terça-feira, 4 de novembro de 2008

Inferno astral - VIII

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A África como berço da principal cultura mundial, mãe da raça e berço da cultura que resiste por ser marginal e, como todo marginal, tem na repressão seu principal estímulo de perpetuação e resistência. A África se dispôs a ser menos por saber estar nela o início e o fim. Tem a nobre função do sacrifício maior. É e orgulha-se de ser base, e como base, sustenta toda a construção da humanidade ainda que não diretamente presente em todas as formas de cultura. A representação do carnal, do primitivo e primeiro. O coração, a pulsação, o que é simples e por isso não se esvai pelos tortuosos caminhos da razão que se inverte por simples dialética. Corpo e manifestação duradoura de energia. Se a humanidade tende ao eterno retorno, o início, e conseqüentemente, o fim, é a África.
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