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Não, não sei se é um truque banal
Se um invisível cordão
Sustenta a vida real.
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Cordas de uma orquestra,
Sombras de um artista,
Palcos de um planeta
E as dançarinas no grande final.
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Chove tanta flor
Que sem refletir, um ardoroso espectador
Vira colibri.
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Qual, não sei se é nova ilusão
Se após o salto mortal
Existe outra encarnação.
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Membros de um elenco,
Malas de um destino,
Partes de uma orquestra,
Duas meninas num imenso vagão.
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Negro refletor, flores de organdi
E o grito do homem voador
Ao cair em si.
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Não sei se é vida real
Um invisível cordão
Após o salto mortal.
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Um comentário:
"Chove tanta flor
Que sem refletir, um ardoroso espectador
Vira colibri."
gostei!
leve...
beijo
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