Peça
da qual faço parte.
Uma
trupe de três gatos: Penélope (Daniela Mota), Edgar (Maurício Colantoni) e Mortadela
(Lucas Lentini), vivem num beco junto com Seu Zé (Vitor Meneghetti), um homem
já velho que entende a língua dos bichanos e traz comida para eles.
Certo
dia, eles recebem a visita de uma nova gatinha vinda do interior, Socorro
(Leila Bass), que resolve se mudar pra a cidade para ficar mais culta, ou, como
ela mesmo diz: currrrta.
O
conflito se instaura quando homens chegam e vistoriam o beco, pois pretendem
construir ali um prédio. Os gatinhos não entendem o que os homens disseram, mas
vendo a tristeza do Seu Zé, resolvem fazer uma peça de teatro para alegrá-lo.
Para isso eles precisam de um diretor, que é quando eu entro em cena.
Meu
personagem é um músico marginal que toca piano nas ruas e ensaia neste beco. Ao
ver que os gatos precisam de uma solução para a peça, ele apresenta as
partituras de uma musical e ensaia a gataria, sem deixar de lado Seu Zé, que
neste ponto vai se saber que foi um ex-cantor de ópera muito famoso, capaz de
atingir notas agudíssimas.
Enquanto
todos estão apresentando o musical, novamente o conflito se instaura com a nova
visita dos homens de negócios. Então Seu Zé explica a seus amigos humanos e
animais o que está acontecendo e eles saem do beco tristonhos, cantando o
principal tema musical da peça.
Nisso
dá o grande milagre que só a arte das fábulas mágicas pode permitir. E daí por
diante, não vou mais contar, pra não estragar o desfecho.
“
- Veja, nós temos público!”
É sempre emocionante, este que é o momento alto da peça, onde tudo faz sentido!
Tem
muita música animada e melodiosa, jazz, samba, balada, rock, valsa, blues, interferências
sonoras, trilhas compostas por mim, outras pelo diretor musical Adilson
Rodrigues, há também paródias feitas por Vitor Meneguetti e ainda outras
compostas por Maurício Colantoni. O texto é de Lívia Gaudencio, com grandes modificações
livres feitas ao longo dos ensaios. A direção é de Juliano Barone, a preparação
corporal foi feita por Bruna Longo, além das coreografias que ela ajudou a
formular, juntamente com Daniela Mota e Leila Bass.
Enfim,
uma grande criação coletiva que emocionou bastante todos os espectadores que
nos viram até hoje. Uma apresentação que fala para as crianças, de todas as idades, de maneira direta, não infantilesca, numa linguagem ágil, inteligente e moderna!
E, pra mim, uma
gostosa experiência com uma equipe muito bacana!!!

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