrativa. Qual é a força que faz um livro falar de maneira especial, ainda que sua capa esteja fechada?
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Seria magia?!
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sexta-feira, 3 de julho de 2015

O temp(l)o do ser

 
Diante da natureza do mundo de hoje,
após o desencarne de cada um de nós,
 chegaremos no plano espiritual,
fortalecidos ou cansados,
extasiados ou frustrados,
iludidos ou realizados
?
 
Eu não sei dizer!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Lista de livros que já li (Última atualização: 14 de maio de 2012)

Esses dias atrás pensei:
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 - Que bobagem ficar fazendo uma lista dos livros já lidos durante a vida, ficar alimentando esta mesma lista por anos e possivelmente por décadas, sem saber se isso terá alguma utilidade real para mim ou para quem quer que seja!
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Mas esta mesma crise me fez lembrar de mexer nos poucos livros que ainda restavam em Itanhandu, tirá-los de onde estavam e acrescentar seus nomes na mesma lista que não sei realmente para que serve. Além disso, resolvi incluir outros títulos já lidos desde a última atualização há mais de três anos atrás.
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Quanto ao meu questionamento, acho ainda cedo pra determinar a inutilidade real de tão vago gesto, sendo assim, prefiro seguir realizando a me arrepender por alguma desistência ainda precoce!
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Segue a lista...
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Antes do intercâmbio:
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 - Na primeira série, quando eu tinha 7 anos, teve uma festa do livro na Escola Estadual Felipe dos Santos e eu ganhei um livro que era 2 em 1, mas não me lembro o nome dele. Acho que esse foi o primeiro livro que eu li sozinho. Antes disso, eu ainda estava aprendendo a ler.
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 - Na segunda série, quando eu tinha 8 anos, o primeiro livro do ano que faria parte de uma ficha de leitura, se chamava:
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1. A botija de ouro – Joel Rufino dos Santos (Simples e bonitinho. Contava a história de uma escrava faminta que começou a comer a parede da senzala e achou uma botija que, ao ser esfregada, fazia brotar moedas de ouro. O dono da fazenda, ou o capataz (não me lembro) pega a botija pra ele e esfrega gananciosamente. Isso faz com que as moedas pesem e afundem o homem no solo (acho que juntamente com sua casa), libertando os escravos)
2. Diário de classe – Bartolomeu Campos Queirós (poesias para crianças)
3. O filho das estrelas – Wilson Rocha (um menino que viajou numa espaço-nave, ou coisa assim)
4. Falando pelos cotovelos – Lúcia Pimentel Góes (um menino que fica imaginando coisas, tipo “O fantástico mundo de Bob”.
5. A Vassoura da Bruxa – Rosana Rios (a vassoura de uma bruxa estraga e ela tem que pedir pra uma fada consertar).
6. Vinda com a Neve – Odette de Barros Mott (uma história meio oriental de uma menina muito branca e etc).
7. O dicionário de Serafina – Cristina Porto (Uma menina faz um dicionário com palavras bonitas, tentando achar o significado de diversas delas).
8. Laurinha vai pro hospital – Jane Curruth (tenho esse livro desde quando eu ainda nem sabia ler)
9. O dentinho malcriado – Jane Carruth (um esquilinho fica com dor de dente)
10. Casa de vó – Guiomar de Paiva Brandão (fala de coisas de uma casa de vó, como bolo, o cheirinho da vó e etc).
11. O monstrinho medonhento – Mário Lago (história de um monstrinho que não sabe ser mau)
12. A menina da garrafa verde – Doris Beling Quintella (uma menina encontra uma garrafa e dentro dela tem outra menina)
13. O Canguruzinho Fujão – Terezinha Casasanta (aventuras de um bebê canguru que foge do zoológico.
14. De onde viemos?! – Peter Mayle, Arthur Robins e Paul Walter (livro infantil sobre sexualidade)
15. O que está acontecendo comigo? - Peter Mayle, Arthur Robins e Paul Walter (fala sobre as mudanças da adolescência)
16. Mikai Kaká – Hildebrando Pontes Neto (uma história indígena).
17. Dona Vassoura – Guiomar de Paiva Brandão (uma vassoura falando das coisas que tem que passar).
18. Juca das rosas – Lúcia Miners (um menino da favela que ajuda a mãe a levar e trazer trouxas de roupa).
19. O pássaro-da-chuva – Monique Bermond (um menino prende um pássaro e daí a aldeia dele passa por uma seca, até que ele solta o animal e volta chover).
20. O gato de botas
21. O teatro de sombras de Ofélia – Michael Ende (Lindo livro de uma senhora que adota sombras e ensina teatro a ela. Então eles saem representando grandes comédias e dramas em aldeias e cidades).
22. O rei bigodeira e sua banheira – Audrey Wood (um rei não quer sair de sua banheira e faz todos do castelo ir lá pra dentro).
