sábado, 18 de março de 2017

Folhas avulsas 28 (Escrito provavelmente em 2012) - 12 ano de Blog

Será que em algum momento da história humana recente, chegamos, em algum lugar, em alguma família, em algum qualquer, em alguma interioridade, será que chegamos àquilo que deveríamos ser daqui para frente?

Já existiu em algum homem comum um sentimento duradouro de perfeição eterna?

Um sentimento ideal, uma energia resoluta do futuro, um sentido de comunidade, um sentir de humanidade total localizado em qualquer canto do mundo?

Uma paz perene e madura que sabia de seus percalços e de seus sofrimentos, mas que também sabia como seguir adiante, pois sabia de seu papel dentro de um ecossistema social que conduz e que nos inclui a todos nós?

Um canto de roça, um momento de viola, um chorado de cachoeiras sentido no peito, um murmúrio de mar noturno, um lamento profundo da natureza vibrado com maturidade e plenitude por algum coração de algum homem ou mulher qualquer num canto desta Terra?


Comentário atual: Bonito questionamento e bonita a maneira como o texto sai do universal para cair no pontual de paisagens bucólicas tocadas pela interioridade deste ser tão ideal e, ao mesmo tempo, tão natural!

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