quarta-feira, 26 de setembro de 2007

30 minutos na aula da Marilena Chauí (anotações e etc)

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Eu estava na FFLCH e já fazia algumas segundas-feiras que eu queria entrar na sala da Marilena Chauí só pra poder dizer que eu já vi uma aula dela. Akakaka. Gente famosa e que fez história, né. Rssss.
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Daí essa segunda, eu peguei um papel e uma caneta e fui lá ver. A sala estava lotada, mas tinha uma carteira livre no fundo. Eu me sentei lá e comecei a anotar tudo que eu conseguisse. Quando ela deu a entender que iria entrar em outro assunto, eu me levantei e saí porque as coisas que ele dizia eram muito interessantes e estavam me prendendo lá, mas eu tinha que voltar pra minha aula de Max Weber. Quando eu saí da sala tive a idéia de passar tudo pro Word e publicar no blog, e aqui está. Pura doidera interessantíssima. Eu gostei pra caramba.
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As anotações:
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Exemplos de Modo infinito são as leis da física e as operações cognitivas. Spinozza diz que isso pode ser a idéia de Deus.
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Atributo pensamento leva a todos os outros atributos.
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A partir desse momento, no texto da obra, o autor passa a chamar Deus de idéia.
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Ser formal – é a essência, ou seja, existência real.
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Idéia é um ser, um acontecimento real e não só psíquico. Idéia é causada por Deus, mas um Deus enquanto coisa pensante ou atributo pensamento. Se Deus for explicado por outro atributo, então não será Deus.
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“Explicare” no sentido ontológico (é igual) a desdobrar-se .
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Explicar-se (é igual) desdobrar-se (é igual) expor-se (é igual) desenvolver-se.
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A realidade de uma idéia é o “atributo pensamento”.
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O desdobrar-se de Deus forma o “atributo pensamento”.
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A causa de uma idéia não é o objeto dela, mas sim a potência do pensamento. Nossa potência de pensar, ou seja, o “atributo pensamento”.
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A causa não é o ideado ou a idéia formada, mas sim a força, o ímpeto.
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Uma idéia é um ser e não só uma operação mental.
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A idéia de uma mesa é formada a partir das informações que ela mesma nos fornece e os sentidos capturam e assim se forma a idéia da mesa em nós, mas Spinozza diz que não. A idéia da mesa é formada em nós pelo meu intelecto e não pelo objeto.
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Não há causalidade externa. Nega-se a idéia como representação de uma coisa externa.
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Deus é coisa pensante porque ele forma a sua própria idéia, a sua própria essência. Deus é coisa pensante por ele ser a coisa pensante por excelência.
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Deus não é a idéia que ele faz dele mesmo, mas sim a potência formadora do seu pensamento.
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Aula sobre a obra “Ética I de Espinosa”.
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Deus em Espinosa cria a ilusão de transcendência, uma dica é trocar a palavra Deus pela palavra substância. Espinosa usa a palavra Deus como fotografia da época.
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O mal não existe e o bem é ser livre, é ser a causa interna total do seu todo.
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O atributo que causa idéias é Deus. Deus é o poder de ideação. Deus é coisa pensante por excelência e por essência.
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O atributo extensão é referente ao corpo.
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Os 3 atributos são:
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1 – Pensamento
2 - Extensão
3 - ???
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O conhecimento intuitivo das essências singulares é o terceiro... (talvez atributo)
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Há uma diferença real e uma autonomia causal entre os atributos. Há uma profunda diferença entre eles. Cada um dos atributos é infinito, autárquico, e se um deles sofrer influência de outro, ele se torna finito. Cada atributo possui a potência para formar ele mesmo e só ele mesmo.
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A idéia se exprime através da manifestação do atributo pensamento, e só pode ser causada por ele.
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Exclui-se a idéia como representação, porque ela depende do ideado. Uma idéia não vem de uma sensação nem é uma representação absoluta. Idéia é uma causalidade interna, vem do atributo pensamento.
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Fim das anotações.
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Eu comecei a escrever o nome do filósofo errado (Spinozza – S mudo e 2 Z`s), mas depois eu vi na capa do livro de um aluno que estava do meu lado que não é Spinozza e sim Espinosa. Quando eu vi a capa também descobri que a obra se chamava Ética I. Ta anotado isso aí encima.
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Enfim, filosofia, ao que me pareceu, são pensamentos ou uma tentativa de tradução de sensações já existentes, ao mesmo tempo em que essas mesmas sensações são causadas pelos pensamentos e suas respectivas traduções gerais que fazemos, ou seja, qualquer coisa que fique no limiar da intuição e, por ser circular, isso tende a crescer e fazer a pessoa querer sempre mais e mais. É um exercício de descoberta muito lindo.
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Eu acho que filosofia é um exercício de puxar intuições para o campo das coisas pensáveis e, por labuta, transformá-las em coisas pensadas. Pelo menos nesse caso foi isso que eu achei.
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Foi muito louco.
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Um comentário:

Anônimo disse...

Esse exemplo que vc deu da mesa - "A idéia de uma mesa é formada a partir das informações que ela mesma nos fornece e os sentidos capturam e assim se forma a idéia da mesa em nós, mas Spinozza diz que não. A idéia da mesa é formada em nós pelo meu intelecto e não pelo objeto." - eu aprendi em Linguistica.

A Filosofia em si é bonita, pena que o homem tenha tantos pensamentos variáveis que não se encontra nunca. Pensa, pensa, pensa e não sai do lugar. Por isso eu não gosto desta matéria.

....e vc ficou mais louco???

kakakakakaka

bjs