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Não sei se todos estes livros foram deste ano, mas, pelo menos são os mais infantis que eu já li. O último livro de 1992, foi:
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23. O Menino de Olho D'Água - José Paulo Paes e Rubens Matuck (Um livro lindíssimo!! Com ilustrações maravilhosas, comentários do ilustrador e ensinamentos entre um velho e um menino). Um livro ganhador de muitos prêmios. (Foi resenhado por ser muito bonito!)
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No meio desses tiveram alguns que eu não consigo lembrar...
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 - Na Terceira, Quarta e Quinta séries, minha fase CDF, li diveeersos livros, mas também não me lembro de todos. Lembro que lia muito nessa época. Lia 2 vezes cada livro antes da ficha de leitura. Ficava lendo até tarde... Foi uma fase muito rica!!!
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Segue uma lista com alguns livros dessa época:
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24. Caça ao tesouro, Uma viagem ecológica – Liliana Iacocca e Michele Iacocca
25. Viajantes do Infinito – Flávia Muniz (Livro que dá nome a esse blog, porque foi o primeiro livro que me marcou e também porque o título era sugestivo para o projeto de blog que eu tinha na época que criei esse “canto em que a hora e a vez do canto se fez). (Foi resenhado porque dá nome a este blog)
26. A ilha perdida – Não sei quem é o autor (Adorei esse livro! Conta aventuras numa ilha deserta no meio do rio Paraíba)
27. O mistério do 5 estrelas – Marcos Rey (História de mistério – assassinato talvez - num hotel chique e a investigação feita por um mordomo)
28. Histórias da Carochinha – Não sei o autor (Coleção de contos. Fiquei com medo do Barba Ruiva!!!)
29. O livro dos porquês – não sei o autor (Era uma tradução de um livro em italiano com perguntas feitas por crianças daquele país e respondidas por 2 jornalistas que selecionavam as mais interessantes e publicavam)
30. As sete faces da fábula – (Um livro meio chato. Primeiro é contada uma fábula, depois um autor desenvolve uma história que tenha a mesma moral da fábula que ele se baseou. Os autores - Fernanda Portela, Luiz Maria Veiga, Marcia Kupstas, Orlando Bastos, Paulo Sampaio, Ricardo Soares, Wagner Costa / As fábulas - "Os pés do pavão", "O gato e o macaco", "A águia e a coruja", "O lobo velho", "O cão e o lobo", "A raposa e as uvas" e "Os ratos e o sino do gato")
31. A Turma da Rua Quinze - Marçar Aquino (Investigação feita por uma turma de rua)
32. Garra de Campeão - Marcos Rey (Histórias de um rapaz que corria de moto e disputava o amor de uma mulher. Tinha um vilão, umas disputas com trapaças)
33. O Outro Lado da Ilha - José Maviael Monteiro (Pessoas vão para uma ilha que possui um lado desconhecido. Eles querem de qualquer maneira chegar até lá. Estudam o terreno e explodem uma pedra pra abrir um buraco para “o outro lado da ilha”. Depois disso, estranhos acontecimentos os ameaçam)
34. Pai sem terno e gravata – Cristina Agostinho (acho que o pai do menino perde o emprego e reaprende a viver).
35. O diário de Marisa – Maria Alice do Nascimento e Silva Leuzinger (descobertas de uma adolescente)
36. O diário de Marcos Vinícius - Maria Alice do Nascimento e Silva Leuzinger (descobertas de um adolescente)
37. É proibido miar – Pedro Bandeira (um cachorro que era meio gato)
38. Contos, mitos e lendas para crianças da América Latina (um livro de contos, mitos e lendas para crianças da América Latina. Afinal, com título tão grande como este, nem é necessário resenha ou comentário).
39. A reforma da natureza – Monteiro Lobato (algum personagem do sítio do Pica-pau amarelo resolve reformas árvores e animais).
40. Invasão de pensamento – Alina Perlman (uma menina que pensava demais).
41. O outro lado da história – Rosana Rios (uma inversão de contos de fadas).
42. A infância acabou – Renato Tapajós (passagens que levam um garoto a deixar de ser criança).
43. Sun and Light – Alair Alves de Carvalho (histórias em quadrinhos em inglês).
44. Em busca do templo perdido – Susannah Leigh (que de enigmas que devem ser decifrados pra poder chegar até o fim da história).
45. Flicts – Ziraldo (história das cores e de uma que fica meio esquecida).
46. Tantas histórias tem o tempo – Lino de Albergaria (mitos e fábulas de povos primitivos)
47. A bomba e o general – Umberto Eco e Eugenio Carmi (livro que fala do átomo que não queria fazer parte da bomba atômica).
48. Além do rio – Ziraldo (história do rio Amazonas).
49. Momento mágico – Guiomar de Paiva Brandão (fala de uma flor e de um beija-flor na ventania e insetos e coisas do tipo)
50. A constituição para crianças – Liliana Iacocca e Michelle Iacocca (fala dos direitos das crianças).
51. Poemas para brincar – José Paulo Paes (poemas bem humorados).
52. As viagens de Gulliver – adap: Cláudia Lopes
53. Uma professora muito maluquinha – Ziraldo (uma professora que fazia seus alunos gostarem de ler)
