A
famosíssima ópera de Giacomo Puccini, numa montagem do Theatro Municipal de São
Paulo, sob a regência do famoso maestro, fundador da OSESP: John Neschling.
Fui
ver no dia 29 de Dezembro de 2013.
A
última sessão possível.
Comprei
um dos últimos ingressos, no último domingo do ano, numa São Paulo já bem mais
vazia do que o habitual.
Fui
a pé até lá.
Na
saída, passei em frente ao Mc Donnald’s e até ele estava fechado. Estava
rolando uma confraternização regada a muito Funk de baixíssima qualidade,
afinal, nem só de Ópera vive o mundo!
Os
dias de apresentação foram:
10
ter às 20h | 12 qui às 20h | 14 sáb às 20h | 15 dom às 18h | 17 ter às 20h | 19
qui às 20h | 21 sáb às 20h | 22 dom às 18h | 26 qui às 20h | 28 sáb às 20h | 29
dom às 18h
A
obra canta o amor de Rodolfo e Mimi.
Ele,
um poeta pobre que vive com amigos em locais boêmios de Paris.
Ela,
uma florista que sofre de tuberculose.
Neste
contexto, se desenrola uma bela e trágica vivência do amor, com muitas
passagens de extremo romantismo, sofrimento e músicas belíssimas que vão
conduzindo, durante mais de duas horas, ao triste desfecho.
Não
há realmente tantas ações sendo desenroladas. O que acontece gira em torno da
vida noturna e do amor arrebatador de um homem noturno por uma singela dama que
adoece cada dia mais.
Ele
descobre um novo sentido de vida que está prestes a acabar. Ela vê seu coração
tomado por um sentimento belo, mas que não pode seguir adiante.
Dois
universos diferentes unidos por um sentimento único.
As
depravações da boemia e a singeleza da flor
O
romantismo de um poeta e a inocência de uma mulher de vida simples.
E
a unidade saída de dois cantos de uma mesma cidade, de duas formas de vida tão
distintas que se unem para cantar o amor impossível. Impossível não pela não
aceitação das partes envolvidas, mas incompreensão do destino que tão rápido os
fez apaixonarem-se quanto rápido os faria se despedirem pela última vez!
A
direção cênica ficou a cargo do francês Arnaud Bernard.
E
aliás, os cenários deram um show a parte.
O
palco era ligeiramente reclinado, o que ajudava na visualização do conjunto. No
fundo, uma colocação de luzes dava a impressão de que o cenário não tinha fim.
Houve
momentos do espaço estar coberto de rosas vermelhas, outros de estar forrado com
um monte de papel. Este amplo espaço decorado, juntamente com a iluminação,
impressionava o público a cada vez que a cortina se abria novamente.
A
personagem Mimi foi interpretada pela soprano grega Alexia Voulgaridou e também
pela alemã Susanne Braunsteffer.
Já
Rodolfo ficou a cargo do paraense Atalla Ayan, do também brasileiro Fernando
Portari e do francês Jean-François Borras.

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