A narrativa de uma história real e extraordinária, feita de maneira sensível, posicionando a procura científica de Stephen Hawking em paralelo com sua figura humana. As trivialidades do cotidiano, os sonhos do jovem gênio, os sorrisos trocados em segredo, coisas comuns a tantos e tantos seres-humanos. Em grande parte, trata-se de um filme sobre o amor e sobre aquele velho ditado que diz que: atrás de um grande homem, sempre há uma grande mulher.
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É comovente a luta do casal na construção de uma história tão linda, de tantas superações, de tantos desafios, de tantos obstáculos aparecidos ao longo do tempo. Dificuldades que foram surgindo em tarefas que, por vezes, podem ser banais para tantos por aí e que muitos de nós nunca teremos que enfrentar.
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Dificuldade para subir e descer escada, dificuldade ao tentar comer e mastigar, dificuldade de articular as palavras de maneira correta. Em paralelo, aparece a dificuldade de ter, ao seu lado, um homem inábil ao trabalho físico, a dificuldade de criar filhos sem a presença da força masculina.
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É especialmente lindo observar a força nascente na companheira de um homem progressivamente debilitado, bem como é lindo pensar que este mesmo homem estava predestinado a revolucionar a visão de todas as coisas físicas do Universo; um homem responsável por um novo salto qualitativo na história das ciências vislumbradas por esta humanidade que, agora, aqui está.
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Fiquei extasiado e emocionado grande parte do filme.
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As partes em que ele tem as inspirações sobre as teorias que iriam ser elaboradas, a luta contra as crescentes limitações físicas que dificultavam ainda mais a já árdua tarefa de construção do conhecimento científico. O desespero do desbravador que poderia não conseguir realizar tudo aquilo sua cabeça estava intuindo, ou pior, o desespero de uma alma que poderia vir a se tornar incomunicável sem, no entanto, ter dito tudo o que ele sabia ser verdade.
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A angústia pessoal de poder se tornar um poço de conhecimento estagnado, um acúmulo de novidades fadadas ao túmulo. Descobertas caladas que poderiam se definhar no poço silencioso de uma mente aprisionada num corpo físico inválido e fadado a uma morte rápida, segundo previsões médicas retratadas na obra.
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Imagino quantas vezes esses pensamentos podem ter passado na cabeça fértil do gênio e o quanto isso pode ter servido de estímulo para que ele criasse ainda mais, lutasse ainda mais, descobrisse ainda mais, ampliasse ainda mais as fronteiras do conhecimento já produzido na face da Terra.
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Seres como Stephen Hawking não aparecem todo dia, nem todo ano, nem toda década e, quiçá, apareça um ou outro a cada século, quando muito!
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E é interessante pensar que este cientista nasceu no mesmo dia em que se completava o aniversário de 300 anos de morte de Galileu Galilei e que, além disso, ele ocupa, em Cambridge, a cadeira que foi de Isaac Newton.
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Alguns chamariam isso de simples coincidência. Eu prefiro acreditar em alguma espécie de planejamento sutil que vai nos guiando ao longo desta enorme jornada.
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A vida de Stephen Hawking já é fenomenal, por si só!
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A moldura artística, a poética visual, as interpretações dos atores só ajudaram a realçar aquilo que já está repleto de magia e luminosidade!
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FICHA TÉCNICA
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Gênero: Drama
Direção: James Marsh
Roteiro: Anthony McCarten
Elenco: Adam Godley, Charlie Cox, Charlotte Hope, David Thewlis, Eddie Redmayne, Emily Watson, Enzo Cilenti, Felicity Jones, Harry Lloyd, John Neville, Maxine Peake, Richard Cunningham, Tom Prior
Produção: Anthony McCarten, Eric Fellner, Tim Bevan
Fotografia: Benoît Delhomme
Montador: Jinx Godfrey
Trilha Sonora: Jóhann Jóhannsson
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