54. O menino maluquinho – Ziraldo (clássico)
55. A Grécia, mitos e lendas – Alain Quesnel, Jean Torton, trad: Ana Maria Machado (mitologia grega)
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Têm muitos outros além desses, mas não consigo lembrar de jeito nenhum.
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 - Depois, na Sexta, Sétima, Oitava, Primeiro, Segundo e Terceiro colegial, eu tive uma fase de ler menos. Eu lembro que eu gostava de ler, mas não tinha disciplina pra isso.
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Os livros dessa fase, são:
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56. Os noturnos – Flávia Muniz (Tinha uns vampiros e umas cenas sensuais)
57. O último mamífero do Martinelli – Marcos Rey (É o caso de um cara explorando um hotel abandonado, as coisas que ele acha, o mundo que ele cria. Acredito que seja um refugiado da ditadura militar que, um belo dia, sai e vê as diretas já passando e coisas do tipo)
58. David Copperfield – Charles Dickens (Biografia de um rapaz que se torna escritor. Talvez seja o alter-ego de Charles Dickens. Lembro que ele sofria demais no início da vida, mas depois se ajeitava. Gostei muito!)
59. Romeu e Julieta – William Shakespeare (Adaptação: Isabel de Lorenzo) (Me comoveu as declarações de amor)
60. A maldição do tesouro do faraó – Sérci Bardari (Tinha ligação com Tutancâmon, uma maldição e um museu)
61. Um rosto no computador – Marcos Rey (Acho que era história de rackers – ou simplesmente um rosto na tela - e um paralítico que o vencia)
62. O noviço e Juiz de Paz na Roça – Martins pena (Adaptação: Martins Pena) (Livro em forma de peça de teatro)
63. Cyrano de Bergerac – Edmond Rostand (Rubem Braga) (Um esgrimista francês que era feio, narigudo, mais era o melhor de todos com a espada. O fim do livro é ele velho e acabado, mas ainda bom lutador e respeitado por todos)
64. Sexualidade, um bate papo com o psicólogo – Ênio Brito Pinto (Livro em forma de conversa, muito gostoso de ler)
65. Sonho de uma noite de verão – William Shakespeare (Adaptação: Ana Maria Machado) (Uma fantasia total numa floresta e seres imaginários)
66. O grande mentecapto – Fernando Sabino (Viagens de um doido por terras brasileiras. Lembro-me de uma cena muito linda que se passa em Congonhas do Campo, junto aos profetas de Aleijadinho, onde o Mentecapto tem visões e coisas do tipo, tudo muito bem escrito)
67. Para gostar de ler I – Crônicas de autores famosos
68. Para gostar de ler II – Crônicas de autores famosos
69. Para gostar de ler V – Crônicas de autores famosos
70. Brás, Bexiga e Barra Funda – Alcântara Machado (histórias paulistanas).
71. Auto da barca do Inferno – Gil Vicente (embate entre anjos e demônios).
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Não me lembro de muitos outros livros dessa fase. E também não vou colocar livros de escola nessa lista.
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No terceiro ano, lembro que li e escandiei, junto com um amigo, TODOS os poemas do livro:
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72. Espumas Flutuantes – Castro Alves (Lindíssimo! Um super poeta que tivemos. Versos metrificados, rimas bem feitas, vocabulário vasto. Adorei!)
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No intercâmbio (2002): (A partir desse ponto, todos os livro foram resenhados, exceto os três em Alemão que li no intercâmbio. Tinha esquecido deles, mas quando fui ler meu diário, percebi que precisava acrescentar).
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Voltei a ter disciplina pra ler, por isso essa fase está colocada como uma zona de separação. Procurei comprar uns livros, pegar com conhecidos e etc. Foi ótimo!!!
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Os livros principais dessa fase, são:
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73. Conto da ilha desconhecida – José Saramago
74. O banqueiro anarquista – Fernando Pessoa
75. Baía dos Tigres – Pedro Rosa Mendes
76. Death Poets Society – N. H. Kleinbaum (O único livro em inglês que li inteiro)
77. Diário Noturno – Gabriel, o pensador
78. Der kleine Prinz
79. Lili Hixi
80. Angefuhrt! Angefuhrt!
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Tem outros menores que eu não lembro, uns livros pequenos em alemão, coisas do tipo.
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Depois do intercâmbio:
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81. Cem anos de solidão – Gabriel Garcia Marquez (tem um texto falando coisas vagas)
82. Ensaio sobre a cegueira – José Saramago (só tem uma poesia sobre ele)
83. Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley
84. Fausto I - Goethe
85. Amar, verbo intransitivo – Mario de Andrade
86. Terras do sem fim – Jorge Amado
87. Intermitências da morte – José Saramago
88. Evangelho segundo Jesus Cristo – José Saramago
89. Primeiras estórias – João Guimarães Rosa
90. A grande arte – Rubem Fonseca
