sexta-feira, 30 de novembro de 2007

As margens de novembro (leia vagaroso)

.
Novembro sempre me trás um ano a mais num mês a menos. Sempre inicia num bem vindo de beira fim, e vem que refaz o de novo intacto na cadência do apaziguo. Um perigo a menos num mês absurdamente. Absurdo instável, revoltoso o novato do inauguro peito neutralmente. Um descampo de abertura até às margens da virada. Aquilo que só o meia me alastra. Um múltiplo. Um exponêncio. De mais de cem, com certeza, na intransferível restolho que já nunca se fora, em verdade que não me contivemos, mas que resta ainda um apelido de esperança. Novembro sempre me trás um ano a mais num mês a menos. Novembro e suas margens. Dias são dias e isso é o ponto, um certamente. Talvez um erro, pra ser mais exato, ou o relativo desproposta, já que ser certeiro em mínimo é obrigacionamento, uns destapos de relaxamento que, como um cuspe, é víscera. Vísceram, ou seja, inércia de qualquer estado ou posição. Um dês-com-posição. Agora, o de além-mar é que devasta-se em picada-peito. Um arrebentamento. Tenho dó. Tenho dó porque haja intrínsecos para tal infinitamente desmargens. É um descaso da vida. Um medíocre, gesto médio, que deixou em nós uma liberdade absurda, por preguiça, ócio celeste que, de verdade em verdade, eu vos digo: maravilhosamente. Santo ócio medíocre no antevisto do vírtuo. Nós. Novembro sempre me trás um ano a mais num mês a menos. Um médiucro embeleze. As margens arrastantes deste ultimato (uhhh, ti mato, hein!!!) me absurda com coice-pangaré. Sim, este sou. Propriamente, muito prazer!!! Cada ciclo é semântico. Só existe se palavrearmos. Do contrário deixa-se dormente, hipótese, estatística. Quantos porcentagem do ideário em cristalização? Indicador dum índice de aproveitamento de idéias. Palavras são para desperdícios. Rascunhos sem papel. Por isso já diziam: quando se brinca com bola, papagaio e pião, eles se gastam, já as palavras, não... Palavras são jorráveis e por isso amigas. O resquício não contenta-se com alheios que carecem. Mas o que abunda-se, esparramável coletivo o seja. Um desvario. Absurdo-me contanto que a vida seja assim, ou quase assim, como um altar, onde, pseudo imperativo, celebra-se tudo que há em consentir-se de mim. Novembro sempre me trás um ano a mais num mês a menos. Crendices. Mas, quem disse?!?!
.

Nenhum comentário: