Mais
um livro de Benita Carneiro que tomo contato este ano. Uma boa surpresa que a
própria poeta me emprestou!
Um
livro de poesias maduras, de metáforas intrincadas, onde ela leva a pontos mais
altos uma característica que já vi presente em outras de suas obras: o Animismo
ou Personificação, onde objetos inanimados ganham vida e tomam características
próprias dos humanos. Há também a Zoomorfização, que é quando animais realizam
coisas que cabem aos homens. Nesta obra estas são recursos constantes. O
universo escrito cresce de tamanho, justamente por esta quantidade de
personagens de diversos tipos, animados e inanimados, pessoas e não-pessoas que
vão passando pelos episódios vividos por Benita.
É
também um livro que retrata Itanhandu de antigamente com mais detalhes. Lá
estão várias passagens da cidade como: as festas da Santa Casa, a frustrante
promessa de um presidente que por lá passaria, carnavais, encontros culturais
no CRI (Clube Literário e Recreativo de Itanhandu), descrições do comércio
local, entre outros elementos municipais que em Itaema estão mais concentrados
e alinhados.
Possui
49 poemas em 65 páginas, e foi prefaciado pelo então jovem, retratado num dos
poemas, Luciano Pinho Nilo, filho da saudosa poeta Dilza Pinho Nilo.
Há
também um texto, nas orelhas do exemplar, assinado por Max de Figueiredo Portes,
amigo de longa data da escritora.
Foi
publicado em 1991, por uma editora de Belo Horizonte.
Uma
obra singela, profunda e mais complexa dos que outras dela que já tomei
contato.


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