terça-feira, 9 de outubro de 2007

Segunda leva de 10 posts (outubro) III

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Dos posts que não foram II
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Descobri porque Schopenhauer considerava a música como a mais sublime das artes. Segundo ele, em sua concepção pessimista da realidade, o homem vive insatisfeito porque vivemos tendo vontades, ou seja, quando acabamos de realizar uma, logo outra nos aparece e nos deixa desejantes de algo que não sabemos se conseguiremos. Daí, depois de um tempo de textos lido na revista, o autor disse que ele considerava a arte como uma forma mais duradoura de felicidade porque, quando se está fazendo arte, a vontade está no ato de fazer e portanto o processo se satisfaz nele mesmo. Mas novamente ele é pessimista e diz que, no momento em que se faz artes que se apóiam em elementos visuais, esses elementos usados (objetos, palavras, imagens, tudo que chega pelos olhos) nos remetem a lembranças de coisas que não temos e assim voltamos a querer e a sentir a insatisfação de não ter. E é então que ele diz que a música é a mais sublime das artes, já que a música, e nesse caso a música instrumental, não faz referência a nenhuma coisa do nosso mundo do dia-a-dia e não nos remete novamente à vontade. Depois disso, ele diz que, nesse estado em que a inteligência se desprende da prisão da vontade, o homem pode conhecer, por alguns instantes, a redenção e se desvencilhar da quase eterna oscilação entre o tédio e a dor: o tédio que se sente depois de desfrutar da vontade alcançada, e a dor de querer o que não se tem.
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Um comentário:

Eu* disse...

Artur Moura Queirós disse...

Quem sabe onde quer morrer, já morreu e ressuscitou por dentro pelo menos uma vez...:)

Janeiro 16, 2007 2:28 PM

faço dele as minhas palavras sinceras e verdadeiras(duo pleonástico)