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Talvez existam outros livros, mas eu não me lembro. Se estiver faltando, será um, no máximo dois...
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Continuação:
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Acho que o primeiro livro resenhado desse blog é:
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91. A hora a estrela – Clarice Lispector. O título dessa resenha, na verdade, é: Macabéia...
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Antes dele, escrevi coisas baseadas em livros, mas nada que pudesse ser chamado de “Resenha ou quase”.
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Outros já resenhados:
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92. Grande Sertão: Veredas – João Guimarães Rosa (primeira vez que eu procurei ir fundo numa resenha)
93. Perto do coração selvagem – Clarice Lispector (na minha opinião, é uma das melhores resenhas desse blog)
94. Manuelzão e Miguilim – João Guimarães Rosa
95. Vidas secas e Angústia – Graciliano Ramos (Estão juntas)
96. A maçã no escuro – Clarice Lispector
97. Dom Casmurro – Machado de Assis
98. Livro com os contos: “A cartomante”, “Uns braços”, “Conto de escola”, “O alienista”, “O espelho”, “Um homem célebre” e “A causa secreta” – Machado de Assis (Há uma resenha comparando ele com Guimarães Rosa, falando um pouco de Primeiras estórias)
99. Heloísa – Benita Carneiro
100. Pipas e Porões – Dilza Pino Nilo
101. O processo – Franz Kafka
102. A viagem do elefante – José Saramago
103. O filho Eterno – Cristóvão Tezza
104. Sagarana – João Guimarães Rosa
105. Dom Quixote – Miguel de Cervantes Saavedra
106. A metamorfose – Franz Kafka
107. Mensagem – Fernando Pessoa
108. Memorial do Convento – José Saramago
109. Bendições – Max de Figueiredo Portes
110. Madame Bovary – Gustave Flauber
111. A Fábrica – Danilo Ferraz
112. O assassinato e outras histórias – Anton Tchekhov
113. O coração das trevas – Joseph Conrad
114. Caim – José Saramago
115. Contos de amor, de loucura e de morte – Horacio Quiroga
116. Cândido ou O Otimismo – Voltaire
117. Os sofrimentos do jovem Werther – J. W. Goethe
118. Outra volta no parafuso – Henry James
119. Alto Risco – Maurício Tibúrcio
120. Do fundo do poço se vê a lua – Joca Reiners Terron
121. Manifesto do Partido Comunista – Marx e Engels
122. Livro: Quatro contos
123. Para gostar de ler – Vol. 9
124. Doutor Fausto – Thomas Mann
125. O Mago (Biografia de Paulo Coelho) – Fernando Morais
126. Pornopopéia – Reinaldo Moraes
127. Oito contos de amor – Lygia Fagundes Telles
128. Clarice, - Benjamin Moser
129. Memórias de um sargento de milícias – Manuel Antônio de Almeida
130. O Morro Dos Ventos Uivantes - Emily Brontë
131. Rei Lear – William Shakespeare
132. Macbeth – William Shakespeare
133. Grandes Esperanças – Charles Dickens
134. Triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto
135. Austerlitz – W. G. Sebald
136. O homem que queria ser rei e outras histórias – Rudyard Kipling
137. Antologia Poética – Cecília Meireles
138. On the road – Jack Kerouac
139. Haikais – Benita Carneiro
140. Marcas de um tempo real – Benita Carneiro
141. Nasce uma flor daqui - Benita Carneiro
142. Fernando Pessoa – Uma quase autobiografia – José Paulo Cavalcanti Filho
143. A rosa do povo – Carlos Drummond de Andrade
144. Aquarela – Benita Carneiro
145. Infância – Maksim Górki
146. Método Prático da Guerrilha - Marcelo Ferroni
147. O Cortiço – Aluísio Azevedo
148. O Falecido Mattia Pascal - Luigi Pirandello
149. Orgulho e preconceito – Jane Austen
150. Os sonhos não envelhecem - Histórias do Clube da Esquina – Márcio Borges
151. Passageiro do fim do dia – Rubens Figueiredo
152. Pétalas esparsas – Benita Carneiro
153. Aquarela – Benita Carneiro
154. Os Malavóglia - Giovanni Verga
155. Uma vida sem limites – Nick Vujicic
156. O retrato de Dorian Gray – Oscar Wilde
157. Romanceiro da Inconfidência – Cecília Meireles
158. A cabana - William P. Young
159. As meninas – Ligia Fagundes Telles
160. As teorias selvagens – Pola Oloixarac
161. Itaema – Benita Carneiro
162. Cartas chilenas – Tomás Antônio Gonzaga
163. Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
164. Macunaíma – Mario de Andrade
165. O livro dos espíritos – Allan Kardec
166. Para decorar – Benita Carneiro
167. Girassóis – Benita Carneiro
168. Carrossel – Benita Carneiro
169. Bill – Benita Carneiro
170. Antologia poética (Fernando Pessoa) – Fernando Pessoas
171. O Vermelho e o Negro - Stendhal
172. O Encontro Marcado – Fernando Sabino
173. Pelo Solimões – Quintino Cunha
174. Palavras Desavisadas de Tudo – Vol. I – Reunião de vários autores
175. Palavras Desavisadas de Tudo – Vol. II – Reunião de vários autores
176. Clara Nunes – Guerreira da Utopia – Vagner Fernandes
177. Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga
178. @M@R – Helga Bevilacqua
179. Ansiedade, como enfrentar o mal do século – Augusto Cury
180. Filho de Itanhandu – Henrique Pinto
181. I Juca Pirama - Os Timbiras – Gonçalves Dias

182. Nova Antologia do Conto Russo – Reunião de vários autores

sábado, 23 de maio de 2015

Meditus

 
A boa leitura é uma espécie de
meditação homeopática.
 

Pra Lavra

A palavra é a compartimentalização da energia, a colocação de partículas de Deus em cápsulas dotadas de significação. E isso é necessário para tornar possível a digestão interna da verdade universal, o processamento do conhecimento e da sabedoria total, a qual todos estamos fadados a alcançar.

Ditadura Consentida

O processo de construção e de afirmação do ser humano atual se dá pela exageração dos opostos. Ou é mais permitido ser mano, ou é mais permitido ser piriguete.
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Há pouco espaço para a delicadeza e para a arte de ser sutil, de ser gentil.
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O exagero, a violência como autoafirmação, a prepotência permitida e estimulada pela ostentação, as coisas proibidas e sem sentido profundo, são estes os desvalores que imperam e quase ditatorialmente se proliferam por diversas partes da sociedade atual.
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E os poucos que criticam essas posturas podem ainda ser vistos como caretas e fora de moda, desligados da atualidade, desnecessários e desencaixados.
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Acredito que, na verdade, a realidade de um futuro distante não vai permitir senão a negação disso que agora se torna espalhado. O futuro trará outros comportamentos melhores, outras visões mais vastas, outros homens e mulheres de mais maturidade, com aspectos mais interessantes a serem valorizados.
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Será mesmo?!
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Momento Instante

Quando chove, todos nós deveríamos respeitar, deveríamos nos aquietar.
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Deveríamos nos calar para sentir o silêncio profundo que emana do barulho pequeno da chuva. Um ruído minimalista como um mantra contínuo que se perpetua pelo tempo e que tanta falta nos faz, ainda que não sejamos capazes de perceber sua ausência na volúpia cotidiana.
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As partículas que molham o chão, podem molhar indiretamente a alma que sabe sentir. As gotas molham as ruas e adensam o momento, intensificam os ares, precipitam o que vem de tão alto e que passa se deixando estar.
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As gotas podem regar os traços da vida dos muitos de nós que sentimos sede. Deveríamos nos permitir melhor brotar nossas interioridades, deveríamos deixar nossas almas florescerem diferentes pelo simples sentir da chuva que cai.
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A chuva é um convite a parada, um convite a desacelerar, uma possível passagem para um passado mais contínuo, menos disperso. O fluxo do passado que tantos de nós perdemos, desvinculando memórias, desvinculando pessoas, atropelando o que passou na velocidade do presente.
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A chuva, se bem sentida, pode nos remeter ao oposto de tudo isso. Pode nos recolocar em nós mesmos, por mínimos instantes que duram tanto.
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“Sempre que chove
Tudo faz tanto tempo...”
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Mario Quintana
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terça-feira, 19 de maio de 2015

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Quem muito julga, pouco ama.


Vá dizer...

O amor é uma capacidade
caprichosa que precisa de terreno
bonito para se enraizar. Não que
ele não possa sobreviver as
dificuldades da terra do
cotidiano, mas é que as
delicadezas diárias
podem fazer seus
frutos serem
muito mais
saborosos
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Naturalidade

A natureza é a mais perfeita manifestação física de Deus, em qualquer lugar do Universo físico que ela se manifeste.
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A manifestação pura, dura, real, com leis escancaradas, irredutíveis, inquestionáveis, perpétuas.
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Ela é a construção exata, excluída de caprichos, de leis verbais, de privilégios, de contratos firmados pelas partes envolvidas.
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Exclui-se dela os tratados religiosos, as orações inebriantes, as palavras verborrágicas, os pecados, mas também a necessidade arrependimento e a culpa.
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Ela é a prostração final, basilar e fundamental que nega a necessidade do sofrimento servindo de catarse para qualquer coisa.
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Ou de qualquer coisa servindo de catarse para o além.
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Ela nega a necessidade de procura de significados, de conclusões, de eras, de inteligência superior. Nós é que por ela tentamos superar nossos desânimos.
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É a realidade crua, independente da fé no controle racional de um ser maior, onisciente, onipresente ou onipotente. Ela é, por si só, onisciente, onipresente e onipotente.
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Transcendente de nada em si mesma!
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Ela nos mostra a dura complexidade de não haver um sentido dirigido e controlável, um porquê profundo e consciente de si.
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Não há uma razão ulterior de existência, um engendramento delicado de um possível brilhante castelo de cartas divina.
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E, em certa instância, apesar de crermos no contrário, não estamos muito além de sua realidade aqui descrita.
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Apesar de nos colocarmos dentro do nicho exclusivista dos animais supostamente racionais, nossas fabulações espirituais podem parecer, aos olhos de Deus, meras adaptações de um outro sentido supremo que guia, sob as mesmas regras, os homens e as amebas.
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Pareceres sobre o Amor

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Não acredito que o amor aconteça de maneira automática. Pra mim, isso é paixão, não é amor. Não acredito num amor que comece por nada, um amor sem motivo. Não acredito num amor que se inicie sem ter por base alguma secreta razão que seja, ou uma silenciosa motivação que possa ainda explicar, ao ser que ama, de quais lugares vem esta fonte que alimenta o amor.
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Também não acredito que o amor seja totalmente desconhecido por alguma pessoa. Todo ser guarda uma capacidade amorosa dentro de si. Isso não significa que esta capacidade vá se transformar em amor. Isso também não significa que qualquer pessoa vá ter consciência de que aquilo que ela está sentindo é o Amor.
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Mas acho mesmo que todas as pessoas têm a capacidade de amar. No entanto, esta capacidade se manifesta fraca em algum; ignorante de sua totalidade, porém verdadeira em alguns outros; madura e sublime em alguns felizes; e, em tantas pessoas, bastante esquecida e dormente por toda uma vida. 
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E o próprio amor pode ter enganado muitos de nós por muitas vezes, pois possui diversas intensidades e várias formas de adaptação. O amor pode se combinar com uma série de outros sentimentos que podem ajudá-lo ou atrapalhá-lo. O amor pode se combinar com a amizade, por exemplo; ou o amor pode se combinar com a obsessão. O amor pode se combinar com tantas formas boas e ruins de sentimentos, mas, mesmo assim, não acredito que deixe ser amor. O amor engana por sua capacidade de significação, de se conjugar com aquilo que não o merece. O amor também pode ser perigoso.
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O amor também pode ser silencioso, mas ele sempre se fará ouvir em algum momento. Logo no início, ou depois de muitos e muitos anos. Não acredito num amor que permaneça ignorante de si por toda uma vida. Se a juventude é cheia de ruídos, a velhice tende a nos lavar os ouvidos da alma, ainda que os do corpo possam estar menos aguçados.
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Mas o amor nunca foi profundamente ignorante, e acredito que muito menos será de agora para frente. A humanidade amadurece e o homem, sua peça fundamental, também amadurecerá nela. O homem sentirá novas formas de sabedoria, e o amor é uma das mais belas sementes de sabedoria, ainda que cercada de destemperos inválidos.
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Estamos num processo de ampliação da consciência coletiva, mas, como todo movimento, ele não é unidirecional. Estamos num misto de aproximação e afastamento, coletividade e individualização, extravagância e resguardo. E o resultado de tudo, tende a ser positivo. E que assim seja.
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O amor é a condição intrínseca da alma humana em sua expansão e penso que podemos estar nos tornando, cada dia mais, conscientes das belezas da vida e do espírito.
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Se somos menos ignorantes em relação a algumas coisas do que nossos belos antepassados, temos que ser mais sacados, e fazer nascer uma beleza maior do que aquela que a relativa ignorância do passado fez florescer naqueles que nos antecederam.
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De agora para frente, eu reconheço o amor como uma transformação consciente do ser-mediano em ser-amante, ainda que isso possa demorar muito tempo.
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Haverá cada vez menos a ignorância do amor por exigência, do amor por arranjo, do amor por vergonha, por resignação dolorida. Um sentimento que crescia sem que déssemos seus nomes corretos ou sem que tivéssemos a consciência de que ele também podia e pode ser alimentado diretamente em seu cerne energético.
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Este é o ponto fundamental deste texto. Agora consegui encontrá-lo.
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Quero crer que o amor, de agora para frente, será mais livre e mais consciente. Não que este tipo de amor já não exista pelos cantos dos amores já existentes, mas é que, talvez, seja necessário dizer de uma nova forma de amor que se sabe enquanto amor em construção consciente do sentir amor.
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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Ouvindo “Mantra” do Nando Reis (Há um bom tempo atrás)

