terça-feira, 27 de setembro de 2005

Mais uma daquelas...

Vou começar um texto qualquer agora. De cada ponto, vírgula ou palavrinha jogada sem pretensão no papel ou digitada no computador (o que não é nem um pouco poético, mas é verdadeiro e contemporâneo) abrem-se bitrilhões (como eu costumava dizer quando criança) de maneiras de continuar essa coisa que quiseram chamar de Post. É tão grande a liberdade, como disse Sartre, nós estamos condenados à liberdade e isso é foda. É muito bom, mas é meio inebriante, imagina só, cada fim de sentença é apenas o começo de uma nova escolha muito muito aberta mesmo, e o que vem pode ser o que for. É por isso que eu gosto de escrever. Gosto porque é um negócio meu, um pedacinho que dorme num outro lugar por aí. Uns filhos meio tortos que vão embora e só, dependendo do envolvimento com a cria. Os textos são muito legalzinhos. Eu gosto mesmo. Mas mesmo com toda essa liberdade na hora de escrever, parece que algumas vezes o resultado final é uma coisa que já existia dentro e só passou pra fora, como se fosse, ahhhhhhh, uma merda. É, me desculpem, mas o troço saiu inteiro e agora dorme mansinho no fundo da tela-privada (privada por não ser pública, e não por ser privada em si). É, é mais ou menos isso. Mas algumas muitas vezes eu só escrevi e no fim aquilo ali não era nada além de um ser que já existia e agora continuava existindo só que noutro lugar. Não me importa, nada não. Às vezes me cansa essas minhas viagens. Esses dias atrás queria acabar com o meu blog. Despedir, falar o porquê e dar um tempo, talvez voltar, talvez nem isso, mas com certeza fazer outro com outro propósito, ou melhor, com outro nome. Não gosto desse nome não. Ele não condiz com o que eu devo condizer atualmente. Vários compromissos em bolos de tarefinhas que não me refletem, mas mesmo assim esse talvez seja a minha escolha e agora pode já ser (mesmo com 21 anos) tarde demais para voltar atrás. Quem viaja demais pro infinito, não pára na terra e entre os seus. É tudo muito bom, é tudo muito ruim, é no fim tudo na base do mais ou menos. Nem lá nem cá, nem em lugar nenhum e nem eu em mim. É fóda, é difícil pra ser mais polido, mas isso não vem ao caso em quase hora alguma, principalmente pra vocês que lêem o blog. O texto tá ficando grande, e eu ainda quero falar pro resto da vida coisas e mais coisas. Exagero???? Não, eu não mentiria pra mim, porque eu ainda acredito na validade do que é pleno e sincero de se auto-acreditar. Viver a si próprio na plenitude de alegrias e tristezas sinceras já é um feito impressionante. É talvez seja melhor parar aqui sem mais coisinhas sem valor aparente, mais lindamente humanas e vomitadas. Tadinho dos meus escritos, eles são tão meus amigos. Muitos deles já estão por aí. Eu tenho um caderno que eu sempre carrego ele, e ele é muito maior que do que ele é realmente. É só abrir as páginas dele pra saírem voando pelos ares do meu quarto um bando de momentos e coisas minhas só minhas, egoísmos pra valer sem pena de ser anti-social. Ah, que coisa não. Deixa eu mostrar um pouquinho de lucidez falando mais corretamente porque tô com vergonha. É, sou tímido mesmo, já fui bem mais, mas agora tô mais de boa. Acho que vou acrescentar uma poesia e as coisas ficam de boa. Esse post é pra isso mesmo, botar coisas e ficar de boa. É tão bom falar coisas nada a ver. Vai falando aí meu irmão, vai falando que as coisas se ajustam. A Terra é mãe, ela dá muito jeito pra muita coisa. A Terra é planeta, casa e tudo mais que seja. Tudo um dia chega lá, chega lá junto com essa frase que vai ser alcançada pelo tempo. Os certinhos se acham superiores porque conseguem ser mais corretos que os loucos e se gabam por isso. Os loucos se gabam por serem mais loucos que os certinhos que não conseguem se soltar. Na verdade o ser humano é para o que nasce. Não tem jeito. Acho que pode ser até alguma coisa genética, mas não sei. Vou deixar o assunto em aberto porque a folha do Word acabou. Falou. E essa foi mais uma daquelas, que vocês que lêem o blog bastante sabe do que eu estou falando.
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A poesia prometida:
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(Sem título)
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Queria pegar a folha mais simples
Aquela do caderno mais distante
Jogado num fundo errante
De um canto que seja eu
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Queria escrever em letra confusa
Da maneira mais direta
A conclusão mais incorreta
Num poema que morreu
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E como que saindo do nada
Na forma mais desnuda
E textura mais afável
Se abrisse em linhas e riscos
Sem margens ou mensagens
O meu pensar de vagas miragens
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E do instante mais repente
No olhar mais palpável
Do sentido mais presente
Em verdade inviável
Queria ver posto em frente
Um poema miserável
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Há tanta amplidão em simples dizeres
Há tanta transmissão em ternos pensares
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Quero escrever em qualquer canto
E fazer do canto cantos
De maneira tão real
E nas voltas de meus mundos
Escrever os vários mundos
Que me formam afinal.
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Ê coisa mais linda, eu adoro escrever. Um abraço pra todos.........
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5 comentários:

Eu* disse...

Vou comentar no seu blog pq eu quero e pq eu gosto e pq eu nao sou egoista nem infantil. eu já ouvi essa poesia, acho q é a mesma q vc leu na sua casa. se nao for, td bem, quimi... eu gosto de ler os seus posts pq ele, pelo menos eles, sao verdadeiros em si e para com os leitores consequentemente. por uma lado é ruim vc querer deletar seu blog, mas se fosse pra fazer um mais lindo, entao tá bom!
to XXXXXXXXX mesmo, e daí?
é isso...

Anônimo disse...

Fala Waguininho....tá meio deprê?
A vida nunca é amis ou menos, sempre há lições aprendidas, caminos descobertas, almas cativas...
Fran
Passa no meu blog...
franemanu.zip.net

Anônimo disse...

Oi wagner,
desculpe ademora mas é o tempo1
Bonita poesia!
Falow!
Regi

Anônimo disse...

Às vezes pensamos em tudo e em todos mas nao pensamos em quem realmente deve ser pensado!
eu gosto MUITO de vc e só quero te ver bem!
Beijo pra vc e....se cuida! eu to aki....vc sabe disso....
Beijo....Florcat

Anônimo disse...

Q q eh q tah acontecendo hein???
seu pombo!... sentimentos felizes... alegria... vamu animah!!!! Please!!!Q q tah acontecendo com akele wagner q ria bastante : hohohohoho...???
Ahhh eu sei q vc vai voltar a se animar, isso eh detalhe, mas o matar o seu bloguinho eh foda!!!
faz isso nao!!!
...Muito legau a poesia...
nao mate o blog...se vc for vc me fala uma semana antes para eu poder ler ele todinho e copia-lo...OK???
Valeu fui...
(atualizei o meu blog, vai lah)
xXx