terça-feira, 30 de abril de 2013

O Beco dos Gatos



Peça da qual faço parte.

Uma trupe de três gatos: Penélope (Daniela Mota), Edgar (Maurício Colantoni) e Mortadela (Lucas Lentini), vivem num beco junto com Seu Zé (Vitor Meneghetti), um homem já velho que entende a língua dos bichanos e traz comida para eles.

Certo dia, eles recebem a visita de uma nova gatinha vinda do interior, Socorro (Leila Bass), que resolve se mudar pra a cidade para ficar mais culta, ou, como ela mesmo diz: currrrta.

O conflito se instaura quando homens chegam e vistoriam o beco, pois pretendem construir ali um prédio. Os gatinhos não entendem o que os homens disseram, mas vendo a tristeza do Seu Zé, resolvem fazer uma peça de teatro para alegrá-lo. Para isso eles precisam de um diretor, que é quando eu entro em cena.

Meu personagem é um músico marginal que toca piano nas ruas e ensaia neste beco. Ao ver que os gatos precisam de uma solução para a peça, ele apresenta as partituras de uma musical e ensaia a gataria, sem deixar de lado Seu Zé, que neste ponto vai se saber que foi um ex-cantor de ópera muito famoso, capaz de atingir notas agudíssimas.

Enquanto todos estão apresentando o musical, novamente o conflito se instaura com a nova visita dos homens de negócios. Então Seu Zé explica a seus amigos humanos e animais o que está acontecendo e eles saem do beco tristonhos, cantando o principal tema musical da peça.

Nisso dá o grande milagre que só a arte das fábulas mágicas pode permitir. E daí por diante, não vou mais contar, pra não estragar o desfecho.

“ - Veja, nós temos público!”

É sempre emocionante, este que é o momento alto da peça, onde tudo faz sentido!

Tem muita música animada e melodiosa, jazz, samba, balada, rock, valsa, blues, interferências sonoras, trilhas compostas por mim, outras pelo diretor musical Adilson Rodrigues, há também paródias feitas por Vitor Meneguetti e ainda outras compostas por Maurício Colantoni. O texto é de Lívia Gaudencio, com grandes modificações livres feitas ao longo dos ensaios. A direção é de Juliano Barone, a preparação corporal foi feita por Bruna Longo, além das coreografias que ela ajudou a formular, juntamente com Daniela Mota e Leila Bass.

Enfim, uma grande criação coletiva que emocionou bastante todos os espectadores que nos viram até hoje. Uma apresentação que fala para as crianças, de todas as idades, de maneira direta, não infantilesca, numa linguagem ágil, inteligente e moderna!

E, pra mim, uma gostosa experiência com uma equipe muito bacana!!!



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