quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Contos Completos (Livro) – Resenhas 2015

Livro contendo todos os 46 contos da escritora inglesa Virginia Woolf, o que me pareceu, num primeiro momento, algo espetacular!
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Mas, para ser sincero, não gostei da obra!
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Achei que muitos dos contos são bastante desinteressantes. Os assuntos abordados não me chamaram a atenção e o universo da escritora não tocou de maneira alguma.
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A linguagem, na maioria do tempo, era um tanto complexa, trazendo uma forma pouco cativante de contar as coisas e, assim, acabei completando a leitura somente por obrigação, já que não gosto de deixar livros pela metade.
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Na verdade, este livro me deixou um tanto incomodado, pois não sabia se o que estava lendo era estranho ou se o estranho estava sendo eu por não conseguir acompanhar o que era dito.
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Na minha humilde opinião, a autora possuía uma forma de pensar um tanto quanto desencaixada, fora de compasso, diversa, desordenada, pouco tocante, mas, ainda agora, resta-me a dúvida de que talvez essa minha impressão se deveu mesmo a minha incapacidade de acompanhar o raciocínio dela.
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Não sei.
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Seria necessário que eu novamente me debruçasse sobre a obra para poder chegar a uma conclusão mais certeira sobre esse ponto.
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No entanto, pensando agora sobre outras coisas que já li, não acredito que seja somente o caso de eu não acompanhar o raciocínio, já que Clarice Lispector, que muitos diziam ter um estilo semelhante ao da autora em questão, sempre me faz total sentido, chama-me a atenção e consigo acompanhar, palavra por palavra, o que ela está dizendo.
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Enfim...
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Sei que é difícil traçar comentários negativos a respeito de uma personalidade tão respeitada no cenário da literatura mundial, mas fiquei extremamente decepcionado com o que li.
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Conto por conto, tive diversas decepções, o que alimentou, constantemente, minha impressão negativa sobre a autora e sua arte.
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Acredito que Virgínia transparecia seu desencaixe mental em sua literatura.
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Em muitas passagens, as frases pareciam estar se equilibrando numa linha tênue entre a razão e a loucura, entre uma percepção literária sensível e um descabido ilógico onde a maioria dos leitores não pode chegar.
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Grande parte do texto causou estranheza e eu, por várias vezes, me peguei perguntando se ela tinha noção desse destempero que emanava das palavras que ela escreveu em grande quantidade ao longo de sua vida.
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Que Virgínia padecia de males psiquiátricos isso todos sabemos, afinal, sua vida foi extremamente sofrida, o que acabou levando a escritora a um ato de desespero, covardia perante a vida e coragem perante a morte que foi o suicídio nos moldes em que ela o executou.
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Seus contos estão organizados em ordem cronológica e pensei que, ao longo do exercício literário, ela iria se tornar mais atrativa aos meus olhos, o que não aconteceu, infelizmente.
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Meu santo literário não bateu com o dela!
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