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João disse que sairia de casa naquele dia. Sairia por sair. Há semanas que estava guardado no fundo de seu sonho, dormindo, embernando, comendo, sonhando, inventando coisas para si. Era deus do perímetro João. Faça-se a luz. No seu início não era o verbo, mas o não verbo, seu verbo era João. Coisas das mais diversas possíveis. Coisas avulsas nascentes em João. Gostava de sair ao quintal e ver estrelas caindo, imaginava ruídos, caia-se em si, estrelas queimavam sua nuca no repente, sustos. Soltava gritos de dor e gargalhadas avulsas que ecoavam na sua cabeça, não por ser vazia, mas por ser em demasia. João de Nada se chama. Ninguém o chamava. Ele era seu próprio substantivo. Não era cordial, resquícios, não era vulgar, não era nada, João de Nada. Não pensava nas definições de si, nem no seu sobrenome desfeito. Pairava plano pelos cômodos, dormitava de olhos vesgos e estalados, estalava dedos, ouvia batuques. Ficou assim por dias e dias, à toa, vivendo seu total. Tomava banho, saia de si, rodava por fora, rodava por dentro, entorpecia-se de variáveis químicas só pelo gozo da falsidade dolorida e assim ligava-se no ato do sorriso sem razão. Depois de saber-se em folha, fora embora pra fora. Vestiu vestimentas não escolhidas, calçou proteções porque necessitava delas. Quando tempo o tempo tem quando não se está no tempo que o tempo tem? Quanto muda a mudança nas vezes que mudamos longe dela? Só se muda a mudança de si no tempo que lhe é apropriação. Mas não sabia do limítrofe, por isso o carapuçar de sua ligeireza. Não se sabe a velocidade exata do instável daqui até que atrite qualquer. Não se sabe o aquém ou porém até o defronte de uma barreira de multidão. Mas foi-se. Fechou a casa no receio da chuva, passou rápido o portão no receio da fuga da fuga da fuga da fuga, um pendulário dotado no afogo de si. Ganhou os traços do social. Tudo foi-se naquele sem relance de ir sem volta. Veio o foi-se, e veio-se delineando o entorno da paranóia estampada incrustada na sapiência inventada. Antes assim, que perdida sem caminhos de retorno. Fez-se seu caminho em cada homeopática destreza e hesitação. Ganhou a avenida e seus rastros. Velocidade medíocre aquela que passava por todos os ângulos, não?! Mas sentia-se ali. Não explicava-se, mas o contínuo prosperou na vaguidão da geometria concreta. Andou ladeira acima, um descampado de sensação, ladeira abaixo, um baixio sem adjetivação. Continuou reacendendo-se a cada ato de invólucro, e assim fez-se fermata. Tuim num canto alegre. O quintal da meninice. Chorara naquela vez, lembrava-se disso. Chorara ao ler o som do triste canto do tuim. Nunca soube bem porquê, mas naquele triste canto do choro da palavra bonita, brotou-no algo da letrário. Não sabia nunca até que de repente sabia e estava conciso, formado, digerível e saltava dentro de si. Por fora estava encapuzado. Não sabia nunca quase, mas estava firme na desavença de outrem e por isso inteiro no aconchego notívago. Era noite num querer, e num instante estava no mesmo si. Prosperou agitado naquilo que amadurecia. Era bem estar assim de si. Restava o felicidade feito homem nele. Personificação é o artigo da troca. Sentia-se âmplido e teve a certeza, enfim certeza de gente, que ele restaria no conforto do estatuto. Não teve mais medo, concluiu-se o finalmente para o felizmente vigorar no concluo do pensares. Aquilo era a instância do corpo, fenômeno sagaz que trazia de si desde sempre. Era o privativo não localizado, uma paragem sem pontos. Era pixel do sorriso aos céus naquele instante que ameaçava enveredar fixo na garra do sólido. Formatava-se no cercado azul vagante. Um ponto eqüidistante entre a inocência e o rugoso, mas nem por isso mediano sem extremidades. Era extremo de contentação. Contentemente de seus brilhos. Navegou baixo ainda tentando experimentar o salto súbito da tristeza, mas o silêncio gargalhoso lotou sua inexatidão. Olhou pras suas mãos, chorou de amor pela conquista, sim
João disse que sairia de casa naquele dia. Sairia por sair. Há semanas que estava guardado no fundo de seu sonho, dormindo, embernando, comendo, sonhando, inventando coisas para si. Era deus do perímetro João. Faça-se a luz. No seu início não era o verbo, mas o não verbo, seu verbo era João. Coisas das mais diversas possíveis. Coisas avulsas nascentes em João. Gostava de sair ao quintal e ver estrelas caindo, imaginava ruídos, caia-se em si, estrelas queimavam sua nuca no repente, sustos. Soltava gritos de dor e gargalhadas avulsas que ecoavam na sua cabeça, não por ser vazia, mas por ser em demasia. João de Nada se chama. Ninguém o chamava. Ele era seu próprio substantivo. Não era cordial, resquícios, não era vulgar, não era nada, João de Nada. Não pensava nas definições de si, nem no seu sobrenome desfeito. Pairava plano pelos cômodos, dormitava de olhos vesgos e estalados, estalava dedos, ouvia batuques. Ficou assim por dias e dias, à toa, vivendo seu total. Tomava banho, saia de si, rodava por fora, rodava por dentro, entorpecia-se de variáveis químicas só pelo gozo da falsidade dolorida e assim ligava-se no ato do sorriso sem razão. Depois de saber-se em folha, fora embora pra fora. Vestiu vestimentas não escolhidas, calçou proteções porque necessitava delas. Quando tempo o tempo tem quando não se está no tempo que o tempo tem? Quanto muda a mudança nas vezes que mudamos longe dela? Só se muda a mudança de si no tempo que lhe é apropriação. Mas não sabia do limítrofe, por isso o carapuçar de sua ligeireza. Não se sabe a velocidade exata do instável daqui até que atrite qualquer. Não se sabe o aquém ou porém até o defronte de uma barreira de multidão. Mas foi-se. Fechou a casa no receio da chuva, passou rápido o portão no receio da fuga da fuga da fuga da fuga, um pendulário dotado no afogo de si. Ganhou os traços do social. Tudo foi-se naquele sem relance de ir sem volta. Veio o foi-se, e veio-se delineando o entorno da paranóia estampada incrustada na sapiência inventada. Antes assim, que perdida sem caminhos de retorno. Fez-se seu caminho em cada homeopática destreza e hesitação. Ganhou a avenida e seus rastros. Velocidade medíocre aquela que passava por todos os ângulos, não?! Mas sentia-se ali. Não explicava-se, mas o contínuo prosperou na vaguidão da geometria concreta. Andou ladeira acima, um descampado de sensação, ladeira abaixo, um baixio sem adjetivação. Continuou reacendendo-se a cada ato de invólucro, e assim fez-se fermata. Tuim num canto alegre. O quintal da meninice. Chorara naquela vez, lembrava-se disso. Chorara ao ler o som do triste canto do tuim. Nunca soube bem porquê, mas naquele triste canto do choro da palavra bonita, brotou-no algo da letrário. Não sabia nunca até que de repente sabia e estava conciso, formado, digerível e saltava dentro de si. Por fora estava encapuzado. Não sabia nunca quase, mas estava firme na desavença de outrem e por isso inteiro no aconchego notívago. Era noite num querer, e num instante estava no mesmo si. Prosperou agitado naquilo que amadurecia. Era bem estar assim de si. Restava o felicidade feito homem nele. Personificação é o artigo da troca. Sentia-se âmplido e teve a certeza, enfim certeza de gente, que ele restaria no conforto do estatuto. Não teve mais medo, concluiu-se o finalmente para o felizmente vigorar no concluo do pensares. Aquilo era a instância do corpo, fenômeno sagaz que trazia de si desde sempre. Era o privativo não localizado, uma paragem sem pontos. Era pixel do sorriso aos céus naquele instante que ameaçava enveredar fixo na garra do sólido. Formatava-se no cercado azul vagante. Um ponto eqüidistante entre a inocência e o rugoso, mas nem por isso mediano sem extremidades. Era extremo de contentação. Contentemente de seus brilhos. Navegou baixo ainda tentando experimentar o salto súbito da tristeza, mas o silêncio gargalhoso lotou sua inexatidão. Olhou pras suas mãos, chorou de amor pela conquista, sim
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P.s: Detalhe, não pude colocar o ponto final depois do "sim" porque senão o final do texto pularia para a segunda folha. akakaka. Façam o teste. Pelo menos aqui no meu Word foi assim que aconteceu.
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Um comentário:
Quando li o título e o final do texto pensei q fosse sair uma mixornia, depois vi que é algo muito complexo e que não entendo nem entendi...
mas ta valendo, tô aqui pra comentar. Um coment tosco, mas é verdadeiro. rssss
ah, gostei do final(desproposital)!!!!!!
beijo
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