quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Resenhas 2013 - La Bohéme


A famosíssima ópera de Giacomo Puccini, numa montagem do Theatro Municipal de São Paulo, sob a regência do famoso maestro, fundador da OSESP: John Neschling.

Fui ver no dia 29 de Dezembro de 2013.

A última sessão possível.

Comprei um dos últimos ingressos, no último domingo do ano, numa São Paulo já bem mais vazia do que o habitual.

Fui a pé até lá.

Na saída, passei em frente ao Mc Donnald’s e até ele estava fechado. Estava rolando uma confraternização regada a muito Funk de baixíssima qualidade, afinal, nem só de Ópera vive o mundo!

Os dias de apresentação foram:

10 ter às 20h | 12 qui às 20h | 14 sáb às 20h | 15 dom às 18h | 17 ter às 20h | 19 qui às 20h | 21 sáb às 20h | 22 dom às 18h | 26 qui às 20h | 28 sáb às 20h | 29 dom às 18h

A obra canta o amor de Rodolfo e Mimi.

Ele, um poeta pobre que vive com amigos em locais boêmios de Paris.

Ela, uma florista que sofre de tuberculose.

Neste contexto, se desenrola uma bela e trágica vivência do amor, com muitas passagens de extremo romantismo, sofrimento e músicas belíssimas que vão conduzindo, durante mais de duas horas, ao triste desfecho.

Não há realmente tantas ações sendo desenroladas. O que acontece gira em torno da vida noturna e do amor arrebatador de um homem noturno por uma singela dama que adoece cada dia mais.

Ele descobre um novo sentido de vida que está prestes a acabar. Ela vê seu coração tomado por um sentimento belo, mas que não pode seguir adiante.

Dois universos diferentes unidos por um sentimento único.

As depravações da boemia e a singeleza da flor

O romantismo de um poeta e a inocência de uma mulher de vida simples.

E a unidade saída de dois cantos de uma mesma cidade, de duas formas de vida tão distintas que se unem para cantar o amor impossível. Impossível não pela não aceitação das partes envolvidas, mas incompreensão do destino que tão rápido os fez apaixonarem-se quanto rápido os faria se despedirem pela última vez!

A direção cênica ficou a cargo do francês Arnaud Bernard.

E aliás, os cenários deram um show a parte.

O palco era ligeiramente reclinado, o que ajudava na visualização do conjunto. No fundo, uma colocação de luzes dava a impressão de que o cenário não tinha fim.

Houve momentos do espaço estar coberto de rosas vermelhas, outros de estar forrado com um monte de papel. Este amplo espaço decorado, juntamente com a iluminação, impressionava o público a cada vez que a cortina se abria novamente.

A personagem Mimi foi interpretada pela soprano grega Alexia Voulgaridou e também pela alemã Susanne Braunsteffer.

Já Rodolfo ficou a cargo do paraense Atalla Ayan, do também brasileiro Fernando Portari e do francês Jean-François Borras.





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