quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Oração das entidades

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Vós que vêm de longe pra salvar filhos de fé. Vós que aqui trabalham a Umbanda com a fé.
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Saravá, Ogunhê, Saluba, Oke, Kaô, Parrê, Odossiá, Aie ie
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Louvado seja este terreiro. Louvada seja a luz das almas que se encontram e se ajudam na beleza da caridade, da troca. Cerne que instaura o inédito, o bem-vindo, quando vindo do amor, como, em verdade, vem.
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Harmonia, humildade e firmeza neste caminhar que muito além da carne flui, muito além daqui está.
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Assim conduz...
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Aqui eis a “Tenda de Umbanda Caboclo Tupinambá”.
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Aqui eis Crispim dos doces e das travessuras. Sua forma ingênua de amadurecer estes que aqui participam. “Deixai vir a mim as crianças”, já disseram nesta terra de Deus.
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Marabô, Tranca Ruas e Caveira que por caminhos rentes ao humano nos observam com sabedoria. Das 7 encruzilhadas vem Maria, rainha a girar. Sintonia e harmonia, condição presente ao fecharmos nossas giras com Deus e Nossa Senhora.
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Sandorê pemba de Angola!!!
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Aqui viemos, aqui estamos.
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Estamos a saravar no clima do canto, no doce do riso, na harmonia do balanço com os pés firmes no chão. Aqui estamos a saravar em fumaça que nos revelam segredos ao pé do ouvido, quando se pode saber. Aqui estamos a saravar em palavras amigas e dotadas de sentidos que por muitas vezes, e ainda tantas outras, nos escaparão.
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Aqui nos fala nossa querida Bahia que gerou os baianos e seus cocos: Zés, Marias e Joãos.
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O tempo e o vinho. O tempo e o homem. O templo homem.
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Cruzaram oceanos legiões de almas para aqui vir morar. Legiões de pais, mães e filhos plantados no chão brasileiro onde se enraizou a Guiné. Bento e bendito seja este povo de pretos e pretas guias. A vós avós de tantos, somos gratos, somos pequenos frutos desta conga de Marias.
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Dos reinos profundos de Iemanjá, surgem as 7 ondas de João, nos contando histórias de além mar. Este mar que balança em paz por sob as outras tantas 7 Estrelas dos ciganos de outrora. A constelação do Oriente.
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Oriente-se rapaz!!!
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Oriente-se e deixe-se orientar por aquele que não é baiano. Advogado espiritual que Pelintra neste templo, nesta casa, neste Engenho de Zés, Marias e de todos que aqui chegam vindos de longe.
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Vindos de onde?
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Vindos do reino dos caboclos, Sultão primeiro destas matas. Imperadores de um templo invisível: o homem demais.
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Vindos de onde?
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Vindos de África, Angola, Aruanda, Bahia e altares. Vindos dos caminhos, das ruas, dos montes e dos vales. Vindos das estrelas, das cidades, das alturas e dos mares. Vindos da caatinga, das florestas, enfim, do mundo e seus lugares.
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Vindos de onde?!?!
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Vindos de longe. Vindos dos céus!!!
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Vindos, venham bem-vindos, pois “nós que aqui estamos por vós esperamos”.
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Sempre...
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Amém. E que assim seja, como, em verdade, é!!!
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