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Ahhh, as cadências.
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Notas tímidas que me levam.
Sonolência no máximo de mim.
Não sou a simples certeza do corpo,
Sou gritante tempestade
Ressoando acordes de garoa menina,
Mas, ainda assim,
Posso escolher a morte
Apenas deixando-me levar infinito
Pela plenitude e aconchego
Daquilo que temo.
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Posso desvairar-me por inércia.
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Uma suprema latência que se dorme.
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A encantada e explosiva mansidão.
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Só um piano me escora.
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Sou a supremacia inventada no humilde
Que por cabisbaixo te olha,
Fixando pequeno o olhar encantado,
Escapado num esforço brutal
Por entre a proteção da fumaça que aspiro.
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Timidamente sou o restante.
Aquele que, sem vontade,
Deixa-se instável
Pelo simples prazer contido
De te ver num soslaio vitorioso.
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Ou talvez aquele que, por escolha,
Deixa-se perder em pânico
Pelo receio de ter coragem suficiente
Para sentir o assombro
De observar com calma o intrínseco de tua beleza.
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Resigno-me a olhar notas
E tocá-las de medíocre intensidade
Só para manter-me a tensão
De acreditar poder ser ouvido
Nos confins do espaço noutro
Onde fumas, sozinha, o teu cigarro,
Sobreposta, externa a todas as minhas
Infernais e maravilhosas impressões.
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Sou mundo inteiro do eu em ti,
Pois reinvento-me labirinto.
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