“É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas.
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto o mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho.
E foste um difícil começo, afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso.
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas e campos e espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva.
E os novos baianos te podem curtir numa boa”.
(19 anos – São Paulo e etc)
.
.
“Olha lá quem vem do lado oposto
Vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
Sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar”.
(Faculdade – 20 anos – faculdade é bom pra pôr a gente no nosso lugar)
.
.
“There must have been an angel by my side
Something heavenly led me to you
Look at the sky
It’s the color of love”.
(Cartas e emoção em demasia – cegueira – 20 anos)
.
.
“Estou pensando mais que nunca que preciso ouvir alguma coisa
Eu quero conversar e se alguém me perguntar vou responder
Que eu me sinto hoje como a brasa que a cinza apagou
E que precisa urgente mente de um sopro pra que volte a arder”.
(Época mais foda da minha vida até agora – 20 anos)
.
.
“Coração, para que se apaixonou
Por alguém que nunca te amou
Alguém que nunca vai te amar”
(Férias de janeiro – Muita coisa boa e muita coisa ruim – comida do Diabo e Salvador – 21 anos)
.
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“It's got to be slow, talking love the only way It's got to just flow, Making love and taking time To let it grow”.
(Covardia ou sensatez? – 21 anos)
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“Se eu quiser falar com Deus
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas.
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto o mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho.
E foste um difícil começo, afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso.
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas e campos e espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva.
E os novos baianos te podem curtir numa boa”.
(19 anos – São Paulo e etc)
.
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“Olha lá quem vem do lado oposto
Vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
Sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar”.
(Faculdade – 20 anos – faculdade é bom pra pôr a gente no nosso lugar)
.
.
“There must have been an angel by my side
Something heavenly led me to you
Look at the sky
It’s the color of love”.
(Cartas e emoção em demasia – cegueira – 20 anos)
.
.
“Estou pensando mais que nunca que preciso ouvir alguma coisa
Eu quero conversar e se alguém me perguntar vou responder
Que eu me sinto hoje como a brasa que a cinza apagou
E que precisa urgente mente de um sopro pra que volte a arder”.
(Época mais foda da minha vida até agora – 20 anos)
.
.
“Coração, para que se apaixonou
Por alguém que nunca te amou
Alguém que nunca vai te amar”
(Férias de janeiro – Muita coisa boa e muita coisa ruim – comida do Diabo e Salvador – 21 anos)
.
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“It's got to be slow, talking love the only way It's got to just flow, Making love and taking time To let it grow”.
(Covardia ou sensatez? – 21 anos)
.
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“Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar”.
(Deus e o Diabo na Terra do Sol ou na Briga dos Tempos – 21 anos)
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“A minha alma tá armada e apontada para a cara do sossego”.
(Conseqüência das Brigas dos Tempos e cansaço de sei lá o que – 21 anos)
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“Enquanto isso anoitece em certas regiões
(Deus e o Diabo na Terra do Sol ou na Briga dos Tempos – 21 anos)
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“A minha alma tá armada e apontada para a cara do sossego”.
(Conseqüência das Brigas dos Tempos e cansaço de sei lá o que – 21 anos)
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“Enquanto isso anoitece em certas regiões
E se pudéssemos ter a velocidade para ver tudo
Assistiríamos tudo”.
(Florianópolis e derivados – 21 anos – Todas as Cores do Mundo)
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“Canta comigo meu povo
Pro grito ecoar pelo morro
Que os cantos de minas é bão demais
...
Vozes geraes, nos cantos da terra
Minas é porta e janela
Noites e quintais
Nas minas das vozes geraes
O quintal é o muuuuuuuuuundo
...
A flor que mora na estrela, parece uma margarida
É branca de olhos verdes, alguém que eu tenho na vida
A flor que mora na estrela, parece uma magarida
Eu gosto tanto de vê-la, na juventude florida.
Mando um beijo, corto o desejo
Para manter o meu amor todinho aceso”.
(Festival 2005, depois do festival horrível de 2004, eu merecia um festival como esse desse ano, e aí de quem negar).
.
.
Essas são algumas músicas que eu pensei e que me marcaram de alguma maneira, ou por causa de um momento, ou por estarem presentes em vários deles, ou por terem feito mais sentido pra mim na hora que eu precisava cantar aquilo que eu estava vivendo. Nem sempre a letra tem tanto a ver com a hora que ela foi cantada, mas de qualquer maneira as músicas estão aí juntas com alguns pedaços meus. Com certeza existem outras tantas que eu devo ter esquecido, mas eu fiquei satisfeito com o resultado dessa lista aí. E pra terminar eu queria deixar esse pedaço da música do Milton Nascimento que se chama Certas Canções.
.
.
“Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim,
Que perguntar carece como não fui eu que fiz.
Certa emoção me alcança corta minha alma sem dor
Certas canções me chegam como se fosse o amor”.
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(Florianópolis e derivados – 21 anos – Todas as Cores do Mundo)
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“Canta comigo meu povo
Pro grito ecoar pelo morro
Que os cantos de minas é bão demais
...
Vozes geraes, nos cantos da terra
Minas é porta e janela
Noites e quintais
Nas minas das vozes geraes
O quintal é o muuuuuuuuuundo
...
A flor que mora na estrela, parece uma margarida
É branca de olhos verdes, alguém que eu tenho na vida
A flor que mora na estrela, parece uma magarida
Eu gosto tanto de vê-la, na juventude florida.
Mando um beijo, corto o desejo
Para manter o meu amor todinho aceso”.
(Festival 2005, depois do festival horrível de 2004, eu merecia um festival como esse desse ano, e aí de quem negar).
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Essas são algumas músicas que eu pensei e que me marcaram de alguma maneira, ou por causa de um momento, ou por estarem presentes em vários deles, ou por terem feito mais sentido pra mim na hora que eu precisava cantar aquilo que eu estava vivendo. Nem sempre a letra tem tanto a ver com a hora que ela foi cantada, mas de qualquer maneira as músicas estão aí juntas com alguns pedaços meus. Com certeza existem outras tantas que eu devo ter esquecido, mas eu fiquei satisfeito com o resultado dessa lista aí. E pra terminar eu queria deixar esse pedaço da música do Milton Nascimento que se chama Certas Canções.
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“Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim,
Que perguntar carece como não fui eu que fiz.
Certa emoção me alcança corta minha alma sem dor
Certas canções me chegam como se fosse o amor”.
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3 comentários:
Dos post 4 até o 6, acho q vc mostrou o q há (ainda) dentro de vc. muito bom! vc parece estar evoluindo....no mais, nao quero dizer mais nada....
Gisele
Só isso...Vc colocou apenas algumas, imagina se colocasse todas? E esses "certas canções"...
é de alguma musica ou é do cancioneiro de Wagner viajante, se é que eu posso chama-lo assim?...
Obrigado pela companhia la na Milenium...
Um grande Abraço
BJ
BJ, "Certas Canções" é do Milton Nascimento e do Tunai.
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