terça-feira, 30 de abril de 2013

Itaema



Mais um livro de Benita Carneiro que tomo contato este ano. Uma boa surpresa que a própria poeta me emprestou!

Um livro de poesias maduras, de metáforas intrincadas, onde ela leva a pontos mais altos uma característica que já vi presente em outras de suas obras: o Animismo ou Personificação, onde objetos inanimados ganham vida e tomam características próprias dos humanos. Há também a Zoomorfização, que é quando animais realizam coisas que cabem aos homens. Nesta obra estas são recursos constantes. O universo escrito cresce de tamanho, justamente por esta quantidade de personagens de diversos tipos, animados e inanimados, pessoas e não-pessoas que vão passando pelos episódios vividos por Benita.

É também um livro que retrata Itanhandu de antigamente com mais detalhes. Lá estão várias passagens da cidade como: as festas da Santa Casa, a frustrante promessa de um presidente que por lá passaria, carnavais, encontros culturais no CRI (Clube Literário e Recreativo de Itanhandu), descrições do comércio local, entre outros elementos municipais que em Itaema estão mais concentrados e alinhados.

Possui 49 poemas em 65 páginas, e foi prefaciado pelo então jovem, retratado num dos poemas, Luciano Pinho Nilo, filho da saudosa poeta Dilza Pinho Nilo.

Há também um texto, nas orelhas do exemplar, assinado por Max de Figueiredo Portes, amigo de longa data da escritora.

Foi publicado em 1991, por uma editora de Belo Horizonte.

Uma obra singela, profunda e mais complexa dos que outras dela que já tomei contato.


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