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Há quanto tempo atrás nossos iguais iniciaram seus passos por sobre a capa orgânica deste planeta? Há quantas eras astrológicas os homens humanos fixaram neste planeta a consciência de suas almas em combustão de esperança?
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Quando a roda da carruagem do agora começou a ser girada? Quando nossos antepassados começaram a ter suas caras próprias, suas construções de milhões, sua identidade cultural, seus cânticos, seus cantos de estar e permanecer? Há quantas voltas atrás começamos este ISTO que hoje estamos inseridos?
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Quando vibrou a primeira alma nos corpos tão similares a estes que agora ocupamos?
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Isso eu não saberia dizer, mas muitos já disseram coisas sobre as possíveis origens deste profundo caldeirão de almas que agora, neste momento, habita os mais diversos recantos desta grande massa vital!
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No entanto, apesar de não conseguir dizer quando tudo isso começou, sinto que toda beleza já estava manifestada nos primórdios momentos de iniciação desta grande jornada. Tudo o que há de mais perfeito, todas as respostas, as conclusões finais de tudo que ainda estava por vir e se manifestar, tudo isso já estava latente nas belezas basilares reveladas pelas diversas religiões milenarmente fundamentadas, ou mesmo nos mistérios sabedores que se escondem pelo temporário despreparo de nós que aqui estamos.
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E, em minha opinião, elementos deste tipo se multiplicam mais amplamente na construção do Hinduísmo, em sua belíssima teogonia, na figura do sublime Krishna e nas milhões de representações coloridas e multifacetadas que habitam o gigantesco panteão da mais antiga das religiões ainda amplamente em exercício neste planeta.
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Krishna e os princípios por ele aqui vivificados foram capazes de trazer e fundamentar, com extraordinário encanto, alegria e simplicidade, tudo o que nos guia nas várias faces do divino. A beleza da música, da dança totalmente desprovida de parâmetros enclausurados, a manifestação da constante mudança colocada no ato de simplesmente fazer mover o corpo em toda sua possibilidade. A leveza da felicidade como ponto final e inescapável de todo ser, a solução para os sofrimentos como o caminho único a que todos nós podemos chegar se tivermos paciência, resignação e humildade.
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E como é ainda mais lindo, perfeito e simples a magia do movimento corporal por meio da dança quando desprovida de intenções mentais!
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A dança pela dança, o movimento pelo movimento e a não intenção pela intenção de tudo que for mais perfeito que nós. A extinção de qualquer movimento previamente significado verbalmente pelo pensamento. A sabedoria silenciosa do corpo que nos arrebata se soubermos deixar só ela nos dizer.
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É o encanto da perfeição que vibra pequenina e absoluta na combinação dos sons diversos e dos movimentos múltiplos. Sons que ecoam no ar e dentro das almas que se deixam tocar e o movimento que vem de dentro e se alimenta de sua própria continuação.
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É a música servindo de base e estímulo ao corpo que quer se fazer vivo, transpassando em si um fluxo qualquer de ir adiante, uma vibração que se deixa realizar. Um tanto de intenção artística que faz as formas corpóreas se metamorfosearem, livres dentro de nossas prisões temporárias, num lampejo de divindade.
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E nessas horas, não há tempo e nem espaço. O não lugar de qualquer lugar nos abraça, o transpassar do lugar, do espaço e do tempo se faz dentro de nós. Qualquer lugar pode ser usado, qualquer canto se amplia no ato da dança. A dança sem amarras, sem controles, mas sapiente de sua própria beleza em si, fazendo do movimento uma grande possibilidade de superação de todo sofrimento, de todo mal, de toda dor. O sentir primeiro da perfeição final.
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Este é um exemplo do bem que dá prazer, do bem que faz sentido, do Hedonismo do bem e que nos envolve de felicidade e resiliência, não dando margens ao acaso descuidoso do mal. Coisas boas que fazem bem, coisas sensíveis que nos fazem transbordar e deixar a sensação vibrar deliciosamente em nossos corpos, como adrenalina, como êxtase, como consciência corporal, como possibilidade de vida, como sensação de existência, como forma de exercício primeiro de nossa condição física.
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E a dança pode ser tudo isso: o mínimo humano que se faz experimentar em suas formas, ou mesmo a múltipla manifestação metafórica e metamórfica dos inúmeros seres divinos que transcendem a formatação humanóide que tanto impera e reduz as possibilidades de expressão da energia que nos rege vinda do mundo dos espíritos.
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Todo bom homem, quando dança, é meio Deus!
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terça-feira, 12 de maio de 2015

Limpeza (Escrito em 02/06/2014)

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Hoje fiz uma superlimpeza física nos armários e caixas daqui de casa, além de uma limpeza virtual nos arquivos e pastas do meu computador. Fuçando daqui e dali, acabei chegando numa planilha com as listas de meus alunos de piano, ano após ano.
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Como bem me lembro, comecei a dar aulas deste instrumento no ano de 2009. Ao voltar do Carnaval em Passa Quatro, comecei a formular melhor a ideia que tive antes do feriado: a de dar aulas de piano. Essa me pareceu ser a melhor saída para alguém que já estava há mais de um ano e meio fora da faculdade, perdera todo contato com os colegas de classe, e não conseguia encontrar maneiras de se colocar dentro de alguma empresa.
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Fui pesquisar e vi que o Carnaval daquele ano aconteceu de 20 a 24 de Fevereiro. Provavelmente na primeira ou segunda semana de Março foi quando comecei a pensar melhor sobre o assunto e fiz um primeiro esboço de cartaz. Depois disso, saí procurando espaços aqui na região em que pudesse colocar a propaganda.
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Lembro que entrei em vários lugares: xerox, livrarias, sebos, cabeleireiros, até bares. Entrei inclusive na faculdade da PUC que fica na Consolação e no Mackenzie. No Mackenzie não havia muitos prédios em que era permitido colocar cartazes. Descobri que a unidade com mais locais para pregar anúncios era o prédio de Direito.
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Como foi difícil tomar coragem. Fiquei horas zanzando pelos andares, disfarçando, entrando nos banheiros, esperando o prédio ficar vazio e colocando os cartazes quando os alunos não estavam olhando, pois temia que alguém pudesse me dedurar aos seguranças que ficavam no primeiro andar.
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Mas, enfim, com muito esforço, consegui...
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Passando alguns dias, alguns alunos dessa universidade começaram a me ligar. E foi por meio de sua irmã Mariana, que a Luciana, minha primeira aluna, pegou meu contato. A Mariana estudava Direito no Mack e, como sua irmã havia ganhado um piano novo, resolveu levar meu número para a caçula.
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Lembro-me até hoje. Naquele início de quaresma, eu completamente sem emprego, sem perspectiva do que fazer, vivendo um dos anos mais pesados energeticamente, sentindo um peso tremendo, peguei dois ônibus para ir até um lugar meio distante na Zona Leste.
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Tenho nítido na minha cabeça o momento em que bati na porta, ela foi aberta e eu tive que começar a fazer algo totalmente novo, naquele apartamento em algum lugar distante da minha casa. Mas, graças eu fui muito bem recebido, elas me davam almoço e lanches, e me fez muito bem conviver com pessoas novas, paulistanos diferentes de tantos que eu já havia conhecido em outros tempos, em outros meios. Pessoas mais sinceras, mais simples, mais verdadeiras. Pessoas melhores!
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De lá pra cá, muitos alunos já passaram pelas minhas aulas particulares. Mas, sempre restará, em todo caminho, a lembrança do primeiro passo, a primeira aula, o primeiro momento, a primeira aluna: Luciana.
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Lista meio desatualizada:
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  1. Amanda
  2. Ana
  3. Bruno
  4. Chrys
  5. Daisy
  6. Daniela
  7. Dulcinéia
  8. Enzo
  9. Érika
  10. Eurani
  11. Fernando
  12. Gema
  13. Guta
  14. Henrique
  15. Igor
  16. Iris
  17. Jane
  18. João Henrique
  19. João Manuel
  20. Juliana
  21. Larissa
  22. Ligia
  23. Luciana
  24. Luiz
  25. Mara
  26. Marcos
  27. Mariana
  28. Natacha
  29. Paula
  30. Rafael
  31. Regina
  32. Rodrigo
  33. Ronaldo
  34. Sérgio
  35. Sílvio
  36. Tarso
  37. Tatiana
  38. Vera
  39. Vitor
  40. Walter
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De como mudar

É impressionante a capacidade do Plano Espiritual de trabalhar, por vezes, especificamente, aquilo que nos angustia, sem interferir em outros aspectos de nós. É certo que precisamos dar abertura, pela humildade, pelo pedido, pela prece e, com o reconhecimento do ponto central, chegar até o problema, para que a mudança aconteça mais efetivamente.
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Mas, por exemplo, eu tinha uma visão muito pessimista em relação as coisas, uma interpretação pesada sobre os entendimentos da vida e, depois de pedir, reconhecer minha incapacidade e abrir espaço para o trabalho, isso foi fluindo e modificando dentro de mim, de maneira meio mágica.
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Algo que eu tive durante anos e anos e sabia o quanto me fazia mal e me atrasava em relação a vida, no momento correto, no pedido correto, no reconhecimento correto, me foi dada a melhoria precisa, pontual daquela pequena instância da mente da minha alma em meu espírito.
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O detalhe que no magma da energia plural e fluida foi capaz de ser mudado cirurgicamente, sem que outras estruturas significativas que margeavam este pessimismo fossem alteradas em suas/ minhas formas de sermos.
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Isso é magia profunda e boa. Isso é um pedaço de Deus!
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É verdade que ainda sempre devo prestar atenção para que não retorne a fundos de descrença absolutas que durem alguns minutos e que se me arrasam apocalipticamente.
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Mas, mais que isso, melhorei, sim, melhorando melhor!
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Além Lar

 

Pontilhismo

 
 





 
 

Tantas vezes por Aqui (Catedral da Sé)

 



Em algum lugar do Passado

 

Chão de Estrelas

 
 

MAGMA

"COMO UM BRILHANTE
QUE PARTINDO A LUZ
EXPLODE EM SETE CORES"